Primeiros Reviews do Shopping Ponta Negra

Então o Shopping PN* inaugurou, o caos aconteceu está acontecendo vai continuar acontecendo por uns dias, mas o lugar ficou bonito, é perto do trabalho, e depois do expediente fui por lá conferir e trazer pra vocês, em primeira mão, os primeiros reviews desse novo e esplêndido empreendimento comercial.

 

  • Insight do Luiz Eduardo Leal.

Estive Dirigindo #11

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Estive dirigindo esta semana por um dos principais corredores de acesso entre a Zona Oeste e a Zona Centro-Sul de Manaus.

O percurso começou pela parte que faltou da Av. Cel. Teixeira no episódio #07, servindo como acesso à Av. do São Jorge, logradouro composto, em sua absoluta maioria, por conjuntos habitacionais, batalhões e outros departamentos das Forças Armadas.

Logo no começo da Av. do São Jorge, passado o cruzamento onde terminou o episódio piloto, destacamos o Zoológico CIGS, o maior da cidade, com animais apreendidos que não apresentavam mais capacidade se readaptar à natureza e mantido pelo Exército. Vale a visita.

Vários batalhões depois, chegamos à parte predominantemente civil do bairro do São Jorge, já começando a descer a ladeira em direção ao Igarapé da Cachoeira Grande. Se subíssemos pelo igarapé (à esquerda), há poucos metros da pista, existia uma estação de captação e bombeamento de água, construída em 1888, com 105 metros de comprimento, e de onde vinha a totalidade da água encanada da cidade começo do século.

Hoje em dia, a condição do Igarapé da Cachoeira Grande, que tem grande parque de suas margens ocupadas irregularmente e recebe a água do Igarapé do Mindu e todos os seus afluentes, não viabilizam mais o consumo. A estação está abandonada e em ruínas desde os anos 1930, quando foi desativada, por ter sido substituída pela captação da água na Ponta do Ismael.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #11 em um mapa maior

Passado esse drops de TM História (estão com saudade da série? 🙂 ), chegamos no ponto em que terminou o episódio #08 (do Complexo Gilberto Mestrinho até a Constantino Nery) e, após cruzarmos a Av. Constantino Nery, entramos na Rua Pará, que corta todo o Vieiralves, uma área que ainda que seja definida pelo Plano Diretor de Manaus como estritamente residencial, é uma das maiores concentrações comerciais da região, com muitas lojas e plazas, com muito requinte e sofisticação. #sqn

No fim da Rua Pará, entramos à esquerda na Rua Maceió, já percorrida em sentido inverso e de noite no episódio #05, passamos ao lado do Parque Municipal do Idoso, obra do prefeito do “Social Levado a Sério” Alfredo Nascimento, e a “Nova” Maceió, obra de Serafim Corrêa, ainda não devidamente registrada no Google Maps, motivo pelo qual o mapa não termina, ao contrário do vídeo, no complexo viário Complexo Miguel Arraes, aquele que passamos por baixo no episódio piloto, e por alto no episódio #06.

Gostaram do passeio?

Caos na Ponta Negra

Esse post não é sobre ataques de enxames de jacarés, alcateias de galerosos ou afogamentos coletivos.

Ouvi rumores de que o Shopping Ponta Negra seria inaugurado dia 10 de Junho, estratégica e tempestivamente pensado com vistas ao Dia dos Namorados. A notícia é boa, são mais alternativas de compras, gastronomia, entretenimento e lazer pra cidade, mais salas de cinema, novos restaurantes, uma outra grande rede de livrarias nacional para concorrer com a Saraiva, e talvez fazer a Concorde despertar da letargia em que se encontra, concorda?

O que me deixa apreensivo quanto ao novo lançamento, não só comercial, como grande condomínio residencial e complexo de negócios ao redor, é a inevitável sobrecarga de veículos sobre a malha viária na região. É sabido que a Ponta Negra sofre um forte estrangulamento na Av. Cel. Teixeira, já que é praticamente a única opção para quem mora na região.

