Velho Continente – Mais Informações

Enquanto não termino os próximos textos sobre a viagem pra Alemanha (acho que ainda serão mais três), encontrei o blog de uma pessoa que viajou para um intercâmbio em Berlim e contou diversos outros detalhes a respeito do país.

Apesar de haver muitos posts trancados por senha, os abertos possuem várias informações sobre museus, lojas, pontos turísticos da capital alemã, e também de outras cidades, inclusive de uma breve visita a Paris, que ainda não tive a oportunidade de conhecer.

Infelizmente, parece que não recebe mais atualizações desde novembro de 2011, mas recomendo a leitura.

http://berlimemmim.wordpress.com/

Saudade

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus no Portal D24AM. Leia também o texto anterior, sobre o Chafariz das Quimeras.

Poucos lugares de Manaus guardam em seu nome um significado tão profundo e condizente com os diversos contextos pelos quais passou através dos tempos quanto a Praça da Saudade. Cada geração que visitou aquele passeio público, ao longo de seu quase um século e meio de existência, presenciou um lugar totalmente diferente, levando qualquer um a pensamentos nostálgicos de histórias outrora vividas ali.

O largo estendia-se desde o quadrante das atuais rua Simón Bolivar, avenidas Epaminondas e Ramos Ferreira, até o extremo norte da Av. Eduardo Ribeiro (antiga Av. do Palácio), onde hoje se encontra o Instituto de Educação do Amazonas – IEA, unindo-se ao espaço da atual Praça Antônio Bittencourt – também conhecida como Praça do Congresso – com a forma semelhante a um L invertido.

Imagem aérea do Largo de São Sebastião até a Praça da Saudade, no fim da década de 1890

Com o início da construção de casas e palacetes em seu entorno, transformando o espaço em um quadrilátero, ainda sem arborização, passou a ser encerrado pela atual Av. Ferreira Pena. O responsável pela delimitação da área, que já era frequentada pela população desde 1858, foi o governador Francisco José Furtado (mandato 1857-1860), que também ordenou a construção de uma cerca no entorno do cemitério em 1859. Em 1865 foi aprovada na Câmara Municipal a proposta de urbanização e arborização do largo, com o objetivo de transformá-lo em um horto, o que não logrou êxito.

O espaço constava nos registros oficiais como Largo 5 de Setembro, em referência à data de elevação do Amazonas à categoria de província. Entretanto, em Julho de 1867, por sugestão do vereador Antônio Davi Vasconcelos Canavarro foi oficializado o nome, com base no costume já consolidado pela população que referia-se ao lugar há vários anos como Largo da Saudade, por estar situado defronte ao antigo Cemitério de São José, que jazia situado no bairro de mesmo nome, hoje em dia integrado ao Centro. Mais tarde, em 1897, passou a receber a denominação oficial de praça.

Praça da Saudade nos anos 1900

Em 1º de Agosto de 1899, com o início das operações da Manaus Railway Company na cidade – que fora a segunda do Brasil a iniciar a instalação de bondes elétricos e a terceira a pô-los em operação –, a Praça da Saudade recebeu um itinerário dedicado com seu nome, que realizava 53 viagens diárias. Nos dias atuais, um dos veículos desta linha foi restaurado e passou a ser exibido no estacionamento do Teatro da Chaminé, sendo posteriormente transferido para o Largo de São Sebastião.

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Às 4 da tarde de 13 de Fevereiro de 1915, uma sexta-feira, Ária Ramos, uma jovem de 18 anos da sociedade manauara, pegou a linha da Saudade descendo a Rua Municipal, sentido Catedral. Não parou na Praça Heliodoro Balbi, pois a ronda dos soldados lhe atrapalharia a concentração, pensou.

Subiu a Avenida do Palácio e seguiu até a praça que emprestava o nome à linha, a fim de praticar as lições de suas aulas de violino, sentada sob a sombra das árvores. Na semana seguinte dar-se-iam os festejos de carnaval e, por conta dos preparativos, sua vizinhança do Canto do Quintela andava muito barulhenta, com as mães e filhas confeccionando as fantasias que seriam usadas nos bailes.

