A Civilidade e o Lixo

O reaça…

Ain, no Brasil se joga lixo no chão no réveillon, absurdo, falta de respeito, se fosse nos EUA / França / Alemanha não aconteceria isso. Esse país nunca vai ser “civilizado”.

E o petralha…

Ain, nos países que você chama de “civilizados” e que eu faço discurso de que odeio, mas vivo / frequento / sonho todos os dias em conhecer também se joga lixo no chão, troxa, complexo de vira-lata, uhul, ganhei.

Conclusão:

Pro Brasil ser um país “civilizado” pode jogar lixo no chão que tá sussa.

¯\_(ツ)_/¯

¯\_(ツ)_/¯

Subtotal 2012

Vamos à checklist dos melhores momentos do ano em que a Terra não acabou.

O ano começou com uma viagem para a Alemanha, que eu registrei na série Velho Continente, que demorou um pouco a ficar pronta. Lá pude praticar meu Alemão, aprendi a esquiar e comi muito chocolate.

No fim de Março recebi em minha casa a ilustre visita do amigo Thássius, que aproveitou a vinda a Manaus para a cobertura de um evento para o Tecnoblog.

Em Abril, recebi a notícia da convocação para tomar posse em um cargo para o qual fiz concurso em 2008. Sim, faltavam algumas semanas para prescrever. Graças ao email do Dr. Hidemberg Frota, com quem tive o prazer de trabalhar anos antes na Assessoria Jurídica da SUSAM, fiquei sabendo a tempo para fazer os exames admissionais, já que estava com passagens compradas para viajar para os EUA.

Fui aos EUA com minha mãe no fim de Abril, para prestigiar o casamento da minha avó americana, D. Ardis, que assim como a Barbie, encontrou um Ken em sua vida.

Voltei pra Manaus, tomei posse no Ministério Público, com a chancela do Dr. Evandro Paes de Farias, que me deu as boas vindas à Família do MP. Comecei a trabalhar em uma promotoria especializada na defesa do consumidor, mais especificamente nas questões de planos de saúde E de transporte público, o que foi ótimo para alguém que já vinha realizando alguns projetos sobre esse assunto (mais sobre essa parte a seguir). O mais legal foi que conheci um grupo de gente bacana que não apenas trabalha bem como também sabe se divertir juntos. São os amigos do Conselhinho.

Em Junho resolvi comprar novamente meu próprio domínio, importei meu blog antigo, aliás, importei conteúdo de diversos blogs e serviços de hospedagem que eu havia abandonado há tempos, centralizando todas as besteiras e eventuais coisas interessantes que produzi na Internet neste único endereço. Tudo isso, graças à ajuda do Ayrton “Freeman” Araújo que me ajudou a por tudo em ordem.

Voltando ao assunto do transporte público, em Novembro, depois de quase 1 ano de produção e revisões, finalmente saiu a primeira edição do Manual Ônibus Manaus, o guia impresso com o conteúdo do site Ônibus Manaus, desenvolvido pela galera esperta do Trânsito Manaus, que faz a diferença nessa cidade.

Dia 21 de Dezembro o mundo não acabou e agora que o ano se encerra, estou me preparando para uma nova viagem. Vou ser guia turístico da minha namorada pelos EUA. Finalmente passar mais que 8 horas em Nova York, além de rever alguns dos meus lugares preferidos em Washington e Orlando. E comprar um brinquedinho novo.

Esse ano eu li menos do que gostaria, continuei estudando Alemão mesmo depois da viagem, precisei parar o curso de Francês no finalzinho do ano, mas vou retomar no ano que vem, comecei uma Especialização em Direito Público, onde pude encontrar amigos do Bacharelado e assistir aulas de professores incríveis como Antônio Carlos da Ponte e Luiz Alberto David Araújo, dentre outros, palestrei pelo Trânsito Manaus em um evento na Bemol, escrevi mais para o blog que a média dos anos anteriores.

E ainda perdemos o grande arquiteto do Universo: o Niemeyer – que de tão antigo, a linha do tempo da vida dele, assim como a Mitologia Grega, começou no Caos (pode conferir no site).

Desculpas a quem eu dei menos atenção do que deveria, pois infelizmente ainda não encontrei a poção da onipresença. Obrigado a todo mundo que esteve por perto, que me ajudou e apoiou para realizar as coisas que conquistei nesse ano. E principalmente, obrigado a você.

E não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver…

Feliz 2013.

Velho Continente – dias 27 a 30 – retorno

Chegando, finalmente, ao último post sobre minha viagem para a Alemanha, convido os leitores a visitarem minha página no Instagram, onde fiz uma seleção de 199 (das mais de 2300 fotos que fiz) dos principais momentos, e aqueles que ainda não o fizeram, a visitar a série, agora completa, Velho Continente para ler todos os relatos desde o início. Espero que tenha sido interessante e talvez até útil para quem um dia pretender ir por aquelas bandas e desejo a todos uma boa viagem!

