Subtotal 2012

Vamos à checklist dos melhores momentos do ano em que a Terra não acabou.

O ano começou com uma viagem para a Alemanha, que eu registrei na série Velho Continente, que demorou um pouco a ficar pronta. Lá pude praticar meu Alemão, aprendi a esquiar e comi muito chocolate.

No fim de Março recebi em minha casa a ilustre visita do amigo Thássius, que aproveitou a vinda a Manaus para a cobertura de um evento para o Tecnoblog.

Em Abril, recebi a notícia da convocação para tomar posse em um cargo para o qual fiz concurso em 2008. Sim, faltavam algumas semanas para prescrever. Graças ao email do Dr. Hidemberg Frota, com quem tive o prazer de trabalhar anos antes na Assessoria Jurídica da SUSAM, fiquei sabendo a tempo para fazer os exames admissionais, já que estava com passagens compradas para viajar para os EUA.

Fui aos EUA com minha mãe no fim de Abril, para prestigiar o casamento da minha avó americana, D. Ardis, que assim como a Barbie, encontrou um Ken em sua vida.

Voltei pra Manaus, tomei posse no Ministério Público, com a chancela do Dr. Evandro Paes de Farias, que me deu as boas vindas à Família do MP. Comecei a trabalhar em uma promotoria especializada na defesa do consumidor, mais especificamente nas questões de planos de saúde E de transporte público, o que foi ótimo para alguém que já vinha realizando alguns projetos sobre esse assunto (mais sobre essa parte a seguir). O mais legal foi que conheci um grupo de gente bacana que não apenas trabalha bem como também sabe se divertir juntos. São os amigos do Conselhinho.

Em Junho resolvi comprar novamente meu próprio domínio, importei meu blog antigo, aliás, importei conteúdo de diversos blogs e serviços de hospedagem que eu havia abandonado há tempos, centralizando todas as besteiras e eventuais coisas interessantes que produzi na Internet neste único endereço. Tudo isso, graças à ajuda do Ayrton “Freeman” Araújo que me ajudou a por tudo em ordem.

Voltando ao assunto do transporte público, em Novembro, depois de quase 1 ano de produção e revisões, finalmente saiu a primeira edição do Manual Ônibus Manaus, o guia impresso com o conteúdo do site Ônibus Manaus, desenvolvido pela galera esperta do Trânsito Manaus, que faz a diferença nessa cidade.

Dia 21 de Dezembro o mundo não acabou e agora que o ano se encerra, estou me preparando para uma nova viagem. Vou ser guia turístico da minha namorada pelos EUA. Finalmente passar mais que 8 horas em Nova York, além de rever alguns dos meus lugares preferidos em Washington e Orlando. E comprar um brinquedinho novo.

Esse ano eu li menos do que gostaria, continuei estudando Alemão mesmo depois da viagem, precisei parar o curso de Francês no finalzinho do ano, mas vou retomar no ano que vem, comecei uma Especialização em Direito Público, onde pude encontrar amigos do Bacharelado e assistir aulas de professores incríveis como Antônio Carlos da Ponte e Luiz Alberto David Araújo, dentre outros, palestrei pelo Trânsito Manaus em um evento na Bemol, escrevi mais para o blog que a média dos anos anteriores.

E ainda perdemos o grande arquiteto do Universo: o Niemeyer – que de tão antigo, a linha do tempo da vida dele, assim como a Mitologia Grega, começou no Caos (pode conferir no site).

Desculpas a quem eu dei menos atenção do que deveria, pois infelizmente ainda não encontrei a poção da onipresença. Obrigado a todo mundo que esteve por perto, que me ajudou e apoiou para realizar as coisas que conquistei nesse ano. E principalmente, obrigado a você.

E não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver…

Feliz 2013.

