Subtotal 2013

Vamos à checklist de alguns momentos de 2013 antes que ele acabe.

√ Participei de um curso de brigada de incêndio.
√ Aprendi a usar óculos escuros.
√ Perdi o Google Reader.
√ Dirigi bastante.
√ Fiz duas grandes viagens maravilhosas, muito bem acompanhado (e outra breve porém bacana também).
√ Quase fui pro Sri Lanka.
√ Voltei a escrever alguma coisa sobre história.
√ Peguei catapora.
√ Terminei uma especialização.
√ Cheguei até o fim do ano.

Obrigado a todos que estiveram por perto. Obrigado a você.

E feliz 2014! Oh where do we begin?

Micareta para Jesus

Ocorreu por volta de 27-29 E.C., de Jesus e seus 12 followers virem a Jerusalém para a Pessach, evento que é, basicamente, a Páscoa quando você nasce em um lar Judeu, e em vez do coelhinho, se comemora a fuga dos Hebreus dos domínios do Egito. Ao chegarem ao Templo de Jerusalém, já conhecido como Templo de Herodes na época porque, bem, o Rei Herodes, querendo fazer uma média com o povo Judeu que andava meio sem templo para orar, deu uma forcinha e o construiu (só para ser destruído pelos cazzi dos Romanos comedores de pizza, 5 anos depois de pronto), qual não foi a decepção de Emmanuel ao perceber a baderna que estavam fazendo na casa de seu Pai inefável.

Comerciantes vendiam e compravam animais para sacrifício, ovelhas, bois e pombas, além de cambistas que trocavam o dinheiro dos estrangeiros pela moeda local. Eis que baixou o Indiana Jones no filho de Maria e ele, de posse de um chicote, botou todo aquele covil de salteadores pra correr pra longe dali, lembrando a todos que aquela era uma casa de oração. (Mateus 21:11-13)

Jesus Jones mordido com a bagunça que fizeram na casa de seu Pai

O tempo passou, as manifestações foram se modificando ao longo do tempo e, se o próprio Elohim, que era meio sensível nos tempos do Velho Testamento, não fulminou Miriã que, em gratidão por seu Senhor ter matado centenas de soldados Egípcios afogados no Mar Vermelho, tocou um solo virtuoso de pandeiro com suas BFFs sob o sol causticante do Deserto de Sur (Êxodo 15:19-21), longe de mim condenar manifestação tão singela quanto a Marcha para Jesus.

Todos tem o direito de manifestar sua falta de religiosidade da forma como lhe convir, desde que não prejudiquem a paciência os direitos de outrem. Está na constituição que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida (…) a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política salvo para eximir-se de obrigação legal a todos imposta“, conforme os incisos VI e VIII do artigo 5º de nossa imaculada Constituição Cidadã, promulgada sob a proteção de Deus e com assinatura de José Sarney.

Constituição de 1988 – Sob a proteção de Deus e com a assinatura de Sarney

O que eu gostaria de trazer à tona é o que o Briglia, sintetizou de forma brilhante em seu mural do Facebook:

Vendo a timeline dos meus amigos de Manaus vejo várias reclamações por causa de um evento religioso chamado Marcha para Jesus. Aqui nos EUA eu nunca vi eventos de grandes proporções que atrapalhassem a vida dos que não estão participando. Aqui vejo planejamento e principalmente respeito pelo outro. Falando sobre religião, aqui ninguém tenta te enfiar Jesus, Alá, Budha, Santo-não-sei-o-quê, goela abaixo. As pessoas praticam suas diferentes religiões (e acredite, aqui existe muito mais opção do que no Brasil), mas elas fazem isso respeitando os outros. Ninguém tenta te converter te fazendo ficar parado em um congestionamento, soltando rojões ou gritando na rua. Não que o pessoal aqui seja menos fiel do que os brasileiros, a diferença está na educação. Educação é a base de tudo.

Deus criou Adão e Eva: isso mesmo, Eva e Adão.

Na circunstância trazida pelo Briglia está a situação dos EUA, mas poderia ser qualquer outro país ou cidade do Brasil, onde haja uma situação de educação um pouco melhor que a que se percebe por aqui. E antes que me digam que ninguém é contra os carnavais e bandas de rua, eu juro que não percebo diferença no rastro de sujeita e danos aos logradouros públicos.

O que Jesus acharia da marcha que fazem pra ele?

Boca do Inferno

Ontem encontrei uma matéria sobre um juiz italiano que está na iminência de condenar à prisão cientistas que não informaram à população em tempo hábil sobre suas previsões de um possível terremoto, reproduzida pelo frenético blog do diplomata Paulo Roberto de Almeida.

Em um artigo de opinião, publicado no NYT dia 26 de Outubro, Florian Diacu disse que:

Earthquake prediction is mostly based on probability. We know, for instance, that in the region of Cascadia, between Vancouver, British Columbia, and Sacramento, some 20 major events of a magnitude of 9 or higher took place in the past 10,000 years. The periods between those quakes have varied between two and eight centuries. The latest took place on Jan. 26, 1700. The next one could happen today or 10 generations from now.

