Subtotal 2013

Vamos à checklist de alguns momentos de 2013 antes que ele acabe.

√ Participei de um curso de brigada de incêndio.
√ Aprendi a usar óculos escuros.
√ Perdi o Google Reader.
√ Dirigi bastante.
√ Fiz duas grandes viagens maravilhosas, muito bem acompanhado (e outra breve porém bacana também).
√ Quase fui pro Sri Lanka.
√ Voltei a escrever alguma coisa sobre história.
√ Peguei catapora.
√ Terminei uma especialização.
√ Cheguei até o fim do ano.

Obrigado a todos que estiveram por perto. Obrigado a você.

E feliz 2014! Oh where do we begin?

Mercado Municipal

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus. Leia também o texto anterior, sobre a Praça da Saudade.

2013 – Detalhe do Pavilhão Frontal. Foto: Steven Conte.

Ribeira dos Comestíveis

No alvorecer do Ciclo da Borracha, a partir do fim da ante-penúltima década do século XIX, Belém e Manaus viviam os primeiros anos de seus grandes apogeus, despontando de forma meteórica como metrópoles do Norte do Brasil, num forte contraste com a situação de abandono que assolava a região até aquele momento, refletindo a nova realidade econômica em que a borracha passou a representar mais da metade das exportações brasileiras.

Nessa época, a alimentação do manauara, composta por diversos produtos da região, como a farinha, frutas, grãos, peixes e caças trazidas do interior, era geralmente comercializada na Ribeira dos Comestíveis, um aglomerado de bancas às margens do Rio Negro.

Com a migração cada vez maior de brasileiros e estrangeiros em busca da prosperidade que o ouro branco – a borracha – trazia a estas terras, crescia também a demanda pelos produtos da Ribeira. Em 1869 o presidente da Província, João Wilkens de Matos (mandato 1868-1870), conhecido como Barão de Maruiá, transferiu a feira para a Praça da Imperatriz, um quadrilátero já desaparecido, entre as atuais Avenidas Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro, Ruas Marechal Deodoro e Quintino Bocaiúva. O novo endereço, próximo aos Igarapés do Espírito Santo, do Aterro e da Ribeira, e à Ponte da Imperatriz, abrigou o comércio por 12 anos, até se tornar mais uma vez insuficiente.

Começo das Obras do Mercado Municipal

Obras de infra-estrutura se espalhavam pela cidade, que ganhava calçadas e ruas de pedras portuguesas e energia elétrica – a segunda do Brasil -, e o presidente provincial Sátiro de Oliveira Dias (mandato 1880-1881) determinou, em 1881, visando a melhoria da situação dos comerciantes, a desapropriação do terreno próximo ao porto, na Rua dos Barés, parte sudoeste do Bairro dos Remédios, hoje integrado ao Centro.

1883 – Inauguração do Mercado Adolpho Liboa – Vê-se que o muro de arrimo para contenção do aterro não estava pronto e um grupo de pessoas bem vestidas parecem participar de uma cerimônia. Há andaime no pórtico do pavilhão principal. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

No espaço foi construído, já na gestão de Alarico José Furtado (mandato 1881-1882), um galpão de alvenaria de 91.476 metros quadrados, com colunas de ferro e frente para o rio. A empresa vencedora da licitação foi a Backus & Brisbin, a mesma responsável por construções em outras cidades do Brasil, como Belém, e do Mundo, como Nova Orleans nos EUA, e Cidade do México, com ferro fundido produzido pela empresa Francisc Norton, Engineers, Liverpool, que tem seu nome gravado nas colunas do lugar. Os termos do contrato firmados por Furtado diziam:

Mercado Público – A 7 de Fevereiro último aprovei o termo de contrato que assinaram no Tesouro Provincial Backus & Brisbin, uma proposta fora aceita pela Junta daquela repartição para a construção nesta capital de um mercado de ferro e de alvenaria de pedra e tijolo. Este edifício terá pelo menos 40m sobre 41,55m de um lado e foi arrematado pela quantia de 260 contos de réis, que será paga em 5 prestações na forma do respectivo contrato. […]” In: COSTA, Cacilda Teixeira da. O sonho e a técnica: a arquitetura de ferro no Brasil, p. 133.

Mercado de Les Halles, Paris, França

Este pavilhão principal, com grandes vãos, boa luminosidade e ventilação, era constituído de módulos interligados, fruto de inspiração no mercado de Les Halles em Paris, e podia ser encomendado de acordo com a necessidade da edificação. Assim, em 15 de Julho de 1883, o presidente provincial José Lustosa da Cunha Paranaguá (mandato 1882-1884) inaugurou o Mercado Público de Manaus, o segundo do Brasil.

1889 – Porto de Manaus – Raríssima foto com tomada da antiga Ponte da Imperatriz sobre o Igarapé do Espirito Santo que ligava a parte oriental com a ocidental da cidade em frente a Igreja da Matriz. Vê-se que há uma década do final do século XIX, Manaus já apresentava intenso movimento de navios e barcos na redondeza do cais. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Lyra.

