Estive Dirigindo #06

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Nas reuniões dominicais do Trânsito Manaus constantemente discutimos formas de criar um conteúdo relevante para quem quer se deslocar em Manaus. Seja informando as ocorrências do trânsito como engarrafamentos e acidentes pelas redes sociais, seja com um site de busca de itinerários de transporte coletivo que acabou se transformando em um guia impresso, seja chamando a atenção dos governantes para os problemas do trânsito e cobrando soluções.

Aí entre um franccino e outro surgiu a ideia de aproveitar o formato do Estive Dirigindo para produzir um conteúdo novo para o Trânsito Manaus: uma série de vídeos mostrando, do ponto de vista do motorista, o melhor caminho entre um ponto e outro da cidade.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #06 em um mapa maior

Nesse vídeo fiz uma experimentação simples, apresentando o trajeto da Estação Rodoviária de Manaus até o Shopping Manauara, através da Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Av. Recife). À medida em que a ideia for tomando rumo, vou compartilhando por aqui.

Gostaram do passeio?

Iniciativas Populares

Em decorrência do lançamento do Manual Ônibus Manaus, o jornalista Nelson Brilhante, do A Crítica, entrou em contato comigo para uma entrevista que faria parte de uma matéria sobre iniciativas populares. A matéria foi publicada no Domingo (09/12/2012) e a parte aberta ao público não-assinante do site não contém a entrevista comigo, que ainda não tive a oportunidade de ler, mas pelo menos estou na foto escolhida para ilustrar o post. Se alguém comprou o jornal do último Domingo, favor guardar e, quem já leu, favor comentar o que achou. Obrigado.

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Iniciativas fazem a diferença em Manaus

Sem estardalhaço nem interesses que não o de contaminar mais pessoas a fim de realizar o sonho de uma cidade melhor para todos, esses “funcionários públicos não remunerados” passaram a assumir responsabilidades que seriam de quem foi eleito para isso. 

Por Nelson Brilhante.

Steven Conte, um dos criadores do site Ônibus Manaus, sobre rotas dos coletivos.

Steven Conte, um dos criadores do site Ônibus Manaus, sobre rotas dos coletivos.
Foto: Euzivaldo Queiroz

Para um grupo de manauaras não basta reclamar, espernear e empunhar cartazes de protesto para garantir melhorias na cidade em que vivem. Alguns até fazem ou já fizeram tudo isso, mas foram além do protesto e, literalmente, adotaram Manaus com carinho de cidadão.

Sem estardalhaço nem interesses que não o de contaminar mais pessoas a fim de realizar o sonho de uma cidade melhor para todos, esses “funcionários públicos não remunerados” passaram a assumir responsabilidades que seriam de quem foi eleito para isso.

No conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, o presidente da Associação dos Moradores, Denis Thaumaturgo, de tanto pedir um novo parquinho infantil para a praça do conjunto, tomou uma decisão inédita: iniciou uma campanha no Facebook para conseguir os R$6 mil que precisava para comprar um playground. Quando arrecadou R$1,5 mil, comprou o playground parcelado em quatro vezes e, no último domingo, para a alegria da garotada, inaugurou o brinquedo gigante com um show (sem cachê) do cantor Cileno e o bingo de um aparelho de TV doado pelo deputado Josué Neto.

Quem também resolveu colocar a mão na massa foi um grupo de seis amigos, liderados pelo jornalista e professor de Educação Física Luiz Eduardo Leal, criou o site de busca www.onibusmanaus.com.br, único pelo qual o internauta conhece a rotas e itinerários de ônibus da capital amazonense. A iniciativa nasceu com a criação de uma conta no Twitter, em novembro de 2011.

A ideia deu tão certo que a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) estimulou o grupo a produzir um guia impresso, lançado no dia 27 de novembro, e que está sendo distribuído gratuitamente aos usuários de transporte público.

Ameaça

Antes de publicar o guia de rotas de ônibus, o grupo “Trânsito Manaus” tentou prestar ajuda aos usuários de transportes urbanos, mas teve que abortar o projeto. Eles fixavam nas paradas de ônibus cartazes com a frase “Que ônibus passa aqui?”. Abaixo, linhas pontilhadas davam espaço à resposta de populares. Ligações anônimas, vindas de setores que comandam o trânsito de Manaus, forçaram o grupo a desistir da iniciativa.

Saiba Mais

Guia Impresso

A princípio, o guia impresso com a rota e os itinerários dos ônibus deverão ser distribuídos em hotéis, centros comunitários e postos de atendimento ao turista para o lançamento, foram impressos cinco mil exemplares.

