Subtotal 2013

Vamos à checklist de alguns momentos de 2013 antes que ele acabe.

√ Participei de um curso de brigada de incêndio.
√ Aprendi a usar óculos escuros.
√ Perdi o Google Reader.
√ Dirigi bastante.
√ Fiz duas grandes viagens maravilhosas, muito bem acompanhado (e outra breve porém bacana também).
√ Quase fui pro Sri Lanka.
√ Voltei a escrever alguma coisa sobre história.
√ Peguei catapora.
√ Terminei uma especialização.
√ Cheguei até o fim do ano.

Obrigado a todos que estiveram por perto. Obrigado a você.

E feliz 2014! Oh where do we begin?

Mercado Municipal

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus. Leia também o texto anterior, sobre a Praça da Saudade.

2013 – Detalhe do Pavilhão Frontal. Foto: Steven Conte.

Ribeira dos Comestíveis

No alvorecer do Ciclo da Borracha, a partir do fim da ante-penúltima década do século XIX, Belém e Manaus viviam os primeiros anos de seus grandes apogeus, despontando de forma meteórica como metrópoles do Norte do Brasil, num forte contraste com a situação de abandono que assolava a região até aquele momento, refletindo a nova realidade econômica em que a borracha passou a representar mais da metade das exportações brasileiras.

Nessa época, a alimentação do manauara, composta por diversos produtos da região, como a farinha, frutas, grãos, peixes e caças trazidas do interior, era geralmente comercializada na Ribeira dos Comestíveis, um aglomerado de bancas às margens do Rio Negro.

Com a migração cada vez maior de brasileiros e estrangeiros em busca da prosperidade que o ouro branco – a borracha – trazia a estas terras, crescia também a demanda pelos produtos da Ribeira. Em 1869 o presidente da Província, João Wilkens de Matos (mandato 1868-1870), conhecido como Barão de Maruiá, transferiu a feira para a Praça da Imperatriz, um quadrilátero já desaparecido, entre as atuais Avenidas Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro, Ruas Marechal Deodoro e Quintino Bocaiúva. O novo endereço, próximo aos Igarapés do Espírito Santo, do Aterro e da Ribeira, e à Ponte da Imperatriz, abrigou o comércio por 12 anos, até se tornar mais uma vez insuficiente.

Começo das Obras do Mercado Municipal

Obras de infra-estrutura se espalhavam pela cidade, que ganhava calçadas e ruas de pedras portuguesas e energia elétrica – a segunda do Brasil -, e o presidente provincial Sátiro de Oliveira Dias (mandato 1880-1881) determinou, em 1881, visando a melhoria da situação dos comerciantes, a desapropriação do terreno próximo ao porto, na Rua dos Barés, parte sudoeste do Bairro dos Remédios, hoje integrado ao Centro.

1883 – Inauguração do Mercado Adolpho Liboa – Vê-se que o muro de arrimo para contenção do aterro não estava pronto e um grupo de pessoas bem vestidas parecem participar de uma cerimônia. Há andaime no pórtico do pavilhão principal. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

No espaço foi construído, já na gestão de Alarico José Furtado (mandato 1881-1882), um galpão de alvenaria de 91.476 metros quadrados, com colunas de ferro e frente para o rio. A empresa vencedora da licitação foi a Backus & Brisbin, a mesma responsável por construções em outras cidades do Brasil, como Belém, e do Mundo, como Nova Orleans nos EUA, e Cidade do México, com ferro fundido produzido pela empresa Francisc Norton, Engineers, Liverpool, que tem seu nome gravado nas colunas do lugar. Os termos do contrato firmados por Furtado diziam:

Mercado Público – A 7 de Fevereiro último aprovei o termo de contrato que assinaram no Tesouro Provincial Backus & Brisbin, uma proposta fora aceita pela Junta daquela repartição para a construção nesta capital de um mercado de ferro e de alvenaria de pedra e tijolo. Este edifício terá pelo menos 40m sobre 41,55m de um lado e foi arrematado pela quantia de 260 contos de réis, que será paga em 5 prestações na forma do respectivo contrato. […]” In: COSTA, Cacilda Teixeira da. O sonho e a técnica: a arquitetura de ferro no Brasil, p. 133.

Mercado de Les Halles, Paris, França

Este pavilhão principal, com grandes vãos, boa luminosidade e ventilação, era constituído de módulos interligados, fruto de inspiração no mercado de Les Halles em Paris, e podia ser encomendado de acordo com a necessidade da edificação. Assim, em 15 de Julho de 1883, o presidente provincial José Lustosa da Cunha Paranaguá (mandato 1882-1884) inaugurou o Mercado Público de Manaus, o segundo do Brasil.

1889 – Porto de Manaus – Raríssima foto com tomada da antiga Ponte da Imperatriz sobre o Igarapé do Espirito Santo que ligava a parte oriental com a ocidental da cidade em frente a Igreja da Matriz. Vê-se que há uma década do final do século XIX, Manaus já apresentava intenso movimento de navios e barcos na redondeza do cais. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Lyra.

O galpão, obedecendo aos modernos padrões da arquitetura de ferro do século XIX, contava com um frontão neogótico e relógio alemão em cima do lanternim (aquela abertura na parte superior do telhado) da construção, e dentro, 20 boxes construídos sobre pedras de Lioz, um calcário especial trazido de Portugal, expunham as mercadorias. Em respeito ao trabalho de seu antecessor, manteve a data e o nome de Furtado na entrada sul do pavilhão principal como se vê até hoje.

1890 – Porto de Manaus – A partir da Ponte da Imperatriz vê-se a área compreendida entre o “Igarapé da Ribeira” e o Mercado Municipal. Em primeiro plano a “beira” de desembarque, à esquerda mais a frente a entrada do “Igarapé do Aterro” e à direita o Mercado Municipal. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido

Primeiras Ampliações

O Brasil tornara-se República, Amazonas e Pará seguiam seu forte desenvolvimento, e Manaus saltara de 52 mil para 73 mil habitantes entre 1890 e 1900. Em 1902, grandes obras de urbanização como o aterro do Igarapé do Espirito Santo e a unificação da Avenida Municipal, atual Av. Sete de Setembro já estavam concluídas, após governos dentre os quais geralmente se destaca Eduardo Ribeiro. Espaços como o mercado, apenas com um grande pavilhão central e dois pequenos pavilhões de zinco auxiliares já não estavam comportando a demanda.

1896 – Rara vista do Mercado há menos de uma década da sua construção. A construção contava com um pavilhão central e dois pavilhões laterais de ferro. Na frente que ficava para o Rio Negro o pórtico e na parte posterior para a rua dos Barés pequenas lojas já se formavam. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Fritz & Bartel.

1987 – Vista da antiga fachada posterior do Mercado que dá para a Rua dos Barés. A construção original não incluía a parte de alvenaria que conhecemos hoje e que acabou se transformando na frente do Mercado. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Arthuro Lucciani.

