Segunda Pós: Primeiras Impressões

Formei em Direito no fim de 2011 e emendei uma especialização em Direito Público, Administrativo e Constitucional logo em seguida, aproveitando o desconto para egressos da instituição. Me enrolei no final e a pós que duraria um ano e meio acabou durando dois anos.

Passei um ano inteiro bestando, sem estudar muitas outras coisas além de Alemão. Talvez um pouco de finanças. Não recomendo ficar tanto tempo parado assim, a não ser que você já tenha alcançado o trabalho dos seus sonhos ou tenha algum projeto pessoal tão importante quanto. Esse ano resolvi fazer uma nova especialização, agora em Direito Penal e Processual Penal. Por que não um Mestrado? Porque sim. Você acha outras matérias mais legais ou detesta Direito? Beleza.

É meio estranho chegar lá e não conhecer mais quase ninguém. Na primeira pós teve uma galerinha que estudou comigo na graduação, que veio junto. Só teve um aluno na pós inteira até agora que eu conheço de vista e sequer lembro o nome. Mandei um oi, enquanto tentava lembrar o nome dele, sem sucesso.

Das matérias desse novo curso, consegui aproveitar 5, o que vai dar umas folgas estratégicas. Mas uma delas – Interpretação do Direito Constitucional – fiz questão de assistir, por causa do professor. Luiz Alberto David Araújo parece uma mistura de maestro e cientista, com sua icônica gravata borboleta. Uma espécie de Doctor Brown jurídico. Foi Procurador do Estado de São Paulo e Procurador da República, agora já aposentado. Aqui o currículo dele.

Great Kelsen!

Fui pesquisar e encontrei alguns vídeos de palestras dele na internet. Uma pequena sobre o Princípio Constitucional da Dignidade Humana e as Pessoas com Deficiência, sua principal área de estudo e atuação nos últimos anos, inclusive com livros publicados a respeito, e uma entrevista feita no fim do evento.

Palestra, parte 1, a partir do minuto 2m56s

Palestra, parte 2, do início até o minuto 2m21s

Entrevista, após a palestra dos vídeos acima

A seguir uma palestra realizada na FADITU, onde ele é professor-emérito, em que faz uma introdução aos princípios constitucionais, do minuto 2m20s até o  26m40s, muito semelhante à primeira aula do módulo, para na sequência tratar mais uma vez dos direitos das pessoas com necessidades especiais, com um final abrupto no minuto 29m51s (provavelmente uma falha na gravação), seguida de um momento de perguntas e respostas com os alunos e outros palestrantes.

Palestra na FADITU, sobre princípios constitucionais e direitos de pessoas com necessidades especiais

Gosto de aulas assim, com reflexão, casos práticos, menos decoreba, menos cursinhão para OAB e concursos. A segunda modalidade tem o seu valor, mas se for para a (pós-)graduação se transformar num cursinhão, melhor fechar e todos fazermos apenas preparatórios para as carreiras de interesse, mas divago.

Espero que essa nova pós seja tão proveitosa quanto foi a primeira, que eu arranje novamente colegas inteligentes para fazer os trabalhos em grupo, e que eu não perca o prazo de entrega do TCC (que vergonha).

Como Proceder: Vencendo a Inflação

Inspirado numa extensa série de conselhos sumariamente ignorados pelo meu ex-estagiário Jon. Não me responsabilizo pelo seu saldo negativo.

Dizem que dinheiro não nasce em árvore. Mas dinheiro é feito de papel e papel é feito de madeira. Logo, dinheiro nasce em árvore sim. O problema é transformar a árvore em dinheiro.

A gente é tentado a gastar dinheiro com bobagem o tempo todo. Quem nunca comprou um Tic-Tac, um KinderOvo ou um saco de Fandangos na biqueira do caixa? Afinal, agora eu tenho o meu dinheiro e vou comprar Fandangos quando eu quiser. E é exatamente aí que o dinheiro escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir…

Uma medida legal pra tentar controlar as finanças é tentar ter um controle dos gastos. Pode ser uma planilha, separando os valores por categoria (alimentação, transporte, educação etc) e por mês, pode ser um aplicativo de celular (gosto do MoneyBook, dica do Murilo). Com esse controle, com tudo anotado, inclusive o Fandangos, você vai saber com o que exatamente está gastando cada centavo. E assim terá uma ideia mais clara de onde poderia reduzir gastos para tentar fazer sobrar algum dinheiro no fim do mês.