Histórico

A ONG começou com uma conta no Twitter e foi evoluindo para uma página no Facebook e chegando a um site, o que resultou também no Ônibus Manaus.

[…]

A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa.

Poke

Não faltou nos eventos de xoxo media desse ano alguém que interrompesse a programação para explicar para os puros, ingênuos e castos brasileiros o significado do recurso poke no Facebook, posto que o nosso pudico cutucar na verdade escondia em sua origem um nefasto convite à fornicação e à sodomia.

Assim, o coitado do cutucar passou a ser marginalizado, tratado como um scrap coletivo e purpurinado de Orkut.

Acontece que o cutucar não é uma função intrusiva, no sentido de não encher a timeline nem atrapalhar experiência de uso da rede social, não atrapalha a vida de ninguém, podendo inclusive ser desativada.

Cutucando

Além disso, se a interpretação do uso que muitos brasileiros deram à função foi diferente da que se deu nos Estados Unidos, sendo mais ingênua e lúdica, sem conotação sexual, que grande mal do século haveria nisso?

Isso só é de fato um problema se você tiver amigos americanos na rede e, se tem, provavelmente já saberia antes mesmo de utilizar a rede. Se não sabia, o pior que pode acontecer é levar um unfriend de um gringo, e o melhor que pode acontecer você que sabe.

Não é obrigatório adotar na sua cultura cada mínimo aspecto de outras que você considere “superiores”. E no dia que for, que comecem aprendendo a respeitar fila.

O Poder das Hashtags (III ETC Manaus)

Transcrição (suposta e informal) da palestra ministrada na noite de 10 de Setembro de 2011, na terceira mesa do III Encontro de Twitteiros Culturais de Manaus, no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping.

Amaro Jr., Steven Conte, Chrys Braga, Thais Kurunzi e Dilson Cabral

Qual a primeira ideia que vem à mente quando você pensa em hashtags?

Rapidamente vem à mente exemplos cotidianos como #FollowFriday, #ComoFaz, # FicaDica, #Partiu, #ETCManausFAIL 🙂 , #ProntoFalei… Mas o que há por trás destes quatro traços cruzados?

Para que uma hashtag apareça nos Trending Topics brasileiros (ou Tópicos em Tendência, como diria Luiz Eduardo Leal), é preciso que este seja citado mais de 5 mil vezes em menos de uma hora. Inclusive, inspirados nessa lógica de grande concentração de pessoas referindo-se a um ponto em comum que os criadores do Foursquare criaram a Swarm Badge, um troféu de abelhinhas que aparece no seu perfil ao dar um check-in junto com outras 50, 100, 250 ou mais pessoas em uma mesma prefeitura.

Para as empresas que lidam constantemente com as redes sociais, conseguir alçar uma hashtag ao posto de tópico mais comentado de um país é um feito importante para a marca. Principalmente quando é uma referência positiva ou neutra, o que infelizmente não foi o caso da Mega Eventos. E o Trânsito Manaus teve a oportunidade de ter iniciado alguma dessas hashtags que chegaram aos TTs.

A primeira delas, em 04 de Maio de 2010, ao lado de concorrentes de peso como #PutaFaltaDeSacanagem, foi a #GreveManaus, que agregava informações sobre a greve dos motoristas de ônibus em Manaus que reivindicavam melhores salários.

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Essa parte eu ia falar, mas na hora, esqueci:

Então, quando no meio da tarde iniciou-se a greve, a maior parte da frota de ônibus parou de circular e as pessoas não sabiam o que estava acontecendo. Os meios de comunicação por rádio e TV ainda não tinham começado a noticiar o acontecimento e os impressos só viriam a tratar no dia seguinte. Daí uma pessoa que tivesse acesso à internet antes de sair de casa ou do trabalho, ou ainda no seu celular, pode ver as primeiras informações através da busca por essa hashtag e se programar para pedir um táxi ou uma carona.

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Em 12 de Dezembro de 2010, também se repetindo em 20 de Dezembro daquele ano e em Março de 2011, colocamos em evidência o #TemporalManaus, que chegou a passar mais de 8 horas nos Trending Topics nacionais, e foi interessante porque chamou a atenção do Sul e Sudeste: algumas pessoas começaram a fazer piadas sobre Manaus, o que levou a um debate na internet sobre o preconceito entre as regiões do país.

