Uma Cidade Melhor

Com a aproximação do fim do prazo para apresentação das candidaturas, muitos partidos deixaram para a última hora o anúncio de suas chapas, causando uma situação conturbada nos últimos dias. Baixada a poeira das pré-candidaturas, temos um cenário curioso.

A maior surpresa até o momento foi o fato de Amazonino Mendes (PDT) ter mantido estritamente, pela primeira vez na história moderna, a sua palavra, não saindo, conforme vinha anunciando há vários meses, candidato à re-eleição. Inclusive emendou com sagacidade ao dizer, durante a convenção de seu partido, que não apoiará ninguém para não se arrepender posteriormente.

Fomos ainda agraciados com pérolas como “fica a tristeza de que a politicagem tenha tomado conta de tudo” e “hoje tudo é feito nos bastidores“, conforme lamentou o prefeito que há dois meses atrás disse ter atuado nos mesmos bastidores para extinguir/transformar a Águas do Amazonas, resultando na doação do PROAMA e na criação da Manaus Ambiental.

Devir

Após a desistência da candidatura à prefeitura de Manaus pela deputada federal Rebecca Garcia (PP), que havia sido lançada por seu partido no dia anterior, tendo o vereador Marcel Alexandre (PMDB) como vice e o apoio do governador Omar Aziz (PSD) e do senador Eduardo Braga (PMDB), a deputada tornou pública uma carta onde, kekos à parte, alegava motivos pessoais e socio-políticos para sua desistência, tais como perseguições até mesmo internas de seu partido.

Em seu lugar, o grupo político ora composto por Braga e Aziz, com a impressão de ter deixado para resolver tudo aos 45 minutos do 2º tempo, indicou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) para concorrer à prefeitura, tendo ainda, por indicação da direção nacional do PT, Vital Melo como vice. Curiosamente, ao ausentar-se da cadeira de senadora do Amazonas, Vanessa dá lugar a seu 1º suplente, Francisco Garcia (PP), pai da deputada Rebecca, anteriormente apoiada pelo grupo para concorrer a este pleito.

O diplomata Arthur Virgílio Neto (PSDB) tenta retornar, 20 anos depois, ao cargo de prefeito, o qual já ocupou por um polêmico mandato de 4 anos para o qual não obteve re-eleição. Em sua companhia, o vereador Hissa Abraão (PPS) e sua inseparável camisa amarela. Durante a convenção para formação da chapa, Arthur pediu desculpas por erros de sua administração anterior, constantemente lembrada pelo tratamento que deu aos camelôs, e prometeu, desta vez, transformá-los em micro-empresários.

O ex-prefeito Serafim Corrêa e o deputado estadual Marcelo Ramos foram os primeiros a oficializar suas candidaturas a prefeito e vice na convenção do PSB, em 23 de Junho, formando uma chapa puro-sangue que já estava definida desde Fevereiro. O deputado federal Pauderney Avelino (DEM) foi apresentado ao lado de Ivo de Assis (PRB), bispo da Igreja Universal, como candidato a prefeito e vice. Oh glória.

Há ainda Henrique Oliveira (PR), recentemente retornado, por força de liminar que suspendeu sua condenação por ter omitido no registro de sua candidatura que era servidor concursado da Justiça Eleitoral, à cadeira de deputado federal, que foi apresentado pela chapa formada entre seu partido e PTdoB, PS e PSC, junto de Wilson Volter (PR). Henrique, que já foi o vereador mais votado de Manaus no pleito de 2008, seja lá de que povo ele esteja falando, disse que seu nome é o único com apelo popular. Dentre os nomes mais conhecidos, ele tem o apoio do senador Alfredo Nascimento (PR).

Foram confirmadas também as candidaturas de Herbert Amazonas (PSTU), tendo Ivete Egas (PSTU) como vice. O PMN lançou o nome do engenheiro Jerônimo Maranhão com apoio do secretário-geral do partido, Rodrigo Frota, como vice. Luís Navarro (PCB), que teve as contas do pleito de 2010 reprovadas, acabou ficando de fora.

Postas as devidas observações quanto ao próximo pleito que dar-se-á nesta cidade em 2012, resta a nós buscar, dentro destas ilibadas opções, qual será a mais capacitada em gerir a cidade, sem depender de favores e sem agir antes de devida reflexão e análise, perante as necessidades que Manaus possui.

Por fim, deixo o vídeo editado por Márcos César, que exibe com sublime ironia, ao satirizar comercial da prefeitura, algumas das mazelas com que o próximo administrador municipal deverá arcar.

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Atualização em 02/07/2012.

Eis que subitamente aparece mais um personagem nesta insólita disputa.