Velho Continente – dias 27 a 30 – retorno

Chegando, finalmente, ao último post sobre minha viagem para a Alemanha, convido os leitores a visitarem minha página no Instagram, onde fiz uma seleção de 199 (das mais de 2300 fotos que fiz) dos principais momentos, e aqueles que ainda não o fizeram, a visitar a série, agora completa, Velho Continente para ler todos os relatos desde o início. Espero que tenha sido interessante e talvez até útil para quem um dia pretender ir por aquelas bandas e desejo a todos uma boa viagem!

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Quinta-feira

Último dia com direito a café tirolês, nos despedimos, depois de muita conversa, da família da Maria e pegamos os 432km de estrada de volta a Heidelberg. À noite jantamos no Di Leone, um restaurante italiano que se tornou um dos nossos preferidos, em parte por causa da simpatia dos garçons, todos imigrantes da terra do gnocchi (a macarronada foi inventada na China e a pizza, no Egito), mas principalmente por causa do sabor e do ambiente de cantina italiana.

Sexta-feira

O diretor do Heidelberger Pädagogium pediu que na nossa última sexta-feira por lá, fossemos assistir mais uma aula antes de pegar o nosso certificado de participação. Eu e Luciana acordamos cedo e resolvemos parar na minha padaria preferida (Grimminger) para tomar café antes de seguir até a escola. Tudo ia bem até que ao chegarmos à parada do bonde, depois do café, os bondes simplesmente pararam de passar.

Pois é, eu que pensei que ia encerrar o relato da viagem dizendo que o sistema de transporte público alemão era infalível, tenho que admitir que é quase. O bonde demorou uma hora e meia para voltar a passar, e como não passava táxi, nem ônibus e era longe demais pra chegar na escola a pé, o jeito foi esperar mesmo, e assim, acabamos chegando à Bismarkplaz tão tarde que desistimos de ir pra escola e fomos comprar algumas lembranças na Hauptstraße.

Tínhamos marcado com nosso professor pra tomar um café na rua da escola próximo do meio dia e então fomos pra lá, mais tarde ele chegou para fazer companhia e fomos até a escola buscar nossos certificados.

De tarde fomos no museu da Alte Universität, alguns dos edifícios mais antigos ainda em uso pela Universidade de Heidelberg. Lá existe um museu de toda a história da universidade, desde o século XIV até os dias de hoje, os períodos de glória e de destruição, a influência do Nazismo e os grandes nomes que passaram por lá, especialmente na área de Medicina, Física e Química.

Ao lado existe uma sala muito adornada, usada para grandes seminários, que possui no teto 4 afrescos remetendo às quatro primeiras ciências ensinadas ali: religião, direito, medicina e artes. No centro do palanque um busco de Rupert Karl, Eleitor do Palatinado, quando Heidelberg ainda era sua capital e fundador da universidade, que hoje recebe seu nome.

À noite voltamos ao Perkeo, o primeiro restaurante em que jantamos ao chegar em Heidelberg, onde comi um Putenschnitzel. Perkeo era o nome do bobo da corte de Heidelberg, guardião do barril de que falei no post anterior.

Sábado

Para o café, nosso professor saiu para a padaria sozinho e trouxe alguns croissants. Mais tarde saímos para devolver o carro à locadora e almoçar no Dinea.

À noite, fomos jantar no Di Leone, mas infelizmente estava fechado. O jeito foi pegar o bonde observando os restaurantes no caminho de volta pra casa, até avistarmos o Pizza Pronta. Entramos e pedimos duas pizzas grandes. O lugar era propriedade de um iraniano, e na televisão passava em um canal espécie de Zorra Total Alemã, que depois foi mudado para o de uma emissora de Marrocos.

A pizza estava boa e comemoramos o sucesso da viagem e da globalização com 3 brasileiros e um austríaco comendo um prato cino-italiano, no restaurante de um iraniano, assistindo uma novela marroquina na Alemanha. Quando chegamos de volta no alojamento, percebi que tinha esquecido minha boina no restaurante e voltei sozinho para buscar, pelas 10 da noite. Me sentia seguro vagando pelas calçadas, apesar da cidade praticamente deserta naquela hora.