**********

Quinta-feira

Último dia com direito a café tirolês, nos despedimos, depois de muita conversa, da família da Maria e pegamos os 432km de estrada de volta a Heidelberg. À noite jantamos no Di Leone, um restaurante italiano que se tornou um dos nossos preferidos, em parte por causa da simpatia dos garçons, todos imigrantes da terra do gnocchi (a macarronada foi inventada na China e a pizza, no Egito), mas principalmente por causa do sabor e do ambiente de cantina italiana.

Sexta-feira

O diretor do Heidelberger Pädagogium pediu que na nossa última sexta-feira por lá, fossemos assistir mais uma aula antes de pegar o nosso certificado de participação. Eu e Luciana acordamos cedo e resolvemos parar na minha padaria preferida (Grimminger) para tomar café antes de seguir até a escola. Tudo ia bem até que ao chegarmos à parada do bonde, depois do café, os bondes simplesmente pararam de passar.

Pois é, eu que pensei que ia encerrar o relato da viagem dizendo que o sistema de transporte público alemão era infalível, tenho que admitir que é quase. O bonde demorou uma hora e meia para voltar a passar, e como não passava táxi, nem ônibus e era longe demais pra chegar na escola a pé, o jeito foi esperar mesmo, e assim, acabamos chegando à Bismarkplaz tão tarde que desistimos de ir pra escola e fomos comprar algumas lembranças na Hauptstraße.

Tínhamos marcado com nosso professor pra tomar um café na rua da escola próximo do meio dia e então fomos pra lá, mais tarde ele chegou para fazer companhia e fomos até a escola buscar nossos certificados.

De tarde fomos no museu da Alte Universität, alguns dos edifícios mais antigos ainda em uso pela Universidade de Heidelberg. Lá existe um museu de toda a história da universidade, desde o século XIV até os dias de hoje, os períodos de glória e de destruição, a influência do Nazismo e os grandes nomes que passaram por lá, especialmente na área de Medicina, Física e Química.

Ao lado existe uma sala muito adornada, usada para grandes seminários, que possui no teto 4 afrescos remetendo às quatro primeiras ciências ensinadas ali: religião, direito, medicina e artes. No centro do palanque um busco de Rupert Karl, Eleitor do Palatinado, quando Heidelberg ainda era sua capital e fundador da universidade, que hoje recebe seu nome.

À noite voltamos ao Perkeo, o primeiro restaurante em que jantamos ao chegar em Heidelberg, onde comi um Putenschnitzel. Perkeo era o nome do bobo da corte de Heidelberg, guardião do barril de que falei no post anterior.

Sábado

Para o café, nosso professor saiu para a padaria sozinho e trouxe alguns croissants. Mais tarde saímos para devolver o carro à locadora e almoçar no Dinea.

À noite, fomos jantar no Di Leone, mas infelizmente estava fechado. O jeito foi pegar o bonde observando os restaurantes no caminho de volta pra casa, até avistarmos o Pizza Pronta. Entramos e pedimos duas pizzas grandes. O lugar era propriedade de um iraniano, e na televisão passava em um canal espécie de Zorra Total Alemã, que depois foi mudado para o de uma emissora de Marrocos.

A pizza estava boa e comemoramos o sucesso da viagem e da globalização com 3 brasileiros e um austríaco comendo um prato cino-italiano, no restaurante de um iraniano, assistindo uma novela marroquina na Alemanha. Quando chegamos de volta no alojamento, percebi que tinha esquecido minha boina no restaurante e voltei sozinho para buscar, pelas 10 da noite. Me sentia seguro vagando pelas calçadas, apesar da cidade praticamente deserta naquela hora.

Sexta de manhã tínhamos contratado um táxi para nos buscar no alojamento. Mas quando o carro chegou, apesar de termos explicado que éramos 5 pessoas e tínhamos várias bagagens, mandaram um carro pequeno demais pra essa carga toda. Por sorte, havia outro taxista com um carro maior por perto, menos àquela hora da madrugada e em 10 minutos ele estava lá para nos levar a Frankfurt, onde pegaríamos nosso avião de volta pra casa.

Caminho de Volta

Enquanto nos despedíamos de Heidelberg, pela primeira vez desde que chegamos começou a nevar naquela cidade, formando uma pequena camada branca sobre a lataria dos carros. Aquela neve era prenúncio de uma das mais fortes frentes frias dos últimos tempos na Europa, conforme noticiariam os jornais da semana seguinte. Em Frankfurt (FRA) tomamos o avião para Amsterdã.

No Schiphol (AMS), ao aproveitar a meia hora de wifi de que tinha direito, fui fazer um checkin no Foursquare e vi que meu amigo Victor Pencak, havia feito o mesmo há poucos minutos. Infelizmente já tínhamos passado por barreiras de segurança que dariam trabalho demais serem traspassadas e o encontro teve que ficar para a próxima oportunidade.