Hoje, dois dias depois da publicação do artigo acima, ao ler as notícias da manhã, vejo isso:

Terremoto de 7,7 graus atinge o Canadá e gera alerta de tsunami no Havai. Epicento do tremor foi registrado 139 quilômetros ao sul da cidade de Masset, na ilha Graham (Colúmbia Britânica), a 17,5 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos.

Gregório de Matos mandou lembranças…

Como Proceder: Geladeira de Corda

Em Julho de 2003 eu fui para um acampamento de verão nos EUA, bem parecido com aqueles que passam na Sessão da Tarde, mas sem tantas confusões. As cabines onde ficamos alojados tinham chão de madeira sintética, beliches e ar-condicionado. Pois é.


Visualizar Indian Creek Camp em um mapa maior

O acampamento durava de Domingo a Domingo e, durante Quinta e Sexta-Feira, fizemos uma atividade externa. Cada um poderia escolher a sua preferida, dentre umas 10 possibilidades e eu, sem querer sair da minha zona de conforto amazônida, escolhi a canoagem. A organização do acampamento era responsável por prover todo o material para o esporte, assim como os mantimentos, deixando-nos responsáveis apenas pelo que fosse necessário para acampar (desta vez sim, ao ar livre) no fim do dia. Todos levaram barracas desmontáveis e eu, uma rede.

Antes de entrarmos nas canoas, nos deram alguns Gatorades para hidratação durante o percurso, que estavam sem refrigeração. A temperatura durante o dia chegava a 40 graus, caindo para 10 durante a noite – sim, sofri um pouco com a rede – e o rio que percorremos deveria ter, mesmo durante o dia, uns 10-15 graus celsius.

Então olhei pros gatorades quentes, o rio gelado, as cordas de rede que eu havia levado e… por que não? Amarrei o meio da corda na proa da canoa e em cada ponta uma garrafa, joguei as duas pra dentro do rio e panz: fiz uma geladeira, McGyver style. Em menos de meia hora estavam prontas para o consumo.

São Paulo, 1943

Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos precisavam de matéria-prima para suprir suas necessidades beligerantes. O Brasil buscava prestígio diante dos EUA, já consolidados como a maior potência do mundo.

Neste contexto de necessidade mútua é produzido um documentário pelo departamento americano que coordenava negócios inter-americanos, para estimular relações amistosas com países da America do Sul, capitaneados por São Paulo, a cidade latino-americana que mais crescia naquela época.

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Interessante observar na parte do vídeo que trata das indústrias, que a borracha da Amazônia era uma das molas-mestras daquela engrenagem industrial.

Si Vous Étiez

Si vous étiez un bateau, ma chérie
Un bateau, ma chérie
Je serais le vent derrière vous
Si vous aviez peur, ma chérie
Peur, ma chérie
Je serais le courage que vous n’avez pas

Si vous étiez un oiseau, puis je serais un arbre
Et vous viendrait à la maison, ma chérie, à me
Si vous dormiez, alors je serais un rêve
Où que vous soyez, c’est là que mon cœur sera

Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous

Si vous étiez l’océan, alors je serais le sable
Si vous étiez une chanson, alors je serais la bande
Si vous étiez les étoiles, alors je serais la lune
La lumière dans l’obscurité, ma chérie, pour vous

Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous
Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous…

PS: Não compus a letra. Apenas (tentei) traduzi(r) do original em Inglês para o Francês.

América, parte 1

Nesse mês de agosto li um livro que achei bastante interessante chamado América, escrito por um cara chamado Monteiro Lobato, ele mesmo, o monocelha, que após alucinações com sítios fantásticos escreveu diversas coisas também fantásticas, no sentido de preciosidade mesmo.

O livro, originalmente publicado na década de 30, foi relançado esse ano, e conta sobre a viagem que ele fez aos Estados Unidos, misturando a descrição do que ele via com reflexões que fazia, seja em primeira pessoa, seja usando o recurso de um personagem fictício que criou buscando apresentar uma visão europeia que contrapusesse a visão brasileira dos lugares e acontecimentos: o inglês Mister Slang.

Estátua de Netuno, deus romano do mar, das fontes e das correntes de água. Washigton, D.C.

Durante a história descrita no livro, ele visita as cidades norte americanas de Washington (capital e centro da política), Nova York (cidade em franco crescimento populacional e urbanização, onde ele passa a maior parte do tempo) e Detroit (centro industrial automobilístico). E muito do que ele escreveu naquele tempo condiz tremendamente com a realidade atual, como por exemplo a moeda brasileira, que na época também se chamava Real.

A primeira visita ocorre em Washington, onde ele caminha observando diversos monumentos e prédios da cidade. Ao chegar à Biblioteca do Congresso ele pergunta a Mister Slang, o motivo desse nome:

Admirei o monumento com todos os ímpetos da minha capacidade de admiração arquitetônica, embora a sua real grandeza não estivesse na fachada, sim no miolo. Quatro milhões de pontas!…

– E por que lhe chamam de Biblioteca do Congresso? – perguntei.