O galpão, obedecendo aos modernos padrões da arquitetura de ferro do século XIX, contava com um frontão neogótico e relógio alemão em cima do lanternim (aquela abertura na parte superior do telhado) da construção, e dentro, 20 boxes construídos sobre pedras de Lioz, um calcário especial trazido de Portugal, expunham as mercadorias. Em respeito ao trabalho de seu antecessor, manteve a data e o nome de Furtado na entrada sul do pavilhão principal como se vê até hoje.

1890 – Porto de Manaus – A partir da Ponte da Imperatriz vê-se a área compreendida entre o “Igarapé da Ribeira” e o Mercado Municipal. Em primeiro plano a “beira” de desembarque, à esquerda mais a frente a entrada do “Igarapé do Aterro” e à direita o Mercado Municipal. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido

Primeiras Ampliações

O Brasil tornara-se República, Amazonas e Pará seguiam seu forte desenvolvimento, e Manaus saltara de 52 mil para 73 mil habitantes entre 1890 e 1900. Em 1902, grandes obras de urbanização como o aterro do Igarapé do Espirito Santo e a unificação da Avenida Municipal, atual Av. Sete de Setembro já estavam concluídas, após governos dentre os quais geralmente se destaca Eduardo Ribeiro. Espaços como o mercado, apenas com um grande pavilhão central e dois pequenos pavilhões de zinco auxiliares já não estavam comportando a demanda.

1896 – Rara vista do Mercado há menos de uma década da sua construção. A construção contava com um pavilhão central e dois pavilhões laterais de ferro. Na frente que ficava para o Rio Negro o pórtico e na parte posterior para a rua dos Barés pequenas lojas já se formavam. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Fritz & Bartel.

1987 – Vista da antiga fachada posterior do Mercado que dá para a Rua dos Barés. A construção original não incluía a parte de alvenaria que conhecemos hoje e que acabou se transformando na frente do Mercado. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Arthuro Lucciani.

1897 – Como a vida era sóbria naqueles tempos…, o cavalo e as carroças faziam parte da paisagem da Cidade. O cidadão usou o poste para deixar seu cavalo. Essa é a frente do Mercado, no fim do seculo XIX. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Marie Wrigth.

1901 – Estrutura arquitetônica do Pavilhão Principal do mercado, inspirada no mercado “Les Halles de Paris” do arquiteto Victor Baltard. A foto mostra a construção original de ferro em estilo Art Nouveau. O movimento de pessoas se deve ao embarque e desembarque para o interior feito no “Cais do Mercado”. Vemos a Rua dos Barés, onde na época ficava a parte de trás, e a frente era voltada para o Rio Negro. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Álbum 1901/1902 – Coleção Jorge Herrán.

1901 – Fachada principal do Mercado com todos os prédios originais. É possível observar o frontão gótico principal, as casinhas laterais e no lanternim o relógio que veio da Alemanha. As grades da Praça Dom Pedro II ainda não tinham sido trazidas para servir de parapeito na borda do muro. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Álbum 1901/1902 – Coleção Jorge Herrán.

Circa 1907 – Postal da época, mostrando o novo Mercado Público.

Primeiramente, o prefeito Adolpho Lisboa (mandato 1904-1907), arrendou o prédio à empresa Manaós Markets, dando início à obra que deu ao Mercado sua bela fachada de alvenaria, em estilo eclético, com grande influência da Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos centros comerciais da cidade de Milão, na Itália, ao passo que o fez dar as costas ao rio (seria um prenúncio do comportamento que a cidade inteira passaria a ter ao longo dos tempos?).

Galeria Vitorio Emanuelle II, Milão, Itália

A expansão, sob a supervisão do engenheiro Felinto Santoro, contou ainda com a demolição dos pavilhões auxiliares, a construção de dois novos galpões, ornados de ferro e vidros coloridos, fornecidos pela empresa Walter MacFarlane, da Escócia, com beirais abertos, encimados por arcos de ferro. Surgiam os Pavilhões da Carne (a oeste) e do Peixe (a leste). Adolfo Lisboa concluiu a obra em 1906, colocando seu nome no novo frontão e deixando que a história se encarregasse de batizar a edificação, agora em seu novo endereço, a Rua dos Barés, n° 46.

Últimas Ampliações e Marcas da História

Para complementar os pavilhões das carnes e dos peixes, uma outra especialidade regional foi contemplada com um espaço exclusivo, construído em 1908 e inaugurado em 1909: havia agora ao sul do complexo o Pavilhão das Tartarugas. Fechado com chapas de ferro, venezianas e vidro, coberta com chapas onduladas em forma de quatro águas, desdobrando-se nas entradas, as janelas foram feitas encimadas por gradis de ferro decorados por motivos florais e as paredes ornamentadas com detalhes também de ferro, possuía iluminação a querosene.

Um observador mais atento, caminhando pelas instalações do Mercado, após a reforma, pode achar que foi desatenção dos restauradores, não terem consertado diversas perfurações no pórtico da entrada sul do pavilhão principal e em várias janelas nas laterais. Pois eles se devem ao episódio de uma batalha travada nas ruas da capital amazonense, fruto de uma disputa pelo poder. A situação foi publicada no TM História: Bombardeio de 1910, com texto extraído do Blog do Rocha, de José Martins Rocha.

2013 – Pórtico de entrada sul do Pavilhão Principal, cravejado de balas. Foto: Steven Conte.