Mas, depois de 8 horas de voo até Guarulhos (GRU), os amigos Thássius, Natália e Raphaella (o primeiro conheci pessoalmente naquele momento e as duas eu não via há 6 anos), foram me encontrar no saguão do aeroporto, onde pudemos passar uma horinha conversando até a chamada para a última parte do meu trajeto. A conversa estava tão boa que por uma questão de 15 segundos eu não perdi o ônibus que conduzia ao avião para Manaus.

Finalmente em Manaus (MAO), fui recebido por meus pais, namorada e um amigo, com balões amarelos personalizados. Abraços apertados. Estava de volta em casa.

Auf Wiedersehen!

Velho Continente – dias 24 a 26

Dando prosseguimento ao relato da minha viagem à Alemanha, no que penso ser o penúltimo post da série, aqui iniciamos nossa aventura em direção à Austria, o melhor país do mundo segundo os austríacos. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

**********

Segunda-feira

Ainda no estado de Bayern (Baviera ou Bavária), na Alemanha, dava pra perceber cada vez mais, pequenas elevações na lateral da estrada. Até que atravessa-se um túnel bem na fronteira entre os dois países, que mais parece um portal para outra dimensão.

Quando você sai do outro lado é recepcionado com um pórtico dando as boas vindas ao Tirol, mas, mais do que isso, os imensos blocos de pedra cobertos de gelo dão uma ideia de quão fantástica é essa área que abrange o leste da Áustria, boa parte da Suíça e o norte da Itália.

Paramos no posto para usar o banheiro e esticar as pernas e aproveitei para comprar um Almdudler, um refrigerante tradicional austríaco, feito com ervas dos Alpes. Tem gosto de guaraná.

Dirigindo por encostas rochosas, beirando precipícios, atravessando campos outrora verdejantes, agora totalmente cobertos pela neve, chegamos a Innsbruck, uma cidade situada dentro de um vale, rodeada por grandes montanhas e cortada pelo rio Inn, da qual recebe o nome. Nos postes das ruas, faixas celebravam a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude.

De lá, atravessamos pela Ponte Europa (a mais alta do mundo), até pegarmos a estrada que levava à região do Stubaital, onde fica Mieders, uma pequena cidade de 1.756 habitantes ao sul de Innsbruck, 437km distante de Heidelberg. Lá fomos recepcionados na pousada da dona Maria, do seu Georg e da Monica, filha do casal. Maria era uma conhecida de longa data de nosso professor. Eles prepararam uma deliciosa macarronada para o jantar.

Terça-feira

Acordamos com -10°C lá fora. Tomamos nosso desjejum tirolês reforçado, com muitos pães, geléias, queijos, ovos, leite café e frutas e saímos para, primeiro de tudo, limpar a neve que escondeu nosso carro durante a noite.

Depois fomos até uma loja próxima alugar equipamentos de esqui, exatamente, fomos até uma estação de esqui das pequenas, onde aprendi a cair com estilo. E como caí. Eu peguei tanta queda tentando esquiar que temi pela integridade dos meus joelhos. Sorte que o professor, apesar de austríaco, aprendeu com os brasileiros a não desistir nunca e teve paciência de continuar dando boas dicas até o fim da brincadeira. O dia estava muito nublado, chovia e nevava (ver a neve nevando, finalmente o/ ), o que exigia cada mais esforço.

Saímos para fazer um passeio pelas montanhas até o fim da estrada que atravessa o Stubaital, chegando ao teleférico que leva à montanha de Mutterberg. Decidimos que iríamos subir no teleférico no dia seguinte, pois a névoa daquele momento não ia permitir ver muita coisa. Tomamos um lanche no caminho e voltamos pra casa para descansar.

De noite a dona Maria preparou um Sauerkraut pra gente e eu superei o medo que tinham me feito de que era algo horrível, azedo, sem graça. Era gostoso em cima de uma espécie de pão frito que ela também preparou, e que também serviu, com geléia por cima, de sobremesa. Uma vizinha chegou de surpresa para falar com a dona Maria, e acabou sentando à mesa e comendo conosco, algo que eu imaginara até então não ser comum naquelas terras.

Quarta-feira

Apesar dos -10°C lá fora, não nevou durante a noite e o céu (e o nosso carro) amanheceram limpos e reluzentes. Após um reforçado café tirolês, rumamos para a estação teleférica de Mutterberg, compramos nossos tickets e fomos alçados, primeiramente, a 2.900 metros acima do nível do mar, onde paramos para nos ambientar à altitude.

Depois, pegamos a segunda etapa do teleférico, e subimos até 3.300 metros acima do nível do mar, na estação final, onde o termômetro marcava -18°C. Lá havia um restaurante com vista panorâmica para a cordilheira do Tirol. Ali pude ver, há menos de 10km de distância, a Itália, tal como Moisés viu a terra prometida.

Sim, estava feliz por estar presenciando uma vista tão bonita e ao mesmo tempo triste por estar tão próximo da Itália e não ter chegado a pisar em seu solo. No restaurante pedi um Apfelstrudel com cobertura de leite condensado e um chocolate quente.

