O Poder das Hashtags (III ETC Manaus)

Transcrição (suposta e informal) da palestra ministrada na noite de 10 de Setembro de 2011, na terceira mesa do III Encontro de Twitteiros Culturais de Manaus, no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping.

Amaro Jr., Steven Conte, Chrys Braga, Thais Kurunzi e Dilson Cabral

Qual a primeira ideia que vem à mente quando você pensa em hashtags?

Rapidamente vem à mente exemplos cotidianos como #FollowFriday, #ComoFaz, # FicaDica, #Partiu, #ETCManausFAIL 🙂 , #ProntoFalei… Mas o que há por trás destes quatro traços cruzados?

Para que uma hashtag apareça nos Trending Topics brasileiros (ou Tópicos em Tendência, como diria Luiz Eduardo Leal), é preciso que este seja citado mais de 5 mil vezes em menos de uma hora. Inclusive, inspirados nessa lógica de grande concentração de pessoas referindo-se a um ponto em comum que os criadores do Foursquare criaram a Swarm Badge, um troféu de abelhinhas que aparece no seu perfil ao dar um check-in junto com outras 50, 100, 250 ou mais pessoas em uma mesma prefeitura.

Para as empresas que lidam constantemente com as redes sociais, conseguir alçar uma hashtag ao posto de tópico mais comentado de um país é um feito importante para a marca. Principalmente quando é uma referência positiva ou neutra, o que infelizmente não foi o caso da Mega Eventos. E o Trânsito Manaus teve a oportunidade de ter iniciado alguma dessas hashtags que chegaram aos TTs.

A primeira delas, em 04 de Maio de 2010, ao lado de concorrentes de peso como #PutaFaltaDeSacanagem, foi a #GreveManaus, que agregava informações sobre a greve dos motoristas de ônibus em Manaus que reivindicavam melhores salários.

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Essa parte eu ia falar, mas na hora, esqueci:

Então, quando no meio da tarde iniciou-se a greve, a maior parte da frota de ônibus parou de circular e as pessoas não sabiam o que estava acontecendo. Os meios de comunicação por rádio e TV ainda não tinham começado a noticiar o acontecimento e os impressos só viriam a tratar no dia seguinte. Daí uma pessoa que tivesse acesso à internet antes de sair de casa ou do trabalho, ou ainda no seu celular, pode ver as primeiras informações através da busca por essa hashtag e se programar para pedir um táxi ou uma carona.

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Em 12 de Dezembro de 2010, também se repetindo em 20 de Dezembro daquele ano e em Março de 2011, colocamos em evidência o #TemporalManaus, que chegou a passar mais de 8 horas nos Trending Topics nacionais, e foi interessante porque chamou a atenção do Sul e Sudeste: algumas pessoas começaram a fazer piadas sobre Manaus, o que levou a um debate na internet sobre o preconceito entre as regiões do país.

Já em 22 de Março de 2011, o #ContraOAumentoMAO, idealizado em parceria com o Clube do Fusca do Amazonas passou mais de 5 horas na lista. A ideia era a mobilização contra o aumento do preço da gasolina. Vários motoristas seguiram até dois postos da cidade, predeterminados, e abasteciam R$ 0,50, exigiam a nota fiscal e um teste de qualidade, que todos os postos são obrigados por lei a fazerem. Nesse dia a hashtag chamou a atenção da imprensa que compareceu aos postos e, inclusive, flagraram que um deles não possuía a indumentária necessária para realizar os testes. O que foi uma grande trollação patrocinada pelo TrânsitoManaus. 🙂

Apesar da ação anunciada com a hashtag não ter tido grande reflexo nos preços da gasolina de fato, a atenção que ela atraiu das pessoas e da imprensa fez com que alguns donos de postos buscassem atender a exigência de ter o material necessário para os testes de controle de qualidade, o que foi um ganho positivo para toda a população.

Essas hashtags não serviram somente como divulgação da marca TrânsitoManaus. Elas tornaram-se catalizadoras de informações geradas livremente pela coletividade. Deixaram de ser posse do “Trânsito” e passaram as ser posse dos usuários. Inclusive nós estimulamos que as pessoas não precisariam necessariamente enviar uma reply para o @TransitoManaus. Apenas que utilizassem a hashtag fazendo com a informação fosse totalmente descentralizada e livre, como de fato as coisas acontecem no Twitter.

O que uma hashtag pode mudar nas nossas vidas?

Muitas pessoas podem achar que a hashtag não tem poder nenhum, que é uma coisa inútil. Mas nós não pensamos dessa forma.

Afinal, a inútil hashtag que chega a passar uma semana intenria anunciando para todo o Brasil o canal e os produtos de uma sexshop manauara alavancando suas vendas não é um poderoso case de marketing?

A inútil hashtag que mostra para o Brasil inteiro que apesar da desinformação de uma certa banda colorida, em Manaus não apenas há civilização, como também internet (ainda que lenta) não é um poderoso case de senso de humor?

A inútil hashtag que ajuda mais de 20 mil pessoas diretamente, e sabe-se lá quantas mais indiretamente, a informarem-se sobre lugares alagados, vias obstruídas e engarrafamentos não é um poderoso poderoso case de informação alimentada pela coletividade?

A inútil hashtag que se transforma em uma campanha nacional de doação e torcida por ALGUÉM que considero duas das pessoas mais fortes, felizes e corajosas que já viveram neste mundo não é uma poderosa demonstração de humanidade, tão rara hoje em dia?

Vocês ainda tem dúvidas quanto ao poder de uma hashtag?

Avaliem o uso que vocês dão aos recursos que vocês tem, porque o poder de um recurso, como uma hashtag, depende do uso que você dá a ele.

Continue Andando

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Caminhos célebres em Laranja Mecânica, Jurassic Park, Matrix, 2001: Uma Odisseia no Espaço, Gladiador, Constantine, entre outros. Para mim faltou Forest Gump.

Compartilhado pela Flavia Verçoza.

Você não pertence a este círculo!

Isto não é sobre Google Plus.

Às vezes a gente se vê em meio a um ambiente de trabalho ou de estudo/ensino onde os métodos estão presos a costumes antigos que não são produtivos porém são cômodos para a maioria dos envolvidos.

Nada contra processos e metodologias antigas. Existe uma série de livros antigos que, não fossem os conteúdos desatualizados pelo curso natural do progresso da ciência a que se destinam, seriam muito melhores que os produzidos hoje em dia, seja pela linguagem for dummies ou repleta de embromação, seja pela burrice do autor.

Círculos

Mas voltando ao anseio de mudança de métodos, quando a gente percebe esse incômodo e passa a buscar espaço para propor e implementar os resultados destes anseios e tem-se a boa fortuna de encontrar pessoas dispostas a compartilhar deste objetivo, experimenta-se, cria-se, molda-se os resultados da experimentação e assim, segue-se em frente rumo a uma maior eficiência.

Entretanto, em outros lugares ocorre o oposto: as pessoas sentem-se incomodadas, por vezes até ofendidas, menosprezam sua opinião, preferem manter-se dentro de sua zona de conforto. Por fim, dizem que você está no lugar errado.

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