Meus Podcasts Favoritos

Podcast é como um programa de rádio, mas gravado e disponibilizado para download ou streaming na Internet. Pelo menos foi o que eu expliquei pra minha tia, que me perguntou isso há algumas semanas. Popularizados com a explosão de vendas de iPods na década passada, podcasts e videocasts, vivem nova onda de crescimento com a adoção em massa de sites como SoundCloud e YouTube.

Quando esteve aqui em Manaus, em Março do ano passado, o Thássius me perguntou quais eram meus podcasts preferidos e cheguei a mostrar a ele brevemente algumas das minhas assinaturas no iTunes. Hoje resolvi fazer uma listinha para publicar aqui e compartilhar com vocês também.

Nerdcast

NerdcastAmado por muitos, odiado por outros, o Nerdcast é provavelmente o podcast mais ouvido do Brasil. Comecei a acompanhar lá pelo episódio 39, ainda usando o (saudoso) Google Reader como player até descobrir que podia assinar e receber automaticamente no iTunes, o que provavelmente ajuda a não me incomodar com uma das características pelas quais são mais criticados, que seria o excesso de piadas internas.

O Nerdcast trata de diversos temas, como filmes, livros, séries, jogos e outros assuntos da atualidade, ou não, como biologia e história, estes últimos os meus preferidos. São mais de 350 episódios, dentre os quais eu recomendaria vários, como a entrevista com o dublador Guilherme Briggs (094), a Revolução Russa (202), a Mitologia Grega (205, partes A e B), as invenções de Nicola Tesla e Thomas Edison (216), o livro 1984 de George Orwell (229), a Idade Média (279), biografia de Steve Jobs (280), as conquistas de Napoleão (289), a ascensão de Adolf Hitler (299), Asteróides e Meteoros (351), dentre outros. Mas se for para resumir em apenas 3 que vocês precisam ouvir, seriam estes:

  • NC 080 – A Batalha do Apocalipse
  • NC 186 – Isaac Asimov e seus Escravos Tchecos
  • NC 344 – O Mundo de Walt Disney

Fronteiras da Ciência

Fronteiras da CiênciaProduzido pelo Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e apresentado por Marco Idiart, Jeferson Arenzon (Físicos) e Jorge Quillfeldt (Biofísico), além da participação de diversos professores e cientistas da UFRGS. O Fronteiras da Ciência é um ótimo canal de divulgação e debates sobre as mais diversas áreas do conhecimento, desde os átomos até as margens do Universo conhecido, desde a biologia até a religião, de forma objetiva e sempre com fortes embasamentos científicos. Todos os episódios merecem o download.

Visão Histórica

Visão HistóricaUma aula de história informal, cheia de dados curiosos sobre diversos eventos históricos do Brasil e do Mundo. A periodicidade se tornou incerta em 2012 e eles passaram praticamente o ano inteiro sem gravar episódios, mas recentemente eles voltaram a produzir novos programas, inclusive com formatos diferenciados. A quem se interessa por história, a recomendação de download se estende a todos os episódios.

Papo Lendário

Papo LendárioConheci através da recomendação do escritor Eduardo Spohr, autor de um dos meus livros preferidos – A Batalha do Apocalipse -, que participou de duas edições do programa, uma tratando da Jornada do Herói e outra de seu primeiro livro. O programa trata de mitologias do mundo inteiro, desde as culturas antigas até a ficção moderna. Recomendo todos os episódios, em especial o Mitologia Apocalíptica da Batalha de Spohr, pela mesma razão que indiquei anteriormente o Nerdcast 080.

MacMagazine no Ar

MacMagazine no ArJá acompanhei por alguns anos um outro podcast de assuntos relacionados à Apple, mas desisti quando eles já estavam chegando a programas de praticamente duas horas de duração com um conteúdo que não demoraria 20 minutos para ser apresentado. Diferentemente daquele, o MacMagazine no Ar tem se mostrado um podcast com conteúdo e discussões mais objetivas, servindo como um bom complemento ao conteúdo do site. Para quem gosta do assunto, me parece a melhor opção. Como a pauta do programa é primordialmente de notícias comentadas, não tenho nenhum episódio em especial para indicar.

