Conto de Natal

Dedicado a todos aqueles que odeiam o Natal.

Certa vez eu estava indo para a ceia na casa de um tio e, passando ali pelo Hiléia, paramos no antigo sinal que tinha na entrada do Cj. Santos Dumont. A janela do carro estava aberta. Do lado parou um caminhão de lixo. O gari, fedendo e faltando alguns dentes, sorriu pra mim e disse “Feliz Natal”. Eu retribui a saudação e sorri, acenando com a cabeça. O sinal abriu e seguimos a diante rumo ao nosso destino.

Naquele dia aquele gari me fez pensar que: se ele, apesar de estar naquela situação, tendo que trabalhar com manejando os restos dos outros que, naquele mesmo momento estavam celebrando com fartura na noite de Natal, e ainda assim era capaz de sorrir e demonstrar alguma aparente felicidade, por que eu, que estava limpo e confortável, de férias e sem tantas obrigações, e iria logo em seguida comer de uma mesa farta, poderia estar triste?

Eu sei que a Simone, o cavaquinho, o excesso de hormônios e excassez de neurônios da adolescência, o calor, a falsidade de algumas pessoas, o trânsito, ou talvez a sensação de não ter feito tudo o que desejava no ano que passou, podem causar algum desânimo. Mas para você que está agora confortavelmente caindo de boca no peru e fica ao mesmo tempo com esse papinho de “odeio o Natal”, fique com o meu:

– Cala a boca! Aprenda a dar valor ao que você tem.

Obrigado pela atenção e voltemos agora à nossa programação normal.

PS: Sim, eu sei que algumas pessoas odeiam o Natal por causa do Capitalismo, blá blá blá.

Mensagem de Natal e Ano Novo

Este texto é uma adaptação que fiz de um texto que recebi por e-mail, originalmente composto por uma gestora de recursos humanos chamada Natália. Fiz tantas adições e modificações no texto, inclusive alterando o sentido e a posição de várias frases, que ele quase dobrou de tamanho. Enfim, fiquem com a mensagem.

Queridos,

Dentro de poucos dias estaremos no último dia do ano de 2009. E no dia 31, após o tilintar dos relógios, virá o Ano Novo. O engraçado é que – teoricamente – continua tudo igual. Ainda seremos os mesmos. Ainda teremos os mesmos amigos. Alguns o mesmo emprego. Outros, o mesmo cônjuge. As mesmas dívidas emocionais ou financeiras. Ainda seremos fruto das escolhas que nós mesmos fizemos durante a vida. Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos neste ano que passou.

A diferença sutil é que, quando o relógio nos avisar a passagem do dia 31 de dezembro de 2009 para 1º de janeiro de 2010, teremos um ano inteiro pela frente! Um ano novinho em folha! Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever. Para um físico, pode não fazer a mínima diferença, afinal, um ano representa apenas a completa rotação da Terra ao redor do eixo do Sol. Para um estrategista de uma empresa, pode ser a melhor forma de definir um ponto de partida e de término para a obtenção de metas. Porém, retomando o pensamento, um ano para começarmos o que ainda não tivemos oportunidades, coragem, força de vontade. Um ano para perdoarmos os erros, um ano para sermos perdoados dos nossos, um ano para refazer nossas atitudes e pensamentos. 365 dias para fazer aquilo que quisermos. Ou para deixar que façam o que quiserem conosco. Também há essa escolha.

Exatamente por isso, desejo que você faça as melhores escolhas. Desejo que sorria o máximo que puder. Fale ou ponha em prática o que tem em mente, e não espere pelos outros. Cante aquilo que quiser (menos pagode, se bem que pagode não é música). Durma o suficiente. Ame mais. Abrace bem apertado. Despeça-se sempre com um sorriso. Fique feliz por estar vivo e ter sempre mais uma chance para recomeçar. Agradeça às suas escolhas pois, certas ou não, elas são suas e ninguém é responsável por elas além de você.

Gostaria de agradecer à família, e aos amigos que eu tenho. Aos que me acompanham desde muito tempo. Aos muitos amigos que fiz este ano. Aos que eu encontro pouco, mas lembro muito. Aos que eu encontro muito e estão sempre comigo. Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria. Aos que eu via todos os dias, e hoje não vejo mais. Aos que moram perto e eu vejo sempre. Aos que moram perto, e eu quase não vejo. Aos que me seguram, quando penso que vou cair. Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos. Aos que sinto uma enorme saudade. Aos que parecem anjos, mas estão aqui e me fazem perceber algo de divino neste mundo. A todos vocês, por quem tenho grande apreço, carinho, estima ou amor.

Muito obrigado, meus queridos e queridas, pessoas especiais por fazerem parte da minha vida e da minha história. Obrigado por estarmos juntos sempre, de um jeito ou de outro, e por termos tido a oportunidade de conversar, de desabafar, de chorar, de crescer, de amadurecer, de sorrir, reencontrar, relembrar, de imaginar, e de nos aproximarmos mais! E que possamos ter sempre mais atitude, porque sabemos que quem apenas espera, fica à mercê da boa vontade dos outros, e não há glória naquilo que se conquista sem esforço.

Desejo a você um Feliz Natal, repleto de Paz, Saúde, Amor e Alegria. Que você possa estar perto daqueles aqueles que você ama. E que 2010 seja um ano bem mais feliz, amoroso e próspero, onde seus projetos concretizem-se de verdade, e você ponha em prática tudo aquilo que planeja e tem condições de realizar, mas lhe faltou iniciativa para materializar no ano que passou. Que a palavra “adiar” seja banida do seu dicionário. Que a palavra “conseguir” seja usada exaustivamente.

E, sendo católico ou protestante, judeu ou muçulmano, budista ou agóstico, ateu ou fundamentalista, capitalista ou socialista, enfim, seja que -ista você designar a si mesmo, compartilho agora aquilo que, para mim, deve ser o (blá-blá-blá) sentido do Natal: um marco que lembre a todos a importância do fazer o bem ao próximo. Ponto. Se todas as pessoas, apesar de cada uma de suas diferenças, agirem com pelo menos este pensamento em comum, todos viveremos em um Mundo melhor.

Recursos

Tento usar minhas ferramentas de trabalho até o limite da sua capacidade, mas infelizmente algumas pessoas esbajam dos recursos da administração descartando ferramentas ainda úteis. Geralmente são as mesmas pessoas que restam apenas internes a reclamar do mau uso do dinheiro público por parte dos políticos.

Hoje fui usar um tubo de cola, mas ele estava com o bico entupido. Desmontei e desentupi, enquanto ouvia outra servidora do setor mandando eu jogar o tubo fora e buscar outro no almoxarifado. O detalhe é que ele estava cheio. Custava desentupir com um clipe e voltar a usar?

O pior é que custa, e custa do bolso de cada criatura que paga imposto, inclusive a pessoa que mandou eu jogar o tubo fora.

Outro dia a mesma servidora jogou fora um grampeador porque ele não estava grampeando direito. Eu tenho quase certeza que ele não estava grampeando direito porque devia ter um grampo travando o funcionamento e com uma caneta ou tesoura e um pouco de boa vontade daria pra consertar e continuar usando por mais tempo.

Essas coisas custam do nosso bolso. Durante o ano, tudo o que o brasileiro recebe até o mês de maio é o equivalente aos impostos que precisa pagar anualmente. Impostos estes que servirão para comprar esses materiais.

E estas foram apenas duas situações que aconteceram dentro de um único setor. Imaginem num universo de dezenas de setores e milhares servidores da secretaria, o quando disperdício também pode estar acontecendo.

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