Mercado Municipal

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus. Leia também o texto anterior, sobre a Praça da Saudade.

2013 – Detalhe do Pavilhão Frontal. Foto: Steven Conte.

Ribeira dos Comestíveis

No alvorecer do Ciclo da Borracha, a partir do fim da ante-penúltima década do século XIX, Belém e Manaus viviam os primeiros anos de seus grandes apogeus, despontando de forma meteórica como metrópoles do Norte do Brasil, num forte contraste com a situação de abandono que assolava a região até aquele momento, refletindo a nova realidade econômica em que a borracha passou a representar mais da metade das exportações brasileiras.

Nessa época, a alimentação do manauara, composta por diversos produtos da região, como a farinha, frutas, grãos, peixes e caças trazidas do interior, era geralmente comercializada na Ribeira dos Comestíveis, um aglomerado de bancas às margens do Rio Negro.

Com a migração cada vez maior de brasileiros e estrangeiros em busca da prosperidade que o ouro branco – a borracha – trazia a estas terras, crescia também a demanda pelos produtos da Ribeira. Em 1869 o presidente da Província, João Wilkens de Matos (mandato 1868-1870), conhecido como Barão de Maruiá, transferiu a feira para a Praça da Imperatriz, um quadrilátero já desaparecido, entre as atuais Avenidas Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro, Ruas Marechal Deodoro e Quintino Bocaiúva. O novo endereço, próximo aos Igarapés do Espírito Santo, do Aterro e da Ribeira, e à Ponte da Imperatriz, abrigou o comércio por 12 anos, até se tornar mais uma vez insuficiente.

Começo das Obras do Mercado Municipal

Obras de infra-estrutura se espalhavam pela cidade, que ganhava calçadas e ruas de pedras portuguesas e energia elétrica – a segunda do Brasil -, e o presidente provincial Sátiro de Oliveira Dias (mandato 1880-1881) determinou, em 1881, visando a melhoria da situação dos comerciantes, a desapropriação do terreno próximo ao porto, na Rua dos Barés, parte sudoeste do Bairro dos Remédios, hoje integrado ao Centro.

1883 – Inauguração do Mercado Adolpho Liboa – Vê-se que o muro de arrimo para contenção do aterro não estava pronto e um grupo de pessoas bem vestidas parecem participar de uma cerimônia. Há andaime no pórtico do pavilhão principal. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

No espaço foi construído, já na gestão de Alarico José Furtado (mandato 1881-1882), um galpão de alvenaria de 91.476 metros quadrados, com colunas de ferro e frente para o rio. A empresa vencedora da licitação foi a Backus & Brisbin, a mesma responsável por construções em outras cidades do Brasil, como Belém, e do Mundo, como Nova Orleans nos EUA, e Cidade do México, com ferro fundido produzido pela empresa Francisc Norton, Engineers, Liverpool, que tem seu nome gravado nas colunas do lugar. Os termos do contrato firmados por Furtado diziam:

Mercado Público – A 7 de Fevereiro último aprovei o termo de contrato que assinaram no Tesouro Provincial Backus & Brisbin, uma proposta fora aceita pela Junta daquela repartição para a construção nesta capital de um mercado de ferro e de alvenaria de pedra e tijolo. Este edifício terá pelo menos 40m sobre 41,55m de um lado e foi arrematado pela quantia de 260 contos de réis, que será paga em 5 prestações na forma do respectivo contrato. […]” In: COSTA, Cacilda Teixeira da. O sonho e a técnica: a arquitetura de ferro no Brasil, p. 133.

Mercado de Les Halles, Paris, França

Este pavilhão principal, com grandes vãos, boa luminosidade e ventilação, era constituído de módulos interligados, fruto de inspiração no mercado de Les Halles em Paris, e podia ser encomendado de acordo com a necessidade da edificação. Assim, em 15 de Julho de 1883, o presidente provincial José Lustosa da Cunha Paranaguá (mandato 1882-1884) inaugurou o Mercado Público de Manaus, o segundo do Brasil.

1889 – Porto de Manaus – Raríssima foto com tomada da antiga Ponte da Imperatriz sobre o Igarapé do Espirito Santo que ligava a parte oriental com a ocidental da cidade em frente a Igreja da Matriz. Vê-se que há uma década do final do século XIX, Manaus já apresentava intenso movimento de navios e barcos na redondeza do cais. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Lyra.

O galpão, obedecendo aos modernos padrões da arquitetura de ferro do século XIX, contava com um frontão neogótico e relógio alemão em cima do lanternim (aquela abertura na parte superior do telhado) da construção, e dentro, 20 boxes construídos sobre pedras de Lioz, um calcário especial trazido de Portugal, expunham as mercadorias. Em respeito ao trabalho de seu antecessor, manteve a data e o nome de Furtado na entrada sul do pavilhão principal como se vê até hoje.