Tecnoblog Podcast

Tecnoblog PodcastResumo semanal de notícias de um dos melhores blogs de tecnologia do Brasil, apresentado por Thiago Mobilon, Paulo Higa, Rafael Silva e Thássius Veloso. Pode parecer tendencioso, mas fazendo o devido full disclosure, apesar de minha amizade com o editor-chefe deste site, o Tecnoblog tem de fato várias matérias interessantes e isso acaba reverberando no podcast. Eles passaram vários meses sem gravar, mas voltaram nas últimas semanas. Por se tratar de um site de notícias, não tenho indicação de episódio em especial pelo mesmo motivo da sugestão anterior.

DW – Wort der Woche

Wort der WochePra quem estuda Alemão é interessante ouvir um programa como esse, ensinando toda semana o uso de uma palavrinha nova na língua de Lutero e Goethe. Já acompanhei outras aulas de Alemão por podcasts, mas geralmente eram muito extensas e começavam a ficar cansativas. Produzido pela Deutsche Welle.

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Podcasts que não existem mais

Enquanto alguns podcasts sem tanto conteúdo seguem tendo centenas de episódios e milhares de assinantes, alguns bons eventualmente se tornam inviáveis para seus produtores que acabam arquivando o projeto. Seguem três podcasts que eu gostava bastante e que, infelizmente, não existem mais.

The Word Nerds

The Word NerdsConheci este podcast por acaso, ao procurar pelo Nerdcast na iTunes Store. É apresentado por Howard Shepherd, Dave Shepherd e Howard Chang, 3 lingüistas da região metropolitana de Washington D.C., a capital da ofuscação e dos acrônimos, que tratam de vários aspectos da língua Inglesa, de forma muito bem humorada, com um cuidado primoroso de edição, sempre sonorizando o programa com músicas cuja letra remete ao assunto do dia. Teve 120 episódios.

Podbility

PodbilityCriado pela agência publicitária Bullet de São Paulo, o Podbility era um resumo semanal de tendências não só no campo da propaganda, mas também de tecnologia, cultura pop, arte, música, dentre outros assuntos. Enquanto o programa estava na ativa cheguei a ganhar um bottom “Meu nome é estranho” e alguns créditos na iTunes Store por participar de brincadeiras que eles faziam. Teve 185 episódios.

Freakast

FreakastO Pablo Peixoto esteve em evidência durante a copa de 2010, quando fez uma sátira com o filme “Um Dia de Fúria” trocando as falas do Michael Douglas pelas de Dunga e seus infortúnios como técnico daquela seleção inglória, e depois com um mash-up entre as trilogias de Guerra nas Estrelas e Senhor dos Anéis, até que criou o videolog Qu4tro Coisas sobre o qual falarei em um próximo post, sobre videocasts. Comecei a acompanhar seu trabalho como curador de boas músicas quando apresentava o Freakast, que me apresentou a diversos clássicos do rock mundial além de diversas curiosidades. Infelizmente teve apenas 18 episódios.

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Ainda não adquiri o hábito de ouvir podcasts pelo SoundCloud, que já tem até app pra iOS e Android, mas sei que tem muito conteúdo sendo produzido por lá. Não tenho nenhuma indicação de canal além do meu pessoal, onde armazeno eventuais arquivos de áudio que complementam meus posts, mas recomendo a exploração.

Estou preparando um outro post sobre os videocasts que eu tenho acompanhado nos últimos tempos e, enquanto isso, me digam quais os podcasts que vocês mais gostam?

Subtotal 2012

Vamos à checklist dos melhores momentos do ano em que a Terra não acabou.

O ano começou com uma viagem para a Alemanha, que eu registrei na série Velho Continente, que demorou um pouco a ficar pronta. Lá pude praticar meu Alemão, aprendi a esquiar e comi muito chocolate.

No fim de Março recebi em minha casa a ilustre visita do amigo Thássius, que aproveitou a vinda a Manaus para a cobertura de um evento para o Tecnoblog.

Em Abril, recebi a notícia da convocação para tomar posse em um cargo para o qual fiz concurso em 2008. Sim, faltavam algumas semanas para prescrever. Graças ao email do Dr. Hidemberg Frota, com quem tive o prazer de trabalhar anos antes na Assessoria Jurídica da SUSAM, fiquei sabendo a tempo para fazer os exames admissionais, já que estava com passagens compradas para viajar para os EUA.

Fui aos EUA com minha mãe no fim de Abril, para prestigiar o casamento da minha avó americana, D. Ardis, que assim como a Barbie, encontrou um Ken em sua vida.

