Velho Continente – dia 3

Meus olhos piscaram às 7:30AM e curiosamente às 9:40AM logo em seguida. Aparentemente aconteceu a mesma coisa com o professor. Ter passado praticamente 3 dias ligados nos deixou realmente cansados e foi difícil levantar pra tomar café, mas por sorte o horário de serviço do café do hotel ia até mais tarde por conta do feriado.

Saímos do hotel pelas 11 da manhã e fomos conhecer o Deutsches Historisches Museum (Museu de História Alemã). U7 – Grenzallee > baldeação > U6 – Mehringdamm > U6 – Friedrichstraße. Saindo na Friedrichstraße, pegamos um bonde que levou até a Dorotheenstraße, e nos deixou mais ou menos atrás do museu. Originalmente ele dava a volta e chegava um pouco mais perto, mas o local está em obras.

Chegando na esquina com a Am Kupfergraben, vimos os imensos edifícios do Pergamon-Museum e o Neues Museum. Chegando mais próximo da esquina com a Unter den Linden, vimos o Altes Museum e o Berliner Dom.

Na entrada da primeira seção a placa: “Deutsche Geschichte von den Anfängen bis 1918” (A História Alemã do Princípio até 1918). Posteriormente na seção do andar inferior, uma placa semelhante anuncia a história de 1919 até os dias de hoje. Iniciando o passeio, altares para gênios de Centúrias e Deuses, totens sobre a orígem do povo germânico e infográficos animados sobre todas a movimentações étnicas conhecidas na Europa, norte da África e oeste da Ásia até o final do primeiro milênio E.C.

Máscaras e armaduras de guerreiros medievais, globos terrestres ainda sem as Américas, uma ilustração dividida em quatro partes representando as festividades da região em cada mês do ano, tabuleiros de jogos antigos, centenas de pinturas, moedas e bustos de reis, príncipes e princesas, guerreiros e diplomatas, um esquema de quadros sobrepostos dando ideia de profundidade datado de 1730 (Walt Disney patentearia uma tecnologia semelhante nos desenhos de seu estúdio quando produziram Branca de Neve no séc. XX), o tradicional chapéu, a espada e as esporas de Napoleão Bonaparte, as primeiras impressões das principais obras de grandes pensadores e cientistas como Kant, Mendelsohn, Adam Smith, um piano que foi usado por Mozart, os primeiros jornais a pregarem o socialismo, maquetes, lâmpadas, telefones, teares, máquinas datilográficas, primeiros aparelhos de raio-x, motores e outras invenções feitas ou aperfeiçoadas em solo alemão, propagandas, jornais e filmes socialistas, o surgimento do Partido Nacional Socialista, o projeto da Germânia (que sobrepor-se-ia no lugar de Berlim se os Russos não tivessem nos salvado de Hitler), vestígios do Holocausto, maquetes dos campos de extermínio, esculturas e retratos da dor e do sofrimento daqueles que foram perseguidos pelos Nazis, artefatos do recente progresso tecnológico e pedaços do Muro de Berlim original são algumas das coisas que consegui lembrar ou registrar em fotos.

Uma pena o museu precisar fechar mais cedo por causa do feriado, ao contrário do café da manhã do hotel.

Saímos do museu e fomos comprar nossa passagem de trem para Heidelberg, na Berlin Hauptbahnhof (Estação Central de Berlim), onde também jantamos. O atendimento do guichê do trem foi de uma brutalidade tão descomunal que até um austríaco se espantou. O mau humor da atendente, que ganhou de nós o carinhoso apelido de Frau Helga Nudeln, chegou ao ponto dela socar a mesa perguntando porque estávamos sorrindo.

Ao sair da Hauptbahnhof, levei o pessoal (aquele, que chegou ontem na cidade e acha que já conhece o mapa do metrô inteiro de cor) pela U-Bahn 55 até a última parada: o Brandenburger Tor (Portão de Brandenburgo). Finalmente pudemos chegar perto do monumento quase tricentenário que serviu de plano de fundo para alguns dos maiores acontecimentos da história europeia e mundial nos últimos séculos.

Pegamos a S-Bahn e depois a U-Bahn, seguida de algumas baldeações até chegarmos na U7, que nos trouxe de volta para o nosso hotel.

Comecei a tirar fotos das placas de todas as estações de metrô por onde passamos para futura comparação. Cada uma tem um estilo único.

About Steven Castro Conte

Eu sou um aprendiz.

3 responses to “Velho Continente – dia 3

  1. Keep walking. I follow you.
    +1

  2. Pingback: Velho Continente – dias 7 e 8 « (Dr.) Conte

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