1890 – Porto de Manaus – A partir da Ponte da Imperatriz vê-se a área compreendida entre o “Igarapé da Ribeira” e o Mercado Municipal. Em primeiro plano a “beira” de desembarque, à esquerda mais a frente a entrada do “Igarapé do Aterro” e à direita o Mercado Municipal. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido

Primeiras Ampliações

O Brasil tornara-se República, Amazonas e Pará seguiam seu forte desenvolvimento, e Manaus saltara de 52 mil para 73 mil habitantes entre 1890 e 1900. Em 1902, grandes obras de urbanização como o aterro do Igarapé do Espirito Santo e a unificação da Avenida Municipal, atual Av. Sete de Setembro já estavam concluídas, após governos dentre os quais geralmente se destaca Eduardo Ribeiro. Espaços como o mercado, apenas com um grande pavilhão central e dois pequenos pavilhões de zinco auxiliares já não estavam comportando a demanda.

1896 – Rara vista do Mercado há menos de uma década da sua construção. A construção contava com um pavilhão central e dois pavilhões laterais de ferro. Na frente que ficava para o Rio Negro o pórtico e na parte posterior para a rua dos Barés pequenas lojas já se formavam. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Fritz & Bartel.

1987 – Vista da antiga fachada posterior do Mercado que dá para a Rua dos Barés. A construção original não incluía a parte de alvenaria que conhecemos hoje e que acabou se transformando na frente do Mercado. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Arthuro Lucciani.

1897 – Como a vida era sóbria naqueles tempos…, o cavalo e as carroças faziam parte da paisagem da Cidade. O cidadão usou o poste para deixar seu cavalo. Essa é a frente do Mercado, no fim do seculo XIX. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Marie Wrigth.

1901 – Estrutura arquitetônica do Pavilhão Principal do mercado, inspirada no mercado “Les Halles de Paris” do arquiteto Victor Baltard. A foto mostra a construção original de ferro em estilo Art Nouveau. O movimento de pessoas se deve ao embarque e desembarque para o interior feito no “Cais do Mercado”. Vemos a Rua dos Barés, onde na época ficava a parte de trás, e a frente era voltada para o Rio Negro. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Álbum 1901/1902 – Coleção Jorge Herrán.

1901 – Fachada principal do Mercado com todos os prédios originais. É possível observar o frontão gótico principal, as casinhas laterais e no lanternim o relógio que veio da Alemanha. As grades da Praça Dom Pedro II ainda não tinham sido trazidas para servir de parapeito na borda do muro. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Álbum 1901/1902 – Coleção Jorge Herrán.

Circa 1907 – Postal da época, mostrando o novo Mercado Público.

Primeiramente, o prefeito Adolpho Lisboa (mandato 1904-1907), arrendou o prédio à empresa Manaós Markets, dando início à obra que deu ao Mercado sua bela fachada de alvenaria, em estilo eclético, com grande influência da Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos centros comerciais da cidade de Milão, na Itália, ao passo que o fez dar as costas ao rio (seria um prenúncio do comportamento que a cidade inteira passaria a ter ao longo dos tempos?).

Galeria Vitorio Emanuelle II, Milão, Itália

A expansão, sob a supervisão do engenheiro Felinto Santoro, contou ainda com a demolição dos pavilhões auxiliares, a construção de dois novos galpões, ornados de ferro e vidros coloridos, fornecidos pela empresa Walter MacFarlane, da Escócia, com beirais abertos, encimados por arcos de ferro. Surgiam os Pavilhões da Carne (a oeste) e do Peixe (a leste). Adolfo Lisboa concluiu a obra em 1906, colocando seu nome no novo frontão e deixando que a história se encarregasse de batizar a edificação, agora em seu novo endereço, a Rua dos Barés, n° 46.

Últimas Ampliações e Marcas da História

Para complementar os pavilhões das carnes e dos peixes, uma outra especialidade regional foi contemplada com um espaço exclusivo, construído em 1908 e inaugurado em 1909: havia agora ao sul do complexo o Pavilhão das Tartarugas. Fechado com chapas de ferro, venezianas e vidro, coberta com chapas onduladas em forma de quatro águas, desdobrando-se nas entradas, as janelas foram feitas encimadas por gradis de ferro decorados por motivos florais e as paredes ornamentadas com detalhes também de ferro, possuía iluminação a querosene.