Voltei pra Manaus, tomei posse no Ministério Público, com a chancela do Dr. Evandro Paes de Farias, que me deu as boas vindas à Família do MP. Comecei a trabalhar em uma promotoria especializada na defesa do consumidor, mais especificamente nas questões de planos de saúde E de transporte público, o que foi ótimo para alguém que já vinha realizando alguns projetos sobre esse assunto (mais sobre essa parte a seguir). O mais legal foi que conheci um grupo de gente bacana que não apenas trabalha bem como também sabe se divertir juntos. São os amigos do Conselhinho.

Em Junho resolvi comprar novamente meu próprio domínio, importei meu blog antigo, aliás, importei conteúdo de diversos blogs e serviços de hospedagem que eu havia abandonado há tempos, centralizando todas as besteiras e eventuais coisas interessantes que produzi na Internet neste único endereço. Tudo isso, graças à ajuda do Ayrton “Freeman” Araújo que me ajudou a por tudo em ordem.

Voltando ao assunto do transporte público, em Novembro, depois de quase 1 ano de produção e revisões, finalmente saiu a primeira edição do Manual Ônibus Manaus, o guia impresso com o conteúdo do site Ônibus Manaus, desenvolvido pela galera esperta do Trânsito Manaus, que faz a diferença nessa cidade.

Dia 21 de Dezembro o mundo não acabou e agora que o ano se encerra, estou me preparando para uma nova viagem. Vou ser guia turístico da minha namorada pelos EUA. Finalmente passar mais que 8 horas em Nova York, além de rever alguns dos meus lugares preferidos em Washington e Orlando. E comprar um brinquedinho novo.

Esse ano eu li menos do que gostaria, continuei estudando Alemão mesmo depois da viagem, precisei parar o curso de Francês no finalzinho do ano, mas vou retomar no ano que vem, comecei uma Especialização em Direito Público, onde pude encontrar amigos do Bacharelado e assistir aulas de professores incríveis como Antônio Carlos da Ponte e Luiz Alberto David Araújo, dentre outros, palestrei pelo Trânsito Manaus em um evento na Bemol, escrevi mais para o blog que a média dos anos anteriores.

E ainda perdemos o grande arquiteto do Universo: o Niemeyer – que de tão antigo, a linha do tempo da vida dele, assim como a Mitologia Grega, começou no Caos (pode conferir no site).

Desculpas a quem eu dei menos atenção do que deveria, pois infelizmente ainda não encontrei a poção da onipresença. Obrigado a todo mundo que esteve por perto, que me ajudou e apoiou para realizar as coisas que conquistei nesse ano. E principalmente, obrigado a você.

E não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver…

Feliz 2013.

Velho Continente – dias 27 a 30 – retorno

Chegando, finalmente, ao último post sobre minha viagem para a Alemanha, convido os leitores a visitarem minha página no Instagram, onde fiz uma seleção de 199 (das mais de 2300 fotos que fiz) dos principais momentos, e aqueles que ainda não o fizeram, a visitar a série, agora completa, Velho Continente para ler todos os relatos desde o início. Espero que tenha sido interessante e talvez até útil para quem um dia pretender ir por aquelas bandas e desejo a todos uma boa viagem!

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Quinta-feira

Último dia com direito a café tirolês, nos despedimos, depois de muita conversa, da família da Maria e pegamos os 432km de estrada de volta a Heidelberg. À noite jantamos no Di Leone, um restaurante italiano que se tornou um dos nossos preferidos, em parte por causa da simpatia dos garçons, todos imigrantes da terra do gnocchi (a macarronada foi inventada na China e a pizza, no Egito), mas principalmente por causa do sabor e do ambiente de cantina italiana.

Sexta-feira

O diretor do Heidelberger Pädagogium pediu que na nossa última sexta-feira por lá, fossemos assistir mais uma aula antes de pegar o nosso certificado de participação. Eu e Luciana acordamos cedo e resolvemos parar na minha padaria preferida (Grimminger) para tomar café antes de seguir até a escola. Tudo ia bem até que ao chegarmos à parada do bonde, depois do café, os bondes simplesmente pararam de passar.

Pois é, eu que pensei que ia encerrar o relato da viagem dizendo que o sistema de transporte público alemão era infalível, tenho que admitir que é quase. O bonde demorou uma hora e meia para voltar a passar, e como não passava táxi, nem ônibus e era longe demais pra chegar na escola a pé, o jeito foi esperar mesmo, e assim, acabamos chegando à Bismarkplaz tão tarde que desistimos de ir pra escola e fomos comprar algumas lembranças na Hauptstraße.