Sexta de manhã tínhamos contratado um táxi para nos buscar no alojamento. Mas quando o carro chegou, apesar de termos explicado que éramos 5 pessoas e tínhamos várias bagagens, mandaram um carro pequeno demais pra essa carga toda. Por sorte, havia outro taxista com um carro maior por perto, menos àquela hora da madrugada e em 10 minutos ele estava lá para nos levar a Frankfurt, onde pegaríamos nosso avião de volta pra casa.

Caminho de Volta

Enquanto nos despedíamos de Heidelberg, pela primeira vez desde que chegamos começou a nevar naquela cidade, formando uma pequena camada branca sobre a lataria dos carros. Aquela neve era prenúncio de uma das mais fortes frentes frias dos últimos tempos na Europa, conforme noticiariam os jornais da semana seguinte. Em Frankfurt (FRA) tomamos o avião para Amsterdã.

No Schiphol (AMS), ao aproveitar a meia hora de wifi de que tinha direito, fui fazer um checkin no Foursquare e vi que meu amigo Victor Pencak, havia feito o mesmo há poucos minutos. Infelizmente já tínhamos passado por barreiras de segurança que dariam trabalho demais serem traspassadas e o encontro teve que ficar para a próxima oportunidade.

Mas, depois de 8 horas de voo até Guarulhos (GRU), os amigos Thássius, Natália e Raphaella (o primeiro conheci pessoalmente naquele momento e as duas eu não via há 6 anos), foram me encontrar no saguão do aeroporto, onde pudemos passar uma horinha conversando até a chamada para a última parte do meu trajeto. A conversa estava tão boa que por uma questão de 15 segundos eu não perdi o ônibus que conduzia ao avião para Manaus.

Finalmente em Manaus (MAO), fui recebido por meus pais, namorada e um amigo, com balões amarelos personalizados. Abraços apertados. Estava de volta em casa.

Auf Wiedersehen!

Conservação

Uma colega pede emprestado meu carregador de celulares da Apple. Um colega presta atenção na cor amarelada do cabo e comenta:

– “Achei que você cuidasse bem das suas coisas… Esse cabo aí tão amarelo…”
– “Eu uso esse cabo desde 2006. É daqueles que tem a travinha manual ainda.”
– “Realmente, está muito bem conservado! Como é que você fez isso?”

Velho Continente – dias 24 a 26

Dando prosseguimento ao relato da minha viagem à Alemanha, no que penso ser o penúltimo post da série, aqui iniciamos nossa aventura em direção à Austria, o melhor país do mundo segundo os austríacos. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

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Segunda-feira

Ainda no estado de Bayern (Baviera ou Bavária), na Alemanha, dava pra perceber cada vez mais, pequenas elevações na lateral da estrada. Até que atravessa-se um túnel bem na fronteira entre os dois países, que mais parece um portal para outra dimensão.

Quando você sai do outro lado é recepcionado com um pórtico dando as boas vindas ao Tirol, mas, mais do que isso, os imensos blocos de pedra cobertos de gelo dão uma ideia de quão fantástica é essa área que abrange o leste da Áustria, boa parte da Suíça e o norte da Itália.

Paramos no posto para usar o banheiro e esticar as pernas e aproveitei para comprar um Almdudler, um refrigerante tradicional austríaco, feito com ervas dos Alpes. Tem gosto de guaraná.

Dirigindo por encostas rochosas, beirando precipícios, atravessando campos outrora verdejantes, agora totalmente cobertos pela neve, chegamos a Innsbruck, uma cidade situada dentro de um vale, rodeada por grandes montanhas e cortada pelo rio Inn, da qual recebe o nome. Nos postes das ruas, faixas celebravam a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude.