Shopping Ponta Negra, projeção para 2013

Não vejo, além de dois retornos tortos e super-faturados, construídos pela administração anterior, e atualmente em reforma pela nova administração municipal, nenhuma grande obra que vise amenizar o impacto, não só do shopping, como também dos empreendimentos imobiliários que o orbitam.

É importante observar casos positivos e negativos decorrentes da criação de grandes empreendimentos, como quando o Amazonas Shopping foi construído, o então prefeito Arthur Neto exigiu como medida de compensação ambiental que o estabelecimento arborizasse as Avenidas Darcy Vargas e Efigênio Sales.

Amazonas Shopping, após a inauguração em 1991

Com a construção do Studio 5 Mall, a prefeitura adiantou-se a preparar um grande recuo na frente do shopping, evitando que os carros que trafegam em baixa velocidade para entrar ou sair do centro comercial estrangulassem o tráfego da Av. Rodrigo Otávio.

Studio 5 Mall, após a ampliação do centro de convenções

O TvLândia Mall, ao se metamorfosear em Manaus Plaza Shopping e executar uma obra que chegou praticamente à beira da Av. Djalma Batista, não deixou um recuo devido para a parada de ônibus que figura em sua entrada. Parada esta que antes do empreendimento, estava 300 metros antes, próxima a uma passarela, e possuía com um espaçoso recuo para 5 ônibus. Desde então o ManausTrans precisa dedicar um agente para ordenar a área todos os dias.

Manaus Plaza Shopping, após a última reforma

O Shopping Manauara, o maior shopping do planeta, pois vai de Recife até a Paraíba, trouxe duas circunstâncias dicotômicas (beijo, Marília Gabriela): a primeira, positiva, é que trouxe duas vias a mais para o trânsito entre as Avenidas Mário Ypiranga Monteiro e Jor. Umberto Calderaro Filho. Entretanto, a segunda foi ter demorado ANOS para providenciar as devidas passarelas. A passarela da Mário Ypiranga de forma prática, mas a da Umberto Calderaro, de forma conflituosa, sendo resolvida apenas na Justiça.

Shopping Manauara, antes da instalação da grade adestradora

Nesse caso específico, por meses me perguntei o que custaria uma negociação com o vizinho Carrefour e o conjunto à sua frente, que oferecia um espaço bem mais adequado para a necessária obra. Duvido que haveria oposição das partes. E pra fechar com chave de golden shower, ainda adveio profunda tristeza ao ver seres bárbaros que se recusam a usar passarela, feita com tanto carinho, provavelmente achando que é uma mera cobertura para o sol. Darwin os manda abraços fraternos.

Voltando ao Shopping Ponta Negra, acho que vocês já sacaram né? Não há paradas de ônibus na região com capacidade para muitos veículos e passageiros, pelo menos até agora. Não há passarelas em construção, já que devem estar crentes que 100% dos usuários de transporte coletivo que chegarem até o shopping virão do Centro e moram na Alameda Alaska.

Parada de ônibus, com um belo adesivo

Antes que venham me dizer que este será um shopping elitizado e que não necessita desse tipo de cuidados, basta passar em frente ao Condomínio Ephigênio Salles às 6 da tarde para ver o batalhão de funcionários que se espreme em duas ínfimas paradas sem recuo. Aliás, tá na hora do condomínio e a prefeitura cuidarem dessa questão. Motoristas e usuários do transporte coletivo agradecem.

O encerramento deste texto é, na verdade, apenas para falar mais do mesmo: vão esperar o caos para pensar no que fazer. Vão esperar o engarrafamento para fazer um recuo para ônibus. Vão esperar o atropelamento para fazer a passarela. Vão esperar outro atropelamento para fazer uma cerca elétrica adestrando bárbaros a usar uma passarela como algo mais que uma cobertura para o sol. Essa tem sido a regra e não a exceção. E desafio a me provarem que estou errado.