Ária Ramos

Ária queria praticar os acordes da música “Subindo aos Céus”, que lhe fora ensinada pela professora de violino em Janeiro. A mestra havia conseguido uma oportunidade para que ela realizasse uma apresentação pública na semana seguinte e, apenas ao estar sozinha na praça, a jovem conseguia afastar a ansiedade e o nervosismo que a dominavam sempre que pensava na opinião da audiência que lhe assistiria.

De repente, Ária foi surpreendida por Othon, seu amigo de tantas brincadeiras, desde os 5 anos de idade, quando a família dele mudou para o “Quintela”. Ele era 2 anos mais velho, já havia terminado o ginásio, mas nunca ingressou em escola superior. Ganhava a vida como engraxate na Av. do Palácio, e gostava de fazer às vezes de boêmio no Café dos Terríveis nas noites de Sexta. Ele viu quando Ária subiu de bonde pela principal avenida da cidade e seguiu o veículo a pé, para ver até onde ela iria.

Ária e Othon, de tão próximos desde a infância, já haviam trocado algumas juras de amor e sonhavam em casar na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, a quem Ária era devota. Infelizmente a família da moça tinha outros planos. Décio, um homem de 26 anos, bacharel da 5ª turma de Direito na Escola Superior Livre de Manaós, havia pedido a seo Aristharco Ramos, pai de Ária, a mão da jovem em casamento, que aceitou com um semblante de satisfação. Aristharco tinha certeza de que Décio certamente daria um futuro de felicidade e segurança a sua filha.

Othon perguntou o que sua amiga estava tocando, que respondeu com um sorriso o nome da música e que apresentaria em um baile na semana seguinte. O rapaz prometeu que iria assistir a apresentação, deu-lhe um beijo na testa, despediu-se e saiu andando em passos rápidos ao, astutamente, perceber a aproximação da carruagem de Décio, que cada dia mais considerava um rival. Othon já virava a esquina na Avenida João Coelho quando Décio estacionou ao lado da Praça da Saudade e se aproximou da jovem.

Um pouco decepcionada por não conseguir praticar sua música, Ária saudou seu prometido futuro esposo com pouco ânimo. Este irritou-se pelo desprezo com que fora tratado e falou alguns impropérios, emendando com a acusação de que imaginava que ela estava encontrando o amigo de infância, a quem chamou de rufião. Despediu-se sem sequer tocá-la e prometeu que em pouco tempo daria cabo da vida do rapaz, apontando para o Cemitério de São José, e subiu em sua carruagem, açoitando o cavalo com força e se afastando rapidamente dali.

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Praça da Saudade nos anos 1910

No decênio entre 1928 e 1938 o logradouro sofreu constantes mudanças de nome – o que gerou críticas por parte da população –, porém passou também por duas importantes reformas. A Lei nº 1.477, de abril de 1928, transformou a Praça da Saudade em Praça Washington Luís, com a assinatura do prefeito José Francisco de Araújo Lima (mandato 1926-1929). Em 1930, o Decreto nº 01 retirou o nome do 13º presidente para dar lugar a Praça Getúlio Vargas, homenageando o presidente de então. No ano seguinte, por força do Decreto nº 49/1931, retornou à denominação de Praça da Saudade.

O prefeito Emmanuel Morais (mandato 1931-1932) ordenou, em 1932, a construção de jardins e passeios, bem como o fechamento do Cemitério de São José. Anos mais tarde, durante reunião realizada em 3 de Setembro de 1937 na Câmara Municipal, o vereador Sérgio Rodrigues Pessoa, lamentando que a “[…] data de maior júbilo para o Amazonas […]” fora relegada ao nome de um beco ao lado da Igreja dos Remédios, apresentou Projeto de Lei que alterava novamente a denominação da Praça da Saudade para Praça 5 de Setembro. Ato contínuo, o projeto foi aprovado, tornando-se a Lei 225, de 6 de Setembro de 1937, cujo artigo único dizia:

“A atual Praça da Saudade passa a chamar-se de hoje em diante e para sempre, Praça 5 de Setembro, revogando-se as disposições em contrário.”

