Até mais, Google Reader, e obrigado pelos peixes

O ano de 2005 marcou a forma como eu usava a Internet por diversos motivos. A quantidade de blogs e sites que eu acompanhava crescia dia após dia, e abrir todos eles de um por um, além de dar muito trabalho, estava se tornando uma experiência contra-intuitiva, além do que a velocidade da conexão não ajudava muito.

Alguns, hoje em dia, podem até dizer ser possível acompanhar as atualizações dos sites por redes sociais como Twitter, Facebook e Google+, mas, além de você continuar precisando entrar em cada site ou blog, de um por um, para ter acesso ao conteúdo completo, pois até hoje elas exibem apenas títulos, links e breves resumos, naquela época elas sequer existiam ou eram utilizadas para este fim (sdds Orkut).

Who do you know?

Para melhorar essa situação, duas ferramentas me ajudaram bastante. Primeiro, foi quando abandonei os caminhos de Mammon e deixei de usar o Internet Explorer 6, passando a navegar com o Firefox 1.5. O motivo foi um dia ter aberto uma página (que não consigo mais encontrar vasculhando esta vasta rede mundial de computadores), que retornava com a mensagem de que não poderia ser exibida, exceto se fosse aberta no navegador do panda flamejante. Que admirável mundo novo aquele, de várias abas abertas (3 ou 4, mais que isso o computador travava) e downloads organizados em uma única janela.

O segundo motivo foi por 2005 ter sido um ano prolífico para o Google, que lançou produtos como o Google Earth (após a compra da Keyhole em 2004), dando a possibilidade de se passear pelo mundo inteiro em frente ao computador, o mensageiro Google Talk (encarnação anterior do neonato Google Hangouts), que era absurdamente mais rápido e leve que o MSN Messenger, e o agregador de feeds Google Reader.

Download Firefox 1.5

O Google Reader não foi o primeiro agregador de feeds. Antes dele cheguei a testar o Bloglines, Netvibes e outros. Até o Opera, o melhor navegador que ninguém pouca gente usa, já contava com a essa função desde o ano anterior. No começo ele era absurdamente travoso e por várias vezes eu desisti de usar. No ano seguinte, entretanto, houve uma grande reformulação do código, que deixou mais leve e mais fácil de usar.

E assim o Google Reader se tornou a página que esteve mais tempo aberta no meu navegador. Mais que meu email, mais que as diversas encarnações deste blog, o Google Reader foi a janela por onde eu acompanhei a maior parte das notícias e acontecimentos do mundo nos últimos 7 anos.

Google Reader, 2013

O tempo passa, a Internet, assim como o mundo, vai se modificando, atualizando e, se nem a poupança Bamerindus continua mais tão bem, por decisões internas do Google, o Reader, cujo desenvolvimento andava esquecido desde que a musa do entrepreneurship Marissa Mayer saiu da empresa, vinha perdendo funções para novo queridinho Google+ e teve então o seu fim anunciado.

A primeira reação ao saber da notícia – primeiramente nas redes sociais, admito – e a seguir, nas atualizações dos blogs de tecnologia que iam aparecendo na home do meu Google Reader causou certa tristeza. Mas esse tipo de serviço com poucos porém cativos usuários não ficaria muito tempo sem uma alternativa que pudesse suprir essa necessidade de concentrar e consumir informação em um único lugar. E testando entre as diversas opções que começaram a surgir após o anúncio (Digg, Aol, Hive, The Old Reader), optei pelo Feedly.

Importe o seu conteúdo do Google Reader para o Feedly

Primeiro, pela facilidade de importar os feeds e artigos salvos para leitura posterior no Google Reader com um único botão. Segundo, pela rapidez e familiaridade da interface. Existem configurações que deixam ele meio Flipboard (magazine) style, mas gosto da opção tiles (lista de notícias) e os comandos de teclado do Google Reader foram totalmente incorporados ao Feedly. Terceiro, porque ele abriu suas APIs e diversos aplicativos poderão lhe dar suporte, dentre eles o Reeder, que é meu aplicativo favorito para ler no celular e tablet. E quarto, porque tem boas opções de compartilhamento. Aproveite e assine o feed deste blog colando esse link no seu novo agregador.

Espero que o Feedly possa ter um longo caminho de sucesso pela frente, e consiga se sustentar e se reinventar diante das mudanças que a Internet apresentar ao longo dos anos, ao contrário do que aconteceu com o Google Reader. Forte integração social e anúncios não intrusivos podem ser um bom caminho. Eu que muitas vezes já dormi com o dedo segurando o J e acordei com o Google Reader zerado vou aos poucos me acostumando com a nova casa (que aceita o mesmo comando, inclusive). A vista da Internet pra mim agora será de uma janela diferente.