Um observador mais atento, caminhando pelas instalações do Mercado, após a reforma, pode achar que foi desatenção dos restauradores, não terem consertado diversas perfurações no pórtico da entrada sul do pavilhão principal e em várias janelas nas laterais. Pois eles se devem ao episódio de uma batalha travada nas ruas da capital amazonense, fruto de uma disputa pelo poder. A situação foi publicada no TM História: Bombardeio de 1910, com texto extraído do Blog do Rocha, de José Martins Rocha.

2013 – Pórtico de entrada sul do Pavilhão Principal, cravejado de balas. Foto: Steven Conte.

Pavilhões Amazonas e Pará e a Escadaria Esquecida

O prefeito Jorge de Morais (mandato 1911-1913), o mesmo que encomendou a construção do Chafariz das Quimeras, também foi responsável por adições ao mercado. Por sua ordem foram construídos dois pequenos pavilhões octogonais nas duas extremidades do Pavilhão das Tartarugas, servindo de cafés e botequins, homenageando com seus nomes os estados do Amazonas e do Pará.

1896 – Praça Dom Pedro II – Após a revitalização na gestão de Adolpho Lisboa, obra do paisagista francês monsieur Léon Paulard. Gradil seria retirado na gestão de Jorge de Morais e recolocado no entorno do Mercado Adolpho Lisboa. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

Na mesma época o prefeito também determinou a retirada do gradil de ferro fundido que circundava a Praça D. Pedro II, em frente ao Paço Municipal, sua reinstalação no entorno do mercado, e a construção de uma escadaria em pedra de Lioz que, décadas depois, mesmo encoberta pelo concreto da história, hoje pode ser observada como curiosidade arqueológica no local.

Prosperidade Esborrachada

O crescimento espetacular que a borracha trouxe às capitais do Norte começou a escorrer pelas mãos à medida que os Ingleses, que levaram sementes da Hevea Brasiliensis para a Malásia, sua possessão na época, começaram a obter um maior sucesso e retorno de produção – a plantação de lá era planejada, enquanto a brasileira era natural -, ao passo que uma praga biológica e o pouco interesse do governo nacional (de olho apenas nos interesses das capitais do sudeste) em investir na borracha.

Manaus mergulhou em uma crise, amenizada apenas durante os anos 1940, com a tomada da Malásia pelos Japoneses e um curto aumento no interesse da borracha da Amazônia por parte dos Americanos.

Em 1934 o contrato com a Manaós Markets foi rescindido, trazendo de volta a administração do Mercado Adolpho Lisboa à administração municipal. Pouca coisa seria feita pelo Mercado pelos próximos 30 anos, mas pode-se destacar, resumidamente o que aconteceu ao seu redor.

Com a migração para Manaus ainda crescente, apesar da drástica diminuição das oportunidades, surgiu em 1920, entre a Ilha de Monte Cristo e a Praça dos Remédios a Cidade Flutuante. Retornaremos em um texto dedicado a este assunto futuramente, mas por ora basta dizer que foi uma extensa ocupação habitacional da orla de Manaus, chegando a alcançar a área do Mercadão, mas que findou com o governo militar, em 1967.

1972 – Aspecto da Orla com o Mercado Municipal na década de 70 e antes da construção da intervenção urbana Manaus Moderna. Vê-se que o mercado era ladeado por duas ruas que alcançavam o Rio Negro, por onde chegavam as verduras e outros gêneros e ali mesmo eram comercializados. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

Primeira Reforma e Tombamento – Manaus Modernizando

Veio a Zona Franca de Manaus em 1970, e a população de Manaus decaplicara desde a inauguração do Mercado, alcançando a marca de 470.000 pessoas. Grandes cadeias nacionais e internacionais de supermercados e lojas começaram a se instalar na capital amazonense – o Shopping CECOMIZ viria a ser construído no fim daquela década -, mercados menores começaram a ser construídos nos novos bairros da cidade, como a Feira da Panair (no Educandos) e a Feira do Bagaço (na Compensa), mas o Mercadão seguia como referência para compra de produtos frescos e de qualidade para o preparo de pratos da típica culinária local.

2013 – Boxes do Pavilhão Principal. Foto: Mário Adolfo Filho.

O prefeito Enoque Reis (mandato 1975-1979), despendeu recursos para a primeira reforma do Mercadão em 1977. E em 1º de Julho de 1987 entrou para o rol de patrimônios históricos nacionais, sendo tombado pelo IPHAN como um dos mais significativos exemplares da arquitetura de ferro do País.

2013 – Escada de ferro fundido e tijolos de barro. Foto: Steven Conte.