Dinheiro não nasce em árvore, mas é feito de pape, que é feito de madeira. Logo, dinheiro nasce em árvore sim.

Eu acrescentaria ainda nesse tópico dois macetes importantes, ainda que quase utópicos: o primeiro é, sempre que possível, parcelar as coisas antes de comprar. Quase sempre é possível conseguir um preço melhor comprando à vista. Carro, casa, escritório/consultório é impossível, claro, mas muitas vezes do intermediário pra baixo é possível. Estude aí as possibilidades antes do próximo  parcelamento; o segundo é se livrar de evitar cartões de crédito, mas acho que eu sou a única pessoa que odeia precisar tê-los. Milhas? Prefiro o sistema métrico.

Poupança

Faça uma poupança. A poupança vem tendo um rendimento abaixo da inflação nos últimos anos, mas é o investimento mais simples e seguro que existe, se o presidente não for o Collor. Não tem incidência de Imposto de Renda (IR) e é amparado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até 250 mil reais. Ou seja, se o banco em que você tiver a poupança quebrar, é possível recuperar pelo menos até esse montante, por CPF. E tem ótima liquidez (disponibilidade do dinheiro), ou seja, você pode sacar sempre que quiser. Só não faça disso um hábito.

A poupança é o passo inicial pra juntar algum dinheiro e fugir do empréstimo e o cheque especial (148% de juros a.a. na Caixa!!!). Não precisa nem ter 18 anos completos, basta ter CPF e o valor mínimo exigido pelo banco para abrir a conta. O ideal seria guardar todo mês um quarto do rendimento líquido nela. É, ninguém faz isso. Seis meses de salário na poupança é uma ótima margem de segurança para o caso de perda de emprego e eventual redução de direitos trabalhistas determinado por quem se elegeu prometendo que estes seriam intocáveis.

Tudo bem se não der pra guardar 1/4 do líquido todo mês, mas guarde 100 reais. Não dá? Então 50, 20, 10. Guarde alguma coisa todo mês. Não importa o quão pouco for possível. Não é porque sobrou 10 reais no fim o mês que você é obrigado a gastar só porque é pouco. Em um ano são 120 reais, mais uns jurinhos de 5% da poupança. Nada mal pra quem não guardava nada. Extrapole esses 10 reais para o quanto você conseguir guardar e as cifras vão aumentando. Se você tem algum objeto que acesse a internet para ler esse texto, você consegue guardar 10 reais em um mês. Dá pra agendar transferências automáticas no Internet Banking, inclusive. Quanto mais cedo você começar, mais tempo (juros) você terá a seu favor.

Cofrinho de Pitchula: a primeira poupança… Quem ainda lembrava da cara das antigas moedas de R$ 1?

Se estiver difícil começar, arranje um cofre e guarde toda moeda de 1 real que parar no seu bolso. Não precisa ser aqueles cofres de 400 reais da Imaginarium. Lembre-se que você está querendo guardar dinheiro. Pode ser uma garrafa PET com a tampa colada, e um corte na parte de cima com a largura exata de uma moeda de um real. O meu primeiro cofre, aos 8 anos de idade, era assim, feito com uma garrafa de Pitchula, que era mais fácil de encher. Se você acha que é crescido demais pra ter um cofre de Pitchula (ainda existe Pitchula?), pode fazer o mesmo procedimento com uma garrafa de Corote ou outra bebida de sua preferência.

O cofre está enchendo de moedas e você está se sentindo o Tio Patinhas. Que divertido! Mas saiba que o Tio Patinhas seria muito mais que quaquilionário se ele colocasse aquele dinheiro todo trabalhando para virar mais dinheiro, em vez de ficar parado em seu cofre-piscina, sendo ameaçado pelos companheiros Petralhas irmãos Metralha e, pior ainda, pela inflação. Dinheiro parado em casa não rende juros. Encheu o cofre? Leve na agência e deposite. O caixa vai adorar, e ainda vai perguntar se você assaltou o picolezeiro.

