Imaginem

Imaginem que depois do primeiro mandato de Lula (~2006) tivéssemos Cristovam Buarque (PDT) como presidente, dando o todo aquele enfoque na educação que a Pátria Educadora deveria ter.

Imaginem a seguir (~2010) a Marina (então PV, atual Rede) trabalhando a sua bandeira da sustentabilidade preparando o Brasil pra crescer no Séc. XXI preservando o meio ambiente.

Imaginem qualquer um dos candidatos derrotados na última eleição (com exceção do escroto do Levy Fidelix e dos naniquinhos radicais que tenham Comunista ou Cristão no nome da sigla) levando o país a possibilidades diferentes do que temos hoje.

O PT não possui o monopólio da bondade, e o terrorismo (com isso sim ele tem grande habilidade histórica) não está mais enganando ninguém, além de quem faz questão de continuar sendo enganado.

Tchau, querida...

Tchau…

PS para amigos petralhas: Sim, eu sei que o vice-decorativo que VOCÊS elegeram é malvado e os amiguinhos dele também. Sempre votei contra o partido deles e se vocês ajudarem poderemos tirar todos com uma surra de democracia.

Tchau, querida. Abraços verde-amarelos.

Perfis Psicológicos e a Construção de Polêmicas Propositais

Vejo pessoas chocadas porque um participante de um reality show de uma emissora carioca agiu e contou histórias que dão margem para achar que ele é um estuprador e pedófilo. A seguir num outro programa da mesma emissora chamaram especialista pra defender as atitudes dele.

Minha relação com o tal programa ao longo de mais de uma década foi de curiosidade, para indiferença, para ódio, para ódio exposto na internet, para indiferença de novo, tanto que parei de falar sobre há um certo tempo e esse é o estado em que me encontro e que acho que continuará até a sua 100ª edição se eu ainda estiver vivo.

Recentemente participei de um treinamento onde grupos de pessoas eram selecionados e divididos em perfis psicológicos/arquétipos afim de atingir certos objetivos, tais como perceber a afinidade (ou a falta dela) em situações de trabalho em grupo. É incrível como uma seleção de pessoas bem feita pode moldar os resultados de um projeto.

O mesmo acontece na seleção dos participantes do programa. Pessoas são escolhidas com um objetivo, só que nesse caso talvez a beleza que alimenta algumas revistas e novelas e, principalmente, o de encontrar indivíduos com alguma predisposição a trazer à tona situações ~~polêmicas~~ que gerem discussões e, principalmente, ibope, que paga o leitinho das crianças.

¯\_(ツ)_/¯

Continuamos de olho… Só me pergunto “até quando?”

Então, não querendo dizer que não se deve discutir e rechaçar a postura do cara (ele é um escroto, e se o seus atos forem comprovados ele deveria ser julgado pela justiça), muito menos tentar mandar no seu controle remoto mas, se ninguém der ibope ou espaço pra esses programas (e essas condutas) ficarem em evidência como algo normal e bom, pode ser que haja tempo e espaço para conteúdos melhores (de qualquer gênero).

Ou não.

Há braços.

A Civilidade e o Lixo

O reaça…

Ain, no Brasil se joga lixo no chão no réveillon, absurdo, falta de respeito, se fosse nos EUA / França / Alemanha não aconteceria isso. Esse país nunca vai ser “civilizado”.

E o petralha…

Ain, nos países que você chama de “civilizados” e que eu faço discurso de que odeio, mas vivo / frequento / sonho todos os dias em conhecer também se joga lixo no chão, troxa, complexo de vira-lata, uhul, ganhei.

Conclusão:

Pro Brasil ser um país “civilizado” pode jogar lixo no chão que tá sussa.

¯\_(ツ)_/¯

¯\_(ツ)_/¯

Segunda Pós: Primeiras Impressões

Formei em Direito no fim de 2011 e emendei uma especialização em Direito Público, Administrativo e Constitucional logo em seguida, aproveitando o desconto para egressos da instituição. Me enrolei no final e a pós que duraria um ano e meio acabou durando dois anos.

Passei um ano inteiro bestando, sem estudar muitas outras coisas além de Alemão. Talvez um pouco de finanças. Não recomendo ficar tanto tempo parado assim, a não ser que você já tenha alcançado o trabalho dos seus sonhos ou tenha algum projeto pessoal tão importante quanto. Esse ano resolvi fazer uma nova especialização, agora em Direito Penal e Processual Penal. Por que não um Mestrado? Porque sim. Você acha outras matérias mais legais ou detesta Direito? Beleza.

É meio estranho chegar lá e não conhecer mais quase ninguém. Na primeira pós teve uma galerinha que estudou comigo na graduação, que veio junto. Só teve um aluno na pós inteira até agora que eu conheço de vista e sequer lembro o nome. Mandei um oi, enquanto tentava lembrar o nome dele, sem sucesso.

