Internet e as Eleições

Costumo dizer que o Twitter mudou minha vida. Por diversos motivos. O Twitter foi a ferramenta que permitiu que eu socializasse com gente que por outros meios eu dificilmente conheceria.

As redes sociais não apenas me deram 1 hora de graça no boliche, 3 CDs, 1 Blu-ray, 5 vale-compras da Bemol e um sanduiche no 80s Burger. As pessoas que eu conheci trocando mensagens de 140 letrinhas ajudaram, desde chegar ao meu destino sem pegar um engarrafamento a direcionar algumas das minhas escolhas educacionais e profissionais.

Dentre os projetos que me envolvi por causa o Twitter, o Trânsito Manaus, que há 3 anos informa diariamente o trânsito muito lento nos dois sentidos de todas as avenidas da cidade, além dos itinerários intinerantes de ônibus, possibilitou uma experiência política que eu, que desde pequeno sempre gostei de prestar atenção nas campanhas eleitorais, nunca poderia imaginar.

Com a exposição que o TM conquistou ao longo dos anos, conseguimos, contatando os comitês dos candidatos à prefeitura de Manaus, realizar entrevistas com cada um deles para tratar exclusivamente das questões de trânsito e transporte.

Grupos como o Trânsito Manaus, e outros, como o PedalaManaus.org, do Ricardo “Saci” Braga, e o Manauara.org, da Cynthia Blink, mostram uma mudança interessante pela qual estamos passando. Jovens com algum poder de mobilização através da Internet tendo acesso direto aos atuais e futuros integrantes do executivo (e do legislativo também).

Fazendo a interseção entre Política e Internet

Não sou ingênuo de achar que os políticos estão abrindo as portas e associando-se à imagem dessas iniciativas, cheios de sorrisos e apertos de mão, por simples, pura e imaculada brothagem. Nem acho que o acesso aos dirigentes da coisa pública deveria dar-se tão somente pela da ação de grandes grupos organizados e com alguma evidência e poder de mobilização, e não por um único e humilde cidadão.

Existe, claro, a busca por evidenciarem sua atuação em canais de comunicação com as novas gerações, talvez até mesmo estabelecer cabos eleitorais, o que não é o caso do TM, nem acredito ser dos outros que citei acima.

O que eu acho fantástico é o grau de importância dado por (pelo menos alguns) candidatos a essas ferramentas estar se assemelhando, cada vez mais, ao dado a grandes grupos da “velha mídia”, como jornais impressos, rádio e TV, justamente devido às mudanças e possibilidades que elas estão gerando.

Enquanto até poucos anos atrás os candidatos eram figuras distantes que nós éramos obrigados a escolher observando 30 segundos de sorrisos artificialmente manipulados num comercial de televisão, e dependíamos unicamente dos debates da TV para conhecer a capacidade argumentativa e o embate de propostas dos candidatos, agora eu tive a oportunidade de estar cara a cara com cada um deles, perguntar e ouvir as suas respostas sem direito a script e photoshop. Pauderney, Arthur, Navarro, Serafim, Henrique, Jerônimo, Herbert, Vanessa e Sabino.

Ainda fizemos muito pouco, mas acredito que as possibilidades interação e de cobrança do poder público ainda vão crescer e devolver uma parcela do poder que sempre foi do povo, de volta às mãos do povo, graças à Internet. Sou idealista demais?

Velho Continente – dia 6

Geschichte

Voltamos ao Brandenburger Tor, para tirar fotos também durante o dia. Darth Vader, Berliner Bär, Soldados Americanos, Soviéticos e Franceses de mentirinha e mulheres pedintes vindas da Bósnia dividem as atenções dos turistas.

Caminhamos pela Praça 18 de Março e fomos visitar o Reichestag, o Palácio do Parlamento Alemão. A entrada é franca, mas descobrimos tardiamente que agora é necessário agendar previamente a visita pela internet e também passou a ser necessária a revista dos visitantes com o mesmo rigor de um aeroporto. Assim, apenas tiramos as fotos da entrada e voltamos para a Unter den Lindens para dar continuidade ao nosso itinerário histórico.

Visitamos o Berliner Museum (Museu de Berlim), que mostra a história da cidade desde o surgimento da vila no século XIII até a queda do Muro, com um foco interessante no papel dos primeiros Kaisers, em especial Frederico II, o grande, que transformou Berlim na capital da Prússia. Além, é claro, de tratar da história mais recente, mostrando as diferenças entre a República Democrática Alemã (DDR) e a República Federal da Alemanha (BRD).

O ingresso custa € 5, mas quem tem carteirinha de estudante internacional paga € 4. Curiosamente dois dias antes, no Deutsches Historisches Museum não houve nenhum desconto para carteirinha. Apesar de ser um museu pequeno as detalhadas explicações por áudio tornam o passeio bem maior e cheio de informações. Na saída tem uma lojinha, onde comprei um Reichestagzinho de gesso pra colocar na minha mesa. E alguns cartões postais.

Findo o museu, seguimos à pé até o final da Unter den Linden, e visitamos a Berliner Dom (Catedral de Berlim), uma igreja protestante construída no final do século XIX. A entrada, fora dos horários de culto, é € 7, custando € 4 para carteirinha de estudante. Achamos que a visita deveria ser de graça sempre, não por não valer a pena a vista, as informações e a história, com um bônus para a sepultura do Frederico II e outros kaiseres, mas pelo fato das igrejas na Alemanha já receberem uma fração dos impostos recolhidos e repassados pelo governo o que faz com estas não precisem pedir ofertas de seus fieis. Eu disse que não precisam, não que não o façam. A vela pra acender pro santo é € 1 (opcional, claro. Ainda, provavelmente). Comprei cartões postais e um broche de águia na lojinha da saída.

Tentamos então ir ao Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim), mas a fila para comprar o ingresso era grande e pra entrar, maior ainda. O ingresso custa € 11 e como eu não fui, eu não sei se tem desconto pra carteira de estudante.

Descemos mais uma vez a Unter den Lindens, pegando o ônibus errado, que nos levou até a frente da antiga e abandonada sede do governo da Alemanha Oriental. Andamos até a Französische Straße, compramos ingresso para uma peça no Komische Oper (€ 35 Inteira, € 27 Student). Pegamos o ônibus até a Alexanderplaz, engolimos um jantar no Alexa, pegamos o ônibus de volta pro Komische Oper. Em cartaz, uma leitura recente de “Carmen“. No corredor caras de terno e gravata comendo Brezel e tomando Champagne. A gente comendo bolacha e tomando Coca-Cola. Cada um se vira como pode.

Depois da peça, voltando para o hotel, no meio do caminho, a U7 estava em reforma, um aviso automático informou que haveria um ônibus na superfície esperando os passageiros para levar até a próxima estação, a partir de onde o metrô seguiu normalmente. Já no hotel precisei passar as fotos da câmera do celular para o iPad. As 614 fotos tiradas nos últimos 6 dias ocuparam toda a memória do bichinho.

Categorias

Passado

  • 2016
  • 2015
  • 2014
  • 2013
  • 2012
  • 2011
  • 2010
  • 2009
  • 2008
  • 2007
Seguir

Receba atualizações do blog na sua caixa de entrada.

Basta inserir seu email