Chegou o glorioso dia em que você juntou 6 meses de salário na poupança. Você começou a tomar gosto pela coisa, quer mais que uma bela poupança e já não se contenta com juros abaixo da inflação. Parabéns, você foi tomado pelo espírito da ambição e ele pode ser útil. Só não deixe ele cegar os seus olhos e te fazer acreditar em pirâmides (mais sobre isso no fim do texto). E existem meios seguros de fazer o dinheiro trabalhar pra você com segurança, além da nossa querida poupança.

Tio Patinhas não está protegido contra a inflação

Letras de Crédito Imobiliário / do Agronegócio

As Letras de Crédito Imobiliário e as Letras de Crédito do Agronegócio são títulos de renda fixa vendidos por bancos para angariar recursos visando financiar o mercado imobiliário e do agronegócio, devolvendo seu dinheiro num prazo fixo preestabelecido de 3, 6, 12, 18 ou 24 meses acrescido de uns juros camaradas (~85-99% do CDI). Agora você está lidando com uma liquidez diferente da poupança. Você não pode sacar nada antes do prazo. Mas essa indisponibilidade do dinheiro vai te recompensar com juros. E juros a nosso favor é tudo que queremos.

Se pareceu complicado, basta você saber que é um investimento tão seguro quanto a poupança, pois é amparado pelo FGC (até R$ 250 mil, por CPF), e também conta com isenção de IR. Por enquanto. O negócio é tão bom que foi segundo investimento que mais captou recursos depois da poupança em 2014. E 2015 será o último ano bom pra aproveitar essa oportunidade de forma realmente simples e lucrativa.

Primeiro, porque tanto o mercado imobiliário quanto o do agronegócio estão meio que beirando uma certa saturação (não necessariamente uma bolha), consequentemente fragilizando o lastro (garantia real) do investimento (mas fique tranquilo, que o FGC está aí pra isso). Segundo, que exatamente por ser um bom negócio, o governo que nunca na história desse país desperdiçou tanto dinheiro com coisa besta, e em vez de cortar gastos resolve aumentar a arrecadação pra continuar gastando sem freio, já anunciou que vai meter a mão nas famigeradas letras de crédito, cobrando IR das aplicações feitas a partir de 2016. Só de saber que o governo está de olho querendo taxar um investimento dessa forma já é motivo suficiente pra saber que é coisa boa.

Para investir em LCIs e LCAs, você pode procurar no Internet Banking do seu banco ou a gerência da sua agência preferida e se informar mais a respeito. O problema é que os grandes bancos muitas vezes exigem um investimento inicial mínimo de 20 a 30 mil reais. Daí talvez seja interessante procurar algum banco menor que exija um inicial de, digamos, 5 mil reais. Como faz isso? Procure e pesquise direitinho aí que você encontra vários, como Órama, Rico.com.vc, Easynvest etc. Nunca viu 5 mil reais em toda a sua vida? Volte para o tópico Poupança. Finalmente conseguiu juntar 5 mil reais no dia 1º de Janeiro de 2016? Você anda com pouca sorte, mas parabéns pela vitória. Avance para os tópicos seguintes.

A farra das Letras de Crédito não vai durar para sempre

Fundos de Investimento

Subindo um degrau na escala de apetite ao risco existem os fundos de investimento. Segundo o “Como Investir“, um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores (cotistas) com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira formada por vários tipos de investimentos. Simplificando, é uma forma de aproveitar as oscilações do mercado para obter maiores ganhos de juros se expondo a riscos menores que a bolsa de valores (que eu nem vou tratar nesse texto).

Existem vários tipos de fundos de investimento com diversos tipos de fundamento que não valeria à pena explicar minunciosamente (nem tenho conhecimento suficiente para tanto). Vou falar brevemente apenas dos Fundos DI (Depósito Interbancário) que são os queridinhos no atual momento econômico Brasileiro do começo de 2015 (o que pode não ser mais se você estiver lendo isso num futuro distante).