A modificação do traçado original e a plantação de espécies exóticas consolidando a aparência pela qual a praça ficou mais conhecida, foram conduzidas pelo prefeito Antônio Botelho Maia (mandato 1936-1941), em 1938.

Praça da Saudade nos anos 1950

A partir de 1962 deu-se início a uma reforma que alterou profundamente a aparência da praça. Primeiramente, o prefeito Josué Cláudio de Souza (mandato 1962-1964) ordenou a instalação, na lateral direita da praça, de uma larga piscina com duas curiosas estátuas de bronze. Eram as representações do Homem Primitivo – com traços de Neanderthal – e do Homem Moderno. Grande parte da vegetação foi retirada, além das pérgolas de madeira, dando lugar ao concreto.

Homem Moderno e Homem Primitivo

Em 1963 o governador Plínio Ramos Coêlho (mandato 1963-1964), nacionalino inveterado – tendo inclusive sido presidente do Leão da Vila Municipal –, resolveu “esconder” o campo do rival Atlético Rio Negro Clube da vista dos transeúntes da praça construindo, por toda a sua extensão oeste, um largo edifício onde funcionaram, em diferentes momentos, a Secretaria de Estado de Justiça – SEJUS e a Superintendência Estadual de Habitação – SUHAB.

Avião DC-3 da Cruzeiro

Entre 1977 e 1984 (quando foi vendido para uma oficina de desmonte), havia um avião DC-3 pertencente à Companhia Cruzeiro em exposição na área sul da praça, chamando a atenção de adultos e crianças que iam nas tardes de domingo tirar fotos diante daquela atração. Durante os anos 1990 por diversas vezes havia brinquedos para as crianças além de algumas feiras itinerantes.

Vista aérea da Praça da Saudade no começo dos anos 1980

A Lei Municipal nº 343/1996, assinada pelo prefeito Eduardo Braga (mandato 1994-1997), alterou pela última vez o nome da Praça 5 de Setembro, para chamá-la novamente de Praça da Saudade. Porém o espaço chegou aos anos 2000 cheio de ambulantes e com pouca manutenção. Em 2007, o prefeito Serafim Corrêa (mandato 2005-2008) deu início à reforma que objetivou revitalizar os contornos que a praça possuía na primeira metade do século XX. O início dos trabalhos contou com a participação do senador Jefferson Peres, que há muitos anos já declarava seu anseio pela retirada da secretaria daquele lugar e o retorno da antiga aparência da praça. Na ocasião do início das obras, o senador, em um gesto simbólico, deu a primeira marretada do processo de demolição do edifício construído pelo governador Plínio.

As obras foram concluídas pelo prefeito Amazonino Mendes (mandato 2009-2012), culminando na re-inauguração em 30 de Abril de 2010. A reforma marcou o retorno do caminho circular, margeado pelo gramado, pelas flores e por mudas de árvores, entrecortado por calçadas radiais que levam das extremidades até o centro, onde está erguida desde 11 de Maio de 1883, por sugestão do vereador Silvério Nery e ordem do governador José Paranaguá (mandato 1882-1884), a estátua de Tenreiro Aranha, precursor da luta pela emancipação do Amazonas da província do Grão-Pará, figurando ainda na história deste Estado como o primeiro governador (mandato 1852-1853).

Praça da Saudade após restauração de 2007

Retornaram também as pérgolas (ou caramanchões) de madeira fazendo sombra aos bancos onde casais, jovens e idosos, se sentam ao fim da tarde e dão um aspecto aconchegante de jardim à Praça da Saudade. As estátuas do Homem Primitivo e do Homem Moderno foram retiradas e não se sabe ao certo o seu paradeiro. É provável que estejam no almoxarifado da prefeitura, onde por alguns anos também foi o morada do Chafariz das Quimeras. Infelizmente o senador Peres falecera um ano antes da re-inauguração, não chegando a ver seu sonho da praça restaurada realizado.