Boa aposentadoria, Google Reader

Bônus

Aqui um tutorial feito pelo Google, ensinando a usar o Reader.
https://youtu.be/VSPZ2Uu_X3Y

Ética dos Óculos Escuros

Desde que fiz a cirurgia para correção de vista e deixei de usar óculos de grau, enfrentei situações onde me perguntava se seria adequado ou não utilizar óculos escuros. Em especial depois que um colega de trabalho perguntou que sol eu tinha visto naquele dia nublado. Por 11 anos usei óculos de grau, dia e noite, tirando apenas para dormir e tomar banho. Por vezes, antes de dormir, ainda procuro por óculos para tirar do rosto.

Óculos aposentados

No primeiro fim de semana depois da cirurgia que corrigiu totalmente o meu problema, procurei uma pimentosa loja de óculos da cidade, onde fui atendido pela Amy Winehouse, ou coisa parecida, e comprei minha segunda unidade de óculos escuros. Tinha outros antigos, mas já ficavam apertados e eram surfistas demais pra usar no dia-a-dia.

Procurei nas Interwebs por dicas de etiqueta ou ética dos óculos escuros, pra não sair por aí bancando o David Assayag ou Steve Wonder e, após passar por alguns blogs e páginas do Yahoo! Respostas, resolvi fazer eu mesmo um simples manual pessoal, que pode ajudar outros que também iniciaram há pouco o uso deste utensílio.

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Você sabia que: os raios ultravioletas são divididos em três tipos, dentro do escopo dos efeitos que provocam à saúde humana? Os UV-A (compostos por ondas de 400-320nm) chegam em sua totalidade à superfície terrestre, os UV-B (320-280nm) são parcialmente absorvidos pela atmosfera e os UV-C (280-100nm) são totalmente absorvidos pelo oxigênio e ozônio terrestres. Por isso os comerciais de óculos escuros dão ênfase apenas aos dois primeiros tipos. Fonte: Wikipedia.

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A não ser que você use óculos de grau como eu usava, e nesse caso seria interessante procurar por aquelas lentes conhecidas como transition, que escurecem ao contato com luz forte, é imprescindível ter ao menos uma unidade de óculos escuros para usar sempre que sair de casa, de preferência com lentes polarizadas, que são mais potentes que as lentes tradicionais e causam um efeito psicodélico sempre que você olhar para monitores e vidros com insul-film.

Entretanto não vou me aprofundar nessa seara de que tipo de óculos você deve usar, pois não sou oftalmologista, nem a Glória Kalil. Apenas certifique-se de estar protegido dos raios ultraviolentos. E usei o termo “unidade de óculos escuros” por motivos de: estou tentando evitar erros gramaticais com essa palavra que é plural, mesmo no singular.

Error 404: Gloria Kalil not found

As regras, ou melhor, as dicas que venho elencando ao longo dos últimos meses são, basicamente:

USAR

  • De dia;
  • Lugares abertos;
  • Lugares fechados, porém com incidência direta de sol ou de intensa claridade;
  • Recomendação médica.

EVITAR

  • Dias nublados;
  • Ao conversar com alguém.

NÃO USAR

  • De noite;
  • Lugares fechados, sem incidência de sol ou intensa claridade, inclusive na balada (não seja babaca).

Por fim, você dificilmente vai encontrar óculos escuros que prestem por menos de 3 dígitos, mas qualquer coisa acima de 3 dígitos que tenha apenas a função de proteger seus olhos dos raios ultravioletas é sacanagem. Entretanto, este texto poderá ser complementado após eventual popularização do Google Glass. Dê o play com 720p e em tela cheia.

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Usando Apple Mapas em Manaus

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus no Portal D24AM.

Como parte da estratégia de depender cada vez menos de soluções do Google na área de mapas a Apple lançou, junto com a sexta versão de seu sistema operacional móvel, em Setembro de 2012, um aplicativo próprio para este fim.

Mapas no iOS – o Bing é webapp

Usando informações de GPS de parceiras como a Tom Tom, de soluções de código aberto como o Open Street Maps, além do know-how de empresas de mapeamento de relevo em 3D como a C3 Technologies (adquirida por US$ 240 milhões) dentre outras, a empresa da Maçã montou um banco de dados próprio, com mapas vetorizados, imagens de satélite por vezes mais recentes que a concorrência e construções tridimensionais de partes de algumas das maiores cidades do mundo (Flyover), tais como Nova York e São Francisco, nos EUA.

