Imaginem

Imaginem que depois do primeiro mandato de Lula (~2006) tivéssemos Cristovam Buarque (PDT) como presidente, dando o todo aquele enfoque na educação que a Pátria Educadora deveria ter.

Imaginem a seguir (~2010) a Marina (então PV, atual Rede) trabalhando a sua bandeira da sustentabilidade preparando o Brasil pra crescer no Séc. XXI preservando o meio ambiente.

Imaginem qualquer um dos candidatos derrotados na última eleição (com exceção do escroto do Levy Fidelix e dos naniquinhos radicais que tenham Comunista ou Cristão no nome da sigla) levando o país a possibilidades diferentes do que temos hoje.

O PT não possui o monopólio da bondade, e o terrorismo (com isso sim ele tem grande habilidade histórica) não está mais enganando ninguém, além de quem faz questão de continuar sendo enganado.

Tchau, querida...

Tchau…

PS para amigos petralhas: Sim, eu sei que o vice-decorativo que VOCÊS elegeram é malvado e os amiguinhos dele também. Sempre votei contra o partido deles e se vocês ajudarem poderemos tirar todos com uma surra de democracia.

Tchau, querida. Abraços verde-amarelos.

Poder e Alternância

Após os resultados das últimas eleições podemos ver que no Amazonas, onde um mesmo grupo se mantém no poder há 31 anos, independentemente de quem vença no segundo turno, este chegará a 35 anos. Em São Paulo, um mesmo partido chegou ao poder há 19 anos e recebeu a procuração popular para governar por 23 anos. Enquanto isso, parece que o Maranhão finalmente vai se livrar de um domínio familiar de 48 (!) anos.

A nossa ~jovem democracia~ é um ganho valioso e inquestionável, que deve ser defendido a todo custo. Ao mesmo tempo que também não pode ser corroído pela permanência de um mesmo partido ou grupo no poder por décadas a fio.

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Quando o mesmo coletivo se estabelece no poder por muito tempo, suas decisões começam a se afastar da busca pelo desenvolvimento da esfera em que governam e passam a visar apenas a sua própria manutenção e permanência indefinida no poder.

Poder este travestido por um quê de paternalismo apoiado na frágil ameaça de que a mera e saudável alternância de poder implodiria todo o Estado. Quando na verdade desestabilizaria apenas e nem tanto assim, o partido. E é só com essa parte que estão preocupados. Oh horror! Oh horror!

Gilberto Mestrinho (esquerda) e Plínio Coelho (direita), caminham pela Rua Barroso, em frente à Biblioteca Pública, para depois seguir em direção ao Palácio Rio Negro onde seria feita a transmissão do cargo de governador do Amazonas, em 1959. Foto: Acervo Coelho Raposo.

Não se engane: defender a manutenção de tudo como está, sem espaço pra mudanças, não é ser progressista – é ser reacionário e conservador. Nenhum partido é detentor perene da capacidade de liderar o progresso.

E os partidos hoje parecem ser ainda mais megalomaníacos que o Partido de 1984, pois não lhes é suficiente apenas o poder pelo poder. Fazem questão da riqueza, do luxo, da vida longa e da felicidade só para si, também.

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