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Notícias recentes envolvendo a Praça da Saudade

– Jardinagem na Praça da Saudade precisará ser recuperada após Virada Cultural
– Lixo na Praça da Saudade se acumula e mostra falta de educação dos manauaras
– Cheia no Centro de Manaus muda itinerários dos ônibus

Referências

Entrevistas
– Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus, sobre a ordem de colocação das estátuas do Homem Primitivo e Homem Moderno e o seu paradeiro.

Livros
– GARCIA, Etelvina. O Amazonas em Três Momentos: Colônia Império e República. 2ª ed. Manaus: Editora Norma, 2010. 144 p.
– LIBÓRIO, Nicolau. Memórias do Esporte no Amazonas. Manaus: Editora Uirapuru, 2009. 202 p.

Sites
Baú Velho
– EvangeBlog
Manaus Ontem
– MyAviation.net
– Urutu
Wikipedia

Quimeras

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus no Portal D24AM.

O ano era 1911 e Manaus despontava como uma das metrópoles mais prósperas do Brasil e do Mundo. Uma das primeiras cidades do Brasil a ter telefone, água encanada e sistema de esgoto, além de ser a segunda a ter energia elétrica, que alimentava um transporte público eficiente e que cobria todas as regiões da cidade, inclusive a periférica região de Flores que deu nome ao bairro situado no mesmo local hoje em dia.

O prefeito de então, Dr. Jorge de Moraes (mandato 1911-1913), o primeiro de nossa história a ser eleito pelo voto popular, surgiu com a ideia de celebrar a glória da cidade ordenando a construção de uma fonte, para servir de adorno à Praça do Comércio e refrescar os transeuntes da Paris dos Trópicos, numa época em que condicionadores de ar eram apenas uma ficção distante e esta era a principal forma de reduzir a temperatura no perímetro urbano. Naquele mesmo ano foi erguido o Chafariz das Quimeras, situado no cruzamento das ruas Epaminondas e Visconde de Mauá (antiga Demétrio Ribeiro), defronte ao tradicionalíssimo Café dos Terríveis.

Inauguração do chafariz, em frente ao Café dos Terríveis

O chafariz era composto por uma grande cuba de concreto, que ressurgia no centro em forma de cruz, servindo de alicerce para um cilindro metálico curto que se encerrava em uma grande bandeja de ferro. A seguir um novo cilindro, com o dobro do tamanho, dividido ao meio por um adorno circular. Os cilindros eram bem adornados e acima deles jazia uma última bandeja, menor, de onde brotava água sob os pés da musa grega que portava uma tocha brilhante encerrada em ferro e vidro.

Nos pontos cardeais da fonte, quatro quimeras, animais fantásticos com cabeça de leão, asas de águia e cauda de dragão, vigilantes, fazem a guarda de sua majestade. Em um dos lados, uma torneira de ferro servia de água fresca qualquer um que por ali passasse. Ao redor, um jardim baixinho, com uma pequena cerca de metal, quase imperceptível.

Vista Aérea parcial de Manaus, com as praças do Comércio, XV de Novembro e Oswaldo Cruz na metade inferior direita

Alguns anos após a sua inauguração, com a capital vivendo os últimos instantes de intensa glória e efervescente emigração de brasileiros e estrangeiros pelo movimentadíssimo Roadway, o prefeito decide mover a fonte para a Praça XV de Novembro, entre as Praças do Comércio e Oswaldo Cruz, de costas para a Catedral de Nossa Senhora da Conceição e de frente para o porto, para recepcionar aqueles dos quais muitos de nós descendemos hoje em dia.

Já na segunda instalação, o sistema de fonte foi removido, sendo instalado apenas o pilar central com a musa e as quimeras, tendo os pés destas sido adornados por plantas. E ali a musa e suas quimeras acompanharam melancolicamente o súbito declínio da borracha e consequente cessação da chegada de grandes navios de passageiros e de barões da borracha que outrora por ali andavam acendendo seus charutos com notas de mil contos de réis. As mansões ao redor foram dando lugar a comércios e no espaço entre a fonte e a catedral foi construído um aquaviário e um pequeno zoológico.