São Francisco e Nova York em modo Flyover no Apple Mapas

O curto tempo de desenvolvimento dessa ferramenta, entretanto, causou diversas críticas por parte de especialistas e usuários, que viram-se frustrados com resultados imprecisos em diversas situações. Recentemente algumas pessoas correram risco de vida ao utilizar o aplicativo para buscar o caminho para uma cidade na Austrália.

Neste último caso, a Apple se justificou informando que utilizou as coordenadas cedidas pela própria administração da região e, após a notificação da polícia local, corrigiu o problema. As notícias sobre o incidente causado pela empresa de Cupertino foram tantas que soterraram outras como a de que mais um departamento de polícia australiano notificou o Google na mesma semana por problemas semelhantes.

O mapa da Apple de fato possui muitas falhas, o que é de se esperar de uma solução em desenvolvimento há apenas um ano comparada às opções do Google ou da Microsoft (Bing Mapas), que possuem pelo menos 5 anos de constantes aperfeiçoamentos. Exemplos dessas falhas são diversas praças em Manaus identificadas pelo mapa nativo do iOS como parques.

Parque São Sebastião?

Dezenas de estabelecimentos comerciais estão posicionados em locais incorretos ou sequer existem. A última vez que a Praça da Matriz teve um posto de gasolina foi há mais de 50 anos.

TM História: Bomba de combustível ao lado da Praça da Matriz reaparece 60 anos no futuro em mapa da Apple.

E o bairro do Japiim, coitado, perdeu um i.

Japim: pressa?

Mas apesar de todos esses erros que afetam negativamente a experiência de usuário, o mapa da Apple também acerta em pontos que a concorrência ainda está deixando a desejar. Vamos apresentar 3 destes lugares em um comparativo realizado com 5 dos principais mapas para iOS. Lembrando que esta não é uma análise técnica, sujeita a ser totalmente diferente da sua experiência pessoal, estando sujeita também a ser comprometida por eventuais atualizações dos serviços. E que o Waze não possui imagens de satélite, em compensação é rapidamente atualizado pela comunidade.

Ponte Rio Negro

A ponte sobre o Rio Negro foi inaugurada em 24 de Outubro de 2011, ligando Manaus a Iranduba, Manacapuru e Novo Airão sem a necessidade de balsas. A exibição em cada um dos mapas ficou assim:

  • Apple Mapascom imagem e vetor.
  • Google Mapscom imagem parcial e sem vetor.
  • Here Mapssem imagem nem vetor.
  • Bing Mapscom imagem e vetor.
  • Wazecom vetor.

Ponte Rio Negro

Avenida José Lindoso (Avenida das Torres)

Inaugurada em 29 de Junho de 2010, a Avenida José Lindoso, conhecida popularmente como Avenida das Torres, interliga o Complexo Viário Gilberto Mestrinho à Cidade Nova de forma rápida e com poucos cruzamentos. É uma ótima alternativa de acesso à Zona Norte da cidade, desde que apareça no GPS daqueles que nunca trafegaram naquela região. A exibição em cada um dos mapas ficou assim:

  • Apple Mapascom imagem e vetor.
  • Google Mapscom imagem e sem vetor.
  • Here Mapssem imagem e com vetor.
  • Bing Mapscom imagem e vetor.
  • Wazecom vetor.

Avenida José Lindoso

Manauara Shopping

O maior shopping do norte do Brasil foi inaugurado em 7 de Abril de 2009 e a razão pela qual foi escolhido para compor esta lista é unicamente para mostrar que quem prefere usar os mapas da Apple pode até estar bem orientado, comparado a quem usar o Here Maps, já que as imagens deste mapa não mostram sequer um, das dezenas de buritizeiros destruídos pela obra do estabelecimento, derrubado (já estava desmatado, na verdade, mas, mesmo assim, a obra ainda não havia começado quando foi feita a última foto). O banco de imagens de satélite parece ser o mesmo que o Bing utilizava até pouco tempo atrás, mas que este agora já tratou de atualizar. A exibição em cada um dos mapas ficou assim:

  • Apple Mapas – com imagem e vetor das ruas ao redor.
  • Google Maps – com imagem e sem vetor das ruas ao redor.
  • Here Maps – sem imagem nem vetor das ruas ao redor.
  • Bing Maps – com imagem e sem vetor das ruas ao redor.
  • Waze – com vetor das ruas ao redor, inclusive com a nova nomenclatura.

Manauara

Especuladas para 2013 a função de instruções por voz (Siri) no Apple Mapas e as imagens de Manaus no Google Street View do recém lançado Google Maps para iOS prometem acirrar ainda mais a concorrência entre aplicativos de mapas na plataforma da Maçã. O mapa social Waze, apesar de não contar com imagens de satélite, possui função de instruções por voz e informações geralmente mais atualizadas que os demais, graças às contribuições dos próprios usuários.