Eles são atrelados à taxa SELIC que pra quem vai fazer um empréstimo pode ser uma vilã, mas pra quem está do lado daqui é uma maravilha. Lembrando que aqui existe incidência de IR regressiva, dependendo do tempo que você conseguir manter o investimento. Procure no Internet Banking do banco preferido algum Fundo DI sem taxa de carregamento, com taxa de administração inferior a 1,5% ao ano. Ficou na dúvida, compare os rendimentos nos gráficos deste link.

Câmbio

Existem duas formas de levar vantagem (honesta) com a variação cambial. Uma é com Fundos Cambiais (que são uma modalidade de fundo de investimento) e a outra, comprando fracionadamente Dólares e/ou Euros em espécie, se você tiver a intenção de viajar para algum destino que receba essas moedas. Cartão de crédito internacional? Leia sobre as alíquotas de IOF, chore e volte duas casas.

Se você já tem passagem marcada, é bom comprar a moeda fracionadamente até próximo da data da viagem

Uma vez experimentei um fundo cambial numa época em que o Dólar resolveu cair e perdi um trocado. Escaldado, não aproveitei a atual subida. Me lasquei de novo, porque o dólar subiu uns ~37% nos últimos 6 meses. A poupança? 3%. Por isso que pra investir em fundos cambiais é preciso ter sangue frio e estar pronto pra perder, mas eventualmente ganhar bastante, com disciplina e, claro, um pouco de sorte. Só que eu ainda não falei dos investimentos para claramente perder dinheiro. Um leve e um pesado, que provavelmente vai me dar problema nos comentários. Azar.

Título de Capitalização

Títulos de capitalização só dão lucro para o emissor. No caso, os bancos. Ou o Silvio Santos. Eles têm um rendimento baixíssimo, taxas de carregamento / administração altas e convencem as pessoas de que será possível obter retornos altos anunciando um lucro que você só obteria se fosse contemplado com o prêmio. Mas esse prêmio é como a loteria. E se você quiser ganhar na loteria, seria mais interessante, simples e menos burocrático jogar direto na loteria. Em essência, os títulos de capitalização não cobrem a inflação.

Pirâmides (a.k.a. Marketing Multi-Nível)

Em primeiro lugar, não caia em pirâmides. Pirâmides só dão retorno para o seu idealizador (enquanto ele não é preso). Todos os demais envolvidos se lascam em algum grau. Seja perdendo amizades, seja perdendo dinheiro, seja perdendo os dois. “Ah, mas se você não vender nada pelo menos você tem o produto”. Ótimo, é pra isso que existe uma coisa chamada shopping e e-commerce, onde eu vou e compro o que eu realmente estiver precisando.

“Ah, então vou criar meu próprio esquema de pirâmide”. Não faça isso, amigão. Primeiro que você não vai conseguir, e segundo que ainda que conseguisse, a não ser que você seja filiado a um certo grupo de gente que se diz socialista, mas detesta o socialismo para si e para os seus, o seu esquema será descoberto, você vai acabar preso e vai gastar o dinheiro com indenização aos lesos lesados. Ou seja, nem o idealizador tem retorno por muito tempo.

Pirâmides: até hoje a possibilidade de retorno é mínima

Se você parar pra pensar, pirâmides nunca deram muito certo. No caso Egípcio, em que a meta era a ressureição do faraó, não conheço nenhum que tenha conseguido o seu objetivo, nem o Niemeyer, que ganhou a licitação dos projetos, viveu o suficiente pra ver funcionar. E no caso Asteca (atual México), em que eram realizados sacrifícios humanos em busca da prosperidade, tudo continua da mesma forma na fronteira com os Estados Unidos.

Saldo Final

Isso foi o que eu aprendi até agora. Ainda não experimentei Tesouro Direto, por incompetência de um gerente que ainda não liberou meu acesso, mas ouço falar que é muito bom. Já estou flertando com a Bolsa, mas a única coisa que eu tenho a dizer sobre ela é estude muito e experimente as coisas que eu falei no início antes de chegar lá. Não acho que tenho muita vocação pra empreendedorismo, mas se você tem, ótimo.