De lá, atravessamos pela Ponte Europa (a mais alta do mundo), até pegarmos a estrada que levava à região do Stubaital, onde fica Mieders, uma pequena cidade de 1.756 habitantes ao sul de Innsbruck, 437km distante de Heidelberg. Lá fomos recepcionados na pousada da dona Maria, do seu Georg e da Monica, filha do casal. Maria era uma conhecida de longa data de nosso professor. Eles prepararam uma deliciosa macarronada para o jantar.

Terça-feira

Acordamos com -10°C lá fora. Tomamos nosso desjejum tirolês reforçado, com muitos pães, geléias, queijos, ovos, leite café e frutas e saímos para, primeiro de tudo, limpar a neve que escondeu nosso carro durante a noite.

Depois fomos até uma loja próxima alugar equipamentos de esqui, exatamente, fomos até uma estação de esqui das pequenas, onde aprendi a cair com estilo. E como caí. Eu peguei tanta queda tentando esquiar que temi pela integridade dos meus joelhos. Sorte que o professor, apesar de austríaco, aprendeu com os brasileiros a não desistir nunca e teve paciência de continuar dando boas dicas até o fim da brincadeira. O dia estava muito nublado, chovia e nevava (ver a neve nevando, finalmente o/ ), o que exigia cada mais esforço.

Saímos para fazer um passeio pelas montanhas até o fim da estrada que atravessa o Stubaital, chegando ao teleférico que leva à montanha de Mutterberg. Decidimos que iríamos subir no teleférico no dia seguinte, pois a névoa daquele momento não ia permitir ver muita coisa. Tomamos um lanche no caminho e voltamos pra casa para descansar.

De noite a dona Maria preparou um Sauerkraut pra gente e eu superei o medo que tinham me feito de que era algo horrível, azedo, sem graça. Era gostoso em cima de uma espécie de pão frito que ela também preparou, e que também serviu, com geléia por cima, de sobremesa. Uma vizinha chegou de surpresa para falar com a dona Maria, e acabou sentando à mesa e comendo conosco, algo que eu imaginara até então não ser comum naquelas terras.

Quarta-feira

Apesar dos -10°C lá fora, não nevou durante a noite e o céu (e o nosso carro) amanheceram limpos e reluzentes. Após um reforçado café tirolês, rumamos para a estação teleférica de Mutterberg, compramos nossos tickets e fomos alçados, primeiramente, a 2.900 metros acima do nível do mar, onde paramos para nos ambientar à altitude.

Depois, pegamos a segunda etapa do teleférico, e subimos até 3.300 metros acima do nível do mar, na estação final, onde o termômetro marcava -18°C. Lá havia um restaurante com vista panorâmica para a cordilheira do Tirol. Ali pude ver, há menos de 10km de distância, a Itália, tal como Moisés viu a terra prometida.

Sim, estava feliz por estar presenciando uma vista tão bonita e ao mesmo tempo triste por estar tão próximo da Itália e não ter chegado a pisar em seu solo. No restaurante pedi um Apfelstrudel com cobertura de leite condensado e um chocolate quente.

Descemos o teleférico e voltamos para a estação de esqui de Mieders, onde voltei a praticar quedas sobre esquis. E depois de 5 tentativas, finalmente consegui fazer um percurso completo sem quedas.

Voltamos para a pousada para descansar, e de noite fomos a um restaurante em Fulpmes, onde fizemos um jantar de despedida e agradecimento à família da Maria que nos recebeu tão bem por lá.

Velho Continente – dias 22 e 23

Faltou contar no último dia relatado no post anterior sobre a viagem que, ainda na sexta-feira, fomos de tarde ao Castelo de Heidelberg. Sim, eu sei que já faz quase um ano desde que voltei, mas estou realmente disposto a terminar de escrever sobre tudo que aconteceu por lá, não apenas como um memorial pessoal, mas também como uma breve compilação de dicas para quem um dia resolver visitar algum desses lugares. Para mais posts relacionados, visite a série Velho Continente.