Sabino Castelo Branco (PTB), cassado pelo TRE, posteriormente inocentado, mas mantido inelegível pelo TRE, depois tranquilizado pelos efeitos suspensivos dos embargos de declaração, atormentado após ter seu caso levado ao TSE com um recurso do MPE, perdendo sua cadeira de deputado federal para o suplente Luís Fernando Nicolau – pai do presidente da ALE-AM, Ricardo Nicolau – e por fim, aliviado pelo efeito suspensivo do recurso para o qual o ministro Dias Toffoli concedeu liminar, apresentou sua candidatura à prefeitura, que conta com o empresário Cícero Lima (PSDC) como vice.

E chegamos, então, à marca de 8 opções.

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Referências
Amazonino confirma que não será candidato à reeleição
Rebecca desiste de candidatura à Prefeitura de Manaus
Vanessa Grazziotin será candidata à Prefeitura de Manaus
Arthur Neto e Hissa oficializam chapa em convenção
PSB e PCdoB realizam convenções neste sábado para definir candidaturas
Pauderney lança chapa e vice é bispo da Universal
Henrique Oliveira é mais um nome a confirmar candidatura
PSB, PCdoB e PSTU oficializam candidaturas para as eleições municipais de 2012
PMN confirma a candidatura de Jerônimo Maranhão em Manaus

Saudade

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus no Portal D24AM. Leia também o texto anterior, sobre o Chafariz das Quimeras.

Poucos lugares de Manaus guardam em seu nome um significado tão profundo e condizente com os diversos contextos pelos quais passou através dos tempos quanto a Praça da Saudade. Cada geração que visitou aquele passeio público, ao longo de seu quase um século e meio de existência, presenciou um lugar totalmente diferente, levando qualquer um a pensamentos nostálgicos de histórias outrora vividas ali.

O largo estendia-se desde o quadrante das atuais rua Simón Bolivar, avenidas Epaminondas e Ramos Ferreira, até o extremo norte da Av. Eduardo Ribeiro (antiga Av. do Palácio), onde hoje se encontra o Instituto de Educação do Amazonas – IEA, unindo-se ao espaço da atual Praça Antônio Bittencourt – também conhecida como Praça do Congresso – com a forma semelhante a um L invertido.

Imagem aérea do Largo de São Sebastião até a Praça da Saudade, no fim da década de 1890

Com o início da construção de casas e palacetes em seu entorno, transformando o espaço em um quadrilátero, ainda sem arborização, passou a ser encerrado pela atual Av. Ferreira Pena. O responsável pela delimitação da área, que já era frequentada pela população desde 1858, foi o governador Francisco José Furtado (mandato 1857-1860), que também ordenou a construção de uma cerca no entorno do cemitério em 1859. Em 1865 foi aprovada na Câmara Municipal a proposta de urbanização e arborização do largo, com o objetivo de transformá-lo em um horto, o que não logrou êxito.

O espaço constava nos registros oficiais como Largo 5 de Setembro, em referência à data de elevação do Amazonas à categoria de província. Entretanto, em Julho de 1867, por sugestão do vereador Antônio Davi Vasconcelos Canavarro foi oficializado o nome, com base no costume já consolidado pela população que referia-se ao lugar há vários anos como Largo da Saudade, por estar situado defronte ao antigo Cemitério de São José, que jazia situado no bairro de mesmo nome, hoje em dia integrado ao Centro. Mais tarde, em 1897, passou a receber a denominação oficial de praça.

Praça da Saudade nos anos 1900

Em 1º de Agosto de 1899, com o início das operações da Manaus Railway Company na cidade – que fora a segunda do Brasil a iniciar a instalação de bondes elétricos e a terceira a pô-los em operação –, a Praça da Saudade recebeu um itinerário dedicado com seu nome, que realizava 53 viagens diárias. Nos dias atuais, um dos veículos desta linha foi restaurado e passou a ser exibido no estacionamento do Teatro da Chaminé, sendo posteriormente transferido para o Largo de São Sebastião.

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Às 4 da tarde de 13 de Fevereiro de 1915, uma sexta-feira, Ária Ramos, uma jovem de 18 anos da sociedade manauara, pegou a linha da Saudade descendo a Rua Municipal, sentido Catedral. Não parou na Praça Heliodoro Balbi, pois a ronda dos soldados lhe atrapalharia a concentração, pensou.

Subiu a Avenida do Palácio e seguiu até a praça que emprestava o nome à linha, a fim de praticar as lições de suas aulas de violino, sentada sob a sombra das árvores. Na semana seguinte dar-se-iam os festejos de carnaval e, por conta dos preparativos, sua vizinhança do Canto do Quintela andava muito barulhenta, com as mães e filhas confeccionando as fantasias que seriam usadas nos bailes.