– Parece que a ideia foi não permitir escusa de ignorância dos legisladores. Com tal base de experiência humana ao alcance, caso não legislem a contento não será por falta de meios informativos. O “não sei”, o “não sabia” fica desse modo proibido. Esta imensa mole de livros, deliberadamente ereta diante da casa dos legisladores, põe-nos em bem dura situação. Talvez a malícia de Lincoln haja colaborado nisso…

Biblioteca do Congresso. Washigton, D.C.

Que ideia interessante, não? Já imaginaram uma Biblioteca da Assembleia Legislativa do Amazonas, ou uma Biblioteca da Câmara Municipal de Manaus, grandes, se possível, do mesmo tamanho das próprias câmaras, repletas de livros, com amplo acesso à população e, obviamente, aos nobres deputados e vereadores. É notável a baixa instrução de alguns dos candidatos aos cargos legislativos estadual e federal para esta eleição que se aproxima.

Não seria correto cerceá-los de concorrem a estes cargos, porém urge que a sociedade exija dos eleitos que se atualizem, aperfeiçoem e ampliem seus conhecimentos e instrução, de forma a proporcionar uma produção legislativa mais consistente, refletindo as necessidades e interesses da sociedade, e não de seus bolsos (ou de cartéis e grupos escusos).

“Um país se faz com homens e livros.” – Monteiro Lobato.

Continua…

**********

Para saber mais sobre a Biblioteca do Congresso, veja a série de vídeos abaixo, produzidos pelo jornalista Luis Fernando Silva Pinto para a Globo News.

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Origem

CONTE

Meus bisavós (pais do meu avô paterno) eram italianos, vieram para o Brasil pouco antes do estopim da Primeira Guerra Mundial, em busca das oportunidades que se abriam em Manaus com o Ciclo da Borracha. Meu avô paterno nasceu no Brasil, mas por conta do Jus Sanguinis italiano em seus registros legais ele consta como Italiano. Minha avó paterna era brasileira, mas seus ancestrais eram franco-marroquinos.

Todos os meus ascendentes acima de meu pai já morreram, sendo o meu avô, quando eu tinha 2 anos, e minha avó, quando eu tinha 9. Por conta disso, não pude conviver muito com eles pra saber mais a respeito das histórias deles. Sei apenas das histórias que meu pai e minhas tias me contam.

Hoje, o lugar onde meus bisavós moravam, na rua Marcílio Dias, virou loja, e o lugar onde meus avós moravam, na rua General Glicério, virou o Largo do Mestre Chico. Tenho uma tia que viajou pra Itália (e hoje em dia mora lá) que visitou o lugar de onde meus bisavós saíram: Castelluccio Inferiore, uma cidadezinha de pouco mais de 2000 habitantes, na encosta de uma montanha.


Visualizar Castelluccio Inferiore em um mapa maior

CASTRO

Por parte de mãe, minha avó é cearense, e veio com os pais pra cá nos anos 50 em busca de melhores oportunidades, já nos últimos instantes do segundo Ciclo da Borracha. Cheguei a conhecer minha bisavó (mãe da avó materna), mas ela morreu em 1999. Meu avô é amazonense, não sei muito sobre a origem dos pais dele, mas a minha bisavó (mãe do avô materno), ainda é viva e mora lá na Compensa.

Infelizmente, dada a idade, ela nem sempre está muito lúcida, e fica difícil conversar mais a respeito. Mas algo curioso que descobri é que por não ter sido registrada na época em que nasceu, quando finalmente atentou para este detalhe e foi a um cartório regularizar, ela mesma escolheu a própria data de nascimento: 15 de Dezembro.

STEVEN

Eu nasci em Manaus mesmo, e sou fruto dessa mistura. Meu nome é a versão inglesa de Stephen, que vem do grego Stephanos (Στέφανος) e quer dizer “Coroado”. Meu pai sempre gostou dos Estados Unidos e da “cultura” americana, o American Way Of Life, e por esse motivo procurou um nome tradicionalmente americano.

Capital do Crime – dia 3

Brasília, 18 de março de 2008.

De manhã cedo fomos à Embaixada Americana dar entrada com o pedido de renovação do visto americano.

É proibido levar qualquer aparelho eletrônico, ou seja, iPod, celular e laptop ficaram no hotel. Revista policial na entrada semelhante à do aeroporto para em uma viagem internacional. Entrando e atravessando o jardim, nos ajuntamos a uma fila de umas 50 pessoas, que logo chegaria a umas 100 pessoas.

45 minutos de espera para apresentar os documentos. 15 minutos para sermos entrevistados. 3 minutos de entrevista. Espanto do cônsul com os 16 carimbos de entrada nos EUA – provavelmente acompanhado do pensamento: “se esse povo quisesse ficar lá, já teria ficado” – perguntou com que frequência íamos para os EUA, quem era o nosso amigo que nos hospeda sempre que chegamos lá e, enfim, a aprovação.

Mas a missão não ainda não estava completa. Ainda pagamos mais uma taxa na agência do SEDEX que tinha lá dentro mesmo, para enviarem os passaportes com visto pra casa.

De tarde, fomos ao Casa Park, CTIS, Carrefour, ParkShopping, LeRoy. Todas na EPIA. Todas a pé.

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