Praça XV de Novembro: o chafariz virou uma simples estátua

Décadas se passaram, e no começo dos anos 1970 a cidade já contava com aproximadamente 620 mil habitantes (quase o dobro da década anterior). Com a concentração cada vez maior de comércio no centro da cidade, as pessoas foram migrando para os novos bairros que iam surgindo na periferia e, conjuntamente com o evento do desmonte da Cidade Flutuante, na segunda metade dos anos 1960, muitas daquelas pessoas que antes se deslocavam para o centro a pé passaram a usar transporte coletivo e o sistema precisou de um terminal central maior, que suportasse aquela demanda crescente de ônibus, solução de transporte público que substituiu os bondes cuja lembrança restou apenas nos velhos trilhos de metal.

Criou-se o Terminal da Matriz e, para que houvesse mais espaço, a fonte foi retirada por ordem do prefeito Paulo Pinto Nery (mandato 1965-1972), e instalada na Rotatória da João Coelho (Rotatória do Olímpico), construída para organizar o trânsito no cruzamento entre as avenidas Constantino Nery (anteriormente conhecida como Av. João Coelho) e (Boulevard) Álvaro Maia / Kako Caminha. E dali a musa pôde observar a expansão da cidade que crescia em todas as direções, até – mais uma vez – se tornar vítima do mesmo progresso que acompanhara impassível até ali.

Paulo Pinto Nery: transferiu a musa para a Rotatória da João Coelho

Na administração de Alfredo Nascimento (mandato 1997-2004) como prefeito de Manaus, fez-se necessária a construção do Viaduto D. Jackson Damasceno Rodrigues, entre 1998 e 1999, para desafogar o cruzamento das duas avenidas, que recebiam cada vez mais tráfego após a ascensão da Av. Brasil, no bairro da Compensa, como uma área comercial de preços acessíveis. E a fonte foi então desmontada, para passar vários anos abandonada em um depósito da prefeitura.

Em 2003, ainda na administração de Alfredo Nascimento, integrando a ornamentação paisagística da reforma realizada na Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife) foi construída, no cruzamento desta com as ruas Carlota Joaquina e Rio Negro, a Rotatória do Eldorado e no seu centro foi instalado novamente o chafariz.

Rotatória do Eldorado: bonita instalação, porém disposição incorreta

Infelizmente, por um erro na instalação, as quimeras foram postas de costas para os observadores, deixando de proteger sua musa para tornarem-se apenas suas observadoras e uma seção do cilindro central foi retirada, fazendo com que o resultado final ficasse mais baixo que a versão original. Além disso, com o tempo, a fonte foi permanentemente desligada, sendo então retirada em 2009.

Por fim, com a construção do Parque Estadual Jefferson Peres, como parte dos trabalhos de reurbanização de igarapés do PROSAMIN, durante a administração do governador Eduardo Braga (mandato 2003-2007), por sugestão do secretário de cultura Robério Braga, o Chafariz das Quimeras ganhou um lugar de honra de frente para a lagoa artificial das Vitórias-Régias, na confluência dos dois braços do Igarapé de Manaus, onde até hoje pode ser encontrada e admirada.

Parque Jefferson Peres: um lar para receber as visitas das próximas gerações

Abaixo você confere os cinco lugares descritos no texto.


Visualizar Roteiro do Chafariz das Quimeras em um mapa maior

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Atualização em 15/07/2012.

Observando as atualizações do Facebook encontro um álbum do prof. Sérgio Freire, com fotos de Barbara Heyd, e no meio delas, a imagem da Rotatória da João Coelho, conhecida como Bola do Olympico, com a aparência que teve entre os anos 1970 e a segunda metade dos anos 1990, quando foi desmontada, dando lugar ao viaduto.

Rotatória da João Coelho com o Chafariz das Quimeras, em 1972.

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Referências

Entrevistas
– Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus, sobre datas de construção das obras recentes.

Livros
– MONTEIRO, Mário Ypiranga. Negritude e Modernidade: a trajetória de Eduardo Gonçalves Ribeiro. Manaus: Editora Umberto Calderaro, 1990. 161 p.

Sites
Descobrindo o Amazonas
– J. Martins Rocha – link 1link 2link 3
O Eldorado é Aqui
Manaus Ontem

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