Pavilhões Amazonas e Pará e a Escadaria Esquecida

O prefeito Jorge de Morais (mandato 1911-1913), o mesmo que encomendou a construção do Chafariz das Quimeras, também foi responsável por adições ao mercado. Por sua ordem foram construídos dois pequenos pavilhões octogonais nas duas extremidades do Pavilhão das Tartarugas, servindo de cafés e botequins, homenageando com seus nomes os estados do Amazonas e do Pará.

1896 – Praça Dom Pedro II – Após a revitalização na gestão de Adolpho Lisboa, obra do paisagista francês monsieur Léon Paulard. Gradil seria retirado na gestão de Jorge de Morais e recolocado no entorno do Mercado Adolpho Lisboa. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

Na mesma época o prefeito também determinou a retirada do gradil de ferro fundido que circundava a Praça D. Pedro II, em frente ao Paço Municipal, sua reinstalação no entorno do mercado, e a construção de uma escadaria em pedra de Lioz que, décadas depois, mesmo encoberta pelo concreto da história, hoje pode ser observada como curiosidade arqueológica no local.

Prosperidade Esborrachada

O crescimento espetacular que a borracha trouxe às capitais do Norte começou a escorrer pelas mãos à medida que os Ingleses, que levaram sementes da Hevea Brasiliensis para a Malásia, sua possessão na época, começaram a obter um maior sucesso e retorno de produção – a plantação de lá era planejada, enquanto a brasileira era natural -, ao passo que uma praga biológica e o pouco interesse do governo nacional (de olho apenas nos interesses das capitais do sudeste) em investir na borracha.

Manaus mergulhou em uma crise, amenizada apenas durante os anos 1940, com a tomada da Malásia pelos Japoneses e um curto aumento no interesse da borracha da Amazônia por parte dos Americanos.

Em 1934 o contrato com a Manaós Markets foi rescindido, trazendo de volta a administração do Mercado Adolpho Lisboa à administração municipal. Pouca coisa seria feita pelo Mercado pelos próximos 30 anos, mas pode-se destacar, resumidamente o que aconteceu ao seu redor.

Com a migração para Manaus ainda crescente, apesar da drástica diminuição das oportunidades, surgiu em 1920, entre a Ilha de Monte Cristo e a Praça dos Remédios a Cidade Flutuante. Retornaremos em um texto dedicado a este assunto futuramente, mas por ora basta dizer que foi uma extensa ocupação habitacional da orla de Manaus, chegando a alcançar a área do Mercadão, mas que findou com o governo militar, em 1967.

1972 – Aspecto da Orla com o Mercado Municipal na década de 70 e antes da construção da intervenção urbana Manaus Moderna. Vê-se que o mercado era ladeado por duas ruas que alcançavam o Rio Negro, por onde chegavam as verduras e outros gêneros e ali mesmo eram comercializados. Fonte: Manaus Sorriso. Foto: Autor desconhecido.

Primeira Reforma e Tombamento – Manaus Modernizando

Veio a Zona Franca de Manaus em 1970, e a população de Manaus decaplicara desde a inauguração do Mercado, alcançando a marca de 470.000 pessoas. Grandes cadeias nacionais e internacionais de supermercados e lojas começaram a se instalar na capital amazonense – o Shopping CECOMIZ viria a ser construído no fim daquela década -, mercados menores começaram a ser construídos nos novos bairros da cidade, como a Feira da Panair (no Educandos) e a Feira do Bagaço (na Compensa), mas o Mercadão seguia como referência para compra de produtos frescos e de qualidade para o preparo de pratos da típica culinária local.

2013 – Boxes do Pavilhão Principal. Foto: Mário Adolfo Filho.

O prefeito Enoque Reis (mandato 1975-1979), despendeu recursos para a primeira reforma do Mercadão em 1977. E em 1º de Julho de 1987 entrou para o rol de patrimônios históricos nacionais, sendo tombado pelo IPHAN como um dos mais significativos exemplares da arquitetura de ferro do País.

2013 – Escada de ferro fundido e tijolos de barro. Foto: Steven Conte.

No começo dos anos 80 uma grande obra de aterro da orla de Manaus, entre o fim da Rua Marquês de Santa Cruz e Rua dos Andradas, uniu a Ilha de Monte Cristo ao Centro de Manaus, fazendo surgir a Av. da Manaus Moderna. Assim surgiram posteriormente a Feira da Manaus Moderna e a Feira da Banana, importantes para dar mais espaço aos produtores que já comercializavam do lado de forma do Mercado Adolpho Lisboa por falta de espaço e acesso. A avenida, entretanto, afastou o rio do mercado que lhe dera as costas.

2013 – Vista do rio do Pavilhão Frontal. Foto: Steven Conte.

Segunda Reforma – Brilho Restaurado

Trinta anos se passaram desde a última reforma do Mercadão. Um dos maiores centros de comércio de produtos regionais de Manaus estava cada dia mais degradado, diversos vidros quebrados, metais das cercas e janelas retorcidos, vários mercadores ambulantes tomando todo o espaço das calçadas em seu entorno.

Assim, o prefeito Serafim Corrêa (mandato 2005-2009) deu início em 2006 às obras de restauração total do Mercadão. Os permissionários foram realocados em áreas no entorno da obra e os tapumes foram instalados. Entretanto, por problemas com os materiais que se pretendia utilizar no restauro o IPHAN promoveu reiterados embargos e retardaram a conclusão da obra em 7 anos.

