Subtotal 2011

Ou Checklist de 2011.

Encerrei a faculdade, o que inclui:

  • as NPCs (e as NEFs).
  • as peças do Núcleo de Prática Jurídica (obrigado Bernardo, Laís e Kelly, que me ajudaram com todas aquelas peças).
  • os relatórios de audiências (obrigado amigos do 16º JEC, que me ajudaram com as audiências).
  • as centenas de horas no balcão de atendimento (muitas aproveitadas para escrever meu TCC ou jogando Asphalt 6, confesso).
  • o meu famigerado TCC (obrigado profa. Carla e todos os citados e / ou eventualmente esquecidos nos Agradecimentos).
  • infelizmente não encontrar mais todos os dias os amigos que fiz ali.

Li uns livros legais, pude comprar um brinquedinho com meu próprio dinheiro, comecei a estudar Francês e continuei estudando Alemão, dei entrevista, palestrei no III ETC Manaus sobre o Trânsito Manaus e ajudei a desenvolver um serviço pioneiro em Manaus, dei entrevista, e mais entrevista, voltei a escrever nesse blog com mais regularidade do que nada e reclamando bastante, ou fazendo milagres nas horas vagas. Perdi amigos jovens e velhos ídolos.

Nos últimos meses deixei de dar tanta atenção a algumas pessoas tanto quanto gostaria. Meus projetos particulares (citados supra) exigiram mais que mim que o habitual. Não prometo que vou conseguir compensar isso no futuro, mas fica registrado que senti falta.

Dia 30 vou viajar. Pela primeira vez, sozinho. Acho que será um bom aprendizado.

Obrigado a todos que estão sempre por perto. 2011 foi um ótimo ano graças a vocês.

E principalmente, por causa de você.

Stay hungry, stay foolish.

Feliz 2012.

Da participação em sala de aula

A cena descrita abaixo é fictícia. Nenhuma das falas foi inspirada em personagens ou situações reais. O objetido do post é alertar para o perigo da distração causada pelo uso de dispositivos móveis e internet em sala de aula.

Professor: – Então Artemiso, diante da eluscidante leitura destes 75 artigos do Código Processual Dental, dê sua opinião a respeito.

Artemiso: – Não sei professor.

P: – Como assim, não sabe?

A: – É… não sei.

P: – Todos aqui que estavam acompanhando a leitura, sem ter morrido de tédio e puxado um celular para ficar no Twitter, Facebook, MSN ou joguinhos chegaram a alguma conclusão a respeito do assunto, não é mesmo?

(dois alunos e meio, numa turma de 60 balançam a cabeça afirmativamente, os outros estavam entretidos com algo mais interessante)

A: – Sim professor. Mas eu não sei o que comentar.

P: – E não tem nada que você gostaria de acrescentar a respeito?

A: – Ah, bem… Tem sim. Mas é muito pouco. É que a minha mente foi moldada por aulas e leituras medíocres ao longo destes anos de cursinho… digo… de curso. As provas que me foram aplicadas na sua infeliz maioria eram compostas por perguntas que visavam decair pontos de situações hipotéticas impossíveis em vez de análises de casos reais, pegadinhas onde uma rápida consulta ao Vade Mecum fundamenta a resposta errada para o professor. Tem também aqueles professores cuja aula é medíocre porém a prova é fuderosa (ou ainda, cheia de questões de um famoso exame, como se ele fosse o único e derradeiro motivo de estarmos aqui), com o objetivo de fazer o aluno cobrir o déficit abissal com o estudo por conta própria, assim se redimindo com Miguel Reale que está no Olimpo intercendo por nós diante de Ártemis. Por fim, tem gente idiota como eu que fica interferindo no andamento da sua aula com impropérios, com o único objetivo de receber atenção da turma…

P: – Realmente, espero que não aconteçam mais interrupções como esta. Dando prosseguimento à aula…

E nada mudou.

Da utilidade de ir à aula

Eu gostaria que as aulas fossem menos uma descrição de como as coisas são e mais uma explicação de como as coisas são como são.