Tínhamos marcado com nosso professor pra tomar um café na rua da escola próximo do meio dia e então fomos pra lá, mais tarde ele chegou para fazer companhia e fomos até a escola buscar nossos certificados.

De tarde fomos no museu da Alte Universität, alguns dos edifícios mais antigos ainda em uso pela Universidade de Heidelberg. Lá existe um museu de toda a história da universidade, desde o século XIV até os dias de hoje, os períodos de glória e de destruição, a influência do Nazismo e os grandes nomes que passaram por lá, especialmente na área de Medicina, Física e Química.

Ao lado existe uma sala muito adornada, usada para grandes seminários, que possui no teto 4 afrescos remetendo às quatro primeiras ciências ensinadas ali: religião, direito, medicina e artes. No centro do palanque um busco de Rupert Karl, Eleitor do Palatinado, quando Heidelberg ainda era sua capital e fundador da universidade, que hoje recebe seu nome.

À noite voltamos ao Perkeo, o primeiro restaurante em que jantamos ao chegar em Heidelberg, onde comi um Putenschnitzel. Perkeo era o nome do bobo da corte de Heidelberg, guardião do barril de que falei no post anterior.

Sábado

Para o café, nosso professor saiu para a padaria sozinho e trouxe alguns croissants. Mais tarde saímos para devolver o carro à locadora e almoçar no Dinea.

À noite, fomos jantar no Di Leone, mas infelizmente estava fechado. O jeito foi pegar o bonde observando os restaurantes no caminho de volta pra casa, até avistarmos o Pizza Pronta. Entramos e pedimos duas pizzas grandes. O lugar era propriedade de um iraniano, e na televisão passava em um canal espécie de Zorra Total Alemã, que depois foi mudado para o de uma emissora de Marrocos.

A pizza estava boa e comemoramos o sucesso da viagem e da globalização com 3 brasileiros e um austríaco comendo um prato cino-italiano, no restaurante de um iraniano, assistindo uma novela marroquina na Alemanha. Quando chegamos de volta no alojamento, percebi que tinha esquecido minha boina no restaurante e voltei sozinho para buscar, pelas 10 da noite. Me sentia seguro vagando pelas calçadas, apesar da cidade praticamente deserta naquela hora.

Sexta de manhã tínhamos contratado um táxi para nos buscar no alojamento. Mas quando o carro chegou, apesar de termos explicado que éramos 5 pessoas e tínhamos várias bagagens, mandaram um carro pequeno demais pra essa carga toda. Por sorte, havia outro taxista com um carro maior por perto, menos àquela hora da madrugada e em 10 minutos ele estava lá para nos levar a Frankfurt, onde pegaríamos nosso avião de volta pra casa.

Caminho de Volta

Enquanto nos despedíamos de Heidelberg, pela primeira vez desde que chegamos começou a nevar naquela cidade, formando uma pequena camada branca sobre a lataria dos carros. Aquela neve era prenúncio de uma das mais fortes frentes frias dos últimos tempos na Europa, conforme noticiariam os jornais da semana seguinte. Em Frankfurt (FRA) tomamos o avião para Amsterdã.

No Schiphol (AMS), ao aproveitar a meia hora de wifi de que tinha direito, fui fazer um checkin no Foursquare e vi que meu amigo Victor Pencak, havia feito o mesmo há poucos minutos. Infelizmente já tínhamos passado por barreiras de segurança que dariam trabalho demais serem traspassadas e o encontro teve que ficar para a próxima oportunidade.

Mas, depois de 8 horas de voo até Guarulhos (GRU), os amigos Thássius, Natália e Raphaella (o primeiro conheci pessoalmente naquele momento e as duas eu não via há 6 anos), foram me encontrar no saguão do aeroporto, onde pudemos passar uma horinha conversando até a chamada para a última parte do meu trajeto. A conversa estava tão boa que por uma questão de 15 segundos eu não perdi o ônibus que conduzia ao avião para Manaus.

Finalmente em Manaus (MAO), fui recebido por meus pais, namorada e um amigo, com balões amarelos personalizados. Abraços apertados. Estava de volta em casa.

Auf Wiedersehen!

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