2013 – Interior do Pavilhão das Carnes. Foto: Steven Conte.

Na gestão de Arthur Neto (mandato 2013-) os trabalhos de restauração do Mercadão foram retomados, com a promessa de conclusão para o aniversário de Manaus, em 24 de Outubro de 2013. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Turismo – Manaustur, com recursos oriundos da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA e chancela do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, finalmente deu uma nova cara ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

2013 – Frontispício do Pavilhão das Carnes. Foto: Steven Conte.

Agora, a estrutura conta com um total de 182 permissionários, distribuídos em 64 boxes no Pavilhão Central, 20 no Pavilhão dos Peixes, 22 Pavilhão das Carnes, 24 no Pavilhão das Tartarugas, que por conta da proibição da venda em 1967, contará agora com produtos Hortifruti (porém mantendo o nome histórico), duas praças de alimentação com 11 boxes cada uma – conectando o Pavilhão Principal aos Pavilhões das Carnes e dos Peixes -, 19 no Pavilhão Frontal, duas bomboniéres, dois restaurantes na estrutura superior do Pavilhão Frontal com acesso por escada ou elevador, além dos Pavilhões Pará e Amazonas. A distribuição interna foi repensada, possibilitando que um pedestre possa caminhar, sem obstruções, desde a Rua dos Barés até o gradil defronte o rio. Além disso foi afixado um mural interno com detalhes e curiosidades da história dessa construção, como o Sino da Criolina, encontrado nas escavações e recuperado à sua posição original.

2013 – Arco de entrada do Pavilhão Frontal, com o Brasão do Município de Manaus. Foto: Steven Conte.

As folhas de Samambaia e Acanto no portão principal, as de Carvalho, as flores de Lis no gradil, o arco de concreto do pavilhão frontal do Mercado com rosas de Tudor da realeza britânica ao redor do brasão do Município de Manaus. As obras da Belle Époque são uma profunda mistura de influências européias e amazônicas na arquitetura das construções do período. Espera-se que assim como esse pedaço da história foi trazido de volta ao seu brilho original, outras partes da cidade, históricas ou não, recebam o mesmo cuidado, e que a população colabore na sua preservação.

Agradecimentos à Secretaria Municipal de Comunicação pelo convite à equipe do Trânsito Manaus para visitar as obras do Mercado Adolpho Lisboa.

2013 – Steven Conte, Prefeito Arthur Neto e Luiz Eduardo Leal. Foto: Márcio Noronha.

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Referências

Livros
– LEONG, Leyla Martins. Mercado Adolpho Lisboa, Manaus – 1883. In: MERCADOS de ferro do Brasil, aromas e sabores. Brasília, D.F: Instituto Terceiro Setor, 2011. p. 51-71.
– PÉRES, Roger Carpinteiro. Mercado Adolpho Lisboa: Arquitetura, História e Cultura na Amazônia.

Sites
– A Crítica – 12
Em Tempo
Fundação Joaquim Nabuco
G1
– História Murilo Benevides
– História Oral
Historiador Luiz Maia
Lord Manaus
– Manaus Sorriso
Portal Amazônia
– Wikipedia – Ciclo da Borracha
– Wikipedia – Lista de Governadores do Amazonas
– Wikipedia – Lista dos Prefeitos de Manaus
– Wikipedia – Manaus
– Wikipedia – Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Ônibus Manaus pré-selecionado no World Summit Youth Award

O projeto do Ônibus Manaus tem rendido frutos interessantes desde que começamos a por essa ideia em prática nas madrugadas de Novembro de 2011. Dessa vez fomos pré-selecionados para o prêmio World Summit Youth Award, promovido pela Organização das Nações Unidas. A indicação final dos nomes deve sair no começo de Setembro. Uma matéria sobre a indicação saiu ontem (22/08/2013) no G1 Amazonas.

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‘Ônibus Manaus’ é pré-selecionado em competição global da ONU

Prêmio reconhece iniciativas que ajudam a atingir os Objetivos do Milênio. Além do amazonense, ‘Imagina na Copa’ também participa na competição.

Do G1 Amazonas.

Ônibus Manaus foi pré-selecionado em competição da ONU. (Divulgação)

O Amazonas tem um representante pré-selecionado ao World Summit Youth Award (no português, Prêmio da Cúpula Mundial da Juventude), da Organização das Nações Unidas (ONU). O ‘Ônibus Manaus’, iniciativa que divulga o itinerário urbano da capital, é um dos 64 projetos que participam da competição, que busca reconhecer jovens que usam tecnologia digital para empreender projetos que ajudam os países a atingir os Objetivos do Milênio.

O ‘Ônibus Manaus’ concorre na categoria ‘Go Green‘, junto a outras 11 iniciativas de oito países: Argentina, Áustria, Egito, França, Alemanha, Grécia, Itália e Paraguai. Dos 64 pré-selecionados, 18 projetos serão escolhidos para participar da cerimônia de premiação em outubro, no Sri Lanka.

Na primeira rodada de avaliação, um júri online analisou 422 projetos de 147 países. Na próxima fase, as 64 iniciativas pré-selecionadas serão analisadas por grupo internacional de especialistas em tecnologia da informação. Os vencedores terão a oportunidade de apresentar seus empreendimentos para uma audiência que inclui formadores de opinião do setor de mídia e da indústria criativa, assim como lideranças políticas e organizações não-governamentais.