Já em 22 de Março de 2011, o #ContraOAumentoMAO, idealizado em parceria com o Clube do Fusca do Amazonas passou mais de 5 horas na lista. A ideia era a mobilização contra o aumento do preço da gasolina. Vários motoristas seguiram até dois postos da cidade, predeterminados, e abasteciam R$ 0,50, exigiam a nota fiscal e um teste de qualidade, que todos os postos são obrigados por lei a fazerem. Nesse dia a hashtag chamou a atenção da imprensa que compareceu aos postos e, inclusive, flagraram que um deles não possuía a indumentária necessária para realizar os testes. O que foi uma grande trollação patrocinada pelo TrânsitoManaus. 🙂

Apesar da ação anunciada com a hashtag não ter tido grande reflexo nos preços da gasolina de fato, a atenção que ela atraiu das pessoas e da imprensa fez com que alguns donos de postos buscassem atender a exigência de ter o material necessário para os testes de controle de qualidade, o que foi um ganho positivo para toda a população.

Essas hashtags não serviram somente como divulgação da marca TrânsitoManaus. Elas tornaram-se catalizadoras de informações geradas livremente pela coletividade. Deixaram de ser posse do “Trânsito” e passaram as ser posse dos usuários. Inclusive nós estimulamos que as pessoas não precisariam necessariamente enviar uma reply para o @TransitoManaus. Apenas que utilizassem a hashtag fazendo com a informação fosse totalmente descentralizada e livre, como de fato as coisas acontecem no Twitter.

O que uma hashtag pode mudar nas nossas vidas?

Muitas pessoas podem achar que a hashtag não tem poder nenhum, que é uma coisa inútil. Mas nós não pensamos dessa forma.

Afinal, a inútil hashtag que chega a passar uma semana intenria anunciando para todo o Brasil o canal e os produtos de uma sexshop manauara alavancando suas vendas não é um poderoso case de marketing?

A inútil hashtag que mostra para o Brasil inteiro que apesar da desinformação de uma certa banda colorida, em Manaus não apenas há civilização, como também internet (ainda que lenta) não é um poderoso case de senso de humor?

A inútil hashtag que ajuda mais de 20 mil pessoas diretamente, e sabe-se lá quantas mais indiretamente, a informarem-se sobre lugares alagados, vias obstruídas e engarrafamentos não é um poderoso poderoso case de informação alimentada pela coletividade?

A inútil hashtag que se transforma em uma campanha nacional de doação e torcida por ALGUÉM que considero duas das pessoas mais fortes, felizes e corajosas que já viveram neste mundo não é uma poderosa demonstração de humanidade, tão rara hoje em dia?

Vocês ainda tem dúvidas quanto ao poder de uma hashtag?

Avaliem o uso que vocês dão aos recursos que vocês tem, porque o poder de um recurso, como uma hashtag, depende do uso que você dá a ele.

Da participação em sala de aula

A cena descrita abaixo é fictícia. Nenhuma das falas foi inspirada em personagens ou situações reais. O objetido do post é alertar para o perigo da distração causada pelo uso de dispositivos móveis e internet em sala de aula.

Professor: – Então Artemiso, diante da eluscidante leitura destes 75 artigos do Código Processual Dental, dê sua opinião a respeito.

Artemiso: – Não sei professor.

P: – Como assim, não sabe?

A: – É… não sei.

P: – Todos aqui que estavam acompanhando a leitura, sem ter morrido de tédio e puxado um celular para ficar no Twitter, Facebook, MSN ou joguinhos chegaram a alguma conclusão a respeito do assunto, não é mesmo?

(dois alunos e meio, numa turma de 60 balançam a cabeça afirmativamente, os outros estavam entretidos com algo mais interessante)

A: – Sim professor. Mas eu não sei o que comentar.

P: – E não tem nada que você gostaria de acrescentar a respeito?

A: – Ah, bem… Tem sim. Mas é muito pouco. É que a minha mente foi moldada por aulas e leituras medíocres ao longo destes anos de cursinho… digo… de curso. As provas que me foram aplicadas na sua infeliz maioria eram compostas por perguntas que visavam decair pontos de situações hipotéticas impossíveis em vez de análises de casos reais, pegadinhas onde uma rápida consulta ao Vade Mecum fundamenta a resposta errada para o professor. Tem também aqueles professores cuja aula é medíocre porém a prova é fuderosa (ou ainda, cheia de questões de um famoso exame, como se ele fosse o único e derradeiro motivo de estarmos aqui), com o objetivo de fazer o aluno cobrir o déficit abissal com o estudo por conta própria, assim se redimindo com Miguel Reale que está no Olimpo intercendo por nós diante de Ártemis. Por fim, tem gente idiota como eu que fica interferindo no andamento da sua aula com impropérios, com o único objetivo de receber atenção da turma…

P: – Realmente, espero que não aconteçam mais interrupções como esta. Dando prosseguimento à aula…

E nada mudou.

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