1897 – Como a vida era sóbria naqueles tempos…, o cavalo e as carroças faziam parte da paisagem da Cidade. O cidadão usou o poste para deixar seu cavalo. Essa é a frente do Mercado, no fim do seculo XIX. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Marie Wrigth.

1901 – Estrutura arquitetônica do Pavilhão Principal do mercado, inspirada no mercado “Les Halles de Paris” do arquiteto Victor Baltard. A foto mostra a construção original de ferro em estilo Art Nouveau. O movimento de pessoas se deve ao embarque e desembarque para o interior feito no “Cais do Mercado”. Vemos a Rua dos Barés, onde na época ficava a parte de trás, e a frente era voltada para o Rio Negro. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Álbum 1901/1902 – Coleção Jorge Herrán.

1901 – Fachada principal do Mercado com todos os prédios originais. É possível observar o frontão gótico principal, as casinhas laterais e no lanternim o relógio que veio da Alemanha. As grades da Praça Dom Pedro II ainda não tinham sido trazidas para servir de parapeito na borda do muro. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Álbum 1901/1902 – Coleção Jorge Herrán.

Circa 1907 – Postal da época, mostrando o novo Mercado Público.

Primeiramente, o prefeito Adolpho Lisboa (mandato 1904-1907), arrendou o prédio à empresa Manaós Markets, dando início à obra que deu ao Mercado sua bela fachada de alvenaria, em estilo eclético, com grande influência da Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos centros comerciais da cidade de Milão, na Itália, ao passo que o fez dar as costas ao rio (seria um prenúncio do comportamento que a cidade inteira passaria a ter ao longo dos tempos?).

Galeria Vitorio Emanuelle II, Milão, Itália

A expansão, sob a supervisão do engenheiro Felinto Santoro, contou ainda com a demolição dos pavilhões auxiliares, a construção de dois novos galpões, ornados de ferro e vidros coloridos, fornecidos pela empresa Walter MacFarlane, da Escócia, com beirais abertos, encimados por arcos de ferro. Surgiam os Pavilhões da Carne (a oeste) e do Peixe (a leste). Adolfo Lisboa concluiu a obra em 1906, colocando seu nome no novo frontão e deixando que a história se encarregasse de batizar a edificação, agora em seu novo endereço, a Rua dos Barés, n° 46.

Últimas Ampliações e Marcas da História

Para complementar os pavilhões das carnes e dos peixes, uma outra especialidade regional foi contemplada com um espaço exclusivo, construído em 1908 e inaugurado em 1909: havia agora ao sul do complexo o Pavilhão das Tartarugas. Fechado com chapas de ferro, venezianas e vidro, coberta com chapas onduladas em forma de quatro águas, desdobrando-se nas entradas, as janelas foram feitas encimadas por gradis de ferro decorados por motivos florais e as paredes ornamentadas com detalhes também de ferro, possuía iluminação a querosene.

Um observador mais atento, caminhando pelas instalações do Mercado, após a reforma, pode achar que foi desatenção dos restauradores, não terem consertado diversas perfurações no pórtico da entrada sul do pavilhão principal e em várias janelas nas laterais. Pois eles se devem ao episódio de uma batalha travada nas ruas da capital amazonense, fruto de uma disputa pelo poder. A situação foi publicada no TM História: Bombardeio de 1910, com texto extraído do Blog do Rocha, de José Martins Rocha.

2013 – Pórtico de entrada sul do Pavilhão Principal, cravejado de balas. Foto: Steven Conte.

Pavilhões Amazonas e Pará e a Escadaria Esquecida

O prefeito Jorge de Morais (mandato 1911-1913), o mesmo que encomendou a construção do Chafariz das Quimeras, também foi responsável por adições ao mercado. Por sua ordem foram construídos dois pequenos pavilhões octogonais nas duas extremidades do Pavilhão das Tartarugas, servindo de cafés e botequins, homenageando com seus nomes os estados do Amazonas e do Pará.

1896 – Praça Dom Pedro II – Após a revitalização na gestão de Adolpho Lisboa, obra do paisagista francês monsieur Léon Paulard. Gradil seria retirado na gestão de Jorge de Morais e recolocado no entorno do Mercado Adolpho Lisboa. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

Na mesma época o prefeito também determinou a retirada do gradil de ferro fundido que circundava a Praça D. Pedro II, em frente ao Paço Municipal, sua reinstalação no entorno do mercado, e a construção de uma escadaria em pedra de Lioz que, décadas depois, mesmo encoberta pelo concreto da história, hoje pode ser observada como curiosidade arqueológica no local.

Prosperidade Esborrachada

O crescimento espetacular que a borracha trouxe às capitais do Norte começou a escorrer pelas mãos à medida que os Ingleses, que levaram sementes da Hevea Brasiliensis para a Malásia, sua possessão na época, começaram a obter um maior sucesso e retorno de produção – a plantação de lá era planejada, enquanto a brasileira era natural -, ao passo que uma praga biológica e o pouco interesse do governo nacional (de olho apenas nos interesses das capitais do sudeste) em investir na borracha.

Manaus mergulhou em uma crise, amenizada apenas durante os anos 1940, com a tomada da Malásia pelos Japoneses e um curto aumento no interesse da borracha da Amazônia por parte dos Americanos.

Em 1934 o contrato com a Manaós Markets foi rescindido, trazendo de volta a administração do Mercado Adolpho Lisboa à administração municipal. Pouca coisa seria feita pelo Mercado pelos próximos 30 anos, mas pode-se destacar, resumidamente o que aconteceu ao seu redor.

Com a migração para Manaus ainda crescente, apesar da drástica diminuição das oportunidades, surgiu em 1920, entre a Ilha de Monte Cristo e a Praça dos Remédios a Cidade Flutuante. Retornaremos em um texto dedicado a este assunto futuramente, mas por ora basta dizer que foi uma extensa ocupação habitacional da orla de Manaus, chegando a alcançar a área do Mercadão, mas que findou com o governo militar, em 1967.

1972 – Aspecto da Orla com o Mercado Municipal na década de 70 e antes da construção da intervenção urbana Manaus Moderna. Vê-se que o mercado era ladeado por duas ruas que alcançavam o Rio Negro, por onde chegavam as verduras e outros gêneros e ali mesmo eram comercializados. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

Primeira Reforma e Tombamento – Manaus Modernizando

Veio a Zona Franca de Manaus em 1970, e a população de Manaus decaplicara desde a inauguração do Mercado, alcançando a marca de 470.000 pessoas. Grandes cadeias nacionais e internacionais de supermercados e lojas começaram a se instalar na capital amazonense – o Shopping CECOMIZ viria a ser construído no fim daquela década -, mercados menores começaram a ser construídos nos novos bairros da cidade, como a Feira da Panair (no Educandos) e a Feira do Bagaço (na Compensa), mas o Mercadão seguia como referência para compra de produtos frescos e de qualidade para o preparo de pratos da típica culinária local.