No começo dos anos 80 uma grande obra de aterro da orla de Manaus, entre o fim da Rua Marquês de Santa Cruz e Rua dos Andradas, uniu a Ilha de Monte Cristo ao Centro de Manaus, fazendo surgir a Av. da Manaus Moderna. Assim surgiram posteriormente a Feira da Manaus Moderna e a Feira da Banana, importantes para dar mais espaço aos produtores que já comercializavam do lado de forma do Mercado Adolpho Lisboa por falta de espaço e acesso. A avenida, entretanto, afastou o rio do mercado que lhe dera as costas.

2013 – Vista do rio do Pavilhão Frontal. Foto: Steven Conte.

Segunda Reforma – Brilho Restaurado

Trinta anos se passaram desde a última reforma do Mercadão. Um dos maiores centros de comércio de produtos regionais de Manaus estava cada dia mais degradado, diversos vidros quebrados, metais das cercas e janelas retorcidos, vários mercadores ambulantes tomando todo o espaço das calçadas em seu entorno.

Assim, o prefeito Serafim Corrêa (mandato 2005-2009) deu início em 2006 às obras de restauração total do Mercadão. Os permissionários foram realocados em áreas no entorno da obra e os tapumes foram instalados. Entretanto, por problemas com os materiais que se pretendia utilizar no restauro o IPHAN promoveu reiterados embargos e retardaram a conclusão da obra em 7 anos.

2013 – Interior do Pavilhão das Carnes. Foto: Steven Conte.

Na gestão de Arthur Neto (mandato 2013-) os trabalhos de restauração do Mercadão foram retomados, com a promessa de conclusão para o aniversário de Manaus, em 24 de Outubro de 2013. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Turismo – Manaustur, com recursos oriundos da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA e chancela do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, finalmente deu uma nova cara ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

2013 – Frontispício do Pavilhão das Carnes. Foto: Steven Conte.

Agora, a estrutura conta com um total de 182 permissionários, distribuídos em 64 boxes no Pavilhão Central, 20 no Pavilhão dos Peixes, 22 Pavilhão das Carnes, 24 no Pavilhão das Tartarugas, que por conta da proibição da venda em 1967, contará agora com produtos Hortifruti (porém mantendo o nome histórico), duas praças de alimentação com 11 boxes cada uma – conectando o Pavilhão Principal aos Pavilhões das Carnes e dos Peixes -, 19 no Pavilhão Frontal, duas bomboniéres, dois restaurantes na estrutura superior do Pavilhão Frontal com acesso por escada ou elevador, além dos Pavilhões Pará e Amazonas. A distribuição interna foi repensada, possibilitando que um pedestre possa caminhar, sem obstruções, desde a Rua dos Barés até o gradil defronte o rio. Além disso foi afixado um mural interno com detalhes e curiosidades da história dessa construção, como o Sino da Criolina, encontrado nas escavações e recuperado à sua posição original.

2013 – Arco de entrada do Pavilhão Frontal, com o Brasão do Município de Manaus. Foto: Steven Conte.

As folhas de Samambaia e Acanto no portão principal, as de Carvalho, as flores de Lis no gradil, o arco de concreto do pavilhão frontal do Mercado com rosas de Tudor da realeza britânica ao redor do brasão do Município de Manaus. As obras da Belle Époque são uma profunda mistura de influências européias e amazônicas na arquitetura das construções do período. Espera-se que assim como esse pedaço da história foi trazido de volta ao seu brilho original, outras partes da cidade, históricas ou não, recebam o mesmo cuidado, e que a população colabore na sua preservação.

Agradecimentos à Secretaria Municipal de Comunicação pelo convite à equipe do Trânsito Manaus para visitar as obras do Mercado Adolpho Lisboa.

2013 – Steven Conte, Prefeito Arthur Neto e Luiz Eduardo Leal. Foto: Márcio Noronha.

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Referências

Livros
– LEONG, Leyla Martins. Mercado Adolpho Lisboa, Manaus – 1883. In: MERCADOS de ferro do Brasil, aromas e sabores. Brasília, D.F: Instituto Terceiro Setor, 2011. p. 51-71.
– PÉRES, Roger Carpinteiro. Mercado Adolpho Lisboa: Arquitetura, História e Cultura na Amazônia.

Sites
– A Crítica – 12
Em Tempo
Fundação Joaquim Nabuco
G1
– História Murilo Benevides
– História Oral
Historiador Luiz Maia
Lord Manaus
– Manaus Sorriso
Portal Amazônia
– Wikipedia – Ciclo da Borracha
– Wikipedia – Lista de Governadores do Amazonas
– Wikipedia – Lista dos Prefeitos de Manaus
– Wikipedia – Manaus
– Wikipedia – Mercado Municipal Adolpho Lisboa

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