A Civilidade e o Lixo

O reaça…

Ain, no Brasil se joga lixo no chão no réveillon, absurdo, falta de respeito, se fosse nos EUA / França / Alemanha não aconteceria isso. Esse país nunca vai ser “civilizado”.

E o petralha…

Ain, nos países que você chama de “civilizados” e que eu faço discurso de que odeio, mas vivo / frequento / sonho todos os dias em conhecer também se joga lixo no chão, troxa, complexo de vira-lata, uhul, ganhei.

Conclusão:

Pro Brasil ser um país “civilizado” pode jogar lixo no chão que tá sussa.

¯\_(ツ)_/¯

¯\_(ツ)_/¯

Velho Continente – dias 22 e 23

Faltou contar no último dia relatado no post anterior sobre a viagem que, ainda na sexta-feira, fomos de tarde ao Castelo de Heidelberg. Sim, eu sei que já faz quase um ano desde que voltei, mas estou realmente disposto a terminar de escrever sobre tudo que aconteceu por lá, não apenas como um memorial pessoal, mas também como uma breve compilação de dicas para quem um dia resolver visitar algum desses lugares. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

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Tarde da Sexta-feira

Para chegar no castelo você pode descer na estação da Bismarkplatz e ir a pé pela Hauptstraße até a estação do bonde vertical que leva os passageiros ao alto da montanha onde estão os restos do castelo.

O Castelo de Heidelberg começou a ser construído no século XIII, ainda como uma fortaleza de paredes bem espessas e detalhes mais rústicos, reflexo do estilo de construção necessária para suportar as guerras travadas naquele século, passando por diversas mudanças e ampliações até ser destruído pelo rei francês Luís XIV. Sucessivos eventos de destruições e reconstruções tornaram o castelo da forma como é hoje, repleto de estilos de construção de diferentes épocas.

Do castelo é possível ter uma incrível vista da cidade, que surgiu justamente dentro das muradas derivadas do castelo na descida da montanha, acompanhando as margens do Rio Neckar. Acredito que apenas nos últimos 70 anos o crescimento passou a ser maior para as zonas norte e sul da cidade.

Heidelberg não se expande para o leste por causa da imensa montanha onde está o castelo, praticamente solitário. E nos extremos das zonas oeste e sul existem áreas de cultivo. No horizonte distante é possível ver um grande complexo industrial.

No porão da edificação principal do castelo está o maior barril do mundo, no Fassbau (Edificação do Barril). A ordem de construção foi dada por Johann Kasimir von Pfalz-Simmern, entre 1589 e 1592, conectando-o ao salão do rei para, na ocasião de festas, permitir o rápido acesso à bebida.

Na construção à direita está o Museu da Farmácia Alemã, onde você encontra um histórico do desenvolvimento da farmacologia naquele país, desde as primeiras substâncias pesquisadas, os estudos de alquimia, as primeiras ferramentas, processos de industrialização, fabricação de pílulas, uso medicinal da cannabis sativa e do ópio etc.

Sábado

No dia seguinte ao término das aulas do curso alugamos uma Mercedes (era o mais barato que havia, juro) e fomos conhecer o Castelo Hohenzollern, que fica a 180km de Heidelberg. Já no estacionamento eu pisei na neve pela primeira vez.

O Castelo Hohenzollern, fica entre as cidades de Hechingen e Bisingen, sendo morada de condes desde o século XI, passando a ser residência da família Hohenzollern, que governou a Prússia, Brandemburgo e o Império Alemão até o final da Primeira Guerra Mundial, e passando, ao longo do tempo, por 2 grandes destruições, uma em 1423 e outra no século XIX. A partir da década de 1950, o castelo passou a ser uma atração turística, apesar de ainda ser uma propriedade privada.

Na parte de dentro do castelo não é permitido tirar nenhum tipo de foto (mesmo sem flash). Os cômodos são muito bonitos e ornamentados com madeiras e metais, apesar de um pouco pequenos, mas de qualquer janela é possível ter uma visão incrível dos vales ao redor da montanha onde está erigido o castelo.

Ao descer da montanha fomos a um restaurante alemão daqueles bem roots, o Hofgut Domäne, que lembra aquelas tavernas medievais, ou a cozinha de um hobbit, se você preferir assim, com paredes e estruturas de pedra e madeira, e as garçonetes tomavam chopp durante o expediente. Jantei um Maltaschen e de sobremesa uma Stracciatella.

Domingo

Domingo de manhã saímos cedo e dirigimos 252km até o Grão-Ducado de Luxemburgo, ou Grousherzogdem Lëtzebuerg, um país localizado bem na interseção da Alemanha, França e Bélgica. Nesse lugar se fala Alemão, Francês e Luxemburguês, que é uma mistura dos dois primeiros. Os documentos oficiais são redigidos em Luxemburguês, mas notei que praticamente todas as placas informativas estavam em Francês.

Fruto de diversas disputas territoriais desde o século IX, Luxemburgo só assumiu a sua forma atual após a queda do Terceiro Reich, tendo sido membro fundador da ONU, da União Europeia e sede da criação da Constituição da União Europeia, esta, em 2005.

Ao chegar na cidade fomos recebidos por uma música tradicional Luxemburguesa: Ai se eu te pego. Deixamos o carro em um estacionamento subterrâneo (o estacionamento tinha 4 andares para baixo!) e fomos caminhar do centro histórico da Haute Ville (Cidade Alta).