Descemos o teleférico e voltamos para a estação de esqui de Mieders, onde voltei a praticar quedas sobre esquis. E depois de 5 tentativas, finalmente consegui fazer um percurso completo sem quedas.

Voltamos para a pousada para descansar, e de noite fomos a um restaurante em Fulpmes, onde fizemos um jantar de despedida e agradecimento à família da Maria que nos recebeu tão bem por lá.

Velho Continente – dias 22 e 23

Faltou contar no último dia relatado no post anterior sobre a viagem que, ainda na sexta-feira, fomos de tarde ao Castelo de Heidelberg. Sim, eu sei que já faz quase um ano desde que voltei, mas estou realmente disposto a terminar de escrever sobre tudo que aconteceu por lá, não apenas como um memorial pessoal, mas também como uma breve compilação de dicas para quem um dia resolver visitar algum desses lugares. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

**********

Tarde da Sexta-feira

Para chegar no castelo você pode descer na estação da Bismarkplatz e ir a pé pela Hauptstraße até a estação do bonde vertical que leva os passageiros ao alto da montanha onde estão os restos do castelo.

O Castelo de Heidelberg começou a ser construído no século XIII, ainda como uma fortaleza de paredes bem espessas e detalhes mais rústicos, reflexo do estilo de construção necessária para suportar as guerras travadas naquele século, passando por diversas mudanças e ampliações até ser destruído pelo rei francês Luís XIV. Sucessivos eventos de destruições e reconstruções tornaram o castelo da forma como é hoje, repleto de estilos de construção de diferentes épocas.

Do castelo é possível ter uma incrível vista da cidade, que surgiu justamente dentro das muradas derivadas do castelo na descida da montanha, acompanhando as margens do Rio Neckar. Acredito que apenas nos últimos 70 anos o crescimento passou a ser maior para as zonas norte e sul da cidade.

Heidelberg não se expande para o leste por causa da imensa montanha onde está o castelo, praticamente solitário. E nos extremos das zonas oeste e sul existem áreas de cultivo. No horizonte distante é possível ver um grande complexo industrial.

No porão da edificação principal do castelo está o maior barril do mundo, no Fassbau (Edificação do Barril). A ordem de construção foi dada por Johann Kasimir von Pfalz-Simmern, entre 1589 e 1592, conectando-o ao salão do rei para, na ocasião de festas, permitir o rápido acesso à bebida.

Na construção à direita está o Museu da Farmácia Alemã, onde você encontra um histórico do desenvolvimento da farmacologia naquele país, desde as primeiras substâncias pesquisadas, os estudos de alquimia, as primeiras ferramentas, processos de industrialização, fabricação de pílulas, uso medicinal da cannabis sativa e do ópio etc.

Sábado

No dia seguinte ao término das aulas do curso alugamos uma Mercedes (era o mais barato que havia, juro) e fomos conhecer o Castelo Hohenzollern, que fica a 180km de Heidelberg. Já no estacionamento eu pisei na neve pela primeira vez.

O Castelo Hohenzollern, fica entre as cidades de Hechingen e Bisingen, sendo morada de condes desde o século XI, passando a ser residência da família Hohenzollern, que governou a Prússia, Brandemburgo e o Império Alemão até o final da Primeira Guerra Mundial, e passando, ao longo do tempo, por 2 grandes destruições, uma em 1423 e outra no século XIX. A partir da década de 1950, o castelo passou a ser uma atração turística, apesar de ainda ser uma propriedade privada.

Na parte de dentro do castelo não é permitido tirar nenhum tipo de foto (mesmo sem flash). Os cômodos são muito bonitos e ornamentados com madeiras e metais, apesar de um pouco pequenos, mas de qualquer janela é possível ter uma visão incrível dos vales ao redor da montanha onde está erigido o castelo.

Ao descer da montanha fomos a um restaurante alemão daqueles bem roots, o Hofgut Domäne, que lembra aquelas tavernas medievais, ou a cozinha de um hobbit, se você preferir assim, com paredes e estruturas de pedra e madeira, e as garçonetes tomavam chopp durante o expediente. Jantei um Maltaschen e de sobremesa uma Stracciatella.

Domingo

Domingo de manhã saímos cedo e dirigimos 252km até o Grão-Ducado de Luxemburgo, ou Grousherzogdem Lëtzebuerg, um país localizado bem na interseção da Alemanha, França e Bélgica. Nesse lugar se fala Alemão, Francês e Luxemburguês, que é uma mistura dos dois primeiros. Os documentos oficiais são redigidos em Luxemburguês, mas notei que praticamente todas as placas informativas estavam em Francês.

Fruto de diversas disputas territoriais desde o século IX, Luxemburgo só assumiu a sua forma atual após a queda do Terceiro Reich, tendo sido membro fundador da ONU, da União Europeia e sede da criação da Constituição da União Europeia, esta, em 2005.