Abaixo um vídeo de meia hora, em Inglês, com legendas em vários idiomas, menos Português, mas com muitas informações valiosas sobre como funciona a “Máquina Econômica”. Ele ensina de uma forma bem didática a origem do crédito, como ocorrem os ciclos econômicos e, principalmente, as crises (dica do Victor).

Ficou rico com essas dicas? Me convida pra andar no seu iate. Acha que falei besteira ou tem dicas melhores que as minhas? Que bom que não sou economista, pode aproveitar os comentários abaixo. Acha absurdo alguém dizer que pirâmide é golpe? Aperte Ctrl/Command + W e ganhe 1 milhão de Reais.

Primeiros Reviews do Shopping Ponta Negra

Então o Shopping PN* inaugurou, o caos aconteceu está acontecendo vai continuar acontecendo por uns dias, mas o lugar ficou bonito, é perto do trabalho, e depois do expediente fui por lá conferir e trazer pra vocês, em primeira mão, os primeiros reviews desse novo e esplêndido empreendimento comercial.

 

  • Insight do Luiz Eduardo Leal.

Estive Dirigindo #12

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Estive dirigindo pela Av. Pedro Teixeira, principal via de acesso ao bairro do Dom Pedro, um breve trecho da Av. Djalma Batista e a Rua Rio Negro, que junto com a Rua Dona Balbina Cordeiro, formam um corredor de acesso leste-oeste, por dentro do Conjunto Eldorado, até a rotatória que recebeu o nome do lugar.

A Av. Pedro Teixeira, assim como muitos outros logradouros em Manaus, foi construída visando apenas o trânsito local de acesso ao bairro, e não como um elo entre os corredores da Djalma Batista e Constantino Nery à Zona Oeste da cidade. Assim ela possui virtualmente duas faixas em cada sentido, segundo padrões de dimensões antigas, porém hoje em dia é perceptível, levando-se em consideração os veículos pessoais e coletivos, que a via parece ter apenas uma faixa e meia, o que causa uma certa aflição a qualquer motorista que precisa calcular várias vezes se será mais adequado ficar no centro da pista ou se apertando para algum dos lados.

A avenida, apesar de relativamente curta, concentra diversos serviços, como se pode ver nas legendas, tais como supermercados de grande e médio porte, escolas de inglês, uma praça de alimentação, um hospital especializado em doenças tropicais, um hemocentro, a Vila Olímpica, o Sambódromo, a futura Arena da Amazônia e grandes concessionárias.


Exibir o trajeto do episódio Estive Dirigindo #12 em um mapa maior

Me admiro de, justamente por estar diretamente ligada ao escoamento de tráfego no entorno da Arena da Amazônia, esta avenida não ser citada em nenhum plano de melhorias estruturais viárias. À minha vista uma avenida como esta a essa altura do campeonato, deveria contar com pelo menos duas faixas largas, canteiro central, recuos para retornos e conversões à esquerda, bem como nas paradas de ônibus, e uma ciclofaixa bem maneira para mostrar pros gringos que a gente é verde.

Se fosse para ser mais ousado ainda, se você olhar bem no mapa, perceberia uma certa afinidade da Pedro Teixeira com a Manuel Urbano, via de acesso à Ponte Rio Negro, já percorrida no Estive Dirigindo #01. Mas isso envolveria mexer em um terreno militar e é melhor não mexer com terrenos militares. Não fossem eles a Zona Oeste e sua orla estariam tão densamente povoados quando outras regiões da cidade. O que não afasta a necessidade de intervenções que visem auxiliar o alto tráfego vindo de todas as regiões da cidade.

Dando prosseguimento ao passeio e ao raciocínio da proposta original da série, cruzamos a Av. Constantino Nery e entramos na Av. Djalma Batista, apenas para fazer um retorno, que viabiliza o acesso ao Eldorado, para os motoristas que estão fazendo o trajeto no sentido bairro-centro. Entramos, por fim, na engarrafada Rua Rio Negro, que após cruzar a multifacetada Praça do Caranguejo, nos leva lentamente até a Rotatória do Eldorado e seu falo maçônico.

