Poke

Não faltou nos eventos de xoxo media desse ano alguém que interrompesse a programação para explicar para os puros, ingênuos e castos brasileiros o significado do recurso poke no Facebook, posto que o nosso pudico cutucar na verdade escondia em sua origem um nefasto convite à fornicação e à sodomia.

Assim, o coitado do cutucar passou a ser marginalizado, tratado como um scrap coletivo e purpurinado de Orkut.

Acontece que o cutucar não é uma função intrusiva, no sentido de não encher a timeline nem atrapalhar experiência de uso da rede social, não atrapalha a vida de ninguém, podendo inclusive ser desativada.

Cutucando

Além disso, se a interpretação do uso que muitos brasileiros deram à função foi diferente da que se deu nos Estados Unidos, sendo mais ingênua e lúdica, sem conotação sexual, que grande mal do século haveria nisso?

Isso só é de fato um problema se você tiver amigos americanos na rede e, se tem, provavelmente já saberia antes mesmo de utilizar a rede. Se não sabia, o pior que pode acontecer é levar um unfriend de um gringo, e o melhor que pode acontecer você que sabe.

Não é obrigatório adotar na sua cultura cada mínimo aspecto de outras que você considere “superiores”. E no dia que for, que comecem aprendendo a respeitar fila.

Steve

ARVE Error: id and provider shortcodes attributes are mandatory for old shortcodes. It is recommended to switch to new shortcodes that need only url

Texto original da campanha “Think Different“, preparado pela Chiat/Day para a Apple Computer, Inc., quando do retorno de Steve Jobs, em 1997.

Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes.

The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them.

About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They invent. They imagine. They heal. They explore. They create. They inspire. They push the human race forward.

Maybe they have to be crazy.

How else can you stare at an empty canvas and see a work of art? Or sit in silence and hear a song that’s never been written? Or gaze at a red planet and see a laboratory on wheels?

We make tools for these kinds of people.

While some see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

Cada pessoa que tem a boa fortuna de criar uma única ideia, um produto, uma função, um serviço, uma ação, uma única coisa que seja relevante, que mude, melhore, transforme a vida das outras pessoas, poderia então descansar e sentir-se realizada, contemplando satisfeita a sua obra.

Mas quando uma pessoa, em vez de parar para contemplar o que fez, segue olhando para a frente, sempre em uma busca incessante de continuar criando, aperfeiçoando, reinventando, ela começa a mover não apenas a si mesma, mas a humanidade inteira para a frente.

Os pixels de cada tela de cada monitor de cada computador pessoal do mundo que mostrem uma interface gráfica de interação, cada clique de mouse, cada som emitido por um tocador de mp3, cada toque em uma tela sensível de celular ou tablet, cada sorriso ou emoção causados por um desenho da Pixar… Todas estas coisas só chegaram até nós da forma como existem hoje porque um homem vislumbrou nelas ferramentas para impulsionar a criatividade humana.

Esse homem idealizou todas as ferramentas que eu uso no meu dia a dia para criar, estudar e trabalhar. É como se ele estivesse sempre ao meu lado, dizendo “invente!”, “imagine!”, “resolva!”, “explore!”, “crie!”, “inspire!”, “pense diferente!”. E ele inclusive compartilhava comigo o mesmo nome.

No dia 5 de Outubro de 2011, esse homem deixou o plano físico para viver na lembrança trazida por suas criações que cada um de nós tem consigo. E ao morrer, lembra-nos da mais poderosa lição que nos deu em vida: a de que a morte é um agente da vida, pois dá espaço para o novo.

ARVE Error: id and provider shortcodes attributes are mandatory for old shortcodes. It is recommended to switch to new shortcodes that need only url

.Texto do discurso “You’ve got to find what you love” na íntegra. (tradução)

Categorias

Passado

  • 2016
  • 2015
  • 2014
  • 2013
  • 2012
  • 2011
  • 2010
  • 2009
  • 2008
  • 2007
Seguir

Receba atualizações do blog na sua caixa de entrada.

Basta inserir seu email