O prêmio tem seis categorias nas áreas de combate à miséria, fome e doenças, educação, empoderamento de mulheres, cultura, sustentabilidade e transparência.

Como descrevem os idealizadores do projeto, o ‘Ônibus Manaus’ busca incentivar o uso do transporte público e a consequente diminuição de veículos na cidade acarretando menos liberação de CO2 na camada de ozônio. A ação faz parte do Trânsito Manaus, projeto que desde 2009 faz a divulgação colaborativa sobre o fluxo de trânsito na capital amazonense, com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana e indicando rotas alternativas para a população.

Além do amazonense, o projeto ‘Imagina na Copa’ também foi pré-selecionado. Já tendo passado por Manaus neste ano, o ‘Imagina na Copa’ pretende promover uma série de ações em todo o Brasil até 2014, ano em que o país recebe a Copa do Mundo, a partir do engajamento de jovens em iniciativas de impacto social.

A íntegra deste conteúdo está disponível no Portal G1 Amazonas.

Primeiros Reviews do Shopping Ponta Negra

Então o Shopping PN* inaugurou, o caos aconteceu está acontecendo vai continuar acontecendo por uns dias, mas o lugar ficou bonito, é perto do trabalho, e depois do expediente fui por lá conferir e trazer pra vocês, em primeira mão, os primeiros reviews desse novo e esplêndido empreendimento comercial.

 

  • Insight do Luiz Eduardo Leal.

Shopping Ponta Negra pede prazo para construção de passarela

Eu havia mencionado o assunto quando previ o caos na Ponta Negra e gostei de ver a notícia no D24AM.

Shopping Ponta Negra, projeção para 2013

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Manaus – A empresa responsável pelo shopping da Ponta Negra, JHSF Empreendimentos, fez um acordo com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e a Prefeitura de Manaus, representada pelo Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), para que apresente uma alternativa de organização e segurança do trânsito no local até que uma passarela seja construída. […] A JHSF informou, por meio do diretor de engenharia Paulo Sérgio Ferreira, que possivelmente a passarela ficará pronta no segundo semestre de 2014, quase um ano depois da inauguração do shopping, que tem data prevista para agosto deste ano.

Segundo o promotor de justiça do MP-AM, Paulo Stélio, a empresa ficou de apresentar até sexta-feira (5) uma alternativa até a passarela ser construída. “A construção da passarela já é ponto pacífico. Falta apenas encontrar o local adequado, analisar a proposta da empresa e ai sim autorizar a construção. Eles terão que construir a passarela e já firmaram o compromisso. Se eles me apresentarem uma solução que não vai prejudicar o trânsito e nem as pessoas a gente flexibiliza o prazo da construção”, explicou o promotor.

O chefe de gabinete do Manaustrans, Maurício Reis, informou que o órgão está observando a viabilidade técnica para garantir a travessia segura dos pedestres. “Estamos analisando a medida mais adequada neste momento até que se faça uma construção definitiva da passarela, para que possamos implementar uma sinalização que possa garantir a travessia das pessoas que vão frequentar o shopping. Nossa preocupação é garantir a segurança e fluidez do trânsito”, disse.

A explicação, conforme Maurício Reis, para que a empresa tenha a responsabilidade de construir a passarela no local é a demanda de veículos e pedestres que o shopping vai gerar. “A construção da passarela é porque imagina-se um grande público. Se trata de um polo atrativo de viagem de carro e de pedestres”, comentou.

O diretor de engenharia da JHSF, Paulo Sérgio Ferreira, informou que apenas espera o apontamento do local para a construção, mas que a passarela é um compromisso assumido pela empresa. “Vamos desenvolver um projeto e, após aprovação, será executado. Hoje mesmo, ou o mais tardar amanhã, nós vamos protocolar no MP um ofício com nossas alternativas até que ela fique pronta”, explicou.

Ferreira disse ainda que a entrega da obra será demorada por conta da dependência de aprovação dos órgãos públicos e de algumas empresas, como a Eletrobrás, que vai elevar as linhas de alta-tensão da via. “Não é uma obra simples e deve levar em torno de um ano, até porque o prazo para entrega de elevadores, para desenvolvimento de projetos e até a cadeia produtiva que está muito demandada. Inclusive temos tido dificuldades para a conclusão do shopping por conta disso”, disse.

A diretora do Implurb, Cristiane Sotto, comunicou que o órgão vai aguardar o cumprimento da recomendação e as alternativas dadas pela empresa para resolver a situação em definitivo.

Recomendação

Enviada pela 63ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa da Ordem Urbanística para a Prefeitura de Manaus, a recomendação relatava que a inauguração do shopping Ponta Negra fosse barrada enquanto a empresa não construísse a passarela. Além da construção, foi pedido a instalação de gradil e reforma na pavimentação da via, no trecho da passarela.

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Na torcida para que a Prefeitura e o Ministério Público sigam firmes nesta posição até que a segurança (e a paciência) dos pedestres e motoristas, e não apenas meros interesses comerciais irresponsáveis, estejam definitivamente asseguradas.