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Tarde da Sexta-feira

Para chegar no castelo você pode descer na estação da Bismarkplatz e ir a pé pela Hauptstraße até a estação do bonde vertical que leva os passageiros ao alto da montanha onde estão os restos do castelo.

O Castelo de Heidelberg começou a ser construído no século XIII, ainda como uma fortaleza de paredes bem espessas e detalhes mais rústicos, reflexo do estilo de construção necessária para suportar as guerras travadas naquele século, passando por diversas mudanças e ampliações até ser destruído pelo rei francês Luís XIV. Sucessivos eventos de destruições e reconstruções tornaram o castelo da forma como é hoje, repleto de estilos de construção de diferentes épocas.

Do castelo é possível ter uma incrível vista da cidade, que surgiu justamente dentro das muradas derivadas do castelo na descida da montanha, acompanhando as margens do Rio Neckar. Acredito que apenas nos últimos 70 anos o crescimento passou a ser maior para as zonas norte e sul da cidade.

Heidelberg não se expande para o leste por causa da imensa montanha onde está o castelo, praticamente solitário. E nos extremos das zonas oeste e sul existem áreas de cultivo. No horizonte distante é possível ver um grande complexo industrial.

No porão da edificação principal do castelo está o maior barril do mundo, no Fassbau (Edificação do Barril). A ordem de construção foi dada por Johann Kasimir von Pfalz-Simmern, entre 1589 e 1592, conectando-o ao salão do rei para, na ocasião de festas, permitir o rápido acesso à bebida.

Na construção à direita está o Museu da Farmácia Alemã, onde você encontra um histórico do desenvolvimento da farmacologia naquele país, desde as primeiras substâncias pesquisadas, os estudos de alquimia, as primeiras ferramentas, processos de industrialização, fabricação de pílulas, uso medicinal da cannabis sativa e do ópio etc.

Sábado

No dia seguinte ao término das aulas do curso alugamos uma Mercedes (era o mais barato que havia, juro) e fomos conhecer o Castelo Hohenzollern, que fica a 180km de Heidelberg. Já no estacionamento eu pisei na neve pela primeira vez.

O Castelo Hohenzollern, fica entre as cidades de Hechingen e Bisingen, sendo morada de condes desde o século XI, passando a ser residência da família Hohenzollern, que governou a Prússia, Brandemburgo e o Império Alemão até o final da Primeira Guerra Mundial, e passando, ao longo do tempo, por 2 grandes destruições, uma em 1423 e outra no século XIX. A partir da década de 1950, o castelo passou a ser uma atração turística, apesar de ainda ser uma propriedade privada.

Na parte de dentro do castelo não é permitido tirar nenhum tipo de foto (mesmo sem flash). Os cômodos são muito bonitos e ornamentados com madeiras e metais, apesar de um pouco pequenos, mas de qualquer janela é possível ter uma visão incrível dos vales ao redor da montanha onde está erigido o castelo.

Ao descer da montanha fomos a um restaurante alemão daqueles bem roots, o Hofgut Domäne, que lembra aquelas tavernas medievais, ou a cozinha de um hobbit, se você preferir assim, com paredes e estruturas de pedra e madeira, e as garçonetes tomavam chopp durante o expediente. Jantei um Maltaschen e de sobremesa uma Stracciatella.

Domingo

Domingo de manhã saímos cedo e dirigimos 252km até o Grão-Ducado de Luxemburgo, ou Grousherzogdem Lëtzebuerg, um país localizado bem na interseção da Alemanha, França e Bélgica. Nesse lugar se fala Alemão, Francês e Luxemburguês, que é uma mistura dos dois primeiros. Os documentos oficiais são redigidos em Luxemburguês, mas notei que praticamente todas as placas informativas estavam em Francês.

Fruto de diversas disputas territoriais desde o século IX, Luxemburgo só assumiu a sua forma atual após a queda do Terceiro Reich, tendo sido membro fundador da ONU, da União Europeia e sede da criação da Constituição da União Europeia, esta, em 2005.