Ainda que nós, enquanto alunos, sejamos os únicos responsáveis por buscar as explicações e fundamentações do conhecimento que precisamos ter nos livros e demais produções acadêmicas sobre o assunto, aulas que apenas descrevem como são as coisas são inúteis, uma perda de tempo, porque as mudanças são constantes e até que saiamos da academia muita coisa pode mudar, e se aprendemos apenas uma descrição das coisas como eram, tudo passa a ser um conhecimento inútil e desatualizado. Uma perda de tempo irreparável.

Os parágrafos anteriores foram genéricos propositadamente, para que possam ser moldados a qualquer ciência. Entretanto, trazendo o problema para o curso de Direito, seria melhor se os professores, em vez de tentar ler o Vade Mecum inteiro durante duas horas, coisa que os alunos poderiam muito bem fazer em casa ou na biblioteca, aproveitassem o tempo para explicar o motivo de as leis terem sido elaboradas da forma como foram, quais anseios os legisladores visaram contemplar com a elaboração das leis e que fundamentos foram utilizados para se chegar ao resultado final. Tratar também dos efeitos que as leis sancionadas causaram e, quem sabe, inquirir os alunos sobre que mudanças mais poderiam ser efetuadas.

Com isso passaríamos a ter discussões mais profundas e produtivas, além de adquirir uma bagagem de reflexões mais útil e adaptável à medida em que surgem novas normas. Isso seria um estímulo a vir à faculdade, visto que haveria algo a mais do que se pode adquirir estudando sozinho em casa.

O Woody nunca te abandona

Abril de 1996

Sentado de calção vermelho e sem camisa, no carpete verde-escuro do quarto dos pais, tirando uma fita VHS (tinha que rebobinar no final, lembra?) da embalagem de papelão com dois bonecos sorridentes, um cowboy e um astronauta, voando em frente a uma parede de fundo azul com nuvenzinhas, diante do olhar atônito de um dinossauro, um cachorro-mola, um porquinho, uma batata com olhos e uma pastora de ovelhas na capa.

Gargalhadas de criança a cada explosão de foguete ou desmontes do cabeça-de-batata. Já duvidava um pouco da existência do Papai-Noel (é, o tempo prova que certas coisas não mudam), mas imaginar que brinquedos legais pudessem ter vida parecia divertido.

Revi o filme trezentas vezes, ou quase isso. Criança parece que nunca enjoa das coisas, desde que não esteja com fome ou com sono. Mas quem era guri naquela época e teve a oportunidade de ir ao cinema ou conseguir uma fita, com certeza fez o mesmo.

Dezembro de 1999

– “Mãe! Vai passar toistori dois no cinema!”

E assim começava a empentelhar os pais para ir assistir ao segundo filme no cinema. Na época, o hoje em dia desprezado Severiano Ribeiro do Amazonas Shopping era o que havia de mais moderno e confortável na cidade.

O filme é legal, não apenas por dar um bom prosseguimento à história do primeiro filme, mas também, apresentando personagens novos e falando um pouco mais sobre a origem de cada um deles. Só achei meio chata a parte da história da Jesse.

Comprei o VHS desse e assisti outras trezentas vezes.

Junho de 2010

Andy vai para a faculdade…

A frase inicial da chamada para o terceiro filme mostra duas coisas: primeiro, que a proposta da história é algo um pouco diferente das anteriores, não apenas centrada nos brinquedos, mas também nas pessoas; segundo, o Andy envelheceu um pouco mais devagar que eu, que já estou prestes a sair da faculdade.

Woody

ALERTA DE SPOILERS

Quem ainda não assistiu Toy Story 3, pare a leitura aqui, vá assistir e volte depois. Não vou ficar adiantando as piadas e situações que acontecem no filme, que eu achei engraçadão, mas preciso contar sobre o seu desfecho.

Após recuperar seus brinquedos (mais uma vez) prestes a finalizar as malas para partir para a faculdade, Andy resolve dar todos os seus últimos brinquedos, por ideia de Woody, a uma garotinha que “brinca direito” (mote do fim do primeiro filme).