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Estive Dirigindo #11

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Estive dirigindo esta semana por um dos principais corredores de acesso entre a Zona Oeste e a Zona Centro-Sul de Manaus.

O percurso começou pela parte que faltou da Av. Cel. Teixeira no episódio #07, servindo como acesso à Av. do São Jorge, logradouro composto, em sua absoluta maioria, por conjuntos habitacionais, batalhões e outros departamentos das Forças Armadas.

Logo no começo da Av. do São Jorge, passado o cruzamento onde terminou o episódio piloto, destacamos o Zoológico CIGS, o maior da cidade, com animais apreendidos que não apresentavam mais capacidade se readaptar à natureza e mantido pelo Exército. Vale a visita.

Vários batalhões depois, chegamos à parte predominantemente civil do bairro do São Jorge, já começando a descer a ladeira em direção ao Igarapé da Cachoeira Grande. Se subíssemos pelo igarapé (à esquerda), há poucos metros da pista, existia uma estação de captação e bombeamento de água, construída em 1888, com 105 metros de comprimento, e de onde vinha a totalidade da água encanada da cidade começo do século.

Hoje em dia, a condição do Igarapé da Cachoeira Grande, que tem grande parque de suas margens ocupadas irregularmente e recebe a água do Igarapé do Mindu e todos os seus afluentes, não viabilizam mais o consumo. A estação está abandonada e em ruínas desde os anos 1930, quando foi desativada, por ter sido substituída pela captação da água na Ponta do Ismael.


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Passado esse drops de TM História (estão com saudade da série? 🙂 ), chegamos no ponto em que terminou o episódio #08 (do Complexo Gilberto Mestrinho até a Constantino Nery) e, após cruzarmos a Av. Constantino Nery, entramos na Rua Pará, que corta todo o Vieiralves, uma área que ainda que seja definida pelo Plano Diretor de Manaus como estritamente residencial, é uma das maiores concentrações comerciais da região, com muitas lojas e plazas, com muito requinte e sofisticação. #sqn

No fim da Rua Pará, entramos à esquerda na Rua Maceió, já percorrida em sentido inverso e de noite no episódio #05, passamos ao lado do Parque Municipal do Idoso, obra do prefeito do “Social Levado a Sério” Alfredo Nascimento, e a “Nova” Maceió, obra de Serafim Corrêa, ainda não devidamente registrada no Google Maps, motivo pelo qual o mapa não termina, ao contrário do vídeo, no complexo viário Complexo Miguel Arraes, aquele que passamos por baixo no episódio piloto, e por alto no episódio #06.

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Estive Dirigindo #10

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Estive dirigindo pela Avenida Buriti, a principal via de acesso às empresas do Distrito Industrial e Avenida Autaz Mirim, a principal avenida da Zona Leste, percorrendo em de norte a sul toda a sua extensão.

Primeiramente, a Av. Buriti, cujos trabalhos de construção se iniciaram em 1967, por ocasião da instalação da Zona Franca de Manaus. Ela realiza o percurso da Rotatória da Suframa até a Rotatória do Armando Mendes, passando por algumas das principais indústrias do Polo Industrial. Infelizmente existe grande discussão entre as três esferas do Executivo, a respeito da atribuição da manutenção do local, o que causa grande precariedade em sua estrutura.

Após a Rotatória do Armando Mendes, fizemos uma conversão para entrar na Av. Autaz Mirim, conhecida também como Av. Grande Circular. Construída também em decorrência da expansão industrial e populacional na Zona Leste da cidade, acabou se tornando a via da região, sobretudo por concentrar a maior parte do comércio e serviços.


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No cruzamento com a Alameda Cosme Ferreira, temos o Complexo Viário Eng. Luiz Augusto Veiga Soares, em vistas de desafogar o tráfego na região da antiga Rotatória do São José, um dos locais de maior intensidade de tráfego da cidade. No canteiro central da avenida, todas as paradas de ônibus do sistema Expresso, parcial ou totalmente danificadas.

Quase encerrando o trajeto, passamos ao lado do Fórum Virtual Azarias Menescal de Vasconcelos, onde tive a oportunidade de trabalhar por um ano e obtive importantes experiências de aprendizado. Aprendi também diversos atalhos para escapar de engarrafamentos na região.