Ao chegar na cidade fomos recebidos por uma música tradicional Luxemburguesa: Ai se eu te pego. Deixamos o carro em um estacionamento subterrâneo (o estacionamento tinha 4 andares para baixo!) e fomos caminhar do centro histórico da Haute Ville (Cidade Alta).

Passamos ao lado da Place d’Armes, do Théâtre National, visitamos a Notre-Dame de Luxembourg, e caminhamos em frente à Hôtel de la Chambre des Deputes e o Palais du Grand-Duché de Luxembourg. Depois fomos até o Museu de História Natural de Luxemburgo. Hans, Ada e Tatiana foram fazer o tour do museu. Eu e Luciana resolvemos voltar a andar pela cidade, comprar alguns presentes e encontramos um café meio escondido, mas em frente ao palácio, onde comemos brownie e tomamos chocolate quente.

Mais tarde, quando encontramos o resto do grupo, fomos atrás e encontramos um restaurante que servia fondue. Chegamos a entrar no restaurante, mas quando vimos o preço e o aviso da garçonete (portuguesa) de que não poderíamos pedir apenas uma ou duas ordens para o grupo comer ali mesmo, acabamos desistindo. Sei lá como é o Código de Defesa do Consumidor Luxemburguês.

Continuamos andando pelo centro até encontrar a Gelato Italiano, onde acabamos jantando. Golpe de sorte, apesar de a wifi do lugar ser trancada, a senha era, surpresa, “italiano”.

Apesar da proximidade com a Alemanha, a impressão que eu tive foi a de que a arquitetura, a culinária, as roupas e os hábitos dos Luxemburgueses são predominantemente influenciados pela França.

No retorno pra casa eu dirigi em uma Autobahn pela primeira vez. 😀

E o mundo não se acabou…

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Então, Paula Toller, cante pra gente uma trilha sonora oportuna…

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Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite, lá no morro, não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
Ainda disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite, lá no morro, não se fez batucada

Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de um quinhentão
Agora eu soube, que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
E, vai ter barulho, e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar…

Usando Apple Mapas em Manaus

Originalmente publicado no blog do Trânsito Manaus no Portal D24AM.

Como parte da estratégia de depender cada vez menos de soluções do Google na área de mapas a Apple lançou, junto com a sexta versão de seu sistema operacional móvel, em Setembro de 2012, um aplicativo próprio para este fim.

Mapas no iOS – o Bing é webapp

Usando informações de GPS de parceiras como a Tom Tom, de soluções de código aberto como o Open Street Maps, além do know-how de empresas de mapeamento de relevo em 3D como a C3 Technologies (adquirida por US$ 240 milhões) dentre outras, a empresa da Maçã montou um banco de dados próprio, com mapas vetorizados, imagens de satélite por vezes mais recentes que a concorrência e construções tridimensionais de partes de algumas das maiores cidades do mundo (Flyover), tais como Nova York e São Francisco, nos EUA.

São Francisco e Nova York em modo Flyover no Apple Mapas

O curto tempo de desenvolvimento dessa ferramenta, entretanto, causou diversas críticas por parte de especialistas e usuários, que viram-se frustrados com resultados imprecisos em diversas situações. Recentemente algumas pessoas correram risco de vida ao utilizar o aplicativo para buscar o caminho para uma cidade na Austrália.

Neste último caso, a Apple se justificou informando que utilizou as coordenadas cedidas pela própria administração da região e, após a notificação da polícia local, corrigiu o problema. As notícias sobre o incidente causado pela empresa de Cupertino foram tantas que soterraram outras como a de que mais um departamento de polícia australiano notificou o Google na mesma semana por problemas semelhantes.

O mapa da Apple de fato possui muitas falhas, o que é de se esperar de uma solução em desenvolvimento há apenas um ano comparada às opções do Google ou da Microsoft (Bing Mapas), que possuem pelo menos 5 anos de constantes aperfeiçoamentos. Exemplos dessas falhas são diversas praças em Manaus identificadas pelo mapa nativo do iOS como parques.