O que você tem achado das soluções de mapas para plataformas móveis em Manaus? Como é a sua experiência com mapas em outras plataformas? Já faz parte do grupo do Trânsito Manaus no Waze? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe mais dicas com a gente.

Patentes

Seguindo a tradição de constantes batalhas judiciais em vez de batalhas apresentando produtos inovadores, em 2013 a Apple processa a Samsung pelo uso do nome Galaxy S-IV, claramente plagiado do iPhone 4S. A Samsung argumenta perante o tribunal que as patentes do numeral 4 e da letra S são essenciais e não discriminatórias e que a Apple não tem direito sobre elas.

Apple contra-argumenta que desde o lançamento do Apple II-GS, de 1986, ela tem patentes registradas de nomes de produtos com diferenciação de gerações por números e letras. A Lenovo ingressa na ação apoiando a Samsung, argumentando que sempre usou nomes feios cheios de letras e números, desde a fundação da IBM em 1911.

A Maçã perde a ação e retira letras e números como forma de diferenciação de gerações dos produtos. Passa a chamar de “novo” (insira nome de iProduct aqui).

Em 2014 a Apple processa a Samsung pelo uso do nome New Galaxy, claramente plagiado do New iPhone, lançado no 2º semestre de 2012. A Samsung argumenta que as patentes do que é novo são essenciais e não discriminatórias e que a Apple não tem direito sobre elas. Apple contra-argumenta que tudo o que é novo já foi previsto e patenteado por ela, conforme documentos assinados por Steve Jobs em 1997.

Todas as principais empresas de tecnologia se aliam à Samsung e derrotam a Apple nos tribunais. Apple entra com recurso.

Antes mesmo da apreciação do recurso, Apple compra Google e encerra desenvolvimento do Android, golpeando mortalmente a plataforma que Jobs ameaçou destruir com uma guerra termonuclear. Fabricantes de celular, temendo a dominância da Apple no setor, pedem socorro à Microsoft.

Apple perde o recurso e é condenada a pagar US$ 50 bi ao consórcio de empresas encabeçadas pela Samsung que a processou.

Em 2015 a Microsoft, apoiada pelas fabricantes de celulares, entra com ação contra a Apple acusando-a de monopólio. Apple argumenta que patentes de monopólio, datadas da época do lançamento do Windows 95, pertencem à Microsoft. Microsoft contra-argumenta com gráficos de market share de computadores de 1984, época em que ela plagiou o System do Macintosh, mostrando que a Apple criou monopólio muito antes.

Microsoft vence ação contra a Apple e financia a retorno do desenvolvimento do Android, agora apenas um repositório de funções a serem implementadas no futuro Windows 9.

Em 2016…

Apple vs. Samsung

Patentes. Sendo usadas por idiotas para atrapalhar a inovação desde Thomas Edison.

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Atualização em 11/08/2012.

No mesmo dia em que escrevi os tweets que deram origem ao texto acima, o vídeo abaixo, gravado em Junho, foi publicado no canal do TED no YouTube. A mesma mensagem, remixada. Vejam.

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Considerações sobre o MacBook Air

Antes que o Nando Kanarski espalhe minha frase poraí, é bom que fique aqui registrado, só para constar.

23:25:44 Steven: poxa.. nunca imaginei que eu pudesse ter meu trabalho reconhecido dessa maneira...
23:25:53 Steven: gostaria de agradecer aos meus amigos da Raleh que tiveram a ideia do evento
23:26:19 Steven: gostaria de agradecer Chad Hurley e o Steve Chen, criadores do YouTube
23:26:21 Steven: ao Sergey Brin e o Larry Page, criadores do Google e atuais donos do YouTube
23:26:21 Nando K.: joga isso na raleh
23:26:22 Nando K.: aheoaheioae
23:26:28 Steven: ao Undergoogle, ao Google Discovery também : P
23:27:01 Steven: à Sony, que fez minha câmera
23:27:02 Nando K.: e ao Renato
23:28:08 Steven: à Apple, que fez meu iPod que foi figurante no filme, fez meu iMac com seu lindo flurry, e que fez o MacBook Air... um laptop que não serve pra nada mas que eu quero mesmo assim!

MacBook Air

Macworld 2008: Steve Jobs keynote em Português (Ao Vivo!)

There is something in the air…

Recebi um convite em cima da hora do Renê Fraga, do Google Discovery, para cobrir a Macword.

Vocês podem conferir na íntegra o liveblogging do lançamento do Macbook Air, clicando aqui.

E quem está conhecendo o blog vindo do link de lá, sejam todos bem vindos, e sintam-se a vontade para assinar o feed. Obrigado.

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