Até mais, Google Reader, e obrigado pelos peixes

O ano de 2005 marcou a forma como eu usava a Internet por diversos motivos. A quantidade de blogs e sites que eu acompanhava crescia dia após dia, e abrir todos eles de um por um, além de dar muito trabalho, estava se tornando uma experiência contra-intuitiva, além do que a velocidade da conexão não ajudava muito.

Alguns, hoje em dia, podem até dizer ser possível acompanhar as atualizações dos sites por redes sociais como Twitter, Facebook e Google+, mas, além de você continuar precisando entrar em cada site ou blog, de um por um, para ter acesso ao conteúdo completo, pois até hoje elas exibem apenas títulos, links e breves resumos, naquela época elas sequer existiam ou eram utilizadas para este fim (sdds Orkut).

Who do you know?

Para melhorar essa situação, duas ferramentas me ajudaram bastante. Primeiro, foi quando abandonei os caminhos de Mammon e deixei de usar o Internet Explorer 6, passando a navegar com o Firefox 1.5. O motivo foi um dia ter aberto uma página (que não consigo mais encontrar vasculhando esta vasta rede mundial de computadores), que retornava com a mensagem de que não poderia ser exibida, exceto se fosse aberta no navegador do panda flamejante. Que admirável mundo novo aquele, de várias abas abertas (3 ou 4, mais que isso o computador travava) e downloads organizados em uma única janela.

O segundo motivo foi por 2005 ter sido um ano prolífico para o Google, que lançou produtos como o Google Earth (após a compra da Keyhole em 2004), dando a possibilidade de se passear pelo mundo inteiro em frente ao computador, o mensageiro Google Talk (encarnação anterior do neonato Google Hangouts), que era absurdamente mais rápido e leve que o MSN Messenger, e o agregador de feeds Google Reader.

Download Firefox 1.5

O Google Reader não foi o primeiro agregador de feeds. Antes dele cheguei a testar o Bloglines, Netvibes e outros. Até o Opera, o melhor navegador que ninguém pouca gente usa, já contava com a essa função desde o ano anterior. No começo ele era absurdamente travoso e por várias vezes eu desisti de usar. No ano seguinte, entretanto, houve uma grande reformulação do código, que deixou mais leve e mais fácil de usar.

E assim o Google Reader se tornou a página que esteve mais tempo aberta no meu navegador. Mais que meu email, mais que as diversas encarnações deste blog, o Google Reader foi a janela por onde eu acompanhei a maior parte das notícias e acontecimentos do mundo nos últimos 7 anos.

Google Reader, 2013

O tempo passa, a Internet, assim como o mundo, vai se modificando, atualizando e, se nem a poupança Bamerindus continua mais tão bem, por decisões internas do Google, o Reader, cujo desenvolvimento andava esquecido desde que a musa do entrepreneurship Marissa Mayer saiu da empresa, vinha perdendo funções para novo queridinho Google+ e teve então o seu fim anunciado.

A primeira reação ao saber da notícia – primeiramente nas redes sociais, admito – e a seguir, nas atualizações dos blogs de tecnologia que iam aparecendo na home do meu Google Reader causou certa tristeza. Mas esse tipo de serviço com poucos porém cativos usuários não ficaria muito tempo sem uma alternativa que pudesse suprir essa necessidade de concentrar e consumir informação em um único lugar. E testando entre as diversas opções que começaram a surgir após o anúncio (Digg, Aol, Hive, The Old Reader), optei pelo Feedly.

Importe o seu conteúdo do Google Reader para o Feedly

Primeiro, pela facilidade de importar os feeds e artigos salvos para leitura posterior no Google Reader com um único botão. Segundo, pela rapidez e familiaridade da interface. Existem configurações que deixam ele meio Flipboard (magazine) style, mas gosto da opção tiles (lista de notícias) e os comandos de teclado do Google Reader foram totalmente incorporados ao Feedly. Terceiro, porque ele abriu suas APIs e diversos aplicativos poderão lhe dar suporte, dentre eles o Reeder, que é meu aplicativo favorito para ler no celular e tablet. E quarto, porque tem boas opções de compartilhamento. Aproveite e assine o feed deste blog colando esse link no seu novo agregador.

Espero que o Feedly possa ter um longo caminho de sucesso pela frente, e consiga se sustentar e se reinventar diante das mudanças que a Internet apresentar ao longo dos anos, ao contrário do que aconteceu com o Google Reader. Forte integração social e anúncios não intrusivos podem ser um bom caminho. Eu que muitas vezes já dormi com o dedo segurando o J e acordei com o Google Reader zerado vou aos poucos me acostumando com a nova casa (que aceita o mesmo comando, inclusive). A vista da Internet pra mim agora será de uma janela diferente.

Boa aposentadoria, Google Reader

Bônus

Aqui um tutorial feito pelo Google, ensinando a usar o Reader.
https://youtu.be/VSPZ2Uu_X3Y

Estive Dirigindo #12

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Estive dirigindo pela Av. Pedro Teixeira, principal via de acesso ao bairro do Dom Pedro, um breve trecho da Av. Djalma Batista e a Rua Rio Negro, que junto com a Rua Dona Balbina Cordeiro, formam um corredor de acesso leste-oeste, por dentro do Conjunto Eldorado, até a rotatória que recebeu o nome do lugar.