Parque São Sebastião?

Dezenas de estabelecimentos comerciais estão posicionados em locais incorretos ou sequer existem. A última vez que a Praça da Matriz teve um posto de gasolina foi há mais de 50 anos.

TM História: Bomba de combustível ao lado da Praça da Matriz reaparece 60 anos no futuro em mapa da Apple.

E o bairro do Japiim, coitado, perdeu um i.

Japim: pressa?

Mas apesar de todos esses erros que afetam negativamente a experiência de usuário, o mapa da Apple também acerta em pontos que a concorrência ainda está deixando a desejar. Vamos apresentar 3 destes lugares em um comparativo realizado com 5 dos principais mapas para iOS. Lembrando que esta não é uma análise técnica, sujeita a ser totalmente diferente da sua experiência pessoal, estando sujeita também a ser comprometida por eventuais atualizações dos serviços. E que o Waze não possui imagens de satélite, em compensação é rapidamente atualizado pela comunidade.

Ponte Rio Negro

A ponte sobre o Rio Negro foi inaugurada em 24 de Outubro de 2011, ligando Manaus a Iranduba, Manacapuru e Novo Airão sem a necessidade de balsas. A exibição em cada um dos mapas ficou assim:

  • Apple Mapascom imagem e vetor.
  • Google Mapscom imagem parcial e sem vetor.
  • Here Mapssem imagem nem vetor.
  • Bing Mapscom imagem e vetor.
  • Wazecom vetor.

Ponte Rio Negro

Avenida José Lindoso (Avenida das Torres)

Inaugurada em 29 de Junho de 2010, a Avenida José Lindoso, conhecida popularmente como Avenida das Torres, interliga o Complexo Viário Gilberto Mestrinho à Cidade Nova de forma rápida e com poucos cruzamentos. É uma ótima alternativa de acesso à Zona Norte da cidade, desde que apareça no GPS daqueles que nunca trafegaram naquela região. A exibição em cada um dos mapas ficou assim:

  • Apple Mapascom imagem e vetor.
  • Google Mapscom imagem e sem vetor.
  • Here Mapssem imagem e com vetor.
  • Bing Mapscom imagem e vetor.
  • Wazecom vetor.

Avenida José Lindoso

Manauara Shopping

O maior shopping do norte do Brasil foi inaugurado em 7 de Abril de 2009 e a razão pela qual foi escolhido para compor esta lista é unicamente para mostrar que quem prefere usar os mapas da Apple pode até estar bem orientado, comparado a quem usar o Here Maps, já que as imagens deste mapa não mostram sequer um, das dezenas de buritizeiros destruídos pela obra do estabelecimento, derrubado (já estava desmatado, na verdade, mas, mesmo assim, a obra ainda não havia começado quando foi feita a última foto). O banco de imagens de satélite parece ser o mesmo que o Bing utilizava até pouco tempo atrás, mas que este agora já tratou de atualizar. A exibição em cada um dos mapas ficou assim:

  • Apple Mapas – com imagem e vetor das ruas ao redor.
  • Google Maps – com imagem e sem vetor das ruas ao redor.
  • Here Maps – sem imagem nem vetor das ruas ao redor.
  • Bing Maps – com imagem e sem vetor das ruas ao redor.
  • Waze – com vetor das ruas ao redor, inclusive com a nova nomenclatura.

Manauara

Especuladas para 2013 a função de instruções por voz (Siri) no Apple Mapas e as imagens de Manaus no Google Street View do recém lançado Google Maps para iOS prometem acirrar ainda mais a concorrência entre aplicativos de mapas na plataforma da Maçã. O mapa social Waze, apesar de não contar com imagens de satélite, possui função de instruções por voz e informações geralmente mais atualizadas que os demais, graças às contribuições dos próprios usuários.