Estive Dirigindo #07

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Estive dirigindo da Marina do Davi até a CEASA, tentando realizar um percurso que fosse ao mesmo tempo curto, mas que não exigisse muitas conversões nem pegasse tanto engarrafamento. A escolha pela Boulevard não foi exatamente uma das melhores, mas até que o tempo foi razoável.

Saindo da Marina do Davi, pegamos a Av. Cel. Teixeira, também conhecida como Estrada da Ponta Negra, graças à praia que passamos logo a seguir. Deste ponto até a interseção com a Av. Brasil, achei interessante destacar o lugar onde será o Shopping Ponta Negra, cuja inauguração foi prometida para este ano.

Assim como reclamei no post sobre a Av. das Torres, um empreendimento como esse causará uma série de outros estabelecimentos menores orbitando a região e as intervenções viárias ainda são muito tímidas e provavelmente serão insuficientes quando o movimento de verdade começar. Basta notar a falta de paradas de ônibus com recuo e passarelas: vão lembrar de construir depois do shopping inaugurado, como o que aconteceu com o Manauara, anotem aí.

Passando a Igreja da Restauração, entramos na Av. Brasil, onde logo à direita temos a Sede do Governo Estadual e a entrada para a Ponte Sobre o Rio Negro, essa, percorrida no Estive Dirigindo #01, a partir do minuto 2:32.

A Av. Brasil passou por uma grande maquiagem há uns três ou quatro anos, ganhando calçadas levemente mais niveladas, um canteiro central levemente padronizado e as árvores que encobrem o leito do Igarapé do Franco foram, OK, bastante podadas. Foi um passo importante para trazer alguma ordem à avenida que abriga as sedes dos governos estadual e municipal.

Para ficar ideal, entretanto, falta construir recuos para as conversões à esquerda, recuos para as paradas de ônibus e a proibição total do estacionamento na faixa da direita. Aliás, o bairro da Compensa carece mesmo é de um terminal de integração de transporte coletivo, mas isso eu pretendo explicar futuramente em um post especial.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #07 em um mapa maior

Dando prosseguimento ao passeio, é importante frisar que a intervenção na parte oriental da Av. Brasil, padronizando os acessos entre ela e a Boulevard em decorrência do PROSAMIN foi de bom gosto. Além, é claro, da construção de um centro de atenção ao idoso que é algo sempre bem-vindo.

Atravessando o Igarapé da Cachoeira Grande, chegamos à Av. Álvaro Maia, mais conhecida como Boulevard, um exemplo de arborização (que é o que caracteriza um bulevar), de largura das faixas e de… bem, eu gostaria de poder dizer que o trânsito fluiria bem na Boulevard, mas ela sofre com o projeto falho do Viaduto Jornalista Josué Cláudio de Souza que conta com um semáforo para entrar e outro para sair.

Superado o semáforo, entramos à direita na Av. Prof. Marciano Armond, ainda conhecida por muitos como Rua Belém, que de metamorfoseia na Av. Carvalho Leal, endereço do campus de Odontologia da UEA.

Aí por uma questão de permissões e proibições de conversões em determinados cruzamentos, dobramos à esquerda na Tefé, à direita na Borba e à esquerda na Silves, que também é conhecida como Av. Costa e Silva após passarmos sobre o Igarapé do Quarenta.

Por fim, tomamos a Bola da Suframa, no Distrito Industrial, ladeando o Memorial dos Povos da Amazônia, até entramos no primeiro quilômetro da Av. Min. João Gonçalves de Araújo, ou BR-319, aquela que supostamente liga Manaus ao Brasil, para encerrarmos o trajeto no porto da CEASA, com uma visão distante do Encontro das Águas.

Vou encerrando por aqui, pois o vídeo ficou grande assim como este texto. Gostaram do passeio?

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