2013 – Boxes do Pavilhão Principal. Foto: Mário Adolfo Filho.

O prefeito Enoque Reis (mandato 1975-1979), despendeu recursos para a primeira reforma do Mercadão em 1977. E em 1º de Julho de 1987 entrou para o rol de patrimônios históricos nacionais, sendo tombado pelo IPHAN como um dos mais significativos exemplares da arquitetura de ferro do País.

2013 – Escada de ferro fundido e tijolos de barro. Foto: Steven Conte.

No começo dos anos 80 uma grande obra de aterro da orla de Manaus, entre o fim da Rua Marquês de Santa Cruz e Rua dos Andradas, uniu a Ilha de Monte Cristo ao Centro de Manaus, fazendo surgir a Av. da Manaus Moderna. Assim surgiram posteriormente a Feira da Manaus Moderna e a Feira da Banana, importantes para dar mais espaço aos produtores que já comercializavam do lado de forma do Mercado Adolpho Lisboa por falta de espaço e acesso. A avenida, entretanto, afastou o rio do mercado que lhe dera as costas.

2013 – Vista do rio do Pavilhão Frontal. Foto: Steven Conte.

Segunda Reforma – Brilho Restaurado

Trinta anos se passaram desde a última reforma do Mercadão. Um dos maiores centros de comércio de produtos regionais de Manaus estava cada dia mais degradado, diversos vidros quebrados, metais das cercas e janelas retorcidos, vários mercadores ambulantes tomando todo o espaço das calçadas em seu entorno.

Assim, o prefeito Serafim Corrêa (mandato 2005-2009) deu início em 2006 às obras de restauração total do Mercadão. Os permissionários foram realocados em áreas no entorno da obra e os tapumes foram instalados. Entretanto, por problemas com os materiais que se pretendia utilizar no restauro o IPHAN promoveu reiterados embargos e retardaram a conclusão da obra em 7 anos.

2013 – Interior do Pavilhão das Carnes. Foto: Steven Conte.

Na gestão de Arthur Neto (mandato 2013-) os trabalhos de restauração do Mercadão foram retomados, com a promessa de conclusão para o aniversário de Manaus, em 24 de Outubro de 2013. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Turismo – Manaustur, com recursos oriundos da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA e chancela do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, finalmente deu uma nova cara ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

2013 – Frontispício do Pavilhão das Carnes. Foto: Steven Conte.

Agora, a estrutura conta com um total de 182 permissionários, distribuídos em 64 boxes no Pavilhão Central, 20 no Pavilhão dos Peixes, 22 Pavilhão das Carnes, 24 no Pavilhão das Tartarugas, que por conta da proibição da venda em 1967, contará agora com produtos Hortifruti (porém mantendo o nome histórico), duas praças de alimentação com 11 boxes cada uma – conectando o Pavilhão Principal aos Pavilhões das Carnes e dos Peixes -, 19 no Pavilhão Frontal, duas bomboniéres, dois restaurantes na estrutura superior do Pavilhão Frontal com acesso por escada ou elevador, além dos Pavilhões Pará e Amazonas. A distribuição interna foi repensada, possibilitando que um pedestre possa caminhar, sem obstruções, desde a Rua dos Barés até o gradil defronte o rio. Além disso foi afixado um mural interno com detalhes e curiosidades da história dessa construção, como o Sino da Criolina, encontrado nas escavações e recuperado à sua posição original.

2013 – Arco de entrada do Pavilhão Frontal, com o Brasão do Município de Manaus. Foto: Steven Conte.

As folhas de Samambaia e Acanto no portão principal, as de Carvalho, as flores de Lis no gradil, o arco de concreto do pavilhão frontal do Mercado com rosas de Tudor da realeza britânica ao redor do brasão do Município de Manaus. As obras da Belle Époque são uma profunda mistura de influências européias e amazônicas na arquitetura das construções do período. Espera-se que assim como esse pedaço da história foi trazido de volta ao seu brilho original, outras partes da cidade, históricas ou não, recebam o mesmo cuidado, e que a população colabore na sua preservação.

Agradecimentos à Secretaria Municipal de Comunicação pelo convite à equipe do Trânsito Manaus para visitar as obras do Mercado Adolpho Lisboa.

2013 – Steven Conte, Prefeito Arthur Neto e Luiz Eduardo Leal. Foto: Márcio Noronha.

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Referências

Livros
– LEONG, Leyla Martins. Mercado Adolpho Lisboa, Manaus – 1883. In: MERCADOS de ferro do Brasil, aromas e sabores. Brasília, D.F: Instituto Terceiro Setor, 2011. p. 51-71.
– PÉRES, Roger Carpinteiro. Mercado Adolpho Lisboa: Arquitetura, História e Cultura na Amazônia.

Sites
– A Crítica – 12
Em Tempo
Fundação Joaquim Nabuco
G1
– História Murilo Benevides
– História Oral
Historiador Luiz Maia
Lord Manaus
– Manaus Sorriso
Portal Amazônia
– Wikipedia – Ciclo da Borracha
– Wikipedia – Lista de Governadores do Amazonas
– Wikipedia – Lista dos Prefeitos de Manaus
– Wikipedia – Manaus
– Wikipedia – Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Estive Dirigindo #11

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Estive dirigindo esta semana por um dos principais corredores de acesso entre a Zona Oeste e a Zona Centro-Sul de Manaus.

O percurso começou pela parte que faltou da Av. Cel. Teixeira no episódio #07, servindo como acesso à Av. do São Jorge, logradouro composto, em sua absoluta maioria, por conjuntos habitacionais, batalhões e outros departamentos das Forças Armadas.

Logo no começo da Av. do São Jorge, passado o cruzamento onde terminou o episódio piloto, destacamos o Zoológico CIGS, o maior da cidade, com animais apreendidos que não apresentavam mais capacidade se readaptar à natureza e mantido pelo Exército. Vale a visita.

Vários batalhões depois, chegamos à parte predominantemente civil do bairro do São Jorge, já começando a descer a ladeira em direção ao Igarapé da Cachoeira Grande. Se subíssemos pelo igarapé (à esquerda), há poucos metros da pista, existia uma estação de captação e bombeamento de água, construída em 1888, com 105 metros de comprimento, e de onde vinha a totalidade da água encanada da cidade começo do século.