O que você tem achado das soluções de mapas para plataformas móveis em Manaus? Como é a sua experiência com mapas em outras plataformas? Já faz parte do grupo do Trânsito Manaus no Waze? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe mais dicas com a gente.

Iniciativas Populares

Em decorrência do lançamento do Manual Ônibus Manaus, o jornalista Nelson Brilhante, do A Crítica, entrou em contato comigo para uma entrevista que faria parte de uma matéria sobre iniciativas populares. A matéria foi publicada no Domingo (09/12/2012) e a parte aberta ao público não-assinante do site não contém a entrevista comigo, que ainda não tive a oportunidade de ler, mas pelo menos estou na foto escolhida para ilustrar o post. Se alguém comprou o jornal do último Domingo, favor guardar e, quem já leu, favor comentar o que achou. Obrigado.

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Iniciativas fazem a diferença em Manaus

Sem estardalhaço nem interesses que não o de contaminar mais pessoas a fim de realizar o sonho de uma cidade melhor para todos, esses “funcionários públicos não remunerados” passaram a assumir responsabilidades que seriam de quem foi eleito para isso. 

Por Nelson Brilhante.

Steven Conte, um dos criadores do site Ônibus Manaus, sobre rotas dos coletivos.

Steven Conte, um dos criadores do site Ônibus Manaus, sobre rotas dos coletivos.
Foto: Euzivaldo Queiroz

Para um grupo de manauaras não basta reclamar, espernear e empunhar cartazes de protesto para garantir melhorias na cidade em que vivem. Alguns até fazem ou já fizeram tudo isso, mas foram além do protesto e, literalmente, adotaram Manaus com carinho de cidadão.

Sem estardalhaço nem interesses que não o de contaminar mais pessoas a fim de realizar o sonho de uma cidade melhor para todos, esses “funcionários públicos não remunerados” passaram a assumir responsabilidades que seriam de quem foi eleito para isso.

No conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, o presidente da Associação dos Moradores, Denis Thaumaturgo, de tanto pedir um novo parquinho infantil para a praça do conjunto, tomou uma decisão inédita: iniciou uma campanha no Facebook para conseguir os R$6 mil que precisava para comprar um playground. Quando arrecadou R$1,5 mil, comprou o playground parcelado em quatro vezes e, no último domingo, para a alegria da garotada, inaugurou o brinquedo gigante com um show (sem cachê) do cantor Cileno e o bingo de um aparelho de TV doado pelo deputado Josué Neto.

Quem também resolveu colocar a mão na massa foi um grupo de seis amigos, liderados pelo jornalista e professor de Educação Física Luiz Eduardo Leal, criou o site de busca www.onibusmanaus.com.br, único pelo qual o internauta conhece a rotas e itinerários de ônibus da capital amazonense. A iniciativa nasceu com a criação de uma conta no Twitter, em novembro de 2011.

A ideia deu tão certo que a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) estimulou o grupo a produzir um guia impresso, lançado no dia 27 de novembro, e que está sendo distribuído gratuitamente aos usuários de transporte público.

Ameaça

Antes de publicar o guia de rotas de ônibus, o grupo “Trânsito Manaus” tentou prestar ajuda aos usuários de transportes urbanos, mas teve que abortar o projeto. Eles fixavam nas paradas de ônibus cartazes com a frase “Que ônibus passa aqui?”. Abaixo, linhas pontilhadas davam espaço à resposta de populares. Ligações anônimas, vindas de setores que comandam o trânsito de Manaus, forçaram o grupo a desistir da iniciativa.

Saiba Mais

Guia Impresso

A princípio, o guia impresso com a rota e os itinerários dos ônibus deverão ser distribuídos em hotéis, centros comunitários e postos de atendimento ao turista para o lançamento, foram impressos cinco mil exemplares.

Histórico

A ONG começou com uma conta no Twitter e foi evoluindo para uma página no Facebook e chegando a um site, o que resultou também no Ônibus Manaus.

[…]

A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa.

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