Velho Continente – dias 7 e 8

Dia 7

Saindo do hotel, fizemos o mesmo itinerário do dia 3, quando fomos aos Deutsches Historisches Museum, mas dobramos à esquerda na Museuminsel e fomos ao Pergamonmuseum (18 € inteira, 15 € Student – preços do passeio completo, existem outras subdivisões do passeio por preços menores). Na lanchonete do museu, comi um Tiramisu. Aliás, esqueci de falar que na lanchonete do Berliner Dom (no dia 6) eu comi um Apfelstrudel. 🙂

Na entrada há uma exposição provisória em 360º com a imagem da cidade grega de Pergamon (atualmente Bergama, na Turquia). Dentro do museu, logo no primeiro salão após a entrada, está o templo original da cidade dedicado a Zeus (visto na atração anterior) com sua escadaria frontal, construída originalmente no século II AEC. No fim do passeio tem um vídeo que mostra o transporte de todo aquele material de Pergamon até o museu e o trabalho restauração dos materiais e de criação do painel externo. Nas seções seguintes está o Portão do Mercado de Mileto, colunas dóricas, jônicas e outras peças vindas da Grécia.

Passando para a parte de trás, temos a frente do Portal de Ishtar, construído por ordem de Nabucodonosor II e considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo, antes de ser substituído na lista pelo Farol de Alexandria. Há também uma réplica, em tamanho natural, do Código de Hamurabi (o original está no Louvre). Na parte de cima, tapeçaria e outras peças da cultura Islâmica, inclusive a Fachada de Mshatta, um dos registros mais antigos da arquitetura muçulmana. É uma pena que a gente estude mais sobre Oriente Médio nas aulas de Religião que nas aulas de História no sistema de ensino Adventista.

De noite fomos a um restaurante italiano que conhecemos dois dias antes, quando nos desencontramos da Luciana, o La Serra. Ali, tivemos um retrato da globalização: 4 Brasileiros dos 4 cantos do país e um Austríaco, sendo servidos por um Palestino e um Turco, em um restaurante Italiano, na Alemanha, ao som de música Boliviana. Muitas piadas com os acontecimentos da semana.

Dia 8

No último dia de passeio por Berlim, ao sairmos do hotel, meia dúzia de flocos de neve caíram sobre os nossos casacos. Eram tão poucos e não deu nem tempo tirar foto. Rapidamente derreteram. Fomos, então, andar pelo Hackescher Markt, uma galeria de lojas e cafés de mais de 100 anos. Muita coisa chique, muita coisa bonita. Mas a única coisa que deu pra trazer de lá foram as fotos.

Saindo do Hackescher Markt, descemos pela Karl-Liebknecht Straße e paramos em uma doceria em frente à Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim), para comer um Krapfen e tomar Kakao.

Mais à frente, chegamos ao DDR Museum (Museu da Alemanha Oriental) (5 € inteira, 4 € Student). Esse, último do nosso itinerário, é bem interativo. Eles possuem roupas e uniformes, músicas, carros, aparelhos, filmes, e também a reprodução de um apartamento e de uma cela de cadeia da Alemanha Comunista.

Na sala do apartamento tinha uma televisão mostrando a programação da televisão: 4 canais – um seriado sobre os ideais do Partido, um “talk show” sobre os feitos do Partido, um jornal (apresentado por um jornalista bem nervoso e desanimado) falando sobre o último discurso do presidente no Palácio do Povo e um que apresentava algo como um documentário sobre a atuação da polícia do Partido. O áudio da vinhetas dos canais do Partido não saem da minha cabeça até agora. Não tive tempo de descobrir em qual dos quatro aparecia a apresentadora do exercício comunitário matinal e verspertino (cof… 1984… cof…).

As propagandas do Partido mostravam sempre uma Alemanha Oriental próspera e pujante, com pessoas felizes, fortes e saudáveis, mesmo que estudos mais minuciosos posteriores à queda do Muro tenham detectado uma expectativa de vida menor dos Orientais, devido, principalmente à alimentação pobre e excesso de açúcar, carne de porco e álcool.

Outra coisa que notei era a baixa qualidade dos produtos que os Orientais eram obrigados pelo Partido a usar, dada a proibição do uso de produtos do ocidente. Eletrodomésticos frágeis, carros de baixa potência e consumo excessivo de combustível, calças (utilizadas no lugar dos jeans) feitas com um material que parece a corina de revestimento de banco de ônibus.