Hoje em dia, a condição do Igarapé da Cachoeira Grande, que tem grande parque de suas margens ocupadas irregularmente e recebe a água do Igarapé do Mindu e todos os seus afluentes, não viabilizam mais o consumo. A estação está abandonada e em ruínas desde os anos 1930, quando foi desativada, por ter sido substituída pela captação da água na Ponta do Ismael.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #11 em um mapa maior

Passado esse drops de TM História (estão com saudade da série? 🙂 ), chegamos no ponto em que terminou o episódio #08 (do Complexo Gilberto Mestrinho até a Constantino Nery) e, após cruzarmos a Av. Constantino Nery, entramos na Rua Pará, que corta todo o Vieiralves, uma área que ainda que seja definida pelo Plano Diretor de Manaus como estritamente residencial, é uma das maiores concentrações comerciais da região, com muitas lojas e plazas, com muito requinte e sofisticação. #sqn

No fim da Rua Pará, entramos à esquerda na Rua Maceió, já percorrida em sentido inverso e de noite no episódio #05, passamos ao lado do Parque Municipal do Idoso, obra do prefeito do “Social Levado a Sério” Alfredo Nascimento, e a “Nova” Maceió, obra de Serafim Corrêa, ainda não devidamente registrada no Google Maps, motivo pelo qual o mapa não termina, ao contrário do vídeo, no complexo viário Complexo Miguel Arraes, aquele que passamos por baixo no episódio piloto, e por alto no episódio #06.

Gostaram do passeio?

Micareta para Jesus

Ocorreu por volta de 27-29 E.C., de Jesus e seus 12 followers virem a Jerusalém para a Pessach, evento que é, basicamente, a Páscoa quando você nasce em um lar Judeu, e em vez do coelhinho, se comemora a fuga dos Hebreus dos domínios do Egito. Ao chegarem ao Templo de Jerusalém, já conhecido como Templo de Herodes na época porque, bem, o Rei Herodes, querendo fazer uma média com o povo Judeu que andava meio sem templo para orar, deu uma forcinha e o construiu (só para ser destruído pelos cazzi dos Romanos comedores de pizza, 5 anos depois de pronto), qual não foi a decepção de Emmanuel ao perceber a baderna que estavam fazendo na casa de seu Pai inefável.

Comerciantes vendiam e compravam animais para sacrifício, ovelhas, bois e pombas, além de cambistas que trocavam o dinheiro dos estrangeiros pela moeda local. Eis que baixou o Indiana Jones no filho de Maria e ele, de posse de um chicote, botou todo aquele covil de salteadores pra correr pra longe dali, lembrando a todos que aquela era uma casa de oração. (Mateus 21:11-13)

Jesus Jones mordido com a bagunça que fizeram na casa de seu Pai

O tempo passou, as manifestações foram se modificando ao longo do tempo e, se o próprio Elohim, que era meio sensível nos tempos do Velho Testamento, não fulminou Miriã que, em gratidão por seu Senhor ter matado centenas de soldados Egípcios afogados no Mar Vermelho, tocou um solo virtuoso de pandeiro com suas BFFs sob o sol causticante do Deserto de Sur (Êxodo 15:19-21), longe de mim condenar manifestação tão singela quanto a Marcha para Jesus.

Todos tem o direito de manifestar sua falta de religiosidade da forma como lhe convir, desde que não prejudiquem a paciência os direitos de outrem. Está na constituição que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida (…) a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política salvo para eximir-se de obrigação legal a todos imposta“, conforme os incisos VI e VIII do artigo 5º de nossa imaculada Constituição Cidadã, promulgada sob a proteção de Deus e com assinatura de José Sarney.

Constituição de 1988 – Sob a proteção de Deus e com a assinatura de Sarney

O que eu gostaria de trazer à tona é o que o Briglia, sintetizou de forma brilhante em seu mural do Facebook:

Vendo a timeline dos meus amigos de Manaus vejo várias reclamações por causa de um evento religioso chamado Marcha para Jesus. Aqui nos EUA eu nunca vi eventos de grandes proporções que atrapalhassem a vida dos que não estão participando. Aqui vejo planejamento e principalmente respeito pelo outro. Falando sobre religião, aqui ninguém tenta te enfiar Jesus, Alá, Budha, Santo-não-sei-o-quê, goela abaixo. As pessoas praticam suas diferentes religiões (e acredite, aqui existe muito mais opção do que no Brasil), mas elas fazem isso respeitando os outros. Ninguém tenta te converter te fazendo ficar parado em um congestionamento, soltando rojões ou gritando na rua. Não que o pessoal aqui seja menos fiel do que os brasileiros, a diferença está na educação. Educação é a base de tudo.

Deus criou Adão e Eva: isso mesmo, Eva e Adão.

Na circunstância trazida pelo Briglia está a situação dos EUA, mas poderia ser qualquer outro país ou cidade do Brasil, onde haja uma situação de educação um pouco melhor que a que se percebe por aqui. E antes que me digam que ninguém é contra os carnavais e bandas de rua, eu juro que não percebo diferença no rastro de sujeita e danos aos logradouros públicos.

O que Jesus acharia da marcha que fazem pra ele?

Estive Dirigindo #10

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Estive dirigindo pela Avenida Buriti, a principal via de acesso às empresas do Distrito Industrial e Avenida Autaz Mirim, a principal avenida da Zona Leste, percorrendo em de norte a sul toda a sua extensão.

Primeiramente, a Av. Buriti, cujos trabalhos de construção se iniciaram em 1967, por ocasião da instalação da Zona Franca de Manaus. Ela realiza o percurso da Rotatória da Suframa até a Rotatória do Armando Mendes, passando por algumas das principais indústrias do Polo Industrial. Infelizmente existe grande discussão entre as três esferas do Executivo, a respeito da atribuição da manutenção do local, o que causa grande precariedade em sua estrutura.

Após a Rotatória do Armando Mendes, fizemos uma conversão para entrar na Av. Autaz Mirim, conhecida também como Av. Grande Circular. Construída também em decorrência da expansão industrial e populacional na Zona Leste da cidade, acabou se tornando a via da região, sobretudo por concentrar a maior parte do comércio e serviços.


Exibir trajeto do episódio Estive Dirigindo #10 em um mapa maior

No cruzamento com a Alameda Cosme Ferreira, temos o Complexo Viário Eng. Luiz Augusto Veiga Soares, em vistas de desafogar o tráfego na região da antiga Rotatória do São José, um dos locais de maior intensidade de tráfego da cidade. No canteiro central da avenida, todas as paradas de ônibus do sistema Expresso, parcial ou totalmente danificadas.

Quase encerrando o trajeto, passamos ao lado do Fórum Virtual Azarias Menescal de Vasconcelos, onde tive a oportunidade de trabalhar por um ano e obtive importantes experiências de aprendizado. Aprendi também diversos atalhos para escapar de engarrafamentos na região.

Gostaram do passeio?

Meus Podcasts Favoritos

Podcast é como um programa de rádio, mas gravado e disponibilizado para download ou streaming na Internet. Pelo menos foi o que eu expliquei pra minha tia, que me perguntou isso há algumas semanas. Popularizados com a explosão de vendas de iPods na década passada, podcasts e videocasts, vivem nova onda de crescimento com a adoção em massa de sites como SoundCloud e YouTube.

Quando esteve aqui em Manaus, em Março do ano passado, o Thássius me perguntou quais eram meus podcasts preferidos e cheguei a mostrar a ele brevemente algumas das minhas assinaturas no iTunes. Hoje resolvi fazer uma listinha para publicar aqui e compartilhar com vocês também.