Andy vai até a casa da garotinha, filha de uma amiga da sua mãe, e começa a mostrar cada um dos brinquedos para ela, contando como ele os enxergava em sua imaginação quando criança, falando enfim, do Woody…

– “O Woody nunca te abandona…”

…e termina contando do valor que cada um dos brinquedos tinha para ele…

Naquele momento quem, durante a infância, teve aqueles filmes como preferidos, ou simplesmente qualquer pessoa que lembre de quantas histórias criou com seus brinquedos, e dê um salto no tempo até o momento em que percebeu que estava na hora de deixar os brinquedos de lado (ou passá-los a diante), deixar de ser criança, crescer, tornar-se adulto e começar a assumir responsabilidades, enfim, quem conseguir colocar-se no lugar do Andy, dificilmente não vai se emocionar.

Caleioquê?

14:55:57 Layla: e eu to me ferrando estudando sobre caleidociclos

14:56:08 Steven: e o que é isso?

14:56:51 Layla: http://utenti.quipo.it/base5/ geosolid/caleido7.jpg

Caleidociclo

15:00:30 Steven: =/

15:03:37 Steven: Não se preocupe, que, se vc não quiser seguir a área da matemática, depois que passar disso e dos vestibuares, vc nunca mais vai ver na vida… até ter filhos que entrem no ensino médio… mas quando isso acontecer, vc vai dizer pra eles que vc sabia como fazer isso, mas não lembra mais, ou que no seu tempo o método era diferente, ou ainda, que na sua época o computador ainda não fazia o seu dever de casa sozinho…

A Volta do Que Não Foi

Tenho muitas coisas pra contar aqui e não vou fazer isso em um único post, porque ficaria enorme. Então se tudo der certo durante esta semana estarei contando as coisas mais importantes nesses últimos dois meses.

Começaram as aulas na faculdade. Conheci muita gente nova claro, mas no meio do povo tem sempre aquele pessoal que acabou de sair do Ensino Médio, como eu, e tem mais ou menos a mesma faixa etária que eu, facilitando assim o nível das nossas conversas.

Nas duas primeiras semanas foi tudo bem divertido até, nem senti o peso de uma faculdade de Direito. Parecia que eu estava de férias ainda, freqüentando um grupo de discussões no mundo de verdade (e não o Google Groups, hehe), ou que talvez eu ainda estivesse na escola. Obviamente, agora o bicho já começou a pegar, mas ainda não tão pior quanto eu imagino que possa ficar.

Nesse meio tempo eu criei um site pra minha turma, que consumiu praticamente todo o meu tempo online no mês de fevereiro, enquanto eu organizava as informações por lá.

Então meu computador na época já estava muito lento, e fazer qualquer coisa nele era uma questão de muita paciência…

Não perca o próximo post, que vai acontecer, sim! Eu não prometo, mas vai!

Pronto para o campo de batalha

Um médico amigo da nossa família tinha o costume de dizer isso antes de sair de casa. Pelo menos durante um mês que tivemos que conviver durante uma viagem há um certo tempo atrás.

Amanhã começam as aulas no CIESA. Já arrumei os materiais básicos e já conversei com alguns amigos. Nem todos, infelizmente.

A maioria das minhas metas de organização para estas férias eu consegui alcançar, mas sobraram algumas que eu vou ter de levar ainda nos próximos dias, ou fica pro próximo feriado prolongado. Acredito que tudo já esteja na sua devida ordem.

Amanhã escrevo sobre o que aconteceu por lá.

Boa noite.

Acertando os últimos detalhes

Quinta-feira fui ao CIESA entregar o meu histórico escolar que eu já havia pego no IAM, há quase duas semanas… A matrícula está completa e paga. Já comprei materiais e agora estou terminando a arrumação das minhas coisas em casa pra começar com tudo em ordem.

Amanhã a noite (na verdade hoje, pois já é segunda) faço as últimas provas do curso de Italiano, finalizando o estudo do meu segundo idioma estrangeiro. Queria começar Francês já, pra não perder o embalo, mas antes vou observar a intensidade das obrigações na faculdade para então decidir quando começo.

As aulas no CIESA começam dia 5 de Fevereiro, ou seja, tenho apenas uma semana para aproveitar…

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