A Av. Pedro Teixeira, assim como muitos outros logradouros em Manaus, foi construída visando apenas o trânsito local de acesso ao bairro, e não como um elo entre os corredores da Djalma Batista e Constantino Nery à Zona Oeste da cidade. Assim ela possui virtualmente duas faixas em cada sentido, segundo padrões de dimensões antigas, porém hoje em dia é perceptível, levando-se em consideração os veículos pessoais e coletivos, que a via parece ter apenas uma faixa e meia, o que causa uma certa aflição a qualquer motorista que precisa calcular várias vezes se será mais adequado ficar no centro da pista ou se apertando para algum dos lados.

A avenida, apesar de relativamente curta, concentra diversos serviços, como se pode ver nas legendas, tais como supermercados de grande e médio porte, escolas de inglês, uma praça de alimentação, um hospital especializado em doenças tropicais, um hemocentro, a Vila Olímpica, o Sambódromo, a futura Arena da Amazônia e grandes concessionárias.


Exibir o trajeto do episódio Estive Dirigindo #12 em um mapa maior

Me admiro de, justamente por estar diretamente ligada ao escoamento de tráfego no entorno da Arena da Amazônia, esta avenida não ser citada em nenhum plano de melhorias estruturais viárias. À minha vista uma avenida como esta a essa altura do campeonato, deveria contar com pelo menos duas faixas largas, canteiro central, recuos para retornos e conversões à esquerda, bem como nas paradas de ônibus, e uma ciclofaixa bem maneira para mostrar pros gringos que a gente é verde.

Se fosse para ser mais ousado ainda, se você olhar bem no mapa, perceberia uma certa afinidade da Pedro Teixeira com a Manuel Urbano, via de acesso à Ponte Rio Negro, já percorrida no Estive Dirigindo #01. Mas isso envolveria mexer em um terreno militar e é melhor não mexer com terrenos militares. Não fossem eles a Zona Oeste e sua orla estariam tão densamente povoados quando outras regiões da cidade. O que não afasta a necessidade de intervenções que visem auxiliar o alto tráfego vindo de todas as regiões da cidade.

Dando prosseguimento ao passeio e ao raciocínio da proposta original da série, cruzamos a Av. Constantino Nery e entramos na Av. Djalma Batista, apenas para fazer um retorno, que viabiliza o acesso ao Eldorado, para os motoristas que estão fazendo o trajeto no sentido bairro-centro. Entramos, por fim, na engarrafada Rua Rio Negro, que após cruzar a multifacetada Praça do Caranguejo, nos leva lentamente até a Rotatória do Eldorado e seu falo maçônico.

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Estive Dirigindo #11

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Estive dirigindo esta semana por um dos principais corredores de acesso entre a Zona Oeste e a Zona Centro-Sul de Manaus.

O percurso começou pela parte que faltou da Av. Cel. Teixeira no episódio #07, servindo como acesso à Av. do São Jorge, logradouro composto, em sua absoluta maioria, por conjuntos habitacionais, batalhões e outros departamentos das Forças Armadas.

Logo no começo da Av. do São Jorge, passado o cruzamento onde terminou o episódio piloto, destacamos o Zoológico CIGS, o maior da cidade, com animais apreendidos que não apresentavam mais capacidade se readaptar à natureza e mantido pelo Exército. Vale a visita.

Vários batalhões depois, chegamos à parte predominantemente civil do bairro do São Jorge, já começando a descer a ladeira em direção ao Igarapé da Cachoeira Grande. Se subíssemos pelo igarapé (à esquerda), há poucos metros da pista, existia uma estação de captação e bombeamento de água, construída em 1888, com 105 metros de comprimento, e de onde vinha a totalidade da água encanada da cidade começo do século.

Hoje em dia, a condição do Igarapé da Cachoeira Grande, que tem grande parque de suas margens ocupadas irregularmente e recebe a água do Igarapé do Mindu e todos os seus afluentes, não viabilizam mais o consumo. A estação está abandonada e em ruínas desde os anos 1930, quando foi desativada, por ter sido substituída pela captação da água na Ponta do Ismael.


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Passado esse drops de TM História (estão com saudade da série? 🙂 ), chegamos no ponto em que terminou o episódio #08 (do Complexo Gilberto Mestrinho até a Constantino Nery) e, após cruzarmos a Av. Constantino Nery, entramos na Rua Pará, que corta todo o Vieiralves, uma área que ainda que seja definida pelo Plano Diretor de Manaus como estritamente residencial, é uma das maiores concentrações comerciais da região, com muitas lojas e plazas, com muito requinte e sofisticação. #sqn

No fim da Rua Pará, entramos à esquerda na Rua Maceió, já percorrida em sentido inverso e de noite no episódio #05, passamos ao lado do Parque Municipal do Idoso, obra do prefeito do “Social Levado a Sério” Alfredo Nascimento, e a “Nova” Maceió, obra de Serafim Corrêa, ainda não devidamente registrada no Google Maps, motivo pelo qual o mapa não termina, ao contrário do vídeo, no complexo viário Complexo Miguel Arraes, aquele que passamos por baixo no episódio piloto, e por alto no episódio #06.