Nerdcast

NerdcastAmado por muitos, odiado por outros, o Nerdcast é provavelmente o podcast mais ouvido do Brasil. Comecei a acompanhar lá pelo episódio 39, ainda usando o (saudoso) Google Reader como player até descobrir que podia assinar e receber automaticamente no iTunes, o que provavelmente ajuda a não me incomodar com uma das características pelas quais são mais criticados, que seria o excesso de piadas internas.

O Nerdcast trata de diversos temas, como filmes, livros, séries, jogos e outros assuntos da atualidade, ou não, como biologia e história, estes últimos os meus preferidos. São mais de 350 episódios, dentre os quais eu recomendaria vários, como a entrevista com o dublador Guilherme Briggs (094), a Revolução Russa (202), a Mitologia Grega (205, partes A e B), as invenções de Nicola Tesla e Thomas Edison (216), o livro 1984 de George Orwell (229), a Idade Média (279), biografia de Steve Jobs (280), as conquistas de Napoleão (289), a ascensão de Adolf Hitler (299), Asteróides e Meteoros (351), dentre outros. Mas se for para resumir em apenas 3 que vocês precisam ouvir, seriam estes:

  • NC 080 – A Batalha do Apocalipse
  • NC 186 – Isaac Asimov e seus Escravos Tchecos
  • NC 344 – O Mundo de Walt Disney

Fronteiras da Ciência

Fronteiras da CiênciaProduzido pelo Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e apresentado por Marco Idiart, Jeferson Arenzon (Físicos) e Jorge Quillfeldt (Biofísico), além da participação de diversos professores e cientistas da UFRGS. O Fronteiras da Ciência é um ótimo canal de divulgação e debates sobre as mais diversas áreas do conhecimento, desde os átomos até as margens do Universo conhecido, desde a biologia até a religião, de forma objetiva e sempre com fortes embasamentos científicos. Todos os episódios merecem o download.

Visão Histórica

Visão HistóricaUma aula de história informal, cheia de dados curiosos sobre diversos eventos históricos do Brasil e do Mundo. A periodicidade se tornou incerta em 2012 e eles passaram praticamente o ano inteiro sem gravar episódios, mas recentemente eles voltaram a produzir novos programas, inclusive com formatos diferenciados. A quem se interessa por história, a recomendação de download se estende a todos os episódios.

Papo Lendário

Papo LendárioConheci através da recomendação do escritor Eduardo Spohr, autor de um dos meus livros preferidos – A Batalha do Apocalipse -, que participou de duas edições do programa, uma tratando da Jornada do Herói e outra de seu primeiro livro. O programa trata de mitologias do mundo inteiro, desde as culturas antigas até a ficção moderna. Recomendo todos os episódios, em especial o Mitologia Apocalíptica da Batalha de Spohr, pela mesma razão que indiquei anteriormente o Nerdcast 080.

MacMagazine no Ar

MacMagazine no ArJá acompanhei por alguns anos um outro podcast de assuntos relacionados à Apple, mas desisti quando eles já estavam chegando a programas de praticamente duas horas de duração com um conteúdo que não demoraria 20 minutos para ser apresentado. Diferentemente daquele, o MacMagazine no Ar tem se mostrado um podcast com conteúdo e discussões mais objetivas, servindo como um bom complemento ao conteúdo do site. Para quem gosta do assunto, me parece a melhor opção. Como a pauta do programa é primordialmente de notícias comentadas, não tenho nenhum episódio em especial para indicar.

Tecnoblog Podcast

Tecnoblog PodcastResumo semanal de notícias de um dos melhores blogs de tecnologia do Brasil, apresentado por Thiago Mobilon, Paulo Higa, Rafael Silva e Thássius Veloso. Pode parecer tendencioso, mas fazendo o devido full disclosure, apesar de minha amizade com o editor-chefe deste site, o Tecnoblog tem de fato várias matérias interessantes e isso acaba reverberando no podcast. Eles passaram vários meses sem gravar, mas voltaram nas últimas semanas. Por se tratar de um site de notícias, não tenho indicação de episódio em especial pelo mesmo motivo da sugestão anterior.

DW – Wort der Woche

Wort der WochePra quem estuda Alemão é interessante ouvir um programa como esse, ensinando toda semana o uso de uma palavrinha nova na língua de Lutero e Goethe. Já acompanhei outras aulas de Alemão por podcasts, mas geralmente eram muito extensas e começavam a ficar cansativas. Produzido pela Deutsche Welle.

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Podcasts que não existem mais

Enquanto alguns podcasts sem tanto conteúdo seguem tendo centenas de episódios e milhares de assinantes, alguns bons eventualmente se tornam inviáveis para seus produtores que acabam arquivando o projeto. Seguem três podcasts que eu gostava bastante e que, infelizmente, não existem mais.

The Word Nerds

The Word NerdsConheci este podcast por acaso, ao procurar pelo Nerdcast na iTunes Store. É apresentado por Howard Shepherd, Dave Shepherd e Howard Chang, 3 lingüistas da região metropolitana de Washington D.C., a capital da ofuscação e dos acrônimos, que tratam de vários aspectos da língua Inglesa, de forma muito bem humorada, com um cuidado primoroso de edição, sempre sonorizando o programa com músicas cuja letra remete ao assunto do dia. Teve 120 episódios.

Podbility

PodbilityCriado pela agência publicitária Bullet de São Paulo, o Podbility era um resumo semanal de tendências não só no campo da propaganda, mas também de tecnologia, cultura pop, arte, música, dentre outros assuntos. Enquanto o programa estava na ativa cheguei a ganhar um bottom “Meu nome é estranho” e alguns créditos na iTunes Store por participar de brincadeiras que eles faziam. Teve 185 episódios.

Freakast

FreakastO Pablo Peixoto esteve em evidência durante a copa de 2010, quando fez uma sátira com o filme “Um Dia de Fúria” trocando as falas do Michael Douglas pelas de Dunga e seus infortúnios como técnico daquela seleção inglória, e depois com um mash-up entre as trilogias de Guerra nas Estrelas e Senhor dos Anéis, até que criou o videolog Qu4tro Coisas sobre o qual falarei em um próximo post, sobre videocasts. Comecei a acompanhar seu trabalho como curador de boas músicas quando apresentava o Freakast, que me apresentou a diversos clássicos do rock mundial além de diversas curiosidades. Infelizmente teve apenas 18 episódios.

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Ainda não adquiri o hábito de ouvir podcasts pelo SoundCloud, que já tem até app pra iOS e Android, mas sei que tem muito conteúdo sendo produzido por lá. Não tenho nenhuma indicação de canal além do meu pessoal, onde armazeno eventuais arquivos de áudio que complementam meus posts, mas recomendo a exploração.

Estou preparando um outro post sobre os videocasts que eu tenho acompanhado nos últimos tempos e, enquanto isso, me digam quais os podcasts que vocês mais gostam?