Ao chegar na cidade fomos recebidos por uma música tradicional Luxemburguesa: Ai se eu te pego. Deixamos o carro em um estacionamento subterrâneo (o estacionamento tinha 4 andares para baixo!) e fomos caminhar do centro histórico da Haute Ville (Cidade Alta).

Passamos ao lado da Place d’Armes, do Théâtre National, visitamos a Notre-Dame de Luxembourg, e caminhamos em frente à Hôtel de la Chambre des Deputes e o Palais du Grand-Duché de Luxembourg. Depois fomos até o Museu de História Natural de Luxemburgo. Hans, Ada e Tatiana foram fazer o tour do museu. Eu e Luciana resolvemos voltar a andar pela cidade, comprar alguns presentes e encontramos um café meio escondido, mas em frente ao palácio, onde comemos brownie e tomamos chocolate quente.

Mais tarde, quando encontramos o resto do grupo, fomos atrás e encontramos um restaurante que servia fondue. Chegamos a entrar no restaurante, mas quando vimos o preço e o aviso da garçonete (portuguesa) de que não poderíamos pedir apenas uma ou duas ordens para o grupo comer ali mesmo, acabamos desistindo. Sei lá como é o Código de Defesa do Consumidor Luxemburguês.

Continuamos andando pelo centro até encontrar a Gelato Italiano, onde acabamos jantando. Golpe de sorte, apesar de a wifi do lugar ser trancada, a senha era, surpresa, “italiano”.

Apesar da proximidade com a Alemanha, a impressão que eu tive foi a de que a arquitetura, a culinária, as roupas e os hábitos dos Luxemburgueses são predominantemente influenciados pela França.

No retorno pra casa eu dirigi em uma Autobahn pela primeira vez. 😀

Velho Continente – Mais Informações

Enquanto não termino os próximos textos sobre a viagem pra Alemanha (acho que ainda serão mais três), encontrei o blog de uma pessoa que viajou para um intercâmbio em Berlim e contou diversos outros detalhes a respeito do país.

Apesar de haver muitos posts trancados por senha, os abertos possuem várias informações sobre museus, lojas, pontos turísticos da capital alemã, e também de outras cidades, inclusive de uma breve visita a Paris, que ainda não tive a oportunidade de conhecer.

Infelizmente, parece que não recebe mais atualizações desde novembro de 2011, mas recomendo a leitura.

http://berlimemmim.wordpress.com/

Velho Continente – dias 10 a 21

Quando chegamos a Heidelberg, logo começaram as aulas, que tomavam a manhã inteira e uma boa parte da tarde para estudos, o que ocupou todo o meu tempo e acabei reduzindo as minhas notícias ao Brasil a emails semanais para mãe e namorada com 5 fotos, alguns tweets e checkins no Foursquare e a atual foto de capa do meu Facebook. Mas para não deixar o relato da viagem inacabado vou tentar resumir os dias que faltaram em dois ou três posts.

Posts anteriores: Velho Continente.

**********

Todos os dias acordávamos às 6:30am, pra tomar banho, se arrumar e pegar o bonde das 7:06am. A aula começava às 8:50am, mas além da meia hora de trajeto, sempre fazíamos uma parada no meio do caminho para um Französisches Frühstück. No meio do caminho tinha uma padaria Grimminger próxima ao Bethanien Krankenhaus que virou a minha preferida. Mas durante as duas semanas de aula, experimentamos umas 4 padarias próximas à escola, uma Grimminger, três Riglers.

Na primeira turma que tivemos aula no Heidelberger Pädagogium, do nível A1.2, tínhamos colegas do Japão, Irlanda, Itália, Turquia, Quênia, Índia, Canadá, dentre outras nacionalidades que não consigo mais lembrar. A professora chamava Iveline e dava uma aula “jovem” e descontraída. A língua franca da aula e da escola em geral era o Inglês, pelo menos com o pessoal do nível iniciante. Notamos que a aula estava um pouco repetitiva em relação ao conteúdo que já tínhamos estudado no Brasil e pedimos na coordenação para avançar para o A2.1, o que aconteceu no terceiro dia. Na nova turma, agora com o professor Lou, que tinha fama de durão, nossos colegas eram da Argentina, Inglaterra, Espanha, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Canadá e… Brasil.

Os capítulos que estudamos durante as duas semanas foram o 5º e o 6º do livro Begenungen – Deutsch als Fremdsprache, cujos títulos eram, respectivamente, “Urlaub und Reisen” (trabalho e viagens) e “Tiere und Menschen” (animais e pessoas). O primeiro ensinava sobre getílicos, declinações, preposições, pronúncia de palavras terminadas em ER, uso de “weil” e “obwohl” e vocabulário relacionado ao título. E o segundo tratava de superlativos, comparações, um pouco de Genitiv, começou a revisar as conjugações em presente, pretérito perfeito e imperfeito, e bastante vocabulário relacionado ao título. Fizemos também algumas aulas complementares de conversação durante a tarde com uma professora Argentina que já havia morado no Brasil.