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Micareta para Jesus

Ocorreu por volta de 27-29 E.C., de Jesus e seus 12 followers virem a Jerusalém para a Pessach, evento que é, basicamente, a Páscoa quando você nasce em um lar Judeu, e em vez do coelhinho, se comemora a fuga dos Hebreus dos domínios do Egito. Ao chegarem ao Templo de Jerusalém, já conhecido como Templo de Herodes na época porque, bem, o Rei Herodes, querendo fazer uma média com o povo Judeu que andava meio sem templo para orar, deu uma forcinha e o construiu (só para ser destruído pelos cazzi dos Romanos comedores de pizza, 5 anos depois de pronto), qual não foi a decepção de Emmanuel ao perceber a baderna que estavam fazendo na casa de seu Pai inefável.

Comerciantes vendiam e compravam animais para sacrifício, ovelhas, bois e pombas, além de cambistas que trocavam o dinheiro dos estrangeiros pela moeda local. Eis que baixou o Indiana Jones no filho de Maria e ele, de posse de um chicote, botou todo aquele covil de salteadores pra correr pra longe dali, lembrando a todos que aquela era uma casa de oração. (Mateus 21:11-13)

Jesus Jones mordido com a bagunça que fizeram na casa de seu Pai

O tempo passou, as manifestações foram se modificando ao longo do tempo e, se o próprio Elohim, que era meio sensível nos tempos do Velho Testamento, não fulminou Miriã que, em gratidão por seu Senhor ter matado centenas de soldados Egípcios afogados no Mar Vermelho, tocou um solo virtuoso de pandeiro com suas BFFs sob o sol causticante do Deserto de Sur (Êxodo 15:19-21), longe de mim condenar manifestação tão singela quanto a Marcha para Jesus.

Todos tem o direito de manifestar sua falta de religiosidade da forma como lhe convir, desde que não prejudiquem a paciência os direitos de outrem. Está na constituição que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida (…) a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política salvo para eximir-se de obrigação legal a todos imposta“, conforme os incisos VI e VIII do artigo 5º de nossa imaculada Constituição Cidadã, promulgada sob a proteção de Deus e com assinatura de José Sarney.

Constituição de 1988 – Sob a proteção de Deus e com a assinatura de Sarney

O que eu gostaria de trazer à tona é o que o Briglia, sintetizou de forma brilhante em seu mural do Facebook:

Vendo a timeline dos meus amigos de Manaus vejo várias reclamações por causa de um evento religioso chamado Marcha para Jesus. Aqui nos EUA eu nunca vi eventos de grandes proporções que atrapalhassem a vida dos que não estão participando. Aqui vejo planejamento e principalmente respeito pelo outro. Falando sobre religião, aqui ninguém tenta te enfiar Jesus, Alá, Budha, Santo-não-sei-o-quê, goela abaixo. As pessoas praticam suas diferentes religiões (e acredite, aqui existe muito mais opção do que no Brasil), mas elas fazem isso respeitando os outros. Ninguém tenta te converter te fazendo ficar parado em um congestionamento, soltando rojões ou gritando na rua. Não que o pessoal aqui seja menos fiel do que os brasileiros, a diferença está na educação. Educação é a base de tudo.

Deus criou Adão e Eva: isso mesmo, Eva e Adão.

Na circunstância trazida pelo Briglia está a situação dos EUA, mas poderia ser qualquer outro país ou cidade do Brasil, onde haja uma situação de educação um pouco melhor que a que se percebe por aqui. E antes que me digam que ninguém é contra os carnavais e bandas de rua, eu juro que não percebo diferença no rastro de sujeita e danos aos logradouros públicos.

O que Jesus acharia da marcha que fazem pra ele?

Estive Dirigindo #10

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Estive dirigindo pela Avenida Buriti, a principal via de acesso às empresas do Distrito Industrial e Avenida Autaz Mirim, a principal avenida da Zona Leste, percorrendo em de norte a sul toda a sua extensão.

Primeiramente, a Av. Buriti, cujos trabalhos de construção se iniciaram em 1967, por ocasião da instalação da Zona Franca de Manaus. Ela realiza o percurso da Rotatória da Suframa até a Rotatória do Armando Mendes, passando por algumas das principais indústrias do Polo Industrial. Infelizmente existe grande discussão entre as três esferas do Executivo, a respeito da atribuição da manutenção do local, o que causa grande precariedade em sua estrutura.

Após a Rotatória do Armando Mendes, fizemos uma conversão para entrar na Av. Autaz Mirim, conhecida também como Av. Grande Circular. Construída também em decorrência da expansão industrial e populacional na Zona Leste da cidade, acabou se tornando a via da região, sobretudo por concentrar a maior parte do comércio e serviços.


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No cruzamento com a Alameda Cosme Ferreira, temos o Complexo Viário Eng. Luiz Augusto Veiga Soares, em vistas de desafogar o tráfego na região da antiga Rotatória do São José, um dos locais de maior intensidade de tráfego da cidade. No canteiro central da avenida, todas as paradas de ônibus do sistema Expresso, parcial ou totalmente danificadas.

Quase encerrando o trajeto, passamos ao lado do Fórum Virtual Azarias Menescal de Vasconcelos, onde tive a oportunidade de trabalhar por um ano e obtive importantes experiências de aprendizado. Aprendi também diversos atalhos para escapar de engarrafamentos na região.

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