Notei também que parece não haver certos tabus quanto à sexualidade por aqui, como há no Brasil. Principalmente depois da peça que vimos no Komische Oper e por ver no DDR Museum que na Alemanha Oriental era tradição todo mundo andar pelado na praia, e havia algumas praias restritas àqueles que quisessem usar alguma roupa. Com a queda do Muro, os Ocidentais, menos liberais nesse sentido tinham resistência quanto à prática, e com o tempo as praias de nudistas passaram a ter a obrigatoriedade do uso de roupa de banho, enquanto as antigas praias restritas aos usuários de roupas de banho passaram a ser freqüentadas pelos nudistas.

De noite fomos novamente ao La Serra ter o nosso último jantar e nos despedirmos de Berlim, que nos acolheu tão bem nos últimos 7 dias.

Velho Continente – dia 6

Geschichte

Voltamos ao Brandenburger Tor, para tirar fotos também durante o dia. Darth Vader, Berliner Bär, Soldados Americanos, Soviéticos e Franceses de mentirinha e mulheres pedintes vindas da Bósnia dividem as atenções dos turistas.

Caminhamos pela Praça 18 de Março e fomos visitar o Reichestag, o Palácio do Parlamento Alemão. A entrada é franca, mas descobrimos tardiamente que agora é necessário agendar previamente a visita pela internet e também passou a ser necessária a revista dos visitantes com o mesmo rigor de um aeroporto. Assim, apenas tiramos as fotos da entrada e voltamos para a Unter den Lindens para dar continuidade ao nosso itinerário histórico.

Visitamos o Berliner Museum (Museu de Berlim), que mostra a história da cidade desde o surgimento da vila no século XIII até a queda do Muro, com um foco interessante no papel dos primeiros Kaisers, em especial Frederico II, o grande, que transformou Berlim na capital da Prússia. Além, é claro, de tratar da história mais recente, mostrando as diferenças entre a República Democrática Alemã (DDR) e a República Federal da Alemanha (BRD).

O ingresso custa € 5, mas quem tem carteirinha de estudante internacional paga € 4. Curiosamente dois dias antes, no Deutsches Historisches Museum não houve nenhum desconto para carteirinha. Apesar de ser um museu pequeno as detalhadas explicações por áudio tornam o passeio bem maior e cheio de informações. Na saída tem uma lojinha, onde comprei um Reichestagzinho de gesso pra colocar na minha mesa. E alguns cartões postais.

Findo o museu, seguimos à pé até o final da Unter den Linden, e visitamos a Berliner Dom (Catedral de Berlim), uma igreja protestante construída no final do século XIX. A entrada, fora dos horários de culto, é € 7, custando € 4 para carteirinha de estudante. Achamos que a visita deveria ser de graça sempre, não por não valer a pena a vista, as informações e a história, com um bônus para a sepultura do Frederico II e outros kaiseres, mas pelo fato das igrejas na Alemanha já receberem uma fração dos impostos recolhidos e repassados pelo governo o que faz com estas não precisem pedir ofertas de seus fieis. Eu disse que não precisam, não que não o façam. A vela pra acender pro santo é € 1 (opcional, claro. Ainda, provavelmente). Comprei cartões postais e um broche de águia na lojinha da saída.

Tentamos então ir ao Berliner Fernsehturm (Torre de Televisão de Berlim), mas a fila para comprar o ingresso era grande e pra entrar, maior ainda. O ingresso custa € 11 e como eu não fui, eu não sei se tem desconto pra carteira de estudante.

Descemos mais uma vez a Unter den Lindens, pegando o ônibus errado, que nos levou até a frente da antiga e abandonada sede do governo da Alemanha Oriental. Andamos até a Französische Straße, compramos ingresso para uma peça no Komische Oper (€ 35 Inteira, € 27 Student). Pegamos o ônibus até a Alexanderplaz, engolimos um jantar no Alexa, pegamos o ônibus de volta pro Komische Oper. Em cartaz, uma leitura recente de “Carmen“. No corredor caras de terno e gravata comendo Brezel e tomando Champagne. A gente comendo bolacha e tomando Coca-Cola. Cada um se vira como pode.

Depois da peça, voltando para o hotel, no meio do caminho, a U7 estava em reforma, um aviso automático informou que haveria um ônibus na superfície esperando os passageiros para levar até a próxima estação, a partir de onde o metrô seguiu normalmente. Já no hotel precisei passar as fotos da câmera do celular para o iPad. As 614 fotos tiradas nos últimos 6 dias ocuparam toda a memória do bichinho.

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