Todos os dias ao voltar da aula, almoçávamos no Dinea, um restaurante panorâmico no 5º andar da Galeria Kaufhof. Também experimentamos um restaurante chinês genérico, que tinha a comida muito boa, mas bem pimentosa, e umas lanchonetes turcas, uma no sub-solo da Galeria e outra na rua ao lado. O bom de almoçar no Dinea era poder ver a parte antiga da cidade de cima. Eu gastava em média 6 a 8 Euros por uma refeição no Dinea, com sopa, prato principal e um mousse de chocolate, ou 4 Euros nos turcos.

Talvez o hábito de comer sem beber refrigerante junto e andar bastante pra fazer as coisas (o clima e a infra-estrutura de transporte público eram ótimos), me ajudou a perder um quilo mesmo experimentando todas as comidas e doces que encontrava pela frente.

Quando voltava para o alojamento, passava a tarde lendo e fazendo tarefas e no fim do dia jantava uma barra de chocolate com água comprados na hora do almoço, ou ainda um sanduíche de Käse mit Putenwurst (queijo e peito de peru) que eu providencialmente havia comprado os ingredientes quando cheguei na cidade.

Na primeira sexta-feira em Heidelberg, saímos para conhecer a Hauptstraße, a maior rua fechada para pedestres da Alemanha, suas lojas, igrejas, lanchonetes e atrações e terminamos o passeio na Kulturbrauerai Heidelberg, onde comi o melhor Apfelstrudel da minha vida com Kakao, enquanto a Luciana comeu uma Münchner Weißwürste e tomou Weizenbier. Na volta ainda passamos pela ponte antiga, e depois paramos para comer um Dönner (geralmente uma comida turca, mas vendida) num restaurante Mexicano.

No final de semana saímos de trem para conhecer a cidade vizinha de Mannheim. A viagem dura meia hora. A cidade possui um centro comercial bem mais movimentado que o de Heidelberg que é uma cidade essencialmente estudantil. Lá, seguimos a pé até o Barockschloss Mannheim, um palácio que serviu de moradia de inverno para a família da realeza da região, cujo órgão da igreja que faz parte da construção já foi tocado por Mozart.

Durante a segunda guerra ele foi praticamente todo destruído, e desde então passou por sucessivas reformas que restauraram a aparência exterior anterior à guerra. Não pude tirar fotos da parte interna, mas do que foi preservado possuía um estilo muito bonito. O salão nobre me lembrou o do nosso querido Teatro Amazonas, só que mais claro, amplo e usando mais detalhes feitos de pedra, em vez de madeira. As demais dependências que não serviram ao museu do palácio foram transformadas em salas de aula da universidade da cidade e escritórios dos professores, para não manter uma obra imensa e inútil.

Saindo de lá almoçamos num Subway (sim), passamos pelo antigo reservatório d’água e seguimos por um caminho alternativo até o planetário, onde eu e Tatiana vimos um filme sobre a exploração espacial. Por fim, fomos ao Teknoseum, mas este já estava fechando. Na volta jantamos em um restaurante grego, onde pedi pedaços de carneiro assado, e depois pegamos o trem de volta para Heidelberg, cheio de outros estudantes que também aproveitaram para passar o fim de semana na cidade vizinha mais badalada.

No dia seguinte saí sozinho para ver o por do sol, quando tirei a atual foto de capa do Facebook. Durante a semana seguinte a rotina foi praticamente a mesma até que o professor que nos guiava voltasse da Áustria para que fossemos fazer os últimos passeios da nossa viagem.

Velho Continente – dia 9

Acordamos 7 horas, céu escuro como meia noite, descemos todas as malas e fomos tomar café da manhã. O taxista turco já havia assimilado bem a pontualidade alemã e chegou ao hotel 7:40 (havíamos chamado para as 8:00).

Engolimos o café e fomos para a Estação Central de Berlim abaixo de 0 graus. Andamos um pouco pelas lojas e subimos para a plataforma 13. O trem chegou com 2 minutos de atraso. Seguimos por 5 horas e meia até a estação de Frankfurt, onde fizemos uma breve parada.

Eu dormi um pouquinho no começo da viagem, enquanto o céu ainda estava terminando de clarear, mas 1 hora e pouco depois acordei para curtir a paisagem. Pude tirar algumas fotos, mas o céu nublado não deu condição para tirar muitas.

Em Mannheim fizemos uma escala de 6 minutos entre um trem e o outro. Contado o atraso do trem anterior e o tempo que levamos para conseguir chegar na plataforma do trem seguinte, chegamos a tempo de ver a porta se fechar na nossa frente.

Mas essa história tem um final feliz: apertamos no botão de abertura da porta do trem durante a fração de segundos em que ele ainda não começou a se mover, o suficiente para que reabrisse a porta e pudéssemos entrar.