Subtotal 2012

Vamos à checklist dos melhores momentos do ano em que a Terra não acabou.

O ano começou com uma viagem para a Alemanha, que eu registrei na série Velho Continente, que demorou um pouco a ficar pronta. Lá pude praticar meu Alemão, aprendi a esquiar e comi muito chocolate.

No fim de Março recebi em minha casa a ilustre visita do amigo Thássius, que aproveitou a vinda a Manaus para a cobertura de um evento para o Tecnoblog.

Em Abril, recebi a notícia da convocação para tomar posse em um cargo para o qual fiz concurso em 2008. Sim, faltavam algumas semanas para prescrever. Graças ao email do Dr. Hidemberg Frota, com quem tive o prazer de trabalhar anos antes na Assessoria Jurídica da SUSAM, fiquei sabendo a tempo para fazer os exames admissionais, já que estava com passagens compradas para viajar para os EUA.

Fui aos EUA com minha mãe no fim de Abril, para prestigiar o casamento da minha avó americana, D. Ardis, que assim como a Barbie, encontrou um Ken em sua vida.

Voltei pra Manaus, tomei posse no Ministério Público, com a chancela do Dr. Evandro Paes de Farias, que me deu as boas vindas à Família do MP. Comecei a trabalhar em uma promotoria especializada na defesa do consumidor, mais especificamente nas questões de planos de saúde E de transporte público, o que foi ótimo para alguém que já vinha realizando alguns projetos sobre esse assunto (mais sobre essa parte a seguir). O mais legal foi que conheci um grupo de gente bacana que não apenas trabalha bem como também sabe se divertir juntos. São os amigos do Conselhinho.

Em Junho resolvi comprar novamente meu próprio domínio, importei meu blog antigo, aliás, importei conteúdo de diversos blogs e serviços de hospedagem que eu havia abandonado há tempos, centralizando todas as besteiras e eventuais coisas interessantes que produzi na Internet neste único endereço. Tudo isso, graças à ajuda do Ayrton “Freeman” Araújo que me ajudou a por tudo em ordem.

Voltando ao assunto do transporte público, em Novembro, depois de quase 1 ano de produção e revisões, finalmente saiu a primeira edição do Manual Ônibus Manaus, o guia impresso com o conteúdo do site Ônibus Manaus, desenvolvido pela galera esperta do Trânsito Manaus, que faz a diferença nessa cidade.

Dia 21 de Dezembro o mundo não acabou e agora que o ano se encerra, estou me preparando para uma nova viagem. Vou ser guia turístico da minha namorada pelos EUA. Finalmente passar mais que 8 horas em Nova York, além de rever alguns dos meus lugares preferidos em Washington e Orlando. E comprar um brinquedinho novo.

Esse ano eu li menos do que gostaria, continuei estudando Alemão mesmo depois da viagem, precisei parar o curso de Francês no finalzinho do ano, mas vou retomar no ano que vem, comecei uma Especialização em Direito Público, onde pude encontrar amigos do Bacharelado e assistir aulas de professores incríveis como Antônio Carlos da Ponte e Luiz Alberto David Araújo, dentre outros, palestrei pelo Trânsito Manaus em um evento na Bemol, escrevi mais para o blog que a média dos anos anteriores.

E ainda perdemos o grande arquiteto do Universo: o Niemeyer – que de tão antigo, a linha do tempo da vida dele, assim como a Mitologia Grega, começou no Caos (pode conferir no site).

Desculpas a quem eu dei menos atenção do que deveria, pois infelizmente ainda não encontrei a poção da onipresença. Obrigado a todo mundo que esteve por perto, que me ajudou e apoiou para realizar as coisas que conquistei nesse ano. E principalmente, obrigado a você.

E não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver…

Feliz 2013.

Velho Continente – dias 27 a 30 – retorno

Chegando, finalmente, ao último post sobre minha viagem para a Alemanha, convido os leitores a visitarem minha página no Instagram, onde fiz uma seleção de 199 (das mais de 2300 fotos que fiz) dos principais momentos, e aqueles que ainda não o fizeram, a visitar a série, agora completa, Velho Continente para ler todos os relatos desde o início. Espero que tenha sido interessante e talvez até útil para quem um dia pretender ir por aquelas bandas e desejo a todos uma boa viagem!

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Quinta-feira

Último dia com direito a café tirolês, nos despedimos, depois de muita conversa, da família da Maria e pegamos os 432km de estrada de volta a Heidelberg. À noite jantamos no Di Leone, um restaurante italiano que se tornou um dos nossos preferidos, em parte por causa da simpatia dos garçons, todos imigrantes da terra do gnocchi (a macarronada foi inventada na China e a pizza, no Egito), mas principalmente por causa do sabor e do ambiente de cantina italiana.

Sexta-feira

O diretor do Heidelberger Pädagogium pediu que na nossa última sexta-feira por lá, fossemos assistir mais uma aula antes de pegar o nosso certificado de participação. Eu e Luciana acordamos cedo e resolvemos parar na minha padaria preferida (Grimminger) para tomar café antes de seguir até a escola. Tudo ia bem até que ao chegarmos à parada do bonde, depois do café, os bondes simplesmente pararam de passar.

Pois é, eu que pensei que ia encerrar o relato da viagem dizendo que o sistema de transporte público alemão era infalível, tenho que admitir que é quase. O bonde demorou uma hora e meia para voltar a passar, e como não passava táxi, nem ônibus e era longe demais pra chegar na escola a pé, o jeito foi esperar mesmo, e assim, acabamos chegando à Bismarkplaz tão tarde que desistimos de ir pra escola e fomos comprar algumas lembranças na Hauptstraße.

Tínhamos marcado com nosso professor pra tomar um café na rua da escola próximo do meio dia e então fomos pra lá, mais tarde ele chegou para fazer companhia e fomos até a escola buscar nossos certificados.

De tarde fomos no museu da Alte Universität, alguns dos edifícios mais antigos ainda em uso pela Universidade de Heidelberg. Lá existe um museu de toda a história da universidade, desde o século XIV até os dias de hoje, os períodos de glória e de destruição, a influência do Nazismo e os grandes nomes que passaram por lá, especialmente na área de Medicina, Física e Química.

Ao lado existe uma sala muito adornada, usada para grandes seminários, que possui no teto 4 afrescos remetendo às quatro primeiras ciências ensinadas ali: religião, direito, medicina e artes. No centro do palanque um busco de Rupert Karl, Eleitor do Palatinado, quando Heidelberg ainda era sua capital e fundador da universidade, que hoje recebe seu nome.

À noite voltamos ao Perkeo, o primeiro restaurante em que jantamos ao chegar em Heidelberg, onde comi um Putenschnitzel. Perkeo era o nome do bobo da corte de Heidelberg, guardião do barril de que falei no post anterior.

