Evandro Carreira

Morreu essa noite, aos 88 anos, o advogado e eterno “Senador” Evandro das Neves Carreira, meu tio-avô, que já nos anos 1970 levantava a bandeira da proteção do meio ambiente e do progresso sustentável da Amazônia.

Evandro das Neves Carreira - 24/08/1927 - 22/12/2015

Nas imagens um registro da época de sua atuação no Senado e uma foto recente naquele que era um de seus lugares preferidos, o Café do Pina.
Evandro das Neves Carreira – 24/08/1927 – 22/12/2015

Deixa 10 ex-esposas, filhos, netos e bisnetos, dezenas de livros e centenas de discursos.

E um bordão para o folclore político Amazonense:

“Teu voto é uma bomba (para acabar com a corruptocracia)!”

A seguir estão, dentre diversas outras, as homenagens de Arthur Virgílio Neto e Gaitano Antonaccio.

Espaço

Um cara comprou um sítio em frente ao do meu pai. Em um ano de trabalho ele pôs a baixo quase toda a floresta que havia no lugar. Não sei se a porcentagem de floresta preservada nos fundos corresponde ao determinado no código florestal, mas isso não vem ao caso. Alguns donos de sítios próximos fizeram o mesmo.

Não sei quantos neurônios esse pessoal tem, mas derrubar toda a floresta ao redor da casa – não apenas dar aquela margem de distância que evita de uma árvore cair e quebrar as telhas, mas derrubar todas as árvores –, estando a poucos metros de uma estrada de barro vai fazer o ambiente ficar absurdamente mais quente e estupidamente cheio de poeira, ainda que virtualmente mais ventilado. E ainda tem uns que em vez de usar uma cerca comum com arame farpado, gastam uma fortuna com um muro de tijolos, pra elevar a eficiência da estufa. Socorro arquiteta!

Derruba tudo, pra depois reclamar que não tem sombra e está quente…

O mesmo acontece na cidade. A pessoa mal pagou 5 das 600 suaves prestações da famigerada casa própria e já começa a comprar tijolo pra transformar o lote inteiro num cubo de concreto fervente, que vai exigir uns vinte milhares de BTUs para ser habitável e ainda leva a muito xingamento no Twitter. Nesse caso há também a questão de segurança na equação, posto que o Estado não provê com eficiência, então é melhor relevar.

Queria entender o motivo pelo qual as pessoas buscam constantemente ocupar todo espaço que tem disponível, como se estivessem perdendo dinheiro por não usar todos os recursos de uma vez. Ou talvez seja melhor não entender. Acho que já fui assim, na verdade, em relação a HDs, prateleiras e gavetas, mas tento pegar mais leve hoje em dia.

Nenhum recurso no Mundo é, com exceção da burrice humana, infinito.

Recursos

Tento usar minhas ferramentas de trabalho até o limite da sua capacidade, mas infelizmente algumas pessoas esbajam dos recursos da administração descartando ferramentas ainda úteis. Geralmente são as mesmas pessoas que restam apenas internes a reclamar do mau uso do dinheiro público por parte dos políticos.

Hoje fui usar um tubo de cola, mas ele estava com o bico entupido. Desmontei e desentupi, enquanto ouvia outra servidora do setor mandando eu jogar o tubo fora e buscar outro no almoxarifado. O detalhe é que ele estava cheio. Custava desentupir com um clipe e voltar a usar?

O pior é que custa, e custa do bolso de cada criatura que paga imposto, inclusive a pessoa que mandou eu jogar o tubo fora.

Outro dia a mesma servidora jogou fora um grampeador porque ele não estava grampeando direito. Eu tenho quase certeza que ele não estava grampeando direito porque devia ter um grampo travando o funcionamento e com uma caneta ou tesoura e um pouco de boa vontade daria pra consertar e continuar usando por mais tempo.

Essas coisas custam do nosso bolso. Durante o ano, tudo o que o brasileiro recebe até o mês de maio é o equivalente aos impostos que precisa pagar anualmente. Impostos estes que servirão para comprar esses materiais.

E estas foram apenas duas situações que aconteceram dentro de um único setor. Imaginem num universo de dezenas de setores e milhares servidores da secretaria, o quando disperdício também pode estar acontecendo.

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