Passamos ao lado da Place d’Armes, do Théâtre National, visitamos a Notre-Dame de Luxembourg, e caminhamos em frente à Hôtel de la Chambre des Deputes e o Palais du Grand-Duché de Luxembourg. Depois fomos até o Museu de História Natural de Luxemburgo. Hans, Ada e Tatiana foram fazer o tour do museu. Eu e Luciana resolvemos voltar a andar pela cidade, comprar alguns presentes e encontramos um café meio escondido, mas em frente ao palácio, onde comemos brownie e tomamos chocolate quente.

Mais tarde, quando encontramos o resto do grupo, fomos atrás e encontramos um restaurante que servia fondue. Chegamos a entrar no restaurante, mas quando vimos o preço e o aviso da garçonete (portuguesa) de que não poderíamos pedir apenas uma ou duas ordens para o grupo comer ali mesmo, acabamos desistindo. Sei lá como é o Código de Defesa do Consumidor Luxemburguês.

Continuamos andando pelo centro até encontrar a Gelato Italiano, onde acabamos jantando. Golpe de sorte, apesar de a wifi do lugar ser trancada, a senha era, surpresa, “italiano”.

Apesar da proximidade com a Alemanha, a impressão que eu tive foi a de que a arquitetura, a culinária, as roupas e os hábitos dos Luxemburgueses são predominantemente influenciados pela França.

No retorno pra casa eu dirigi em uma Autobahn pela primeira vez. 😀

Velho Continente – Mais Informações

Enquanto não termino os próximos textos sobre a viagem pra Alemanha (acho que ainda serão mais três), encontrei o blog de uma pessoa que viajou para um intercâmbio em Berlim e contou diversos outros detalhes a respeito do país.

Apesar de haver muitos posts trancados por senha, os abertos possuem várias informações sobre museus, lojas, pontos turísticos da capital alemã, e também de outras cidades, inclusive de uma breve visita a Paris, que ainda não tive a oportunidade de conhecer.

Infelizmente, parece que não recebe mais atualizações desde novembro de 2011, mas recomendo a leitura.

http://berlimemmim.wordpress.com/

Si Vous Étiez

Si vous étiez un bateau, ma chérie
Un bateau, ma chérie
Je serais le vent derrière vous
Si vous aviez peur, ma chérie
Peur, ma chérie
Je serais le courage que vous n’avez pas

Si vous étiez un oiseau, puis je serais un arbre
Et vous viendrait à la maison, ma chérie, à me
Si vous dormiez, alors je serais un rêve
Où que vous soyez, c’est là que mon cœur sera

Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous

Si vous étiez l’océan, alors je serais le sable
Si vous étiez une chanson, alors je serais la bande
Si vous étiez les étoiles, alors je serais la lune
La lumière dans l’obscurité, ma chérie, pour vous

Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous
Oh, vous savez que nous appartenons ensemble
Oh, vous savez que mon cœur est à vous…

PS: Não compus a letra. Apenas (tentei) traduzi(r) do original em Inglês para o Francês.

Origem

CONTE

Meus bisavós (pais do meu avô paterno) eram italianos, vieram para o Brasil pouco antes do estopim da Primeira Guerra Mundial, em busca das oportunidades que se abriam em Manaus com o Ciclo da Borracha. Meu avô paterno nasceu no Brasil, mas por conta do Jus Sanguinis italiano em seus registros legais ele consta como Italiano. Minha avó paterna era brasileira, mas seus ancestrais eram franco-marroquinos.

Todos os meus ascendentes acima de meu pai já morreram, sendo o meu avô, quando eu tinha 2 anos, e minha avó, quando eu tinha 9. Por conta disso, não pude conviver muito com eles pra saber mais a respeito das histórias deles. Sei apenas das histórias que meu pai e minhas tias me contam.

Hoje, o lugar onde meus bisavós moravam, na rua Marcílio Dias, virou loja, e o lugar onde meus avós moravam, na rua General Glicério, virou o Largo do Mestre Chico. Tenho uma tia que viajou pra Itália (e hoje em dia mora lá) que visitou o lugar de onde meus bisavós saíram: Castelluccio Inferiore, uma cidadezinha de pouco mais de 2000 habitantes, na encosta de uma montanha.


Visualizar Castelluccio Inferiore em um mapa maior

CASTRO

Por parte de mãe, minha avó é cearense, e veio com os pais pra cá nos anos 50 em busca de melhores oportunidades, já nos últimos instantes do segundo Ciclo da Borracha. Cheguei a conhecer minha bisavó (mãe da avó materna), mas ela morreu em 1999. Meu avô é amazonense, não sei muito sobre a origem dos pais dele, mas a minha bisavó (mãe do avô materno), ainda é viva e mora lá na Compensa.

Infelizmente, dada a idade, ela nem sempre está muito lúcida, e fica difícil conversar mais a respeito. Mas algo curioso que descobri é que por não ter sido registrada na época em que nasceu, quando finalmente atentou para este detalhe e foi a um cartório regularizar, ela mesma escolheu a própria data de nascimento: 15 de Dezembro.

STEVEN

Eu nasci em Manaus mesmo, e sou fruto dessa mistura. Meu nome é a versão inglesa de Stephen, que vem do grego Stephanos (Στέφανος) e quer dizer “Coroado”. Meu pai sempre gostou dos Estados Unidos e da “cultura” americana, o American Way Of Life, e por esse motivo procurou um nome tradicionalmente americano.

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