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Estive Dirigindo #09

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Estive dirigindo pela Avenida do Turismo, nome pelo qual ficou conhecida a Rodovia AM-450, que liga a rodovia AM-010 e a Av. Santos Dumont (Estrada do Aeroporto) à Praia da Ponta Negra.

Partimos da Praia da Ponta Negra, entrando à direita na rodovia. Pelo trajeto, grandes empreendimentos imobiliários em construção, assim como diversas opções de entretenimento questionáveis. Há também o Cemitério Parque Tarumã, o maior da cidade.

Na parte central do trajeto a floresta preservada à direita pertence ao terreno do aeroporto, área federal, o que talvez explique porque não foi ocupada indevidamente, como parece ter sido o caso de alguns espaços depois do cruzamento com a Av. Santos Dumont.


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Após este cruzamento, temos à direita o SIPAM e o CINDACTA 4, responsáveis pelo monitoramento espacial do Amazonas e pelo controle de tráfego aéreo de boa parte da região Norte. Passamos sobre a poluída Cachoeira do Tarumã, que está na checklist do Arthur como um espaço que será revitalizado.

Ao passar na curva onde fica a entrada para a Vivenda Verde é triste ver o Tarumãzinho poluído, onde ainda tive o privilégio de tomar banho na infância. Por fim, encerramos o circuito no cruzamento com a Av. Torquato Tapajós, próximo ao centro de treinamento do DETRAN e da Expoagro.

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Estive Dirigindo #08

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Estive dirigindo do Complexo Viário Gilberto Mestrinho até a Av. Constantino Nery e o trajeto foi um dos principais corredores Leste-Oeste da cidade: Av. André Araújo, Rua Salvador e Rua João Valério. Só que durante dia de Domingo, pra economizar memória da câmera.

Logo no começo, um probleminha que se percebe ao entrar na Av. André Araújo é que tanto a alça inferior que vem da Av. Rodrigo Otávio quanto o acesso de quem vem da rotatória têm duas faixas cada, e se você está lendo até aqui deve saber que 2 + 2 costumam ser 4 (a não ser que estejamos na Oceania), enquanto a Av. André Araújo tem duas faixas ao todo para receber essa demanda, o que resulta em singelos embates às 6 da tarde de uma Sexta-feira, ou a qualquer momento na nossa programação.


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Mais à frente tem a saída da Rua Paulo IV, uma das principais vias de acesso e saída do bairro de Petrópolis, já percorrida no Estive Dirigindo #03. Achegando à Bola da SEFAZ, com o trânsito tranquilíssimo, comparado ao que acontece por ali durante o fim de semana, cruzamos a Av. Jor. Umberto Calderaro Filho, antiga Av. Paraíba, onde segundo a Lei Municipal 1.166/2007 futuramente haverá um Viaduto Tancredo Neves, conf. Claudemir, apud. Trânsito Manaus.

Daí vem os cruzamentos com a Av. Mário Ypiranga Monteiro, antiga Av. Recife, parcialmente apresentada no Estive Dirigindo #06 e Rua Maceió, totalmente percorrida no episódio #05 da referida série. Então entramos na Rua João Valério, passando ao lado do QG secreto do Trânsito Manaus, e cortando o Vieralves, o conjunto residencial (segundo a delimitação da prefeitura) com a maior concentração de comércio que eu já vi. E pra encerrar, cruzamos a Av. Djalma Batista e chegamos ao destino.

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Estive Dirigindo #07

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Estive dirigindo da Marina do Davi até a CEASA, tentando realizar um percurso que fosse ao mesmo tempo curto, mas que não exigisse muitas conversões nem pegasse tanto engarrafamento. A escolha pela Boulevard não foi exatamente uma das melhores, mas até que o tempo foi razoável.

Saindo da Marina do Davi, pegamos a Av. Cel. Teixeira, também conhecida como Estrada da Ponta Negra, graças à praia que passamos logo a seguir. Deste ponto até a interseção com a Av. Brasil, achei interessante destacar o lugar onde será o Shopping Ponta Negra, cuja inauguração foi prometida para este ano.