Sábado

Para o café, nosso professor saiu para a padaria sozinho e trouxe alguns croissants. Mais tarde saímos para devolver o carro à locadora e almoçar no Dinea.

À noite, fomos jantar no Di Leone, mas infelizmente estava fechado. O jeito foi pegar o bonde observando os restaurantes no caminho de volta pra casa, até avistarmos o Pizza Pronta. Entramos e pedimos duas pizzas grandes. O lugar era propriedade de um iraniano, e na televisão passava em um canal espécie de Zorra Total Alemã, que depois foi mudado para o de uma emissora de Marrocos.

A pizza estava boa e comemoramos o sucesso da viagem e da globalização com 3 brasileiros e um austríaco comendo um prato cino-italiano, no restaurante de um iraniano, assistindo uma novela marroquina na Alemanha. Quando chegamos de volta no alojamento, percebi que tinha esquecido minha boina no restaurante e voltei sozinho para buscar, pelas 10 da noite. Me sentia seguro vagando pelas calçadas, apesar da cidade praticamente deserta naquela hora.

Sexta de manhã tínhamos contratado um táxi para nos buscar no alojamento. Mas quando o carro chegou, apesar de termos explicado que éramos 5 pessoas e tínhamos várias bagagens, mandaram um carro pequeno demais pra essa carga toda. Por sorte, havia outro taxista com um carro maior por perto, menos àquela hora da madrugada e em 10 minutos ele estava lá para nos levar a Frankfurt, onde pegaríamos nosso avião de volta pra casa.

Caminho de Volta

Enquanto nos despedíamos de Heidelberg, pela primeira vez desde que chegamos começou a nevar naquela cidade, formando uma pequena camada branca sobre a lataria dos carros. Aquela neve era prenúncio de uma das mais fortes frentes frias dos últimos tempos na Europa, conforme noticiariam os jornais da semana seguinte. Em Frankfurt (FRA) tomamos o avião para Amsterdã.

No Schiphol (AMS), ao aproveitar a meia hora de wifi de que tinha direito, fui fazer um checkin no Foursquare e vi que meu amigo Victor Pencak, havia feito o mesmo há poucos minutos. Infelizmente já tínhamos passado por barreiras de segurança que dariam trabalho demais serem traspassadas e o encontro teve que ficar para a próxima oportunidade.

Mas, depois de 8 horas de voo até Guarulhos (GRU), os amigos Thássius, Natália e Raphaella (o primeiro conheci pessoalmente naquele momento e as duas eu não via há 6 anos), foram me encontrar no saguão do aeroporto, onde pudemos passar uma horinha conversando até a chamada para a última parte do meu trajeto. A conversa estava tão boa que por uma questão de 15 segundos eu não perdi o ônibus que conduzia ao avião para Manaus.

Finalmente em Manaus (MAO), fui recebido por meus pais, namorada e um amigo, com balões amarelos personalizados. Abraços apertados. Estava de volta em casa.

Auf Wiedersehen!

Velho Continente – dias 24 a 26

Dando prosseguimento ao relato da minha viagem à Alemanha, no que penso ser o penúltimo post da série, aqui iniciamos nossa aventura em direção à Austria, o melhor país do mundo segundo os austríacos. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

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Segunda-feira

Ainda no estado de Bayern (Baviera ou Bavária), na Alemanha, dava pra perceber cada vez mais, pequenas elevações na lateral da estrada. Até que atravessa-se um túnel bem na fronteira entre os dois países, que mais parece um portal para outra dimensão.

Quando você sai do outro lado é recepcionado com um pórtico dando as boas vindas ao Tirol, mas, mais do que isso, os imensos blocos de pedra cobertos de gelo dão uma ideia de quão fantástica é essa área que abrange o leste da Áustria, boa parte da Suíça e o norte da Itália.

Paramos no posto para usar o banheiro e esticar as pernas e aproveitei para comprar um Almdudler, um refrigerante tradicional austríaco, feito com ervas dos Alpes. Tem gosto de guaraná.

Dirigindo por encostas rochosas, beirando precipícios, atravessando campos outrora verdejantes, agora totalmente cobertos pela neve, chegamos a Innsbruck, uma cidade situada dentro de um vale, rodeada por grandes montanhas e cortada pelo rio Inn, da qual recebe o nome. Nos postes das ruas, faixas celebravam a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude.

De lá, atravessamos pela Ponte Europa (a mais alta do mundo), até pegarmos a estrada que levava à região do Stubaital, onde fica Mieders, uma pequena cidade de 1.756 habitantes ao sul de Innsbruck, 437km distante de Heidelberg. Lá fomos recepcionados na pousada da dona Maria, do seu Georg e da Monica, filha do casal. Maria era uma conhecida de longa data de nosso professor. Eles prepararam uma deliciosa macarronada para o jantar.

Terça-feira

Acordamos com -10°C lá fora. Tomamos nosso desjejum tirolês reforçado, com muitos pães, geléias, queijos, ovos, leite café e frutas e saímos para, primeiro de tudo, limpar a neve que escondeu nosso carro durante a noite.

Depois fomos até uma loja próxima alugar equipamentos de esqui, exatamente, fomos até uma estação de esqui das pequenas, onde aprendi a cair com estilo. E como caí. Eu peguei tanta queda tentando esquiar que temi pela integridade dos meus joelhos. Sorte que o professor, apesar de austríaco, aprendeu com os brasileiros a não desistir nunca e teve paciência de continuar dando boas dicas até o fim da brincadeira. O dia estava muito nublado, chovia e nevava (ver a neve nevando, finalmente o/ ), o que exigia cada mais esforço.

Saímos para fazer um passeio pelas montanhas até o fim da estrada que atravessa o Stubaital, chegando ao teleférico que leva à montanha de Mutterberg. Decidimos que iríamos subir no teleférico no dia seguinte, pois a névoa daquele momento não ia permitir ver muita coisa. Tomamos um lanche no caminho e voltamos pra casa para descansar.

De noite a dona Maria preparou um Sauerkraut pra gente e eu superei o medo que tinham me feito de que era algo horrível, azedo, sem graça. Era gostoso em cima de uma espécie de pão frito que ela também preparou, e que também serviu, com geléia por cima, de sobremesa. Uma vizinha chegou de surpresa para falar com a dona Maria, e acabou sentando à mesa e comendo conosco, algo que eu imaginara até então não ser comum naquelas terras.

Quarta-feira

Apesar dos -10°C lá fora, não nevou durante a noite e o céu (e o nosso carro) amanheceram limpos e reluzentes. Após um reforçado café tirolês, rumamos para a estação teleférica de Mutterberg, compramos nossos tickets e fomos alçados, primeiramente, a 2.900 metros acima do nível do mar, onde paramos para nos ambientar à altitude.

Depois, pegamos a segunda etapa do teleférico, e subimos até 3.300 metros acima do nível do mar, na estação final, onde o termômetro marcava -18°C. Lá havia um restaurante com vista panorâmica para a cordilheira do Tirol. Ali pude ver, há menos de 10km de distância, a Itália, tal como Moisés viu a terra prometida.