Nem chegamos a sentar no banco do trem. Poucos minutos depois estávamos no saguão da Heidelberg Hauptbahnhof (Estação Central de Heidelberg), e fomos recebidos pelo diretor do Heidelberg Pädagogium e sua esposa, que nos levaram para os nossos alojamentos.

Deixamos as coisas nos nossos quartos. E saímos para comprar os tickets do bonde e conhecer cidade. Fomos até a Bismarkplatz, principal terminal de ônibus e bondes da cidade, que fica de frente para um shopping e para o centro antigo (MEDIEVAL) da cidade. Andamos pela Hauptstraße até chegar em um restaurante chamado Perkeo (origem italiana – Perchè no?), que possui mitologia para sua criação e tudo mais. Comida ótima e razoavelmente barata, levando-se em conta a quantidade.

Voltamos para o alojamento.

Velho Continente – dias 7 e 8

Dia 7

Saindo do hotel, fizemos o mesmo itinerário do dia 3, quando fomos aos Deutsches Historisches Museum, mas dobramos à esquerda na Museuminsel e fomos ao Pergamonmuseum (18 € inteira, 15 € Student – preços do passeio completo, existem outras subdivisões do passeio por preços menores). Na lanchonete do museu, comi um Tiramisu. Aliás, esqueci de falar que na lanchonete do Berliner Dom (no dia 6) eu comi um Apfelstrudel. 🙂

Na entrada há uma exposição provisória em 360º com a imagem da cidade grega de Pergamon (atualmente Bergama, na Turquia). Dentro do museu, logo no primeiro salão após a entrada, está o templo original da cidade dedicado a Zeus (visto na atração anterior) com sua escadaria frontal, construída originalmente no século II AEC. No fim do passeio tem um vídeo que mostra o transporte de todo aquele material de Pergamon até o museu e o trabalho restauração dos materiais e de criação do painel externo. Nas seções seguintes está o Portão do Mercado de Mileto, colunas dóricas, jônicas e outras peças vindas da Grécia.

Passando para a parte de trás, temos a frente do Portal de Ishtar, construído por ordem de Nabucodonosor II e considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo, antes de ser substituído na lista pelo Farol de Alexandria. Há também uma réplica, em tamanho natural, do Código de Hamurabi (o original está no Louvre). Na parte de cima, tapeçaria e outras peças da cultura Islâmica, inclusive a Fachada de Mshatta, um dos registros mais antigos da arquitetura muçulmana. É uma pena que a gente estude mais sobre Oriente Médio nas aulas de Religião que nas aulas de História no sistema de ensino Adventista.

De noite fomos a um restaurante italiano que conhecemos dois dias antes, quando nos desencontramos da Luciana, o La Serra. Ali, tivemos um retrato da globalização: 4 Brasileiros dos 4 cantos do país e um Austríaco, sendo servidos por um Palestino e um Turco, em um restaurante Italiano, na Alemanha, ao som de música Boliviana. Muitas piadas com os acontecimentos da semana.

Dia 8

No último dia de passeio por Berlim, ao sairmos do hotel, meia dúzia de flocos de neve caíram sobre os nossos casacos. Eram tão poucos e não deu nem tempo tirar foto. Rapidamente derreteram. Fomos, então, andar pelo Hackescher Markt, uma galeria de lojas e cafés de mais de 100 anos. Muita coisa chique, muita coisa bonita. Mas a única coisa que deu pra trazer de lá foram as fotos.

Saindo do Hackescher Markt, descemos pela Karl-Liebknecht Straße e paramos em uma doceria em frente à Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim), para comer um Krapfen e tomar Kakao.

Mais à frente, chegamos ao DDR Museum (Museu da Alemanha Oriental) (5 € inteira, 4 € Student). Esse, último do nosso itinerário, é bem interativo. Eles possuem roupas e uniformes, músicas, carros, aparelhos, filmes, e também a reprodução de um apartamento e de uma cela de cadeia da Alemanha Comunista.

Na sala do apartamento tinha uma televisão mostrando a programação da televisão: 4 canais – um seriado sobre os ideais do Partido, um “talk show” sobre os feitos do Partido, um jornal (apresentado por um jornalista bem nervoso e desanimado) falando sobre o último discurso do presidente no Palácio do Povo e um que apresentava algo como um documentário sobre a atuação da polícia do Partido. O áudio da vinhetas dos canais do Partido não saem da minha cabeça até agora. Não tive tempo de descobrir em qual dos quatro aparecia a apresentadora do exercício comunitário matinal e verspertino (cof… 1984… cof…).

As propagandas do Partido mostravam sempre uma Alemanha Oriental próspera e pujante, com pessoas felizes, fortes e saudáveis, mesmo que estudos mais minuciosos posteriores à queda do Muro tenham detectado uma expectativa de vida menor dos Orientais, devido, principalmente à alimentação pobre e excesso de açúcar, carne de porco e álcool.