Das matérias desse novo curso, consegui aproveitar 5, o que vai dar umas folgas estratégicas. Mas uma delas – Interpretação do Direito Constitucional – fiz questão de assistir, por causa do professor. Luiz Alberto David Araújo parece uma mistura de maestro e cientista, com sua icônica gravata borboleta. Uma espécie de Doctor Brown jurídico. Foi Procurador do Estado de São Paulo e Procurador da República, agora já aposentado. Aqui o currículo dele.

Great Kelsen!

Fui pesquisar e encontrei alguns vídeos de palestras dele na internet. Uma pequena sobre o Princípio Constitucional da Dignidade Humana e as Pessoas com Deficiência, sua principal área de estudo e atuação nos últimos anos, inclusive com livros publicados a respeito, e uma entrevista feita no fim do evento.

Palestra, parte 1, a partir do minuto 2m56s

Palestra, parte 2, do início até o minuto 2m21s

Entrevista, após a palestra dos vídeos acima

A seguir uma palestra realizada na FADITU, onde ele é professor-emérito, em que faz uma introdução aos princípios constitucionais, do minuto 2m20s até o  26m40s, muito semelhante à primeira aula do módulo, para na sequência tratar mais uma vez dos direitos das pessoas com necessidades especiais, com um final abrupto no minuto 29m51s (provavelmente uma falha na gravação), seguida de um momento de perguntas e respostas com os alunos e outros palestrantes.

Palestra na FADITU, sobre princípios constitucionais e direitos de pessoas com necessidades especiais

Gosto de aulas assim, com reflexão, casos práticos, menos decoreba, menos cursinhão para OAB e concursos. A segunda modalidade tem o seu valor, mas se for para a (pós-)graduação se transformar num cursinhão, melhor fechar e todos fazermos apenas preparatórios para as carreiras de interesse, mas divago.

Espero que essa nova pós seja tão proveitosa quanto foi a primeira, que eu arranje novamente colegas inteligentes para fazer os trabalhos em grupo, e que eu não perca o prazo de entrega do TCC (que vergonha).

Eu e a Bisa

Originalmente publicado no Instagram.

Clap clap clap.
– Vó, vim lhe ver!
– Entra! – Sem nem olhar pro portão baixo, fazendo um gesto com as mãos, enquanto se ajeita na cadeira de embalo – Quem é tu mesmo?
– Steven, filho da Sueli, neto do Zé Teixeira.
– Do Zé? O Zé é doido, aquele filho da p…
– Como a senhora tá?
– Tô bem. A gente vai levando né? Deus vai cuidando da gente. Ninguém vem me ver.
– Eu tô aqui pra lhe ver.
– Ah sim, quem é tu mesmo?
– Steven, filho da Sueli, neto do Zé Teixeira.
– Ah, do Zé… Ele nunca mais veio aqui. Quem cuida de mim é aquele meu neto ali. Ainda bem que tem alguém pra cuidar de mim. Avisa pra tua mãe que eu ainda tô viva tá?
– Tá bom.
– A Sueli teve quantos filhos?
– Só eu mesmo.
– Filho único é?
– É! … Cadê suas galinhas, vó?
– Me fizeram vender tudo! Agora só tem esse jabuti aí – apontando pro quintal –. Vou já matar ele pra fazer o jantar.
– A senhora lembra que hoje é seu aniversário?
– Hoje? É mesmo? – com um brilho no olhar e um sorriso no rosto –.
– É! Quantos anos a senhora tá fazendo?
– Ah, deve ser uns 80, 85.
– Não é 92 não?
– Não, não pode ser… Mas tu é filho de quem mesmo? …

Bisa

Poder e Alternância

Após os resultados das últimas eleições podemos ver que no Amazonas, onde um mesmo grupo se mantém no poder há 31 anos, independentemente de quem vença no segundo turno, este chegará a 35 anos. Em São Paulo, um mesmo partido chegou ao poder há 19 anos e recebeu a procuração popular para governar por 23 anos. Enquanto isso, parece que o Maranhão finalmente vai se livrar de um domínio familiar de 48 (!) anos.

A nossa ~jovem democracia~ é um ganho valioso e inquestionável, que deve ser defendido a todo custo. Ao mesmo tempo que também não pode ser corroído pela permanência de um mesmo partido ou grupo no poder por décadas a fio.

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Quando o mesmo coletivo se estabelece no poder por muito tempo, suas decisões começam a se afastar da busca pelo desenvolvimento da esfera em que governam e passam a visar apenas a sua própria manutenção e permanência indefinida no poder.

Poder este travestido por um quê de paternalismo apoiado na frágil ameaça de que a mera e saudável alternância de poder implodiria todo o Estado. Quando na verdade desestabilizaria apenas e nem tanto assim, o partido. E é só com essa parte que estão preocupados. Oh horror! Oh horror!

Gilberto Mestrinho (esquerda) e Plínio Coelho (direita), caminham pela Rua Barroso, em frente à Biblioteca Pública, para depois seguir em direção ao Palácio Rio Negro onde seria feita a transmissão do cargo de governador do Amazonas, em 1959. Foto: Acervo Coelho Raposo.