Ária Ramos

Ária queria praticar os acordes da música “Subindo aos Céus”, que lhe fora ensinada pela professora de violino em Janeiro. A mestra havia conseguido uma oportunidade para que ela realizasse uma apresentação pública na semana seguinte e, apenas ao estar sozinha na praça, a jovem conseguia afastar a ansiedade e o nervosismo que a dominavam sempre que pensava na opinião da audiência que lhe assistiria.

De repente, Ária foi surpreendida por Othon, seu amigo de tantas brincadeiras, desde os 5 anos de idade, quando a família dele mudou para o “Quintela”. Ele era 2 anos mais velho, já havia terminado o ginásio, mas nunca ingressou em escola superior. Ganhava a vida como engraxate na Av. do Palácio, e gostava de fazer às vezes de boêmio no Café dos Terríveis nas noites de Sexta. Ele viu quando Ária subiu de bonde pela principal avenida da cidade e seguiu o veículo a pé, para ver até onde ela iria.

Ária e Othon, de tão próximos desde a infância, já haviam trocado algumas juras de amor e sonhavam em casar na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, a quem Ária era devota. Infelizmente a família da moça tinha outros planos. Décio, um homem de 26 anos, bacharel da 5ª turma de Direito na Escola Superior Livre de Manaós, havia pedido a seo Aristharco Ramos, pai de Ária, a mão da jovem em casamento, que aceitou com um semblante de satisfação. Aristharco tinha certeza de que Décio certamente daria um futuro de felicidade e segurança a sua filha.

Othon perguntou o que sua amiga estava tocando, que respondeu com um sorriso o nome da música e que apresentaria em um baile na semana seguinte. O rapaz prometeu que iria assistir a apresentação, deu-lhe um beijo na testa, despediu-se e saiu andando em passos rápidos ao, astutamente, perceber a aproximação da carruagem de Décio, que cada dia mais considerava um rival. Othon já virava a esquina na Avenida João Coelho quando Décio estacionou ao lado da Praça da Saudade e se aproximou da jovem.

Um pouco decepcionada por não conseguir praticar sua música, Ária saudou seu prometido futuro esposo com pouco ânimo. Este irritou-se pelo desprezo com que fora tratado e falou alguns impropérios, emendando com a acusação de que imaginava que ela estava encontrando o amigo de infância, a quem chamou de rufião. Despediu-se sem sequer tocá-la e prometeu que em pouco tempo daria cabo da vida do rapaz, apontando para o Cemitério de São José, e subiu em sua carruagem, açoitando o cavalo com força e se afastando rapidamente dali.

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Praça da Saudade nos anos 1910

No decênio entre 1928 e 1938 o logradouro sofreu constantes mudanças de nome – o que gerou críticas por parte da população –, porém passou também por duas importantes reformas. A Lei nº 1.477, de abril de 1928, transformou a Praça da Saudade em Praça Washington Luís, com a assinatura do prefeito José Francisco de Araújo Lima (mandato 1926-1929). Em 1930, o Decreto nº 01 retirou o nome do 13º presidente para dar lugar a Praça Getúlio Vargas, homenageando o presidente de então. No ano seguinte, por força do Decreto nº 49/1931, retornou à denominação de Praça da Saudade.

O prefeito Emmanuel Morais (mandato 1931-1932) ordenou, em 1932, a construção de jardins e passeios, bem como o fechamento do Cemitério de São José. Anos mais tarde, durante reunião realizada em 3 de Setembro de 1937 na Câmara Municipal, o vereador Sérgio Rodrigues Pessoa, lamentando que a “[…] data de maior júbilo para o Amazonas […]” fora relegada ao nome de um beco ao lado da Igreja dos Remédios, apresentou Projeto de Lei que alterava novamente a denominação da Praça da Saudade para Praça 5 de Setembro. Ato contínuo, o projeto foi aprovado, tornando-se a Lei 225, de 6 de Setembro de 1937, cujo artigo único dizia:

“A atual Praça da Saudade passa a chamar-se de hoje em diante e para sempre, Praça 5 de Setembro, revogando-se as disposições em contrário.”

A modificação do traçado original e a plantação de espécies exóticas consolidando a aparência pela qual a praça ficou mais conhecida, foram conduzidas pelo prefeito Antônio Botelho Maia (mandato 1936-1941), em 1938.

Praça da Saudade nos anos 1950

A partir de 1962 deu-se início a uma reforma que alterou profundamente a aparência da praça. Primeiramente, o prefeito Josué Cláudio de Souza (mandato 1962-1964) ordenou a instalação, na lateral direita da praça, de uma larga piscina com duas curiosas estátuas de bronze. Eram as representações do Homem Primitivo – com traços de Neanderthal – e do Homem Moderno. Grande parte da vegetação foi retirada, além das pérgolas de madeira, dando lugar ao concreto.