Sim, estava feliz por estar presenciando uma vista tão bonita e ao mesmo tempo triste por estar tão próximo da Itália e não ter chegado a pisar em seu solo. No restaurante pedi um Apfelstrudel com cobertura de leite condensado e um chocolate quente.

Descemos o teleférico e voltamos para a estação de esqui de Mieders, onde voltei a praticar quedas sobre esquis. E depois de 5 tentativas, finalmente consegui fazer um percurso completo sem quedas.

Voltamos para a pousada para descansar, e de noite fomos a um restaurante em Fulpmes, onde fizemos um jantar de despedida e agradecimento à família da Maria que nos recebeu tão bem por lá.

Velho Continente – dias 22 e 23

Faltou contar no último dia relatado no post anterior sobre a viagem que, ainda na sexta-feira, fomos de tarde ao Castelo de Heidelberg. Sim, eu sei que já faz quase um ano desde que voltei, mas estou realmente disposto a terminar de escrever sobre tudo que aconteceu por lá, não apenas como um memorial pessoal, mas também como uma breve compilação de dicas para quem um dia resolver visitar algum desses lugares. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

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Tarde da Sexta-feira

Para chegar no castelo você pode descer na estação da Bismarkplatz e ir a pé pela Hauptstraße até a estação do bonde vertical que leva os passageiros ao alto da montanha onde estão os restos do castelo.

O Castelo de Heidelberg começou a ser construído no século XIII, ainda como uma fortaleza de paredes bem espessas e detalhes mais rústicos, reflexo do estilo de construção necessária para suportar as guerras travadas naquele século, passando por diversas mudanças e ampliações até ser destruído pelo rei francês Luís XIV. Sucessivos eventos de destruições e reconstruções tornaram o castelo da forma como é hoje, repleto de estilos de construção de diferentes épocas.

Do castelo é possível ter uma incrível vista da cidade, que surgiu justamente dentro das muradas derivadas do castelo na descida da montanha, acompanhando as margens do Rio Neckar. Acredito que apenas nos últimos 70 anos o crescimento passou a ser maior para as zonas norte e sul da cidade.

Heidelberg não se expande para o leste por causa da imensa montanha onde está o castelo, praticamente solitário. E nos extremos das zonas oeste e sul existem áreas de cultivo. No horizonte distante é possível ver um grande complexo industrial.

No porão da edificação principal do castelo está o maior barril do mundo, no Fassbau (Edificação do Barril). A ordem de construção foi dada por Johann Kasimir von Pfalz-Simmern, entre 1589 e 1592, conectando-o ao salão do rei para, na ocasião de festas, permitir o rápido acesso à bebida.

Na construção à direita está o Museu da Farmácia Alemã, onde você encontra um histórico do desenvolvimento da farmacologia naquele país, desde as primeiras substâncias pesquisadas, os estudos de alquimia, as primeiras ferramentas, processos de industrialização, fabricação de pílulas, uso medicinal da cannabis sativa e do ópio etc.

Sábado

No dia seguinte ao término das aulas do curso alugamos uma Mercedes (era o mais barato que havia, juro) e fomos conhecer o Castelo Hohenzollern, que fica a 180km de Heidelberg. Já no estacionamento eu pisei na neve pela primeira vez.

O Castelo Hohenzollern, fica entre as cidades de Hechingen e Bisingen, sendo morada de condes desde o século XI, passando a ser residência da família Hohenzollern, que governou a Prússia, Brandemburgo e o Império Alemão até o final da Primeira Guerra Mundial, e passando, ao longo do tempo, por 2 grandes destruições, uma em 1423 e outra no século XIX. A partir da década de 1950, o castelo passou a ser uma atração turística, apesar de ainda ser uma propriedade privada.

Na parte de dentro do castelo não é permitido tirar nenhum tipo de foto (mesmo sem flash). Os cômodos são muito bonitos e ornamentados com madeiras e metais, apesar de um pouco pequenos, mas de qualquer janela é possível ter uma visão incrível dos vales ao redor da montanha onde está erigido o castelo.

Ao descer da montanha fomos a um restaurante alemão daqueles bem roots, o Hofgut Domäne, que lembra aquelas tavernas medievais, ou a cozinha de um hobbit, se você preferir assim, com paredes e estruturas de pedra e madeira, e as garçonetes tomavam chopp durante o expediente. Jantei um Maltaschen e de sobremesa uma Stracciatella.

Domingo

Domingo de manhã saímos cedo e dirigimos 252km até o Grão-Ducado de Luxemburgo, ou Grousherzogdem Lëtzebuerg, um país localizado bem na interseção da Alemanha, França e Bélgica. Nesse lugar se fala Alemão, Francês e Luxemburguês, que é uma mistura dos dois primeiros. Os documentos oficiais são redigidos em Luxemburguês, mas notei que praticamente todas as placas informativas estavam em Francês.

Fruto de diversas disputas territoriais desde o século IX, Luxemburgo só assumiu a sua forma atual após a queda do Terceiro Reich, tendo sido membro fundador da ONU, da União Europeia e sede da criação da Constituição da União Europeia, esta, em 2005.

Ao chegar na cidade fomos recebidos por uma música tradicional Luxemburguesa: Ai se eu te pego. Deixamos o carro em um estacionamento subterrâneo (o estacionamento tinha 4 andares para baixo!) e fomos caminhar do centro histórico da Haute Ville (Cidade Alta).

Passamos ao lado da Place d’Armes, do Théâtre National, visitamos a Notre-Dame de Luxembourg, e caminhamos em frente à Hôtel de la Chambre des Deputes e o Palais du Grand-Duché de Luxembourg. Depois fomos até o Museu de História Natural de Luxemburgo. Hans, Ada e Tatiana foram fazer o tour do museu. Eu e Luciana resolvemos voltar a andar pela cidade, comprar alguns presentes e encontramos um café meio escondido, mas em frente ao palácio, onde comemos brownie e tomamos chocolate quente.

Mais tarde, quando encontramos o resto do grupo, fomos atrás e encontramos um restaurante que servia fondue. Chegamos a entrar no restaurante, mas quando vimos o preço e o aviso da garçonete (portuguesa) de que não poderíamos pedir apenas uma ou duas ordens para o grupo comer ali mesmo, acabamos desistindo. Sei lá como é o Código de Defesa do Consumidor Luxemburguês.

Continuamos andando pelo centro até encontrar a Gelato Italiano, onde acabamos jantando. Golpe de sorte, apesar de a wifi do lugar ser trancada, a senha era, surpresa, “italiano”.

Apesar da proximidade com a Alemanha, a impressão que eu tive foi a de que a arquitetura, a culinária, as roupas e os hábitos dos Luxemburgueses são predominantemente influenciados pela França.

No retorno pra casa eu dirigi em uma Autobahn pela primeira vez. 😀

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