Não se engane: defender a manutenção de tudo como está, sem espaço pra mudanças, não é ser progressista – é ser reacionário e conservador. Nenhum partido é detentor perene da capacidade de liderar o progresso.

E os partidos hoje parecem ser ainda mais megalomaníacos que o Partido de 1984, pois não lhes é suficiente apenas o poder pelo poder. Fazem questão da riqueza, do luxo, da vida longa e da felicidade só para si, também.

Subtotal 2013

Vamos à checklist de alguns momentos de 2013 antes que ele acabe.

√ Participei de um curso de brigada de incêndio.
√ Aprendi a usar óculos escuros.
√ Perdi o Google Reader.
√ Dirigi bastante.
√ Fiz duas grandes viagens maravilhosas, muito bem acompanhado (e outra breve porém bacana também).
√ Quase fui pro Sri Lanka.
√ Voltei a escrever alguma coisa sobre história.
√ Peguei catapora.
√ Terminei uma especialização.
√ Cheguei até o fim do ano.

Obrigado a todos que estiveram por perto. Obrigado a você.

E feliz 2014! Oh where do we begin?

Micareta para Jesus

Ocorreu por volta de 27-29 E.C., de Jesus e seus 12 followers virem a Jerusalém para a Pessach, evento que é, basicamente, a Páscoa quando você nasce em um lar Judeu, e em vez do coelhinho, se comemora a fuga dos Hebreus dos domínios do Egito. Ao chegarem ao Templo de Jerusalém, já conhecido como Templo de Herodes na época porque, bem, o Rei Herodes, querendo fazer uma média com o povo Judeu que andava meio sem templo para orar, deu uma forcinha e o construiu (só para ser destruído pelos cazzi dos Romanos comedores de pizza, 5 anos depois de pronto), qual não foi a decepção de Emmanuel ao perceber a baderna que estavam fazendo na casa de seu Pai inefável.

Comerciantes vendiam e compravam animais para sacrifício, ovelhas, bois e pombas, além de cambistas que trocavam o dinheiro dos estrangeiros pela moeda local. Eis que baixou o Indiana Jones no filho de Maria e ele, de posse de um chicote, botou todo aquele covil de salteadores pra correr pra longe dali, lembrando a todos que aquela era uma casa de oração. (Mateus 21:11-13)

Jesus Jones mordido com a bagunça que fizeram na casa de seu Pai

O tempo passou, as manifestações foram se modificando ao longo do tempo e, se o próprio Elohim, que era meio sensível nos tempos do Velho Testamento, não fulminou Miriã que, em gratidão por seu Senhor ter matado centenas de soldados Egípcios afogados no Mar Vermelho, tocou um solo virtuoso de pandeiro com suas BFFs sob o sol causticante do Deserto de Sur (Êxodo 15:19-21), longe de mim condenar manifestação tão singela quanto a Marcha para Jesus.

Todos tem o direito de manifestar sua falta de religiosidade da forma como lhe convir, desde que não prejudiquem a paciência os direitos de outrem. Está na constituição que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida (…) a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política salvo para eximir-se de obrigação legal a todos imposta“, conforme os incisos VI e VIII do artigo 5º de nossa imaculada Constituição Cidadã, promulgada sob a proteção de Deus e com assinatura de José Sarney.

Constituição de 1988 – Sob a proteção de Deus e com a assinatura de Sarney

O que eu gostaria de trazer à tona é o que o Briglia, sintetizou de forma brilhante em seu mural do Facebook:

Vendo a timeline dos meus amigos de Manaus vejo várias reclamações por causa de um evento religioso chamado Marcha para Jesus. Aqui nos EUA eu nunca vi eventos de grandes proporções que atrapalhassem a vida dos que não estão participando. Aqui vejo planejamento e principalmente respeito pelo outro. Falando sobre religião, aqui ninguém tenta te enfiar Jesus, Alá, Budha, Santo-não-sei-o-quê, goela abaixo. As pessoas praticam suas diferentes religiões (e acredite, aqui existe muito mais opção do que no Brasil), mas elas fazem isso respeitando os outros. Ninguém tenta te converter te fazendo ficar parado em um congestionamento, soltando rojões ou gritando na rua. Não que o pessoal aqui seja menos fiel do que os brasileiros, a diferença está na educação. Educação é a base de tudo.

Deus criou Adão e Eva: isso mesmo, Eva e Adão.

Na circunstância trazida pelo Briglia está a situação dos EUA, mas poderia ser qualquer outro país ou cidade do Brasil, onde haja uma situação de educação um pouco melhor que a que se percebe por aqui. E antes que me digam que ninguém é contra os carnavais e bandas de rua, eu juro que não percebo diferença no rastro de sujeita e danos aos logradouros públicos.

O que Jesus acharia da marcha que fazem pra ele?

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