Homem Moderno e Homem Primitivo

Em 1963 o governador Plínio Ramos Coêlho (mandato 1963-1964), nacionalino inveterado – tendo inclusive sido presidente do Leão da Vila Municipal –, resolveu “esconder” o campo do rival Atlético Rio Negro Clube da vista dos transeúntes da praça construindo, por toda a sua extensão oeste, um largo edifício onde funcionaram, em diferentes momentos, a Secretaria de Estado de Justiça – SEJUS e a Superintendência Estadual de Habitação – SUHAB.

Avião DC-3 da Cruzeiro

Entre 1977 e 1984 (quando foi vendido para uma oficina de desmonte), havia um avião DC-3 pertencente à Companhia Cruzeiro em exposição na área sul da praça, chamando a atenção de adultos e crianças que iam nas tardes de domingo tirar fotos diante daquela atração. Durante os anos 1990 por diversas vezes havia brinquedos para as crianças além de algumas feiras itinerantes.

Vista aérea da Praça da Saudade no começo dos anos 1980

A Lei Municipal nº 343/1996, assinada pelo prefeito Eduardo Braga (mandato 1994-1997), alterou pela última vez o nome da Praça 5 de Setembro, para chamá-la novamente de Praça da Saudade. Porém o espaço chegou aos anos 2000 cheio de ambulantes e com pouca manutenção. Em 2007, o prefeito Serafim Corrêa (mandato 2005-2008) deu início à reforma que objetivou revitalizar os contornos que a praça possuía na primeira metade do século XX. O início dos trabalhos contou com a participação do senador Jefferson Peres, que há muitos anos já declarava seu anseio pela retirada da secretaria daquele lugar e o retorno da antiga aparência da praça. Na ocasião do início das obras, o senador, em um gesto simbólico, deu a primeira marretada do processo de demolição do edifício construído pelo governador Plínio.

As obras foram concluídas pelo prefeito Amazonino Mendes (mandato 2009-2012), culminando na re-inauguração em 30 de Abril de 2010. A reforma marcou o retorno do caminho circular, margeado pelo gramado, pelas flores e por mudas de árvores, entrecortado por calçadas radiais que levam das extremidades até o centro, onde está erguida desde 11 de Maio de 1883, por sugestão do vereador Silvério Nery e ordem do governador José Paranaguá (mandato 1882-1884), a estátua de Tenreiro Aranha, precursor da luta pela emancipação do Amazonas da província do Grão-Pará, figurando ainda na história deste Estado como o primeiro governador (mandato 1852-1853).

Praça da Saudade após restauração de 2007

Retornaram também as pérgolas (ou caramanchões) de madeira fazendo sombra aos bancos onde casais, jovens e idosos, se sentam ao fim da tarde e dão um aspecto aconchegante de jardim à Praça da Saudade. As estátuas do Homem Primitivo e do Homem Moderno foram retiradas e não se sabe ao certo o seu paradeiro. É provável que estejam no almoxarifado da prefeitura, onde por alguns anos também foi o morada do Chafariz das Quimeras. Infelizmente o senador Peres falecera um ano antes da re-inauguração, não chegando a ver seu sonho da praça restaurada realizado.

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Notícias recentes envolvendo a Praça da Saudade

– Jardinagem na Praça da Saudade precisará ser recuperada após Virada Cultural
– Lixo na Praça da Saudade se acumula e mostra falta de educação dos manauaras
– Cheia no Centro de Manaus muda itinerários dos ônibus

Referências

Entrevistas
– Serafim Corrêa, ex-prefeito de Manaus, sobre a ordem de colocação das estátuas do Homem Primitivo e Homem Moderno e o seu paradeiro.

Livros
– GARCIA, Etelvina. O Amazonas em Três Momentos: Colônia Império e República. 2ª ed. Manaus: Editora Norma, 2010. 144 p.
– LIBÓRIO, Nicolau. Memórias do Esporte no Amazonas. Manaus: Editora Uirapuru, 2009. 202 p.

Sites
Baú Velho
– EvangeBlog
Manaus Ontem
– MyAviation.net
– Urutu
Wikipedia

Pai Nosso Cretino

@Pref_BigBlack que estás na PMM. Fuxicada seja a vossa administração. Venha a nós o vosso Reino de Tão Tão Perto. Não deveria, mas é feita tão somente a vossa vontade, assim nas secretarias como na CMM. A Taxa do Lixo de cada dia nos restitui hoje, para tomar de volta para ti amanhã. Perdoa nossas dívidas, assim como vós perdoastes o Dudu, o Omar e talvez o Buchada. Não nos deixeis cair em engarrafamentos e livrai-nos dos buracos da administração passada. Porque teu é o reino, o poder e a glória há mais de 20 anos e há de ser por mais 30 se bobear aí pro mano. Amém.

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