Micareta para Jesus

Ocorreu por volta de 27-29 E.C., de Jesus e seus 12 followers virem a Jerusalém para a Pessach, evento que é, basicamente, a Páscoa quando você nasce em um lar Judeu, e em vez do coelhinho, se comemora a fuga dos Hebreus dos domínios do Egito. Ao chegarem ao Templo de Jerusalém, já conhecido como Templo de Herodes na época porque, bem, o Rei Herodes, querendo fazer uma média com o povo Judeu que andava meio sem templo para orar, deu uma forcinha e o construiu (só para ser destruído pelos cazzi dos Romanos comedores de pizza, 5 anos depois de pronto), qual não foi a decepção de Emmanuel ao perceber a baderna que estavam fazendo na casa de seu Pai inefável.

Comerciantes vendiam e compravam animais para sacrifício, ovelhas, bois e pombas, além de cambistas que trocavam o dinheiro dos estrangeiros pela moeda local. Eis que baixou o Indiana Jones no filho de Maria e ele, de posse de um chicote, botou todo aquele covil de salteadores pra correr pra longe dali, lembrando a todos que aquela era uma casa de oração. (Mateus 21:11-13)

Jesus Jones mordido com a bagunça que fizeram na casa de seu Pai

O tempo passou, as manifestações foram se modificando ao longo do tempo e, se o próprio Elohim, que era meio sensível nos tempos do Velho Testamento, não fulminou Miriã que, em gratidão por seu Senhor ter matado centenas de soldados Egípcios afogados no Mar Vermelho, tocou um solo virtuoso de pandeiro com suas BFFs sob o sol causticante do Deserto de Sur (Êxodo 15:19-21), longe de mim condenar manifestação tão singela quanto a Marcha para Jesus.

Todos tem o direito de manifestar sua falta de religiosidade da forma como lhe convir, desde que não prejudiquem a paciência os direitos de outrem. Está na constituição que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida (…) a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política salvo para eximir-se de obrigação legal a todos imposta“, conforme os incisos VI e VIII do artigo 5º de nossa imaculada Constituição Cidadã, promulgada sob a proteção de Deus e com assinatura de José Sarney.

Constituição de 1988 – Sob a proteção de Deus e com a assinatura de Sarney

O que eu gostaria de trazer à tona é o que o Briglia, sintetizou de forma brilhante em seu mural do Facebook:

Vendo a timeline dos meus amigos de Manaus vejo várias reclamações por causa de um evento religioso chamado Marcha para Jesus. Aqui nos EUA eu nunca vi eventos de grandes proporções que atrapalhassem a vida dos que não estão participando. Aqui vejo planejamento e principalmente respeito pelo outro. Falando sobre religião, aqui ninguém tenta te enfiar Jesus, Alá, Budha, Santo-não-sei-o-quê, goela abaixo. As pessoas praticam suas diferentes religiões (e acredite, aqui existe muito mais opção do que no Brasil), mas elas fazem isso respeitando os outros. Ninguém tenta te converter te fazendo ficar parado em um congestionamento, soltando rojões ou gritando na rua. Não que o pessoal aqui seja menos fiel do que os brasileiros, a diferença está na educação. Educação é a base de tudo.

Deus criou Adão e Eva: isso mesmo, Eva e Adão.

Na circunstância trazida pelo Briglia está a situação dos EUA, mas poderia ser qualquer outro país ou cidade do Brasil, onde haja uma situação de educação um pouco melhor que a que se percebe por aqui. E antes que me digam que ninguém é contra os carnavais e bandas de rua, eu juro que não percebo diferença no rastro de sujeita e danos aos logradouros públicos.

O que Jesus acharia da marcha que fazem pra ele?

Como Proceder: Transformando Água em Vinho

Em 2001 eu estava numa programação de jovens da igreja, onde aconteceram várias atividades lúdicas, dentre elas uma peça de que fiz parte do elenco. Na peça eu era, vejam vocês, Jesus, e nela eu realizei um milagre.

A peça tratava justamente do primeiro milagre de Jesus: quando foi convidado para um casamento onde o estoque de vinho não foi suficiente para a quantidade de convidados, sua mãe contou ao anfitrião de que seu filho era um menino prodígio e poderia resolver o problema. Jesus então pediu que trouxessem jarros cheios de água e ao despejá-los nos copos o conteúdo havia se transformado em vinho. (João 2:1-11)

Feita a introdução, passemos ao milagre de fato. Eu era Jesus, Elisa, minha mãe fictícia, contou ao anfitrião sobre meu currículo, disse que eu era fluente em Hebraico, Aramaico, Grego e estava estudando Latim e Persa, e que já tinha quase 30 anos e ainda morava com os pais, portanto, estava na hora de arranjar algo de útil pra fazer, ainda que fosse para ser sommelier de cerimônia de Khupah, Bar Mitzvah e Yizkor, junto com meus 12 seguidores, à época.

“Bodas de Caná”, por Gerard David.

O anfitrião aceitou a sugestão e me convidou a mostrar o que eu seria capaz de fazer para solucionar o problema. De frente à platéia (umas 200 pessoas) despejei um jarro de água cristalina dentro de outro, e com este outro servi o copo do anfitrião. Qual não foi a surpresa da platéia ao perceber o líquido que jazia então no copo do anfitrião, proveniente do segundo jarro era de um roxo notável. A água havia se transformado em vinho.

Mas como ele fez isso, Mr. M?

Vamos ver por outro ângulo. No fundo do segundo jarro havia xarope de suco de uva. Quando da colocação de água do primeiro jarro no segundo, levantei o primeiro o suficiente para que, quando caísse, a gravidade se encarregasse de misturar as duas partes de forma homogênea, realizando assim uma mágica. Ou melhor, um milagre, pois magia é coisa do capeta.

Enfim, você pode testar esse truque em casa, com os amigos ou até mesmo no trabalho, e com sabores de frutas diferentes.

Divirtam-se.

Categorias

Passado

  • 2016
  • 2015
  • 2014
  • 2013
  • 2012
  • 2011
  • 2010
  • 2009
  • 2008
  • 2007
Seguir

Receba atualizações do blog na sua caixa de entrada.

Basta inserir seu email