Outra coisa que notei era a baixa qualidade dos produtos que os Orientais eram obrigados pelo Partido a usar, dada a proibição do uso de produtos do ocidente. Eletrodomésticos frágeis, carros de baixa potência e consumo excessivo de combustível, calças (utilizadas no lugar dos jeans) feitas com um material que parece a corina de revestimento de banco de ônibus.

Notei também que parece não haver certos tabus quanto à sexualidade por aqui, como há no Brasil. Principalmente depois da peça que vimos no Komische Oper e por ver no DDR Museum que na Alemanha Oriental era tradição todo mundo andar pelado na praia, e havia algumas praias restritas àqueles que quisessem usar alguma roupa. Com a queda do Muro, os Ocidentais, menos liberais nesse sentido tinham resistência quanto à prática, e com o tempo as praias de nudistas passaram a ter a obrigatoriedade do uso de roupa de banho, enquanto as antigas praias restritas aos usuários de roupas de banho passaram a ser freqüentadas pelos nudistas.

De noite fomos novamente ao La Serra ter o nosso último jantar e nos despedirmos de Berlim, que nos acolheu tão bem nos últimos 7 dias.

Velho Continente – dia 6

Geschichte

Voltamos ao Brandenburger Tor, para tirar fotos também durante o dia. Darth Vader, Berliner Bär, Soldados Americanos, Soviéticos e Franceses de mentirinha e mulheres pedintes vindas da Bósnia dividem as atenções dos turistas.

Caminhamos pela Praça 18 de Março e fomos visitar o Reichestag, o Palácio do Parlamento Alemão. A entrada é franca, mas descobrimos tardiamente que agora é necessário agendar previamente a visita pela internet e também passou a ser necessária a revista dos visitantes com o mesmo rigor de um aeroporto. Assim, apenas tiramos as fotos da entrada e voltamos para a Unter den Lindens para dar continuidade ao nosso itinerário histórico.

Visitamos o Berliner Museum (Museu de Berlim), que mostra a história da cidade desde o surgimento da vila no século XIII até a queda do Muro, com um foco interessante no papel dos primeiros Kaisers, em especial Frederico II, o grande, que transformou Berlim na capital da Prússia. Além, é claro, de tratar da história mais recente, mostrando as diferenças entre a República Democrática Alemã (DDR) e a República Federal da Alemanha (BRD).

O ingresso custa € 5, mas quem tem carteirinha de estudante internacional paga € 4. Curiosamente dois dias antes, no Deutsches Historisches Museum não houve nenhum desconto para carteirinha. Apesar de ser um museu pequeno as detalhadas explicações por áudio tornam o passeio bem maior e cheio de informações. Na saída tem uma lojinha, onde comprei um Reichestagzinho de gesso pra colocar na minha mesa. E alguns cartões postais.

Findo o museu, seguimos à pé até o final da Unter den Linden, e visitamos a Berliner Dom (Catedral de Berlim), uma igreja protestante construída no final do século XIX. A entrada, fora dos horários de culto, é € 7, custando € 4 para carteirinha de estudante. Achamos que a visita deveria ser de graça sempre, não por não valer a pena a vista, as informações e a história, com um bônus para a sepultura do Frederico II e outros kaiseres, mas pelo fato das igrejas na Alemanha já receberem uma fração dos impostos recolhidos e repassados pelo governo o que faz com estas não precisem pedir ofertas de seus fieis. Eu disse que não precisam, não que não o façam. A vela pra acender pro santo é € 1 (opcional, claro. Ainda, provavelmente). Comprei cartões postais e um broche de águia na lojinha da saída.

Tentamos então ir ao Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim), mas a fila para comprar o ingresso era grande e pra entrar, maior ainda. O ingresso custa € 11 e como eu não fui, eu não sei se tem desconto pra carteira de estudante.

Descemos mais uma vez a Unter den Lindens, pegando o ônibus errado, que nos levou até a frente da antiga e abandonada sede do governo da Alemanha Oriental. Andamos até a Französische Straße, compramos ingresso para uma peça no Komische Oper (€ 35 Inteira, € 27 Student). Pegamos o ônibus até a Alexanderplaz, engolimos um jantar no Alexa, pegamos o ônibus de volta pro Komische Oper. Em cartaz, uma leitura recente de “Carmen“. No corredor caras de terno e gravata comendo Brezel e tomando Champagne. A gente comendo bolacha e tomando Coca-Cola. Cada um se vira como pode.

Depois da peça, voltando para o hotel, no meio do caminho, a U7 estava em reforma, um aviso automático informou que haveria um ônibus na superfície esperando os passageiros para levar até a próxima estação, a partir de onde o metrô seguiu normalmente. Já no hotel precisei passar as fotos da câmera do celular para o iPad. As 614 fotos tiradas nos últimos 6 dias ocuparam toda a memória do bichinho.

Categorias

Passado

  • 2016
  • 2015
  • 2014
  • 2013
  • 2012
  • 2011
  • 2010
  • 2009
  • 2008
  • 2007

 

Seguir

Receba atualizações do blog na sua caixa de entrada.

Basta inserir seu email