Assim como reclamei no post sobre a Av. das Torres, um empreendimento como esse causará uma série de outros estabelecimentos menores orbitando a região e as intervenções viárias ainda são muito tímidas e provavelmente serão insuficientes quando o movimento de verdade começar. Basta notar a falta de paradas de ônibus com recuo e passarelas: vão lembrar de construir depois do shopping inaugurado, como o que aconteceu com o Manauara, anotem aí.

Passando a Igreja da Restauração, entramos na Av. Brasil, onde logo à direita temos a Sede do Governo Estadual e a entrada para a Ponte Sobre o Rio Negro, essa, percorrida no Estive Dirigindo #01, a partir do minuto 2:32.

A Av. Brasil passou por uma grande maquiagem há uns três ou quatro anos, ganhando calçadas levemente mais niveladas, um canteiro central levemente padronizado e as árvores que encobrem o leito do Igarapé do Franco foram, OK, bastante podadas. Foi um passo importante para trazer alguma ordem à avenida que abriga as sedes dos governos estadual e municipal.

Para ficar ideal, entretanto, falta construir recuos para as conversões à esquerda, recuos para as paradas de ônibus e a proibição total do estacionamento na faixa da direita. Aliás, o bairro da Compensa carece mesmo é de um terminal de integração de transporte coletivo, mas isso eu pretendo explicar futuramente em um post especial.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #07 em um mapa maior

Dando prosseguimento ao passeio, é importante frisar que a intervenção na parte oriental da Av. Brasil, padronizando os acessos entre ela e a Boulevard em decorrência do PROSAMIN foi de bom gosto. Além, é claro, da construção de um centro de atenção ao idoso que é algo sempre bem-vindo.

Atravessando o Igarapé da Cachoeira Grande, chegamos à Av. Álvaro Maia, mais conhecida como Boulevard, um exemplo de arborização (que é o que caracteriza um bulevar), de largura das faixas e de… bem, eu gostaria de poder dizer que o trânsito fluiria bem na Boulevard, mas ela sofre com o projeto falho do Viaduto Jornalista Josué Cláudio de Souza que conta com um semáforo para entrar e outro para sair.

Superado o semáforo, entramos à direita na Av. Prof. Marciano Armond, ainda conhecida por muitos como Rua Belém, que de metamorfoseia na Av. Carvalho Leal, endereço do campus de Odontologia da UEA.

Aí por uma questão de permissões e proibições de conversões em determinados cruzamentos, dobramos à esquerda na Tefé, à direita na Borba e à esquerda na Silves, que também é conhecida como Av. Costa e Silva após passarmos sobre o Igarapé do Quarenta.

Por fim, tomamos a Bola da Suframa, no Distrito Industrial, ladeando o Memorial dos Povos da Amazônia, até entramos no primeiro quilômetro da Av. Min. João Gonçalves de Araújo, ou BR-319, aquela que supostamente liga Manaus ao Brasil, para encerrarmos o trajeto no porto da CEASA, com uma visão distante do Encontro das Águas.

Vou encerrando por aqui, pois o vídeo ficou grande assim como este texto. Gostaram do passeio?

Estive Dirigindo #06

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Nas reuniões dominicais do Trânsito Manaus constantemente discutimos formas de criar um conteúdo relevante para quem quer se deslocar em Manaus. Seja informando as ocorrências do trânsito como engarrafamentos e acidentes pelas redes sociais, seja com um site de busca de itinerários de transporte coletivo que acabou se transformando em um guia impresso, seja chamando a atenção dos governantes para os problemas do trânsito e cobrando soluções.

Aí entre um franccino e outro surgiu a ideia de aproveitar o formato do Estive Dirigindo para produzir um conteúdo novo para o Trânsito Manaus: uma série de vídeos mostrando, do ponto de vista do motorista, o melhor caminho entre um ponto e outro da cidade.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #06 em um mapa maior

Nesse vídeo fiz uma experimentação simples, apresentando o trajeto da Estação Rodoviária de Manaus até o Shopping Manauara, através da Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Av. Recife). À medida em que a ideia for tomando rumo, vou compartilhando por aqui.

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